BLOG DO LUÍS CLÁUDIO GUEDES
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sexta, 15 maio, 2009
SE ESSA RUA FOSSE MINHA

Asfalto, tô fora 

MANGA - O prefeito de Manga, Quinquinha Sá (PPS), resolveu radicalizar com relação ao tipo de material utilizado na pavimentação das ruas da cidade: durante o período de mandato que ainda lhe resta, o município não vai mais contratar empresas de engenharia que fazem uso da massa asfáltica para urbanização de vias públicas. O prefeito, que tinha estabelecido a meta de universalizar o calçamento da cidade, diz que agora vai usar como matéria-prima os tradicionais paralelepípedos e o bloco sextavado, produzido com cimento.
 
O principal argumento para a medida é evitar a evasão de divisas do município, que sempre ocorre quando uma empresa de fora do município é contratada para realizar o asfaltamento. “Vamos utilizar mão-de-obra própria e contratar os serviços por aqui mesmo para evitar que o dinheiro do município vá embora e, o que é pior, dê empregos para pessoas de outras regiões do Estado”, disse Quinquinha ao Blog.
 
Depois do estouro da crise financeira global, o prefeito foi obrigado a rever sua meta de pavimentar todo o perímetro urbano do município. A Prefeitura começa nos próximos dias as obras do calçamento do Bairro Arvoredo, que já vai seguir a nova orientação da administração.
 
A decisão é uma guinada e tanto no padrão adotado pelo prefeito no seu primeiro mandato. Uma de suas principais obras durante o 20 meses que assumiu o comando do município após a cassação do ex-prefeito Humberto Salles (sem partido) foi a pavimentação com asfalto do Bairro Santo Antônio, na saída Sul da cidade, que também incluiu a pavimentação dos dois principais acessos à cidade. A obra foi executada pela empresa Pavisan Engenharia Ltda., de Montes Claros, e foi considerada fundamental para a reeleição do prefeito Quinquinha.
 
A versão extra-oficial para a mudança de rumo do prefeito teria sido alguns problemas acontecidos durante a vigência do contrato com a Pavisan. A fatura para pela Prefeitura à empresa de Jamil Curi ficou em torno de R$ 1,1 milhão e a obra, que foi finalizada por uma firma sub-contratada, teria sido entregue sem a instalação do meio-fio (a fileira de blocos de cimento que separa o leito da rua da calçada). O estresse com a Pavisan teria pesado bastante na decisão do prefeito Quinquinha em desistir incluir novos trechos de asfalto na paisagem local.


postado por BLOG DO LUÍS CLÁUDIO GUEDES as 05/15/2009 06:46:59 #
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