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sexta, 14 dezembro, 2007
Verdades, Mentiras, Ganhadores e Perdedores

A batalha foi sangrenta, alguns venceram outros perderam, porém, sem sombra de dúvidas, podemos observar nessa novela alguns exemplos de como nossa política está cada dia mais degradada e sombria, dominado pelo fisiologismo enraizado em nossa história democrática.

Primeiramente, a oposição que temos no país, se mostrou mais golpista do que nunca. Ela venceu, e mostrou sua face ultra-conservadora, ou seja, quanto menos capital o Estado possuir para investir, melhor, assim ficamos cada vez mais amarrados pelas indústrias e corporações privadas.

Bom lembrar que quando o imposto foi criado, e o governo petista foi contra, os 40bi iam direto para bancar nosso superavit e pagar os juros, que na era FHC eram abusivos, dos títulos da dívida pública. Ora, visto que os papéis da dívida se concentram nas mãos de pouquíssimas e, influentes, famílias, não se mostrou interessante para nossa elite que o imposto fosse para investimentos de risco, leia-se obras sociais, como foi feito desde a entrada do governo Lula.

Não é a toa, que a FIESP puxou o coro contra o imposto, não faz parte dos planos empresariais investimentos em distribuição de renda, educação e saúde, ou faz?

Quando vimos as empresas pagando 75% dos 40bi da CPMF, fica fácil saber porque ela esperneava tanto quando o dinheiro não voltava pra mão da elite na forma de juros e ia diretamente para investimentos sócioeconômicos.

Demos e tucanos se mostraram ainda mais vazios, perdidos em uma retórica sem qualquer base, quando o governo se comprometeu a destinar toda a verba para a saúde. Mesmo assim continuaram votando contra o SUS e o País e a favor do "sangramento" de um governo social e trabalhista, que deve causar náuseas aos arautos neoliberais.

Vale a pena destacar a atuação de Artur Virgílio, Álvaro Dias e FHC em todo esse processo. Como figuras políticas que parecem possuir necessidade de holofotes, eles mostraram a melhor forma de aparecer, intransigentes, arrogantes e claramente contra um projeto de coalizão nacional. Os estados, que são representados pelo congresso, saíram perdendo e o PSDB rachado, pois Serra e Aécio, além de futuros candidatos, são atuais governadores e deixaram de receber uma fatia importante de recursos.

E o Rodrigo Maia, esse já está virando vice-presidente do PIG (partido da imprensa golpista criado por Paulo Henrique Amorim e que tem como presidente FHC), tido como grande defensor do povo brasileiro, saiu como herói da votação de ontem, será que nossa mídia lembra que ele tentou passar um aumento completamente surreal nas aposentadorias, apenas para o governo brecar a proposta e sair como vilão da história?

O fim do imposto também pode causar problemas no bolsa-família, programa que assisti principalmente o nordeste, área que fora dominada pelos grandes conservadores e hoje tem grande base governista, será que tem alguma coisa a ver?

O governo também teve participação nessa derrota, não soube criar um bom discurso e acabou sendo engolido pela mídia, que era claramente a favor da extinção do imposto.

É bom ressaltar que a carga tributária do país é pequena, se comparada a grande maioria dos países em desenvolvimento. Ocorre que foram séculos de arrecadação e má distribuição que caíram no colo do governo Lula, já estamos tão acostumados aos serviços privados que esquecemos o papel do Estado em servir o cidadão de serviços básicos. Coisa que começou a ser feita desde 2002, com uma maior qualidade nos gastos, principalmente com as populaçõs carentes, logo, o governo precisa de recursos para consertar 500 anos de exploração e dependência externa.

Quero ver toda essa gana da oposição agora para discutir o que realmente interessa que é uma Reforma Tributária plena, acabar com o imposto só mostrou a velha máxima do quanto pior for o governo melhor para os oposicionistas e pior para o país.

Precisamos pressionar para uma melhora nos gastos, acabar com os impostos vai gerar um estado falido e uma população que vai Ter mais dinheiro para investir nas corporações particulares, gerando uma economia interna fraca e total dependência do capital externo. É o que quer a grande ala neoliberal demo-tucana.

Ganharam: empresas, oposicionistas, mídia. Perderam: Saúde (que teria toda a fatia do imposto para ela, é bom lembrar), investimentos sociais e o próprio governo, claro.

No entanto, nem tudo está perdido, a economia avança a passos largos e o índice de aprovação do presidente continua nas nuvens, na venezuela 49% da população se mostra a favor do socialismo, na Bolívia, Argentina e Equador governos progressistas dão o tom, assim ainda vive a esperança.



postado por 51120 as 12:34:05




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