Patrus põe o pé na estrada
O ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), na foto ao lado, gasta sola de sapato em Janaúba nesta sexta-feira, 26/06, para o lançamento do programa “Minha Casa, Minha Vida” no município. O “Minha Casa, Minha Vida” é a iniciativa do governo federal que tem o duplo objetivo de reduzir em um milhão o déficit habitacional de 7,2 milhões de unidades no país até o final do governo Lula e, de quebra, dá uma forcinha na candidatura da ministra Dilma Roussef (Casa Civil).
Patrus chega ao aeroporto local por volta das 11h00 para cumprir extensa agenda na cidade adminstrada pelo também petista José Benedito Neto. O ministro está em pré-campanha para a sucessão do governador Aécio Neves e, noutra frente, faz o aquecimento para medir forças com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel na disputa interna pela indicação do nome petista que vai concorrer em 2010.
O ministro Ananias comanda o Bolsa-Família, principal programa social do governo federal e responsável em boa medida por manter nas alturas a aprovação do presidente Lula. Ainda assim, a situação do ministro não é das mais confortáveis nas pesquisas para a sucessão mineira. Ele está a léguas do primeiro colocado, o também ministro Hélio Costa (Comunicações). Os 11% de Patrus na última pesquisa Datafolha ainda fica abaixo da metade das intenções de votos do petista Fernando Pimentel.
Pilotar o Bolsa-Família não ajuda muito os planos eleitorais de Patrus, que é pouco conhecido até mesmo em Bocaiúva, a sua terra natal. Em favor do ministro, há que se reconhecer a sua seriedade e de não se prestar (pelo menos até aqui) ao jogo fácil de associar o seu nome ao bolsa-esmola federal. Numa palavra: faturar em cima do tema da miséria.
Há ainda outra pedra no difícil caminho de Patrus rumo ao Palácio da Liberdade: não é pequena a possibilidade do PT mineiro ter que sacrificar o sonho antigo de comandar o Estado em favor do projeto nacional do partido em eleger a primeira mulher presidente do Brasil e impedir a vitória dos tucanos em 2010. Nessa hipótese, o mais provável é uma composição com o PMDB de Hélio Costa e um rateio na indicação das vagas de vice e na disputpa para o Senado Federal.

















