Página virada
O prefeito de Manga Quinquinha Sá (PPS) foi aconselhado por advogados e assessores a “deixar pra lá” o pedido de investigação que faria na Polícia Civil e a posterior denúncia que encaminharia ao Ministério Público locais para tentar descobrir a autoria do texto apócrifo que circulou no município há pouco mais de duas semanas.
O documento contém insinuações sobre sua vida pessoal e empresarial. Uma dessas denúncias, que segundo o prefeito garante o acusador anônimo não teria como provar por ser pura invencionice, insinua que a evolução do seu patrimônio foi potencializada com a receptação de cargas roubadas de um suposto esquema que teria existido na região nos anos 90 do século passado.
O argumento dos conselheiros do prefeito é de que a repercussão do caso é justamente o que deseja os criminosos responsáveis pela distribuição do texto calunioso. Apesar de ter forte convicção de que a nova escalada de denúncias anônimas é um desdobramento do caso do incêndio do caminhão que transportava brinquedos para a festa do Dia da Criança realizada durante as comemorações do aniversário da cidade em outubro do ano passado, desta vez o prefeito não vai aceitar a provocação, que seria motivada por insatisfações geradas com a sua vitória nas eleições de 2008.
De acordo com uma fonte, Quinquinha Sá teria "fortes elementos" para desconfiar que os ataques têm partido de um certo endereço nobre da cidade, mas acredita que não teria nada a ganhar em dar mais visibilidade ao caso. Os ataques viriam dos partidários "do quanto pior, melhor" que o prefeito denúncia a cada investida crítica contra a sua administração.
Não é a primeira vez que o prefeito de Manga é vítima de ataques dessa natureza. Durante a disputa eleitoral que terminou com sua reeleição no ano passado, a Polícia Civil chegou a recolher e enviar alguns computadores para a perícia técnica em Belo Horizonte. Algumas pessoas ligadas a uma liderança da oposição eram suspeitas de terem vazado o texto com ataques ao então candidato. A investigação não chegou a termo e o processo foi arquivado por falta de provas conclusivas da autoria. A impunidade naquele caso pode ter incentivado a nova tentativa.

















