Vai longe
Mesmo após ter apresentado certidão do Tribunal de Contas de Minas Gerais que supostamente o exime da responsabilidade na prestação de contas do exercício de 2008, o prefeito de Januária, Maurílio Arruda (PTC), ainda deve ter boas dores de cabeça com a investigação que a Câmara Municipal inicia esta semana dos atos do seu governo. A queda de braço em Januária é meramente política e o embate entre a Câmara e o prefeito não será resolvida com o fato de que Arruda não tem obrigação de prestar contas dos (des) mandos do antecessor Sílvio Aguiar (PMDB).
Passou quase despercebido no noticiário sobre a abertura da Comissão Processante contra o prefeito de Januária o fato de que ele também foi derrotado na tentativa de cassar o mandato do vereador Zezé da Copasa (PT), seu desafeto número um no Legislativo local. Arruda quis retirar Zezé de cena com o argumento de que ele trabalha e reside em Montes Claros, hipótese que o impediria de exercer mandato eletivo na cidade barranqueira.
A simples apresentação da escritura de um imóvel em Januária bastou para que seus pares na Câmara mandassem o pedido de cassação direto para a gaveta. Para piorar, os vereadores ainda não digeriram a tentativa do prefeito de colocar o Ministério Público nos calcanhares dos vereadores para saber como e no quê gastam a chamada verba indenizatória.

















