
Arruda admite que Saúde tem problemas, mas descarta crise
Prefeito de Januária (foto) diz que situação está sob controle
JANUÁRIA - O prefeito de Januária, Maurílio Arruda (PTC), admite que o setor de saúde do município passa por dificuldades, mas nega que o quadro tenha chegado ao limite mostrado na matéria “Falta até papel higiênico no hospital de Januária” encaminhada para a imprensa pelo jornalista Fábio Oliva. De acordo com Arruda, pode ser que “falte algum medicamento em algum instante por conta de demandas extras como é comum ocorrer na saúde”.
O prefeito diz que a matéria tem origem e destino e que “mais uma vez foi plantada” pelo jornalista Fábio Oliva. Arruda insinua que Oliva faz campanha contra sua administração porque, de acordo com notícia veiculada pelo jornal “A Voz do Povo” do final de semana passada, tinha “veleidades” de ser o assessor de comunicação da Prefeitura de Januária, projeto que teria sido frustrado com a vitória do atual grupo político nas eleições de outubro passado.
Arruda diz que o jornalista omite o fato de que há iniciativas positivas em favor da saúde local. A partir do mês de julho, ele diz, o município vai implantar sua residência médica, uma extensão do Hospital Universitário da Unimontes (Universidades Estadual do Norte de Minas), em convênio com a Secretaria Estadual de Saúde. “Ademais, também vamos instalar no hospital o curso de especialização para atender médicos, enfermeiros e odontólogos”, diz o prefeito. O curso, que tem previsão para oferecer 35 vagas, deve começar no mês de junho.
Além de Montes Claros, assinala Arruda, Januária será a primeira cidade no norte de minas a ter residência médica, condição que, segundo o prefeito, contribui para afastar em definitivo as chamadas "máfias da saúde” do município. O prefeito não comentou a denúncia de que haveria suposto superfaturamento na aquisição de medicamentos pela Secretária de Saúde já no seu governo.

















