Pastor Maurício Grasseschi
Pastor Maurício Grasseschi
quarta, 01 setembro, 2010
Caim, onde está seu irmão?

Vemos essa pergunta no versículo 9 do capítulo 4 de Gênesis.

Após ter assassinado seu irmão Abel, Caim ouve essa pergunta de Deus, e responde o seguinte: “Não sei, por um acaso sou responsável pelo meu irmão?

Você já notou que ao ver algum tipo de problema nos noticiários, tipo, assaltos, assassinatos, miséria, etc, muitos de nós dizemos: “Alguém tem que fazer alguma coisa!”.

Mas quem é esse alguém? Não poderia ser eu, ou você?

Seu vizinho, sua empregada doméstica, seu funcionário, algum deles pode estar fazendo parte da estatística da miséria, do suicida em potencial, do analfabetismo, da violência doméstica, de tantas outras estatísticas que nós vemos no noticiário e continuamos dizendo que alguém tem que fazer alguma coisa, mas e nós, o que fazemos?

Ao contrário do que pensava Caim, nós somos sim responsáveis pelas pessoas com as quais temos contato.

Outro dia ouvi uma música dos Titãs, chamada epitáfio (que são frases escritas sobre túmulos) e a letra me fez pensar na vida, a letra diz “deveria ter amado mais, deveria ter aceito as pessoas como elas são, etc, etc, e agora eu pergunto para mim e para você, nós vamos esperar pelo nosso epitáfio?

Sei que é chato, mas vou te dizer uma coisa: “Nós vamos morrer”!

O problema não está em  morrer, pois essa certeza é uma das poucas que temos na vida, mas o problema é o que vamos deixar, o que vamos fazer até morrer, como ficarão as pessoas pelas quais somos responsáveis?

Você já percebeu que o caixão não tem gavetas? Portanto, não vamos levar nada quando morrermos, mas podemos deixar muito, pouco ou nada para os que ficarem, o que você vai deixar?

Não falo em deixar dinheiro, patrimônio, mas falo em deixar as pessoas diferentes, mais felizes, mais completas, ensina-las a se relacionarem com Deus e entre si, a crescerem na graça e no conhecimento do nosso Senhor.

Em João 10:10, Jesus disse que veio para que tenhamos vida, e vida em abundância, o que quer dizer isso?

Veja o que a bíblia diz em Lucas 6: Dêem aos outros, e Deus dará a vocês. Ele será generoso, e as bênçãos que ele lhes dará serão tantas, que vocês não poderão segurá-las nas suas mãos. A mesma medida que vocês usarem para medir os outros Deus usará para medir vocês.

Não espere pelo seu epitáfio, seja responsável pelas pessoas com as quais convive e dê, atenção, dinheiro, alegria, aquilo que precisarem e que estiver ao seu alcance, ensine a se relacionarem com Deus e com as pessoas, assim você e todas as pessoas viverão uma vida abundante conforme é a vontade de Deus.

 

Que Deus o capacite.

 

No amor do Senhor,

 

 

Pê-érri Mauricio Grasseschi



postado por Pastor Mauricio Grasseschi as 03:31:32 0 comentários




quinta, 19 agosto, 2010
O Evangelho e o Marketing

 

Há mais de 20 anos, atuo no mercado competitivo e tanto como administrador de empresas quanto como professor universitário, cada vez mais noto as semelhanças entre o mercado competitivo empresarial e o mercado competitivo evangélico.

Observando as estratégias utilizadas pelas empresas para conquistarem clientes, crescerem no mercado e aumentarem seus faturamentos, e comparando-as com as “estratégias de Deus” utilizadas por boa parte das igrejas evangélicas, quem também visam conquistarem membros, crescerem em quantidade de pessoas e aumentarem suas receitas, vejo que em nada se diferem.

Não vejo nada errado no crescimento numérico de uma igreja, o que está errado, são os métodos e as motivações que levam muitos pastores (que se autodenominam líderes) a competirem entre si, para ver quem tem mais membros, quem tem mais templos, quem tem mais células, quem tem mais batismos, e no final das contas, o grande objetivo é conseguir mais prestígio, mais fama, e é claro, mais dinheiro.

Será que Deus está realmente preocupado com quantas pessoas estão sentadas nas cadeiras de uma igreja?  Com quantas células funcionam mecanicamente com a obsessão de se multiplicarem a qualquer custo, numa clara motivação de quantidade e não de qualidade?

Na verdade o que vemos hoje, na maioria das igrejas chamadas evangélicas, é a luta pelo poder, poder de controlar o povo, quer seja com os dogmas, usos, costumes, liturgias e manias e farisaísmo dos assembleianos, ou com o liberalismo irresponsável dos chamados neo-pentecostais, onde tudo pode, tudo é liberado, desde que hajam generosas contribuições e participações em campanhas, não em busca da unção de Deus, mas principalmente da prosperidade financeira, do prestígio e do “sucesso”.

Você já pensou em qual é o propósito que Deus tem para a sua vida? Já parou para estudar a bíblia e ver que o evangelho que Jesus veio nos ensinar nada tem a ver com essas instituições que hoje chamamos de igrejas?

O propósito de Deus para você e para mim, é termos uma vida reta, cheia da unção de Deus, vivendo em amor e sendo instrumento de bênção nas vidas das pessoas, ensinando-as a seguirem a Cristo e a viverem em plenitude de vida ou o propósito dEle é sermos membros de igrejas enormes, participarmos de campanhas, buscarmos a prosperidade financeira a qualquer custo, tendo como alvo o “sucesso” pregado em muitos púlpitos ao invés de buscarmos ao Deus que pode nos dar muito mais do que isso?

Quanto de Deus há em você? Quanto amor de Deus há em suas atitudes e pensamentos no dia-a-dia? Quantas pessoas estão sendo realmente abençoadas através da sua vida? Que exemplo de vida você tem dado para seus amigos, familiares, clientes, etc.?

Já pensou no significado de dizer “sou um cristão”? O que quer dizer a palavra “cristão”?

Essa palavra tão difundida nos dia de hoje pode ser traduzida como “pequenos Cristos”, e é exatamente isso que você e eu, que nos denominamos “cristãos” deveríamos ser.

Mas então, o que é ser um pequeno cristo? É ir à igreja tantos dias quantos forem possíveis?

É vestir-se de “crente” e andar com um semblante de piedoso?

É ofertar altos valores nos gasofilácios cada dia mais famintos de fartas contribuições?

É freqüentar cultos, cantar, levantar as mãos e achar que isso é louvar a Deus?

É dizer à alguém faminto “vou orar por você” sem se importar com o que ele realmente precisa?

Ser um cristão é muito mais do que isso, e às vezes, não é nada disso!

Jesus pregava, orava com doentes e oprimidos, ensinava o evangelho e anunciava a chegada do Reino de Deus; além de acolher pessoas, andar com elas, reuni-las e fazerem-nas sentirem-se irmãs umas das outras, e, sobretudo, deixando a elas claro que o maior poder de testemunho que teriam neste mundo viria exclusivamente da capacidade que tivessem de amarem-se umas às outras — “para que o mundo creia”.

No que você tem crido? Em que tipo de Deus você crê e está servindo? Muitos chamados cristãos, não servem a Deus, apenas negociam com Ele como se ele fosse um vendedor de curas, prosperidade financeira e sucesso!

Meu querido, esse Deus que é “vendido” nas instituições religiosas de hoje, nada tem a ver com o Deus da bíblia, assim como esse evangelho marqueteiro e interesseiro que temos visto, em nada se parece com o evangelho que Jesus nos ensinou.

Não vim aqui para criticar instituições ou pessoas, mas para tentar abrir seus olhos, pois muitos têm trocado o privilégio de buscar a  Deus, de conhecê-lo e viver em intimidade com Ele, por profecias (que muitas vezes tem muito mais da carne do que do Espírito), por campanhas, sacrifícios disfarçados de “jejuns estranhos”, “barganhas celestiais”, quando na verdade, o que Deus quer é que tenhamos uma vida vivida no amor dEle, com simplicidade, mas com resultados grandiosos na vida de todos aqueles que nos cercam e também na nossa vida.

“Buscai o Reino de Deus em primeiro lugar...”

O que você tem buscado? O Reino de Deus ou “as riquezas que existem no Reino, sem se comprometer  e sem buscar uma intimidade com o Rei do Reino?

Jesus não criou nenhuma instituição religiosa, nem mesmo uma religião, Ele “apenas” viveu em amor, dedicando tempo às pessoas, cuidando delas, ajudando-as, ensinando-as a seguirem uma vida abundante, Ele fez tudo isso vivendo, sendo exemplo e não apenas pregando em grandes púlpitos.

Você tem andado no propósito de Deus para a sua vida?

Que Deus te dê entendimento e coragem para agir e viver uma vida no amor e na unção do “Eu Sou”.

 

No amor do Senhor,

 

Pê-érri Mauricio Grasseschi



postado por Pastor Mauricio Grasseschi as 03:20:04 0 comentários




quinta, 08 julho, 2010
A religião é morte

 

Sempre abordo esse tema porque nos últimos dias tenho visto muitas pessoas sinceras sendo aprisionadas pelas correntes da religião.

 

Outro dia li um artigo do Pr. Aluízio Silva, que transcrevo a seguir, para que possa mos mais uma vez pensarmos a respeito.

 

Jerusalém talvez seja o lugar mais religioso do planeta, porque ali convivem as maiores religiões da Terra. Existem muitos lugares de peregrinação no mundo, mas nenhum como Jerusalém. Apesar disso é uma cidade que respira ódio e segregação. Em nenhum outro lugar vemos com tanta clareza como a religião é contra Deus e Seu propósito. Cristo rejeitou a religião completamente e disse que Ele é o caminho, a verdade e a vida. Só podemos conhecê-lO no caminho (indo), na verdade (sendo) e na vida (existindo).

O cristianismo não foi criado por Cristo, mas por Constantino no quarto século. O cristianismo de hoje é apenas mais uma das muitas religiões. Religião portanto, não é forma. Religião é tudo aquilo em que existe negócios com Deus. Nós pensamos que religião é forma e rito. Mas não é. Pode ser, mas não necessariamente. A religião é conteú¬do, não forma; embora toda religião assuma uma fôrma ou forma. Não somos religião. Quem olha de fora, vê religião nas formas do lugar e do culto.

Entretanto, este é um lugar sem barganhas com Deus. Ou seja: a cara é religiosa, mas o espírito não é; pois o que define religião é o conteúdo.

Na religião:

Guardam-se tradições e valores que possuem uma origem boa.

Foram religiosos que compilaram e preservaram a Bíblia.

Deus também ensinou rituais no Velho Testamento e parece claro um tipo de ritual em Apocalipse.

Mas na religião nota-se que:

Todo religioso é sectário e preconceituoso.

Todo religioso pensa que Deus é patrimônio de sua religião.

Todo religioso possui justiça própria, pois supõe agradar a Deus com performances exteriores e, por isso, faz trocas e negócios com Deus.

A religião eleva o ego do homem, fazendo-o pensar que é melhor que os demais. Em Mateus 15, o Senhor faz uma menção de Isaías para mostrar a morte da religião:

O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu. (Is 29.13)

Características da religião:

1. A religião é algo completamente exterior

O Senhor não está interessado em coisas exteriores. Ele olha primeiro para o nosso coração. Se o nosso coração está longe do Senhor, de que adianta um louvor exterior?

2. Honra a Deus com os lábios, mas o coração está longe

As três religiões ali em Jerusalém são puramente rituais e repetitivas. Não há preocupação em relacionar-se com Deus, mas em cumprir rituais complicados e vazios.

3. É uma coleção de mandamentos humanos

Sabemos que toda tradição é estabelecida em algum momento por alguém que desejava reafir¬mar alguma verdade, o problema é que com o passar do tempo a finalidade se perde e fica apenas o conteúdo exterior vazio.

Jesus condenou claramente a tradição dos fariseus, porque eram tantas as regras que eles haviam acrescentado que o espírito da lei e da vontade de Deus se perdeu e ficou apenas o fardo para as pessoas.

Existem no meio evangélico muitas tradições que não foram estabelecidas pela Palavra de Deus. E não precisamos respeitá-las.

4. É uma vida mecânica e maquinal

O problema da espiritualidade exterior é que ela é maquinal, ou seja, nem sequer é fruto de reflexão, mas é puramente mecânica.

5. É um ritual vazio

Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. (Mt 15.7-9)

O Senhor Jesus disse em Mateus (15.9) que a adoração deles é vã. Isso nos mostra que existe um tipo de adoração que é vã e inútil. Uma espiritualidade exterior produz contradições e hipocrisias do tipo: o órgão é sagrado e a guitarra é profana. Deus olha o coração e não o instrumento exterior.

A religião produz um crente que vive uma vida dividida: o culto é sagrado, mas o trabalho não. Ele entra e sai da presença de Deus sem entender que carrega Deus consigo. O programa e a ordem estão acima das pessoas e suas necessidades. No Velho Testamento aconteceu algo interessante. Davi levou a arca da aliança para Jerusalém e armou uma tenda de adoração para ela, enquanto o tabernáculo continuou em Siló com os mesmos rituais, mas sem a arca da aliança que simboliza a presença de Deus.

 

Pense nisso.

 

No amor do Senhor,

 

Pê-érri Mauricio Grasseschi



postado por Pastor Mauricio Grasseschi as 03:18:18 0 comentários




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