É o carro enguiçado, é a lama, é a lama...

O Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) marcou para a terça-feira, 09/02, a abertura dos envelopes com as propostas de empresas interessadas em participar da licitação do subtrecho de 18,1 km. da BR-135 entre Pitarana, na divida com a Bahia, e Montalvânia. A licitação tem valor orçado em R$ 42,4 milhões e prazo de entrega previsto para 18 meses.
Já o resultado da concorrência para o subtrecho da rodovia federal que separa o povoado de Monte Rei, em Montalvânia, e a cidade de Manga, será conhecido no dia 24 de fevereiro. A obra está orçada em R$ 55 milhões e deverá ser entregue no prazo de dois anos.
A expectativa de lideranças políticas da região é de que o edital para a seleção da empresa especializada interessada em tocar a obra do “miolo” da pavimentação entre Manga e a divisa com o Estado da Bahia, no subtrecho entre Montalvânia e povoado de Monte Rei, saia nos próximos dias. Parece ser mesmo o início do fim da buraqueira que tem infernizado a vida dos usuários da rodovia federal na microrregião do extremo Norte de Minas. E, tudo está a indicar, o começo da romaria de políticos por aquelas bandas, muitas deles interessados em reivindicar a autoria desse asfalto, que é aguardado há pelo menos 30 anos.
Convido o leitor a fixar o olhar para a inscrição, ou pixação como haverão de querer os mais puristas, que um usuário inseriu na placa que informa ser a rodovia de responsabilidade do Dnit. Onde se lia "Trecho sob responsabilidade do Dnit" a gaiatice em forma de protesto emendou com o mui jocoso "sob irresponsabilidade do Dnit'.
Mais abaixo, esse suposto transeunte pergunta: "Até quando?". A placa servia para delimitar a competência da esfera federal em zelar pela rodovia após a transferência dessa responsabilidade ser transferida por algum tempo ao governo mineiro. A espera parece ter ficado menor.
(*) O título deste post é um verso da bela canção "Águas de Março", de Tom Jobim. Clique aqui para ver a letra

















