
Obras de Anfrísio Lima ganham lançamento póstumo em Belo Horizonte
As obras literárias do poeta, jornalista, escritor, advogado e político Anfrísio Lima (foto/arquivo família) serão lançadas postumamente na segunda-feira, 1º de março em Belo Horizonte. A sonelidade, que está sendo preparada por uma das filhas do escritor, Jussara França Lima, começa às 19h00 na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade. Fica a dica para os muitos manguenses que moram na capital de todos os norte-mineiros radicados na capial.
É que o lançamento deverá ser, sobretudo, uma oportunidade para o encontro e o congraçamento entre os muitos manguenses e norte-mineiros que apareceram por lá. O escritor recebeu homenagem semelhante em Manga, em setembro do ano passado. A biblioteca pública que leva o seu nome foi transformada no Memorial Anfrísio Lima.
Os livros do autor, que ocupou cargo equivalente ao de primeiro prefeito de Manga e que voltaria a comandar o município em outras ocasiões durante a Ditadura Vargas, estarão em exposição na Biblioteca Luiz de Bessa. Os visitantes poderão folhear e levar para casa os livros “Sombras” (poesias e poemas), “Espinhos de Mandacaru” (que retrata a situação, social, política e econômica da região na primeira metade do Século XX, além de interessante abordagem etnológica do sertanejo), “Flagrantes da Vida” (poemas), “Pauta com o Diabo e Outros Contos” (contos regionais), “O Rio São Francisco” (poemas), “Últimas Sombras” (poesias e poemas) e “Vozes d’alma” (trovas). Dois desses títulos já haviam sido publicados pela imprensa oficial mineira: “Sombras” (1933) e “Flagrantes da Vida” (1958). As demais são obras inéditas, só agora vão ao lume.
São da lavra do poeta Anfrísio Lima duas peças que causam especial deleite na memória afetiva do povo manguese – pelo menos dos mais velhos. O “Hino a Manga”, que retrata o município como a terra de fértil chão e que por berço por Deus foi dada ao seu povo e o hino ao antigo “Ginásio de Manga”, o Colégio Sagrada Família, que ainda existe, mas que foi perdendo aos poços o glamour que lhe atribuía as gerações dos anos 70 e 80 do século passado. O verso “Salve! Salve! Ginásio manguense, dessa fonte queremos beber. Ambrosia de amor ao saber/ e jamais fraquejar ninguém pense”, abre a ode ao educandário, que receberia depois a melodia criada pelo maestro João Moreira, também já falecido.
SERVIÇO:
Lançamento das obras do escritor manguense Afrísio Lima
Data/horário: 1º de março de 2010 - às 19h00
Local: Biblioteca Pública Luiz de Bessa - Praça da Liberdade
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