EM PROCESSO DE FORMAÇÃO...
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quinta, 12 julho, 2007
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Imagens de arquiteturas que se transformam em paradigmas para os estudantes, que tão mal aprendem o que era a arte de construir para habitar com emoção. As representações de seus projetos de graduação, que jamais serão construídos nem habitados, facilmente se tornam os objetivos únicos de seus trabalhos de ateliê. Uma vez graduados (ou antes), não têm problemas com a construção de suas fantasias e caprichos de moda: o desenvolvimento da tecnologia da construção permite hoje em dia construir quase qualquer coisa. Pouco importa que o resultado não seja correto, que as fotos se tornem mais importantes do que seus clientes e que as cidades sejam vítimas da concreção edilícia de imagens que só foram um problema de gosto.

Se chegou ao extremo de atuar como se a razão de ser da arquitetura não fosse a de ser habitada com segurança, dignidade e prazer, para a qual tem que previamente ser corretamente construída, mas sim a de ser magnificamente fotografada. Os edifícios "bons" são os que são fotogênicos; como as modelos, das quais pouco importam suas qualidades humanas mas apenas que "registrem" bem. Às vezes parece que os jurados de concursos e bienais e os curadores de exposições olham apenas com olhos de fotógrafo de moda; para eles a arquitetura torna-se um problema de casting. Apresentam, valorizam e premiam imagens de objetos, não edifícios habitados e que estejam de fato nas cidades. É o triunfo da aparência e. em última instância, o triunfo da imagem e da moda. A beleza já não é mais entre nós "o esplendor da verdade" mas sim a mentira que resplandece em uma "boa figuração da "atualidade".

A solução seria fazer, como antes, viagens de estudo, olhar com os próprios olhos os edifícios e as cidades onde se viva ao menos alguns dias. Mas os estudantes, os professores e os arquitetos quando "vêem" um edifício, uma praça ou uma rua que lhes chame a atenção, reagem de imediato, sem mirá-los, e começam a tirar fotos e saem rapidamente à procura da clareira seguinte, esforçando-se para encontrar seus "melhores" ângulos e momentos, torcendo para que não haja carros nem pessoas na frente, tentando separá-los de seus vizinhos e contextos; para fotografá-los de onde ou como nenhuma pessoa possa realmente vê-los. Subjugados pelas sombras distorcidas da representação, não podem facilmente ver o que realmente fazem; ou não fazem... Fica a esperança da www; cada vez mais acessível às pessoas: oxalá não fiquem também atrapalhados em seus sutis e perigosos meandros. Que fique registrado: o problema não é a fotografia, mas sim seu abuso.

Benjamin Barney Caldas, Cali Colômbia


postado por 60367 as 03:01:15 #
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