
Câmara deixa para depois "urgência urgentíssima" do prefeito Quinquinha
MANGA - A primeira reunião do ano da Câmara Municipal de Manga, realizada na noite da sexta-feira, contou com assistência como há um bom tempo não se via. As galerias da Casa, se galeria houvesse ali, estariam quase lotadas por professores municipais, liderenças políticas e alguns curiosos. Agora na oposição, o vereador Maurício Magalhães (PSDB) bateu pesado no que acredita ser o esquecimento de compromissos de campanha assumidos pelo prefeito Quinquinha Sá (PPS).
Para não esticar muito a conversa, basta dizer que sobraram críticas no atacado e varejo para a administração "É assim que se faz". O tucano Maurício, que acaba de deixar a base aliada do prefeito, avalia que não é bem assim que deve ser feito -- no que desmente o slogan da administração Quinquinha.
Já o vereador Leonardo Pinheiro (PSB), oposicionista de primeira hora do atual governo, foi à tribuna para reforçar críticas que já fizera à administração em prestação de contas que publicou em dois jornais da cidade e aqui no Blog no final do ano passado. Lembrou que a rádio comunitária local não transmite as sessões da Câmara, apesar de projeto seu nesse sentido ter sido aprovado em plenário no passado. Ouviu de uma representante da emissora presente à sessão que os motivos para suas excelências permanecerem fora do ar é bem mais prosaico: falta dinheiro para realizar as transmissões. Ah, bom.
No geral, a volta dos vereadores ao batente não foi muito posiitva para o prefeito Quinquinha, que havia orientado sua bancada a aprovar em regime de urgência urgentíssima dois projetos de interesse do Executivo. Depois de muito bate-boca entre situação e oposição, o pedido de autorização legislativa para que o municipio leve a leilão os veículos fora de uso e projeto que altera a atividade-fim de uma associação de comunitária para o de ONG em defesa de uma comunidade quilombola ainda vão se arrastar até uma próxima sessão.
É que faltavam os pareceres das comissões pertinentes, sem o que a matéria não pode ir a votação. O presidente da Câmara, Francisco Farias, o Tim 2000 (PV), até tentou atropelar o próprio regulamento da Casa que comanda há três mandatos consecutivos, mas teve que voltar atrás diante da reação oposicionista, agora reforçada com a experiência parlamentar do vereador Maurício Magalhães.

















