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quarta, 23 setembro, 2009
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::ACALENTO::
Era uma chuva que caia lentamente sobre meus olhos, que deixavam marcas nas coisas que a memória da vida tentava apagar. Era amor, vício, sempre de glórias eu fui atentada. Arvores loucas, roupas cheias de sofrimento, o cheiro do acaso no armário cinzento. Abre e fecha a boca, o sono não me domina, as vezes eu não sei o que faço com as mãos no bolso, esperando uma reviravolta na vida. Este é o meu caminho, animo do presságio contido, amor bandido, que não mendiga abrigo. Constrói uma casa no meio do nada, sobe e desce escadas, a presença intima de mim mesmo em uma torre cheia de caos reprimido. Se vou falar sobre fúria, falarei sobre rancor! Hoje eu acordei com a mente nas nuvens e os pés na lama. Os dias são mágicos e os asfaltos estão apodrecendo, eu sinto que estou sem alicerce algum. Eu vou ficar, sentar aqui e ver as coisas rolarem, ver as cicatrizes fecharem. Bater boca com o mundo, porque hoje eu estou cansada de mim mesmo. Não importa muito por onde eu possa ir, caminhar é sempre uma boa solução. Venho de um lugar aonde reclamar e se exaltar, trás uma espécie de gratidão. Eu travou uma luta a cada instante, mas mantenho meu coração aquecido. Pois, as vezes dói ver a minha face no espelho refletindo as minhas mágoas isoladas. Não, agora não posso falar sobre a nova geração, não posso revelar o que é tão árduo e pesado. O mundo trama, e na cama meu peito reclama. Exala um cheiro erótico e com o sabor de vinho do dia passado. Passou-se mil décadas, e os fachos de luz tem me feito soluçar, abraçar o desconhecido sem pensar. Tudo bem, eu sei que posso mover uma coisa de cada vez, a verdade é que eu não consigo transmitir 7 pecados de uma vez só sem não querer modificar minha visão sobre tudo. Estou em constante construção, e desculpe meu bem, eu as vezes me sinto tão cansada e maltratada pelas minhas coisas, que eu sumo por horas sem avisar. Não é preciso morrer, quantas vezes eu achei que era o fim chegando, eu até me entreguei, mas minha alma não conseguiu o suicídio, eu ainda tenho um “que” de vitima, estou relutando... O sol vai ficar negro e em teus olhos eu posso brincar de fazer lagrimas descerem do céu! Um passo de cada vez, eu estou embriagada pelas arrogantes presenças que me visitam toda vez que eu saio de casa com o pressentimento que já vivi tudo isso aqui. Mas, não vou me perder, desta vez eu já estou perdida dentro do meu eu. Sem querer eu jogo as palavras ao vento, e neste tempo eu reverencio o acontecimento do novo momento. Eu brinco com as coisas, saliento os fatos, desconcerto os sentimentos. As vezes eu sou grossa demais! As vezes eu sou tão eu. As vezes eu sumo e não volto, As vezes eu quero apenas o meu pensamento no seu...
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 11:19:15
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quarta, 05 dezembro, 2007
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DESFECHO

“ Como experiência humana, o desfecho é sempre fecho e dês – fecho, sempre encerra e põe, tira alguma coisa e põe no lugar. E essa coisa é um jeito de ser diferente da anterior”. “ O vazio que ainda está presente na página seguinte, é, na verdade, a oportunidade de começar de novo.” “Compreensão que se dá na obscuridade, no rompimento da desolação da ilusão , no “se esfolar na real, no “cair das nuvens”. ( O sentido da palavra desfecho como algo que finalizou, que foi compreendido e a partir do que novos começos são possíveis.) As coisas da vida precisam de tempo. Aqui não vale a pressa. Nem mesmo para sair do sofrimento. A clareza da razão não tem a hegemonia absoluta nas questões da existência. Estas têm necessidade de uma compreensão que as abarque num outro plano. O sentido nem sempre surge de um iluminado enfoque racional, mas ao contrário, vem chegando a partir da obscuridade. (JOÃO AUGUSTO POMPÉIA)
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 01:32:51
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terça, 04 dezembro, 2007
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DE QUEM

Ventania selvagem que invade meu espírito Tirando as algemas das minhas conclusões particulares Agora sem medo de dizer e ofender o que tem me feito morrer durante anos Sem freios, desgovernada, locomotiva mal amada Doação sentimental nunca rejeitada, que agora pede passagem Não quer massagem para o que lhe dói e o que lhe és real Arco de possibilidades que tocam o finito cheio de mágoas profundas Imundos redemoinhos sobre as falhas sensoriais que se encontram no eu estrangulado Cantar as canções que estavam submersas a tempos e ninguém podia escutar O tempo que devora a vaidade dos homens de bom coração Mas que controla o severo do artístico que visto de longe É um mundo insano cheio de tristeza, um toque de glória para quem vai sofrer Andando sobre as águas injustas que os povos deixaram escorrer entre os vãos dos dedos da existência humana Mente estática, e usando a tática do instinto para mover –se adiante Avante, agravante, as trevas não me consomem mais Eu vivo entre o mal e o bem, sem que ninguém me manipule Sabendo que minhas revogações sempre serão ignoradas Mesmo assim eu continuo usando minha velha e antiquada sabedoria De quem já viveu entre a escuridão e a dança matinal coagida entre lápides selvagens Mármore escuro que agora abre –se para que os raios de sol Ascendam as chamas da velha alma que ficou presa por anos Tempo, porque está tentando me testar? Não sabe que os segundos que eu passe me trouxeram o ódio quando eu estou sob regência do amor supremo? Sabes, e ignoro – te, pois, tu me faz querer questões para me aprisionar entre os espinhos que nascem para me machucar Não permitirei sua entrada em meu mundo, não desta vez Violentada pelos sentidos que não podem ser percebidos por ninguém Os segredos foram revelados! Nua, e livre das dores, ainda me pego chorando entre os vãos temporais Que me consomem com seus aromas enigmáticos e intensos O mal pede licença para tomar meu corpo e eu o encurralo entre minhas linhas e que os pensamentos façam florescer o entendimento de tudo que será resolvido com sabedoria.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 02:58:52
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quarta, 28 novembro, 2007
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BEM

A tempestade se aproxima lentamente E com ela vem chegando a melancolia adiada Vejo que já não tenho medo de avançar para cima do que quer me ferir Eu estou voando sobre os planos que não foram terminados pelo meu sangramento Corrosão existencial! Acabei de nascer, a tola agora está na reserva enfiada em um vidro de formol Destruindo atritos desnecessários, que só me causaram vergonha e lágrimas Quantas noites eu atravessei pensando em um modo de não me tornar um monstro E de que me valeu cada instante perdido para tentar ajustar o relógio para outrem acordar se eu me encontrava dormindo todo esse tempo? Estou tirando lentamente as correntes que me prenderam ao mundo pouco sensível Descobrindo os sentidos que me foram roubados Desfragmentando o mundo perceptível através do que me és permito vivenciar sem dor Sinto pena, dor, ódio, rancor, amor e tenho humildade Minha particularidade não se divide em transformações para destruir o que me rodeia A mutação do que me és revelado, agora é clara e produtiva O mal reina aonde existe o bem coagido. Eu posso ser má, e boa, e todas as coisas de uma vez só Porque estou aprendendo a lidar com a minha escuridão Sem deixar com que a mesma me domine pelo lado que mais me és fiel O lado de minhas verdades que são voltadas ao meu bem e ao bem estar da civilização.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 07:08:04
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sexta, 23 novembro, 2007
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Venha voando sobre mim Porque eu estou soterrada Volte de novo por cima de mim Estou enjoando de mim mesma Vanglorie –se com minhas cicatrizes, é o que eu desejo! Lance seu veneno letal para me sufocar lentamente As ondas estão gigantescas neste meu oceano Mas isso não me importaria se tu quisesse ainda navegar em minhas águas A garota dos sapatos verdes Que anda sobre meus pensamentos revira minha memória Arrancando minhas neuroses, desmanchando as nuvens com a ponta dos dedos Sabor de tristeza e vergonha em dose dupla Dia negro que persiste em não acabar Sonhos especiais que começam a noite e terminam perdidos no tempo cronológico Gritos e sussurros, lágrimas e um empurrão no peito Comportamento maligno de ásperos instantes que nem eu posso julgar como injustos Dicotomia selvagem que berra por um minuto de silêncio A imagem do museu presa no abismo do quarto abafado cheirando a fotografias manchadas pelo sofrimento da ausência que agora não parece permanente A escolha que não se pode ter quando o amor já me escolheu para sempre.... Não posso dizer adeus aos meus erros, eles parecem surdos e se calam quando eu viro o rosto para tentar encara-los. São tão pálidos quanto a folha que antigamente eu não preenchia de ilusões Levantando e flutuando, agora não posso estar tão firme Porque eu estou voando rápido demais e meus instintos querem me enforcar Mas isso pode ser consumido pelo fogo Pois minha opção verdadeira nasceu do meu silêncio frustrado E terá afim apenas quando minha última gota de saliva dançar em minha garganta Me escolha eu quero ser testada De – me sua punição particular, eu exalto minha verdade sensível Desta vez não procurando desculpas debaixo da cama desarrumada pela falta de sono O vomito da existência foi dado, então me puxe para perto Deixe – me ouvir o seu coração bater, pois o meu parece tão lento no meu peito Tic – tac ... eu temo não ter controle sobre minha essência Porque ela jamais poderá ser partida em pedaços porque eu a entreguei para tu No dia em que descobri que eu estava dentro de você o bastante para saber Que eu estou de mãos atadas e de corpo e alma envolvidos em nossos momentos mais frágeis, sinceros e inexoráveis. Permita - me te amar.... Apresento a tu uma versão nova, tu ficas sem medo, pois eu o tomei para mim, ou vá com suas asas para longe pensando que eu posso machucá - la novamente, e tu sabes ou penso eu que tu sentes que eu jamais magoaria a unica essencia que me trouxe novamente à vida...você!
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 07:32:00
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quarta, 07 novembro, 2007
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CRITICA E SUAVE

Lá vai, onde arrasta o medo e desloca o desejo Sem receio, sentimentos vorazes Incapazes de ser entendidos e muito menos compreendidos O mundo cerca de flores carnívoras a carne sufocada pela sociedade A carne velha, surrada, que habita no seu intimo o bem e mal Não preserva a moral, e também não a questiona no seu “todo” Levanta-se de sua cama e anda em direção aos medos Arde os olhos a pobreza e a riqueza que aflora os nervos dos pervertidos Vê alguém roubar, lhe dá pão e educação Ora se fosse uma prece, que bonita oração Sem piedade, caridade é codinome de quem tem medo do quem vive ao redor Com o maior estilo de quem preserva a vida Se enfatiza nos cantos extremos da felicidade a dor contida Revivida cada vez que adormece com os anjos e acorda com mendigos Batendo a sua porta, com o vestido doado por um antigo anfitrião do norte Prefere a sorte do que a morte à afrontar a quem está em perigo Consigo, comigo, com nós...quanta gente Infelizmente não vive felizmente com o espírito guerreiro afrontado Atrofiado atrás de mesas e sentados em cadeiras que já foram de patrões Afoga –se na bebida, tímida, coagida, a pensar em situações Quantas ilusões, talvez certas frustrações Contradições do ser humano, perde o olhar distante e se pega fumando O cigarro da perseverança, esquece do laço maternal, um dia ainda será pior do que criança Quanta confiança eu vejo em seus olhos escuros Que servem de escudo quando alguém está querendo lhe sugar Algo que a mesma tanto demorou para mandar para dentro, com o efeito certo No tom de verde, conscientemente para pintar seu paraíso Vai consigo, embora, arrasta mais um momento De falta de lucidez para sua memória
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 01:35:13
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quinta, 25 outubro, 2007
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CAMINHOS

Ah não quero velhas canções, nem novas visões sobre o que é entendido como vida. Quero o frescor de uma manhã que pode ser vivida por um mendigo ou uma rainha. Hoje me encontro na amplidão de mensagens que por mim serão construídas a partir de uma inaptidão de tristeza. Para os que conhecem minha sóbria sombra pouco sonora, deixo escorrer pelos cantos floridos cheios de mármores antigos a minha demência. Passagens abertas e incertas, sem muita racionalização, comendo pelas bordas as minhas amarguras para vomitá-las com a alma extravasada de emoções. Sofrimentos de quedas passadas, nada relacionadas as grandes conquistas que sofreram mutações pesadas de edifícios sem o concreto e erguidos apenas pelo imaginário suportado. Extenuando cada centímetro da sabedoria falsa pelo mundo suspensa de entendimento. Momentos que são raros eu me encontrar e me desagregar de tudo o que é certo, eu me coloco no divã do destino que agora não me és tão penoso. Porque sangrar tanto, quando no fim das contas, o sangue é sempre restaurado por lágrimas fervorosas que com o tempo se solidificam, deixando a parte mais bela do meu ser solidificada. Não quero ter voz neste dia, abstenho – me de tudo o que ainda não foi dito, que por outros és tão desnecessário que chega a me conduzir muitas vezes a aceitar o meu próprio desdém. É o silêncio, a construção de uma nova morada no meu “interior”. Existem aqueles que vêem em mim somente, a pele branca, palavras rasuradas, o brilho sem foco e não conseguem perceber o que carrego em meu intimo substancial tomado pelo imaginário remetido as coisas que eu não consigo deixar de sentir para com o mundo. Para todos esses, compaixão e muita perseverança. Não é eu quem estou sendo vista, é o espelho de Narciso se revelando através de seus olhos em formato de visão condicionada pelo que tu desejas reconhecer nas coisas o que ainda não pode fazer por si mesmo. Que dia breve, bonito, intenso, vivido, sentido, maravilhosamente dia! Ao meu lado do amor, leveza, afeto e muita graça. Ao meu lado da tristeza, paciência pois estou tomada por daìmon...
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 09:31:18
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quarta, 24 outubro, 2007
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CHUVA

Uma sensação do novo toma conta de cada canto de minha casa Os telhados e suas telhas de barro que já estão cansados de sustentar o peso da chuva. As arvores dançantes que amam o suave frescor dos ventos que nascem no fundo do seu sorriso As casas que abrigam existências tristes e felizes por assim dizerem Os calendários que marcam os dias, mas se esquecem de dizer que os instantes serão sempre memórias registradas nos segundos que ele não pode dizer que existirão um dia. O céu cinza que atribui para corações adormecerem sob o mesmo cobertor As luzes que ascendem e apagam toda vez que os olhos fecham –se para se renovarem As janelas que se abrem para ver o dia nublado ficar censurado na paisagem deserta As fantasias que moram atrás do brilho apagado da televisão que aborta as imagens da vida real que não pode ser transmitida com intensidade por alguém que tem o coração mecanizado de razões e sensações rasteiras. O telefone que não toca, atrai a saudade do outro lado do fio negro da ausência. O relógio que marca o breve reencontro das amantes que odeiam dormir sozinhas E que sempre dizem a si mesmas que amanhã sempre será primavera Os ossos da senhorita que passa creme em seu corpo, como se pudesse tocar a alma com as pontas dos dedos sem medo de feri-la com sua pressão. A chuva que arrasta as rosas mortas para longe dos jardins que acolhem outras plantas para formar um céu verde e cheio de estrelas de mil cores diferentes A correnteza que atravessa as ruas frias e termina em uma vala, levando a crueldade para o fundo do que era vazio e enlouquecido buraco inconsciente. A essa bobeira de ver as coisas sempre nas entre - linhas, sem pensar que eu jamais poderei morrer sem ter dito que eu vivi, e intensamente todos os instantes da vida, porque jamais deixei de ver as pequenas coisas sem simplicidade e sim com profundos olhos de observadora consciente do que é real e imaginário.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 08:05:55
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domingo, 30 setembro, 2007
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MERGULHAR

Por onde eu andei, quando as ondas quiseram me arrastar para a beira da praia? Qual o sentido da vida que eu deixei de entender porque eu estava racional? Não importa, eu descubro em cada instante o caminho da revelação divina. Não tenho mais medo de encontrar a poesia em beijos e sexo feito com desejos íntimos e tão pouco racionais. Porque eu transbordo sem sutileza quando me entrego ao mundo de alma aberta, eu não quero outros mil caminhos eu quero o caminho que me guia até o que me condiciona a aprender a ter compreensão por você. Eu amo, clamo, ando por ruas não mais sozinha, carrego no peito uma dose pesada de ar nostálgico e um amor avassalador que me faz querer suspirar de paixão até mesmo pela dor que eu luto para que não me mate. Incessantemente me inclino em artigos indefinidos, no sentido de romper a consciência caminhando em uma nova passagem. Sem definição, subsidiando a alma, no que me diz respeito a originária visão antiga do que é agora e o que será vivido. Uma porta aberta, sem segredos, decorre do esgotamento de tantas mágoas, se faz a primavera para um rosto pardo e triste marcado pelo sofrimento pouco cordial. Resplandecente angústia que costumava me tomar horas, captar o sigilo que se transforma em ação do tempo, falo de esgotamento, emerge de mim a dinâmica construtora do aprendizado do que não me é desigual para que eu viva intensamente sem me camuflar atrás de ódio e rancor. Não justificar o pessoal, é primordial é afeto múltiplo transitório que é pouco sábio de minha parte, mas que liga a chance de eu viver por mais de mil anos em um cérebro de 26. Me é chegada a hora de juntar os cacos, o novo se aproxima, a essência da vida, nasce na transcendência junto com a imanência que por conseqüência trás hoje em meu texto a evidencia de uma nova existência. Quero pureza mesmo aonde eu não puder ter o nascimento de uma nova psique sem individualização. Quero choros e lagrimas de excitação, fui convocada , intimada e tocada pelo infinito, rompi com a minha indignação. Talvez eu seja fruto da arrogância de mim mesma, e não me suicido por isso, eu tenho novos recursos para percursos mais fortes e com desejos que não quero descartar por nada... quero continuidade, possibilidades de existência. Quero esbarrar no sensível e nos meus projetos novos de saídas sem dor, abastecendo a minha glória sem pensar que tenho de matar a mim mesma para viver instantes de acontecimentos que me fazem sentir que estou respirando o mesmo ar que você. Não sou poeta, não sei da vida, só sei de nós e isso é o suficiente para que eu sempre queira progressivamente conquistar a transparência da liberdade. Misturo sem medo o amor e a sabedoria para uma nova expansão da sombra que anuncia um novo estágio, vestígio do ente com a leitura de si mesmo lançada no mundo dos mortais. Hoje não quero morrer, quero viver como ontem e agora estou vivendo, sonhando, imaginando, recriando, remodelando o que é trevas e luz , e desta vez não existem limites para que eu me sinta presa à tu que me deras através de sua respiração o ar da graça para me trazer de volta ao meu, nosso , seu , deles, com tudo em todos... MUNDO.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 09:52:30
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terça, 25 setembro, 2007
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PESADO

O novo tempo abre suas portas para receber as mensagens do eu – perdido. Com a náusea da modernidade jogada janela à fora. Construções com enormes medidas de espaço Para que eu possa enxergar de vez o que eu quero como proposta de um novo mundo. Agora não só, acompanhada por paixões e medos constantes sobre o que é sentimento Ressalvas sobre as condições de temperatura astral Complicações diversas sobre a psique, que consentem em dizer sim e não ao mesmo tempo A vaidade guardada, agora será libertada Toda a raiva contida será aprisionada novamente para que outras coisas se estabeleçam Sem pontos e desencontros com a moral superficial Paradoxos alterados pelo mandamento interno da ruptura com a designação da existência Quem esteve de joelhos todo esse tempo fui eu Mas errei em não conseguir muitas vezes levantar a cabeça mesmo abaixada Se era para ver o sol no horizonte, mesmo que ele não me dissesse adeus quando partisse Caminhos se deslocam, paredes verdes se racham ao meio Abrindo o laço da ilusão de vez Inconstante paisagem nua do que me é felicidade crua Flores tristes que não tem chuva para chorar Telhas frias que não tem uma casa para abrigar Olhos sem corpo para contemplar Alivio imediato da sensação de que algo está desmoronando Que caia por terra tudo então de vez, e me conceda a chance de recomeçar do zero Sem me lembrar da velha construção Não preciso de um lar vazio para me abrigar Preciso do mundo frio, para descobrir porque estou nele E porque eu preciso preencher minha vida com sabedoria para lidar com outrem De que me é valido conhecer o entendimento se muitas vezes eu prefiro nada contestar? Na agonia de um dia – após – dia , que surja do mais podre limbo A esperança profunda de que eu saia de tudo sem um gota de sujeira Agora sou deus, e o diabo impera na minha insanidade Meus conceitos de viver e morrer sem crueldade em usar a vingança Para me condicionar a estar sempre tentando reconhecer o que mora ao lado Hoje eu acordei para morrer!
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 09:11:00
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sexta, 21 setembro, 2007
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LETAL

Hoje eu amanheci odiando meu cérebro Com uma dor de cabeça terrível Ai se eu pudesse, viajar para uma torre no meio do mar Bem separada das coisas Tem pessoas que ainda me lembram felicidade Outras que me trazem desgosto por eu ser amante do ser humano Vaidade para cultivar inimigos Astral infernal que não me permite causar efeitos rápidos Conseqüências que eu não sei de onde partem Ou se me rasgam ao meio por causa da minha fidelidade Com as questões que eu busco compreender Já tentei deixar tantas coisas de lado Que hoje em dia não sei por onde eu me escondi Eu busco o fundo, o meu profundo, talvez imundo Acesso nada rápido neste sub – mundo Com tanta saudade, me esqueço de como dominar a liberdade Agora não sei se me atiro ao mar Ou deixo a maré subir até a torre Olho sul, leste, oeste e termino no norte Sem sorte de encontrar algo que possa despertar – me Para as coisas que ainda não possuo coragem para ter entendimento No final das contas, eu não sei nada, me alegro em dizer isso Não busco a fertilidade nas palavras que não podem fazer com que eu me sinta viva Mesmo sabendo que algumas vezes eu me mantenha inerte por covardia Quem diria, ousadia, usaria um dia para falar do que ainda quer que eu seja prevenida Desprovida de qualquer ato maléfico que eu não responda por mim Juízo, fatal, eu sou mortal, mas de uma natureza quase morta Natureza que não tem jardim para brotar as suas sementes Que o tempo faz questão de estragar antes das mesmas serem lançadas no mundo Entra luz, sai luz, fica escuridão, incerteza de memórias construtivas Destrutivas se a questão for apenas a minha rasteira razão Sentimentos que vão para debaixo do ego Arrastados pelas mãos até fim da imensidão chamada por mim de inconsciente mórbido LETAL existencial...
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 02:51:42
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quinta, 20 setembro, 2007
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SUBJETIVIDADE

Todos conhecemos os delírios a que a individualidade nos incita, mas nem por isso deixamos de os seguir. Parece que cada um de nós tem duas vontades sempre opostas entre si; ao mesmo tempo queremos e não queremos; ao mesmo tempo condenamos e aprovamos; ao mesmo tempo buscamos e fugimos; amamos e aborrecemos. Temos uma vontade pronta para conhecer e detestar o vício; mas também temos outra pronta para o abraçar; uma vontade nos inclina; a outra arrasta-nos: a vontade dominante é a que segue o partido da vaidade; por mais que queiramos ser humildes, e que tenhamos vontade de desprezar o fausto, a vontade contrária sempre vence, e se acaso se conforma, a violência com que o faz é um sacrifício. A subjetividade é uma espécie de concupiscência; não se lhe resiste com as forças do corpo, com as do espírito sim; a carne não é frágil só por um principio, mas por muitos e a objetividade não é o menor deles. Quando não se pode usar o dom de escrever para o bem de tudo e de todos, costuma –se, esconder –se dentro das próprias entre – linhas, pois cada um tem seu modo de entender a verdade que para si próprio é capaz de tomar como única sentença real.... cada um, tem um sentido, e cada sentido do ser humano deve ser entendido como “uno” e não universal, pois, o que vemos fora de nós é muita das vezes o que queríamos que fosse nossa escada para escapar daquilo que não podemos ter por conseqüências de nossas experiências vivenciadas no passado.... Palavras
Golpes, De machado na madeira, E os ecos! Ecos que partem A galope.
A seiva Jorra como pranto, como Água lutando Para repor seu espelho sobre a rocha
Que cai e rola, Crânio branco Comido pelas ervas. Anos depois, na estrada, Encontro
Essas palavras secas e sem rédeas, Bater de cascos incansável. Enquanto Do fundo do poço, estrelas fixas Decidem uma vida.
(SYLVIA PLATH)
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 04:16:52
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segunda, 17 setembro, 2007
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SYLVIA PLATH

Mad Girl's Love Song I shut my eyes and all the world drops dead; I lift my lids and all is born again. (I think I made you up inside my head.) The stars go waltzing out in blue and red, And arbitrary blackness gallops in: I shut my eyes and all the world drops dead. I dreamed that you bewitched me into bed And sung me moon-struck, kissed me quite insane. (I think I made you up inside my head.) God topples from the sky, hell's fires fade: Exit seraphim and Satan's men: I shut my eyes and all the world drops dead. I fancied you'd return the way you said, But I grow old and I forget your name. (I think I made you up inside my head.) I should have loved a thunderbird instead; At least when spring comes they roar back again. I shut my eyes and all the world drops dead. (I think I made you up inside my head.)
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 11:50:59
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sexta, 14 setembro, 2007
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CONSTRUINDO

Nossa então era verdade? Mas e todas aquelas velhas fantasias jogadas no fundo do armário da mamãe? Do avesso, sempre aos pés de uma majestosa tarde doentia. Que drama, que nada, barbarizada pelos consumos pouco metódicos de uma questão existencial pertinente, persistente, que me quer ausente. Presença de outrem revirando o corpo falado que agora não pode ser revelado. Compromisso com o imaginário e mesmo que eu pudesse eu não deixaria de falar sozinha com todas as minhas incertezas. Entendi, agora eu sei quem eu sou, nossa de novo eu já me perdi, já prendi quem eu escondi. Quero um pouco a mais de pobreza para não ter o orgulho de poder levantar de um sono confortável. Que lástima! Uma cama bem desconfortável com um corpo suado cheirando a veneno de criança. Quero me banhar na morte, já que não quero ter sorte e querendo ser alguém neste instante eu rompo como todas as coisas que eu quis construir a partir de meus sonhos. Devaneios, insultos morais constantes, inconscientes escondidos entre os vãos do meu “ser”. Ah, já é tarde não quero mais voltar para o chão. Está quente e negro demais para ser explorado esta manhã. Amor, amor, amor, eu sussurro baixinho por alguém que se encontra só em meus pensamentos, perdida, incompreendida, defendida por manias chatas de questionar tudo que respira, que me inspira a ser amante do mundo substancial contaminada pelo meu imaginário temporal.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 02:37:01
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terça, 11 setembro, 2007
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ALÉM DE OUTRAS PALAVRAS
Para que deixar ascender algo que está sempre querendo me queimar? Aos pés da leal realidade doentia da maldade que quer ser consumida Pelos atritos do presente e do que foi um dia passado Rasgando pela metade todos os sentimentos Sobras, restos faz com que a finitude existencial esteja presa ao universo Intrigas entre o imaginário e o substancial Entre o comum vivido e o sub – mundo racional Mental, cósmico, necessidade vital de querer sempre sonhar Ódio que engole a veracidade das palavras reduzidas ao silêncio Sem mágica agora, os truques foram revelados Sem medo, a dignidade que se desfaz nas sombras Que sede é essa que faz com que minha alma grite pelo novo? Vivo para morrer todos os dias E todos os dias a morte me trás a vida novamente....
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 01:26:12
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terça, 21 agosto, 2007
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 O mundo começa a cair Agora eu não posso alcançar nada e nem ninguém O céu agora toma conta do passado Me enrosco no tempo neste momento Mais um tipo de tormento, um sofrimento necessário Para que ter voz se o mundo as vezes parece ser surdo? Porque as coisas são inconstantes e não posso ter certezas Sobre nenhum tipo de sentimento humano? Com o peito ensangüentado, marcado, latente Estou tirando os escombros da minha velha moradia E eu digo, hoje eu não estou bem Ouço algo me dizendo que eu deveria descansar No colo do esquecimento que me torna tão mortal Me tornei frágil, graças ao que eu sinto a partir do universo Vejo olhos negros, mentes insanas Corpos vazios e almas em chamas De que adianta eu conseguir descrever todo o desfecho de um dia Se quando eu preciso me relacionar com um ser humano Não consigo ser compreendida Bendita loucura que me consome!!!!!!!!!! As vezes é cansativo ficar indo de um lado para o outro, tentando ver o espaço que há entre um ser e outro, procurando as essências aonde não existe imanência alguma Sabe o que tu recebes em troca por viver todos os dias? Experiências, boas e ruins, que fazem de nós seres tão pouco compreensivos e futilmente compreendidos Os cavalos descem do céu, agora eles não tem mais asas para me levar de volta para o paraíso.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 09:57:50
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quinta, 09 agosto, 2007
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MARCADA!

Tome meu corpo, imensidão quente e matadora Toda essa tortura constante que eu me apego todas as noites Invade minha alma, me faz perder a calma Talvez agora com 7 quilos a menos Possa eu voar em formato de partículas Já que aqui dentro de mim tudo cada vez parece menos inteiro Comprando os presentes da vida para dar a saudade de brinde Para que quiser tomar o meu copo de veneno Um abuso verbal, incondicional A dor que me vicia, me que sacia Me isenta de ser mortal Que me faz sempre querer ser substancial A ponto de me negar cada vez que a morte me chama O imaginário, toque da criação Mutação infernal que me atrai como um cosmo amaldiçoado Carregando nos fetiches alheios, os detalhes que eu não me desapego Ensinando que cada dia mas eu me sinto cada vez pior A ponto de sempre imaginar algo encravado no meu peito Já que este meu coração não sente, que és só carne E que todo amor imortalizado com desenhos rabiscados eram nele depositados Mentiras, atos do passado, que aparecem no presente E eu compreendi, de uma vez por todas Que aceitei o amor e me condenei milhares de vezes Por ser tão ingênua a ponto de achar que eu morreria por ele E existe somente esta verdade neste meu agora Eu não morreria por ele, eu viveria por amor Até que minhas memórias possam corroer tudo que me trás choro E cada gota de lagrima que rolar de meu rosto Será uma divina comédia grega Aonde eu possa sempre me divertir com minhas tragédias casuais
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 03:43:01
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segunda, 30 julho, 2007
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LAGRIMAS

É assim que funciona Primeiro é tudo para o mundo Depois nada para ninguém Tantas promessas, como dizem Promessas são para os santos que não sentem amor nem ódio Era um sonho, um pesadelo constante Um amor doentio, que mata, mas que maltrata Apenas à quem sente Platão sempre esteve certo E que tudo que vivemos, agora para outrem não existe Já existiu como uma experiência, um ponto na existência E nada além Palavras ao vento, entram por um ouvido Moram na memória Mas quando se descobre a verdadeira essência dela fora de nós E como um veneno letal As lágrimas denunciam sempre que o desespero Revelam que preferíamos morrer à dar mil passos para trás
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 02:27:23
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quarta, 04 julho, 2007
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CAMINHO

Rasgando os ossos, coração de pedra, que precisa ser partido, a mente que precisa ser corroída, a morte que espera de pé na porta dos fundos da consciência, jardins perdidos de sonhos e ilusões que fazem da vida uma chatice sem esperança. Fidelidade assumida em grãos temporais, a vida passa, ultrapassa lentamente o nível de segurança interna do tempo chronos, triturando memórias, apagando ressentimentos, criando possibilidades de expansão existencial. Tomada pelas tristezas, o comum que já não fala ao meu ouvido, as palavras jogadas para fora, se formam, entrelaçam os corpos, diluem os pensamentos, constroem caixas, túmulos de transferências, quase todas perdidas, incompreendidas, loucas idéias, imaginação sensorial, substancialmente revertida para linhas de corte horizontal. Estar só, pensamentos que vão sugando minha solidão, me levando para o mundo dos sonhos, aonde sou deus e o próprio diabo e aceito a condição, eu construí uma pequena casa, refugio, abrigo, aonde meus inimigos não podem entrar, aonde meus amigos nunca conseguem me visitar, sala de estar queimando, paredes verdes por todos os lados me cercando, tentando me dizer que eu sempre estou dentro e fora de mim mesma, já não tenho o controle, me perco e no instante seguinte me encontro no lugar de onde não sai nunca. Talvez eu realmente esteja perdida, não tenho medo do caminho, do que eu posso encontrar durante essa jornada, as vezes me canso, confesso, mas nunca desisto de descobrir porque já não tenho medos das coisas que eu criei. A porta sempre aberta e eu sentada na varanda, olhando o horizonte, vendo a linha vermelha de terra que termina na frente de minha pequenina casa, só o vento, a chuva, o sol e a lua são presentes sempre. Com minha ansiedade, nasce minha segurança em mim mesma e nas coisas que eu tenho fé e sempre deposito felicidade de poder sempre compartilhar comigo mesma e com tão pouco as minhas experiências e vivencias através do tempo kairótico. Porque as vezes tão exausta me atiro na cama esperando que eu me divida em mil partes, para conseguir estar resolvendo tudo ao mesmo tempo com sabedoria, toda vez que me parto em metade, vejo o quanto cresci, amadureci, e apodreço, e renasço cada vez mais forte e mais confiante de que eu estou no caminho certo...
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 11:29:02
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quarta, 09 maio, 2007
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BENDITA CLARISSA!

Estendo em vão os braços para prende – lá, ao raiar do dia, quando começo a despertar dos sonhos importunos, à noite, estirada sobre a minha cama, procuro-a, embale, se a inocente ilusão de um sonho feliz faz – me acreditar que estou sentada junto dela, na campina, cobrindo de beijos a sua mão! Ai de mim! Quando, ainda mal desperto, a procuro a meu lado, tateando, e , ao faze-lo, arregalo completamente os olhos à realidade, uma torrente de lágrimas não pode mais ser contida pelo meu coração esmagado. Choro, contemplando cheia de amargura o sombrio futuro que me aguarda... A dor da ausência que fazia doer cada parte do meu corpo, era como se eu tivesse feito um pacto com a fidelidade contra o tempo que estava desta vez contra mim e a favor das coisas a serem ajeitadas em seu devido lugar. E quando a noite caia era nos olhos de Clarissa que eu me espelhava, organizava cada parte de meu tempo só pensando em como conseguir sobreviver mais um dia sem a presença daquela mulher que para mim era mais do que anfitriã de meus desejos. Ela mandava e dês – mandava em meu dia, me fazia ficar tensa, e ao mesmo tempo queria que eu me rende-se a espera de sua tardia volta. Espreitava o vento da janela, sem ela, constantemente eu me sentia vazia, quase que em um lance de mágica eu sentia o cheiro dela invadir minha sala sem estar em contato com sua pele. Que sede, que vontade me trazia as horas noturnas escrever e tentar descrever sobre aquela jovem moça que havia tomado meu coração. Eu me encontrava no auge de minha solidão emocional, por mim nunca sentida desta forma, eu era tão, como posso dizer, infeliz e feliz ao mesmo tempo, nem conseguia mais definir o estagio em que me encontrava, estava tão inconstante para o mundo que tentava se abrir à minha frente, que praticamente tomava as horas vazias para tentar achar uma parte de mim nas coisas que ainda não tinha tomado no mundo. Era o nome dela, o bendito nome que me remetia a praticar atos insanos, um apetite maior do que o sexual de querer toma –lá em meus braços e dizer que agora ela estava finalmente segura de todo o mal. Que sátira, mas eu não faço manipulação verbal a dizer isso, querendo ou não és minha verdade que defendo com unhas e dentes. Imaginava cada cena que tinha vivido ao lado dela, tentando imortalizar aquele estar, agora com mau estar contido na solidão sentida na alma que prescindia o resto do ato falho não consumado. Me referia ao sexo como se pudesse ter passado mil e uma noites com a mulher a quem eu queria dedicar todos os dias de minha vida, e se isso não me fosse possível, que este fosse o ultimo dia de minha vida sem aquela bondosa donzela Estava eu lá vendo as nuvens cinzas deitarem no horizonte gelado. Estava querendo me aquecer com memórias já não tão somente minhas, mas tentavam me remeter a um passado grandiosamente maravilhoso. Me sentia esquecida, vencida pelo cansaço de outrem, pacificamente triste, já habituada com o acordar incerto da vaidade perdida pelo contraste da linha do tempo. Deitaram –se no túmulo noites que se passaram de 20, nenhuma repetida, todos os olhares captados incessantemente, eram muitos e tão majestosos que me ardia a mente. A ausência, fazia com que eu por um segundo pudesse ter o poder de congelar o tempo, e trazer todas aquelas horas para um dia só. Estava sujeita a rezas malditas, que eu já não sabia nem ao menos porque recita-la se os ouvidos da amada estavam se fechando por causa da minha inconstante tranqüilidade mental. Já não sabia mais se estava bem ou mal, a doença da fraqueza física já se fazia visível pelos meus olhos. Estava morrendo, ou talvez, entardecendo a noite que me trazia medos e desejos obscuros e que me faziam usar a roupa noturna da nudez sem poder possuir o corpo do objeto satisfatório na cama não encontrado. Aonde estaria Clarissa? O que pensava Clarissa? Por que tem de ser todo meu pensamento e tudo em Clarissa? Ela ignorava minhas satisfações, lamentações, dramas, carência, mas eu sabia que ela estava sempre por perto em meus pedidos nas tardes de fevereiro. Já não sabia eu, se reinava em outro peito aquele velho sentimento que havia se tornado uma fala de descontentamento por causa da distancia. O fato era que eu estava escondendo um detalhe muito importante do meu mundo sujo sem Clarissa... Era o detalhe de quem precisava ter sede, que precisava ter medo de amar. Ah Clarissa, se tu soubesses quantas horas clamei incessantemente cada letra de seu nome pelos cantos de meu quarto esperando uma aparição sua me tocando as costas e dizendo que eu estava morrendo e que tu velarias por minha alma. A verdade é que eu não queria morrer fisicamente, eu queria a morte destes pensamentos ruins que me atormentavam por eu ter o romântico lado drástico de ver a bondade ser construída através de um beijo suave que me adoçava as entranhas bruscamente. A estas alturas eu já tinha mais o novo medo de enlouquecer, queria perder as vocações morais e éticas, para me afundar em um mundo imaginário fora do substancial dependente de outro corpo que estava faltando neste buraco chamado planeta terra. Eu havia recebido uma doação do bem, o amor, e não sabia mais o que fazer ele, além de escrever cartas quase que intermináveis e cansadas por tratar sempre dos mesmos assuntos constantes querendo buscar o amor aonde só haviam palavras bonitas. Quem lia meus textos, pouco imaginava do que se tratava, tinham dois lados de mim falando dela, da donzela de aço, o lado escuro, de trevas emotivas, fria, porém inofensiva, o outro lado era o lado claro, lágrimas, ternura, pura aflição, constrangimento e acidez. Que tom pálido vestia meu rosto quando estava esperando dar meia – noite todos os dias. Hora encantada aonde eu me deitava e rabiscava círculos e desenhava um rosto deformado, com pernas tortas e cansadas por caminharem tanto pelo vale perdido do sofrimento. Conversava muito com o lado escuro, ele parecia me compreender melhor, a bom lado do escuro era metabólico e fanático, porém realista, sempre queria tirar de mim e conseguia o que estava querendo, o que eu queria, era uma vida real, em que eu pudesse dedicar todos os meus “talentos” mundanos à alguém e que o mundo soubesse que ainda é possível ser feliz amando um outro alguém. Meu lado arrogante, que maltratava Clarissa, quando ela sumia sem deixar recados na paisagem do meu entendimento súbito mortal, eu sentia vontade de devorar páginas e mais páginas que eu havia escrito para ela, sem ao menos ela saber. Imundo pensamento meu de pensar que estava tentando construir uma bela casa nas montanhas frias, e levantar ao lado do corpo quente de minha amada todos os dias, aquilo era felicidade? Minha felicidade, sim, mas era pouco, porque estava preso apenas no meu consciente pouco substancial.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 12:34:09
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segunda, 30 abril, 2007
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FECHANDO O DIA

Fechou-se um novo dia Um dia que parecia noite Escuro e sombrio Latente e doente Constante e imanente Corrente, prisão que a sensação da falsa intuição Levaria ao constrangimento da ilusão transparente da alma que estava rodeada de pássaros negros Como se conspirassem em cima da paisagem deserta de desejos Era tenso, intenso, quase que um sussurro de lamento Tormento, pensamento, e neste mundo tão imenso Ficou pequeno o vão das possibilidades Mas existia, persistia em renovar, tomar, ressalvar a divida da crueldade Era o peito partido, com cérebro inundado de coerção Na imensidão da solidão cabia um terço de véspera de um dia aterrorizante De culpa e vibração quente na falta da ternura ausente Era hora da retirada, estava dentro da vida selvagem na horizontal Na vertical se prendia ao céu que queria apagar o brilho dos olhos feridos Inofensivos pois queriam ir adiante Ao firmamento do constante Incerteza que manipulava o corpo como uma maquina mortífera No seu rodar defensivo, ofensivo quando estava quase pifando Presenciando o ato do falir Morrer para no outro dia ressurgir E construir aquilo que ainda estava em pedaços Que um dia no horizonte suspenso irá surgir...
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 07:46:17
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sexta, 23 março, 2007
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MIGALHAS

Servir –se do prato vazio o ultimo grão a ser consumido Consumida, já que não tinha mais vida Procurar no sentido da razão algo para não ser esquecida Com a raiva permanecia por tantos verões inertes Servir o que é do bom e do melhor E ter no fim de ficar apenas com migalhas É esse o fim que eu esperava? Sim,eu cheguei a certo ponto de vista Que avisto no horizonte apenas uma luz clara Querendo me ofuscar Para que eu me acostume com escura solidão
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 04:48:53
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quinta, 22 março, 2007
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CONSEQUENCIAS

Enquanto o sangue ainda não é consumido pela terra E arde o peito a vontade de amar o desconhecido Amante, errante desta sede que parece intolerante Neste instante, que pensa ser emocionante Ter a dor ao lado, do contrário contar o estilo errado De considerar a vida comprida Cumprida de atos e maus tratos, é fardo do presente Conseqüências de um passado, vai passar Elevar, considerar todas as pendências Como incêndio de alguém que procura a transcendência Dizendo que a razão de minha maior intenção É ver o mundo com nítidas lentes do bem E não na obtenção de caráter maldoso Quem sou eu neste mar da população Ilusão, que desmanda de si e manda em outrem Vai de quem se sente bem Ou chora, mora , desabrocha a virtude de sonhar Imaginar, recriar a virtude de compreender Mesmo quando está se vivendo com predadores Sem uma terra de leis para ser julgada Incriminada, desativada de sua própria pessoa Que restringe o que a mente quer que atinja Os olhos de quem já não age mais pela boa sensação Sem propriedade particular E ser peculiar em um mundo sombrio É escolher estar sempre morrendo Para recriar os seus próprios mitos
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 11:04:04
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quarta, 14 março, 2007
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MEMORIAS DE UM ROMANCE

Por que tudo que nos trás a felicidade, acaba colaborando com nossas futuras desgraças? Essa foi uma frase que li hoje pela manhã que muito me marcou Quanta falta faz algo que realmente te faça feliz Sem depois lhe trazer a solidão, a amargura ou a verdadeira desgraça? Muitas das vezes eu me pego a pensar sobre tudo o que tenho em mim Eu me arraso em frases que deprimem meu cotidiano Se é que se pode chamar toda essa fossa sem fundo de dia Já não espero a noite chegar, pois só me trás lembranças Estou a ponto de me por a chorar por qualquer coisa A esperança tem sido uma herança que eu não tenho como abrir mão Que sensação, de ilusão, de repente, nem sinto que estou aqui Existem certas horas do dia em que eu preferia estar dormindo à estar A pensar sobre tudo o que se passou Como é bom ter um grande amor, ter? Agora é uma imensidão dentro de mim e uma solidão por fora me deixando assim Faço minhas velhas declarações, não sei se ainda tem algum efeito Se não tiver, pelo menos eu me esforço, me retorço me satirizo E penso: Como posso eu ser tão frágil! Dou risada para não me afogar nas lagrimas que constroem uma piscina de melancolia na minha vida Sentida, que já é tão pouco entendida E digo, que podemos estar bem Quem sabe, viver sem ninguém, sem pensar em ir além E tu me diz que o tempo há de transformar o mal em bem E se for para ser assim, digo sempre amém Dor que ressuscita qualquer amor que esteja morrendo Já que não falo do meu, nem do teu Mas de um amor universal Que pouco vejo efeito moral Sabendo que tudo isso é tão normal que chega a ser brutal Quase desumano e mortal E se for para morrer diante da lua Que morra em seus braços, ofegante, confiante Sim, será em teus laços que eu saberei De uma vez por toda que eu fui feliz
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 03:21:08
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sexta, 09 março, 2007
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PARA CLARISSA

Outra noite sem o romantismo... Talvez eu espera-se que aquela bela jovem, entra-se pela porta, sorridente, com seus olhos irradiantes dizendo que voltara para ficar. Como de costume isso não aconteceu. Tomei meu velho banho, de óleos ao perfume mais voraz me banhei. Sentia o minha pressão sendo condenada pela ausência que aquela bela dama me fazia sentir, e não compreendida com firmeza. Estava enfraquecendo, vou melhorar isso, ela me fez perder a força, a calma que me era forte, para resistir a paixão a qualquer pessoa. Me coloquei sentada à cama, acendi um cigarro, peguei meio copo de café, desliguei o som, chovia muito naquela noite, parecia uma tempestade de lágrimas. Eu estava tão vulnerável que o bater das gotas no chão do quintal, parecia excitante a ponto de eu querer ficar no meio daquela chuva tremenda, apenas para sentir que estava sendo tocada por algo real. Sentia o cheiro de flores atravessando o arco da janela, se manifestando em mim como uma velha promessa que nunca tive tempo de pagar, me intimidei com o vento que parecia querer me induzir a caminhar sem destino esperando encontrar Clarissa. Ah bela mulher, muito inteligente, bonita, sábia, de olhos palpitantes, de mãos fortes, de pernas ágeis, de corpo o prazer que se insinuava para mim sem ao menos estar despido, como era maravilhoso. Clarissa era pontual, pena que sempre me atrasei, quando ela chegava ao lugar combinado, o cheiro vinha primeiro, a sensação de glória trazia o brilho da mesma para mim, sem nem ao menos eu estar de olhos abertos eu a via. Ela tem o poder de revirar minhas idéias, fazer eu mudar meus planos todos os dias, se dou risada só, é porque lembro de algo que fiz com ela que me fora tão agradável e está tão em falta, que é no sorriso que eu guardo as lembranças fazem voltas em minha mente. Boca, boca de Clarissa, era onde eu me encontrava perto do bem e do mal, alivia a tensão existencial, agonizava porque queria que aquilo fosse para sempre. Quando desgrudava meus lábios dos dela, e abria os meus olhos, era como se estivesse chego de outro lugar....
Nunca acaba!
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 12:05:43
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quinta, 01 março, 2007
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MAQUINA

Versos a solta, ela vem e me solta Me assombra, me enriquece a alma Com calma, diz que temos de ficar bem E por isso não a ninguém que a queira como eu quero Se for ficar assim tudo ficará sempre zen Pois quem é quem neste fio de amor Que esquenta o corpo sem tocar, me faz sentir calor Pinta nos olhos a escuridão, mas que sensação Vai alem da percepção e eu perco a razão E me envolvo naquela emoção Sua pele é clara e é claro que eu me fascino Seus olhos tem um brilho raro Espero que seu coração ouça o disparo Dos meus olhos tentando tocar aquele lindo sorriso de lado Que eu me desfaço só em pensar Em tocar, enfrentar, abrir o sinal Fatal, infelizmente mortal, que não faz mal Que de tão longe da minha rotina normal Faz parte do meu sonhado final Que tal? Me manda pelo menos um cartão postal Esfriando a minha sensação de ansiedade Na verdade eu odeio a nossa saudade Paisagem, ventania noturna Que fortuna se eu pudesse te-la ao menu lado Sentimento sem freio, eu receio que isso esteja Sempre na fase terminal Germinando o meu bem para que renasça o meu mal E eu enlouqueço quando fico perto Me inquieto, me desperto E vejo que estou tão enfraquecida Apaixonada, invadida, pela mulher que me erradia O dia, a noite, és meu sul, meu forte Quanta sorte, inteligente, doce me faz sentir demente Doente, mas que faz com que eu pense na gente Humildemente com o peito armazenando emoções Indolente, infelizmente, não posso concretizar Vou esperar, sentar, chorar, sorrir e procurar não gritar Saltar nos braços dela quando ela disser que irá voltar...
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 10:57:49
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quarta, 28 fevereiro, 2007
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PREGOS

Como vou falar de minha vida? Ou um pequeno pedaço dela? São tantas coisas a serem descritas, e tão pouca competência tenho eu para tentar repassar de forma simples, que chega me dar uma certa repugnância de mim mesma. És de afetos, raiva, desejo, nojo, consumo e falta de consumir a ansiedade de viver uma vida repleta de felicidade. Na volta da revolta minha sobre aquilo que me rodeia todo o instante que se baseia a minha vida. Sim, e se fosse tão pouco, não seria meus instantes mais mágicos e infantis por assim dizer. Falar sobre o que eu procuro neste mundo, é como tentar definir a velha mobília da casa e se esquecer do que está lá fora, a todo tempo se modificando, trocar a mobília as vezes é necessário para mudar o aspecto de como se vê e se muda as coisas dentro de mim mesma. Vida inquieta, que falta, somente comigo, mas que transfere quando tenho brilho nos olhos a receber algo de bom e construtivo vindo do externo e passando para o meu interno. Gostaria de me internar dentro de mim, mas algo de fora sempre me faz ficar dispersa de coisas particulares para enxergar o “fora” sendo parte do que está dentro agora. Mudar as opiniões mudar-se sempre para longe da cidade natal chamada “ego” e ficar no denso coletivo de idéias, faz com que eu pense cada vez mais no mundo como minha casa, mesmo que isso as vezes me traga a reflexão sobre as coisas que estão erradas e meus malditos modos pacíficos muitas semanas me fazem ficar irritada com pouca solução. Esse poderia ser o caos, mas vai além do “acaso”, sei que vai, retrai, contrai e descontrai toda minha percepção, se fosse dada uma razão para esse tipo de instinto vindo a intuição, que bobagem, estou quase de luto nessas minhas entre – linhas, que maravilha, a morte compartilha com minha fantasia, se eu fosse mais do que vazia seria eu uma vasilha com conteúdo amargo, desolado, não desumano de minha parte, vai de ré , e que não me baste ter apenas uma opinião justa com a injusta do que vem de dentro e cai lentamente para fora de mim sobre o que é vida.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 11:17:40
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sexta, 23 fevereiro, 2007
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FRIO

Preencher a alma como tempo da razão A pura e mágica realidade que eu desconheço sendo única Presa em quadros e desenhada como um borrão As vezes antiga, eu me sinto uma velha ranzinza sem foco Ressurgir das cinzas é uma tarefa difÃcil Quando se está caminhando contra a direção contraditória dotempo Guardar o mal em uma parte clara da alma E resgatar sempre o bem da parte mais escura Tudo é emotivo, prazeroso, realçado pelo dom da virtude da faltade sonhos que eu nunca tive A saÃda da porta dos fundos, agora não trancada A transparência de uma realidade percorrida agora dança emcima de minhas pálpebras Na melancolia de uma canção antiga quase por mim esquecida Aquecida no meu peito, refugiada em uma gaveta qualquer emminha memória E tanto tempo, e tempo para que tanto? Talvez a consciência esteja gasta, trocar as formulas detransformar a lealdade Em significado de saudade, que vaidade, pensar de verdade Que eu nunca sai de mim, apenas troquei as coisas antigaspelas novas Personalidade preservativa, punida, despida de mil e umacategorias de vivencias Em ausências de horas que pareciam sonhos e rápidos devaneios Fechar a porta de escape é difÃcil Quando se quer viver do lado de dentro espiando o mundo láfora cuspindo chamas
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 10:23:38
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quinta, 15 fevereiro, 2007
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SOBRE O TEDIO

Falar sobre o tédio: ( vácuo no ente) ....o tédio não é apatia,mas pelo contrário, é a firme descoberta do sem sentido da ação quotidiana, aqual até pode ser mais ou menos intensa, como transparece nesta passagemparticular: - Trabalho bastante...cumpro o que os moralistas da açãochamariam o meu dever social, cumpro esse dever, ou essa sorte, sem grandeesforço nem notável desinteligência. Minha narrativa pessoal que não sai do contexto, vou sendoacompanhada pelo esforço, eu diria: - Subentende-se que só o que exige esforço, interessa e vale apena, apesar do cansaço, do stress, pois conduz a criação e ao novo. Por isso,a sensação do vácuo que transborda a alma traduz algo assim como um estadointermédio, em que nem apetece a vida nem outra coisa. - Mas esse limbo é também poesia surda da alma aflorandoaborrecida à janela que dá para a vida. O tédio manifesta um isolamento de nósem nós mesmos, mas um isolamento onde o que separa está estagnado como nós, águasuja sujando o nosso desentendimento. A estagnação paragem no tempo, anula,isola-nos da vida que é a PESSOA. - Eu existo no temo, isto é, sempre fora de mim; já não sou oque acabo de ser, ainda não sou o que vou ser, e, contudo , o que fui, o queserei é mesmo eu.....
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 09:27:36
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terça, 13 fevereiro, 2007
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É a grande doença pouco particular que toma os meados do século XXI. Quase totalmente destruído o romantismo, o particularismo, a carência da personalidade individualista se vê corrompida. O ser sem o ente, o ente sem o ser, impossível. A questão é bem maior se olhada por dentro. O ser humano sempre foi apaixonado pela “dor” , o prazer momentâneo ou o luto desorganizado de memórias frágeis condicionadas pelo tempo do sofrimento forçado a ser manifestado a cada momento em que nos encontramos invadidas. Sem amor, sem afeto, vive a humanidade, sem igualdade, falsa liberdade. Outros sorriem com o amargo ódio estampado, escancarado no rosto, que desgosto. A técnica do “pessoal” eu “com o outro” agora já virou uma rotina sem igual. Seria como falar de luz, se esquecendo da escuridão. O homem trava uma grande batalha não com o mundo, mas “ele no mundo”, pouco adaptação porque não pode exercer com grande vitória seu verdadeiro papel na sociedade. O que isso acarreta? Dor, sofrimento, repressão...logo, ele não existe como o tal, apenas existe e nada mais. Teme o tempo, a solidão , mas ama a dor. Derrama lágrimas de piedade quando precisa aprender à aplicar o perdão a si mesmo antes de condenar e perdoar o outrem. Para que vivemos? Para termos sempre os mesmos pensamentos, conhecer pessoas e abrir portas e mais portas, sem muitas das vezes construirmos algo que nos fortaleça no futuro? O amor é o fruto podre daqueles que se entregam a razão. A quem diga que nem só de razão vive o ser humano, então o ser humano vive de que? O que é preciso para que o ser humano seja capaz de “existir” de verdade, não ter uma vida pendurada nos acasos sociais? Talvez, o ser humano precise de estrutura, menos moralismo, precise de um pouco de solidão e de vaidade, um pouco de egoísmo e um pouco de realismo. Apagar as mentiras que a tantos anos é contada oralmente, e a vivencia não mais importa além de sentir vagamente o momento que se passou. Identificar o outrem sendo parte de si, isso é tão difícil que foi esquecido, deixado de lado, por parecer tão complicado. O “ser” adoece nos braços da modernidade, falsa modernidade, que devora sentidos, que tira do ser humano o doce gosto da liberdade, que à de dar uma chance para a humanidade se ver longe da “realização particular”.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 10:56:47
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segunda, 12 fevereiro, 2007
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DESLIGAR

Hoje as estrelas vão cair do céu E todo refugio de glória será ausentado A conformidade de quem esperou pela morte Será suprida pela ausência de sentimentos A decadência mundana, agora suja com veneno a felicidade Força será forca agora, é hora de matar a desigualdade Para que tanto tempo sem ter o mesmo ao seu favor? Eu vi um homem que chorava porque estava se sentido observado Eu vi uma mulher gritar de dor quando descobriu que não podia mais amar Vi uma criança portando uma arma, amando a destruição Eu vi deus nos olhos do inimigo do perdão Toquei a dor com mãos de amor carregada de verdades sem medo da tranqüilidade A fera que não pode ser domesticada Passei entre os corações congelados , conservados em formol Quando se tem os olhos voltados para o mundo Acaba-se esquecendo que a visão maior das coisas está dentro de nós O motivo de crenças e dês – crenças diminui a potencia do homem Perante as maquinas que fazem do futuro a perdição sem definição Definhar as pés daquela que não pode ser tocada nem ouvida A lamentação de quem se apaixona pelo impossível , se torna invisível Visivelmente sofre, mas acorda todos os dias sorrindo da própria tragédia É o trafego das verdades, escolhas e decepções Mal e bem, se misturam em uma essência só Imanente, infelizmente é tão freqüente Que o que sente , sempre se surpreende Com o que lhe traz o sol e descansa na solidão Se desprende do mundo da emoção e busca afeto na razão ....
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 09:06:58
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quarta, 07 fevereiro, 2007
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CONSPIRAÇÃO

E esta noite eu parei de pensar em mim E pintei o céu inteiro de preto Para tentar não refletir em mim minhas cicatrizes Eu desisti de estar em uma realidade sem você Mas não desisti de amar – te como se ama a própria vida Não é preciso o uso de bonitas e românticas palavras Para que você saiba o que eu quero te dizer Porque está estampado nos meus olhos Enquanto eu rasgo meus calendários contando os dias que se passam São terríveis porque são dias sem estar contigo E o tempo não me importa, porque o tempo real e feliz É o que eu tenho quando estou contigo em minha presença E se o amor for um esconderijo para os que sofrem Eu vou me acalentar em seu peito quando eu quiser desistir De procurar razão na vida sem que você esteja nela Das verdades que conheço a única que não me faz querer morrer É a vontade de dormir nos seus braços até o ultimo dia de minha vida E saber com segurança que é só você quem faz despertar a chama que mora em mim Que você faz amor como um inimigo intimo que sabe de minhas fraquezas E as usa para me ver pegar fogo enquanto está no comando dos meus desejos Eu te beijo como se fosse a ultima vez Para que sempre seja inesquecível....
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 04:34:53
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terça, 06 fevereiro, 2007
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VINICIUS FALA EM MIM

Ternura Vinicius de Moraes Eu te peço perdão por te amar de repente Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos Das horas que passei à sombra dos teus gestos Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos Das noites que vivi acalentado Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente. E posso te dizer que o grande afeto que te deixo Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas Nem as misteriosas palavras dos véus da alma... É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias E só te pede que te repouses quieta, muito quieta E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar [ extático da aurora.
Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 259.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 12:23:24
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quinta, 01 fevereiro, 2007
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FATALIDADE

AFETIVIDADE Para entender a Afetividade é necessário compreendermos também alguns elementos do mundo psíquico: as Representações, as Vivências, as Reações Vivenciais e os Sentimentos. Durante toda nossa vida, os fatos ou acontecimentos vividos por nós serão nossas experiências de vida e passarão a fazer parte de nossa consciência. Dos fatos e acontecimentos teremos lembranças e sentimentos, assim como também teremos lembranças desses sentimentos, portanto, lembraremos não apenas nossas experiências de vida mas, também, lembraremos se elas foram agradáveis ou não, prazerosas ou não... Embora diferentes pessoas possam viver mesmos fatos e acontecimentos, cada uma delas sentirá tais fatos e acontecimentos de maneira diferente e pessoal. Perder um mesmo objeto, sofrer a perda de um mesmo familiar, passar por um mesmo assalto, ouvir uma mesma música, comer uma mesma comida, etc., poderão causar diferentes sentimentos em diferentes pessoas. É a Afetividade quem dá valor e representa nossa realidade. Essa Afetividade também é capaz de representar um ambiente cheio de gente como se fosse ameaçador, é capaz de nos fazer imaginar que pode existir uma cobra dentro do quarto ou ainda, é capaz de produzir pânico ao nos fazer imaginar que podemos morrer de repente. A Afetividade valoriza tudo em nossa vida, tudo aquilo que está fora de nós, como os fatos e acontecimentos, bem como aquilo que está dentro de nós (causas subjetivas), como nossos medos, nossos conflitos, nossos anseios, etc. A Afetividade valoriza também os fatos e acontecimentos de nosso passado e nossas perspectivas futuras.... Vendo uma antiga fotografia de algum ente querido já falecido, algumas pessoas experimentam sentimentos tenros, suaves, saudosos e até agradáveis, outras, por sua vez, podem experimentar sentimentos de angústia, tristeza, sensação de perda, pesar, enfim, sentimentos desagradáveis. O que, realmente, dentro das pessoas faz com que essa foto seja valorizada (Representada) dessa ou daquela maneira? Trata-se da Afetividade. O melhor exemplo que podemos referir para entender a Afetividade é compará-la à óculos através dos quais vemos o mundo. São esses hipotéticos óculos que nos fazem enxergar nossa realidade desse ou daquele jeito. Se esses óculos não estiverem certos podemos enxergar as coisas maiores ou menores do que são, mais coloridas ou mais cinzentas, mais distorcidas ou fora de foco. Tratar da Afetividade significa regular os óculos através dos quais vemos nosso mundo.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 11:37:50
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quarta, 24 janeiro, 2007
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CLARIDADE

A quem diga que a felicidade pode bater em sua porta Como ela vai saber que você está lá dentro? Esta tarde o céu parecia mais azul do que nunca, e eu pude ver com nitidez Toda calma do dia na manifestação traiçoeira das nuvens em cima de minha cabeça Me dedico a ter muitos momentos bons durante anos E talvez todos estes anos tenham me transformado Em uma figura totalmente difícil de ser vista pela claridade Imaginei a criação do meu mundo assim: Peguei uma lata de tinta, cheia de cores, milhares e bem vivas Joguei em um cenário branco. Conforme as tintas foram se misturando Formavam pessoas e objetos, gota por gota Mas os olhos permaneciam brancos..tão somente como o fundo Quando as pessoas ficam tristes, eu os vejo ficar pretos O escuro domina o fundo destes olhos profundos. O vermelho é um grande desastre, uma boca Rabiscada, totalmente sem forma simétrica Quando fala joga tinta nas outras pessoas Uma chuva de cores sem igual E eu quem pensei que o arco – íris fosse uma passagem Para a liberdade dos sonhos nunca realizados Que mediocridade de minha parte A parte mais triste deste universo que construí É quando o branco quer voltar a ser a cor predominante Ele costuma apagar as cores, lentamente Quase ninguém percebe, e as pessoas vão sumindo Uma hora desaparecem por total Talvez a morte seja a limpeza De cores que foram desgastadas pelo tempo E para que ninguém veja esta bela pintura ser corroída Pelo tempo e perder a beleza no seu finito É melhor que ela suma...seja consumida de vez pela claridade...
( Viviane Gonçalves)
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 10:22:43
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terça, 23 janeiro, 2007
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ARROGANCIA

É uma arrogância sem tamanho !!! Ouvi isso muitas das vezes Quantas vezes mais puder ouvir estarei de ouvidos abertos Porque falo do mundo sem que ele seja perfeito? Porque eu digo o que se locomove em meu cérebro? Eu sinto, respiro e vomito sensações todo o tempo Que ironia, minha gente, tão somente ironia Talvez eu seja uma ingrata, ou uma garota sem ressentimentos Particular, peculiar, desarmada, não amada por opção de outrem Articular, pensar, ocultar, apresentar novas visões Através da escrita, e já me basta? É isso que me define, ou me faz definhar? Me de um tapa na cara se eu estiver sendo inoportuna ou inconveniente? Sinto falta, sinto minha falta, sinto falta daquilo que me faz sentir sua falta Feche a porta e deixe eu presa aqui como sempre Vou comprar uma passagem para seu mundo Um romance ao alcance da imaginação e afastado da realidade Eu monto o quadro e você me empresta seu corpo como moldura Que tipo de oferta eu posso lhe fazer? Eu perco tudo, perco o controle do meu próprio mundo Este é meu estilo preferido de fugir do drama do acaso Se é que pode se chamar de acaso o que se sente e não se compreende Serve um prato frio, sopa de letras, escrevendo minha história Comendo pelas bordas, a vida anda muito quente no centro do pensamento Viro de costas e tudo passou como , comi o que mesmo hoje?
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 01:11:23
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segunda, 22 janeiro, 2007
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NUVENS

O que faríamos se pudéssemos desmontar o presente? Sim desmontar, desfragmentar o agora. É tão difícil pensar no mundo em pequenos detalhes? Vejamos., primeiro eu acordo pela manhã, vamos desmontar Eu acordo de onde? Porque eu passei tanto tempo dormindo? E porque o tempo que estive dormindo, pareceu exatamente um século em vez de 6 horas? Agora, vamos tocar o sentimento Desmonta-lo. A quem nunca nesta vida quis chorar e não chorar ao mesmo tempo Sorrir e se banir da felicidade porque lembrou-se de uma “dor” antiga O tempo, velho tempo, sem ressentimento, são apenas momentos Que eu me ausento, desprendo – me do real e sensível E me trajo de roupas invisíveis aos olhos de quem não pode me condenar Está ai mais um galho desta árvore imensa, cheia de “ramificações” A condenação, vem de onde? E porque? Da moral? Se baseia somente nisso? É a falta de expansão do mundo interior para o exterior Ou será que, por um instante eu vejo o exterior maior que meu interior? Calma, muita calma, anti – depressivos, consomem todo o tempo que eu poderia Estar passando por aquele velho luto Não estou falando de remédios, estou falando de repressão Vamos banalizar a questão? Não dá, cada um no seu universo particular Mas porque tão poucos conseguem articular o fluído do pensamento E joga-lo para fora de si e satisfazer com glória e depois do entusiasmo ainda se perguntar? Porque eu tive de pensar tanto? Não é de graça, e o preço ora, é salgado, salgado não , amargo Mas fica doce, bem doce, quase enjoativo, quando você consegue resolver Aquela questão que fica martelando dia após dia no seu pensamento O trajeto é único, para cada questão, depende apenas da maquina e principalmente do motor Motor que as vezes se cansa, sai fumaça, joga ódio e amor para todos os lados Por fim, o velho motor volta a funcionar, mas não intacto. Por que coisas do coração? Sentir os nervos se contorcerem sobre a pele, e ver saltar veias Quando se está tocando algum objeto do mundo Tire as sobras, as bordas, os acasos Que receita pobre, ou não, depende do cozinheiro Hummm, sinto cheiro de conspiração, é essa a intenção! O que tem neste mundo que tanto me chama a atenção? Pessoas, objetos, sentimentos, mentiras, verdades “nunca absolutas” É só isso? Claro que não, eu estou neste mundo E isso é o suficiente para que eu me apaixone cada vez mais por ele Isto seria obvio, eu quem estipulo as coisas daqui de dentro para fora A arvore na esquina, pode ter folhas azuis, depende do meu humor Sou movida pelo olhar, pelos olhos, vejo a margem E vejo também, através do mover dos lábios, e a ouvir a voz Que estou falando com alguém de bem ou de mal, calma “para mim”. O que cada pedaço deste mundo, representa para mim? Pode ser um sonho, uma realidade mista, um monte de cores se juntando ao mesmo tempo e formando através de suas partículas, pessoas e objetos. Não acredito que o céu esteja acima, também não deveria acreditar, só por que eu não consigo toca-lo significa que ele esteja sem nível de altura para que com as pontas dos meus pés possa brincar com suas nuvens. Acredito em muitas coisas, e as coisas que se revelam fazem com que muitas das vezes eu não acredite em nada em segundos. Sabe o que eu mais gosto nesta minha vida, MUDANÇAS.... Viver é estar em constante mudanças, aceitar o papel de quem escolhe sempre sou eu, e através de minhas escolhas tenho sempre de estar mais do que preparada para reconhecer que fui eu quem criei tudo que eu tenho.
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 12:08:33
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sábado, 20 janeiro, 2007
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LAGRIMA
Estava ouvindo uma música, e achei impressionante uma letra, um homem foi capaz de descrever uma lágrima: Jesus Chorou Racionais Mc's O que é o que é??
Clara e salgada, cabe em um olho e pesa uma tonelada, tem sabor de mar, pode ser discreta, inquilina da dor, morada predileta., na calada ela vem, refém da vingança, irmã do desespero, rival da esperança, pode ser causada por vermes e mundanas ou pelo espinho da flor, cruel que vc ama, amante do drama, vem pra minha cama, por querer, sem me perguntar me fez sofrer, e eu que me julguei forte, e eu que me senti, serei um fraco, quando outras delas vir, se o barato é louco e o processo é lento, no momento, deixa eu caminhar contra o vento, do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável, o vento não, ele é suave, mas é frio e implacável, (é quente) borrou a letra triste do poeta, (só) correu no rosto pardo do profeta. Verme sai da reta, a lágrima de um homem vai cair, esse é o seu B.O. pra eternidade, diz que homem não chora, ta bom, falou ou vai pra grupo irmão ai JESUS CHOROU ! ! ! A POESIA NÃO TEM NOME E NEM LUGAR PARA MORAR!
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 06:14:06
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sexta, 19 janeiro, 2007
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DEIXA DE LADO!

Eu poderia me desgastar dizendo coisas que eu não gosto Eu tenho um gosto familiar de dizer SIM Acabei sendo nada produtiva quando estava me rasgando ao meio Eu me destruiria se eu não pudesse ser tão boa com as palavras Já que ninguém nunca se importa quando você está agindo com razão E se eu enfia-se uma faca nas costas Eu diria que é sensual e você aprovaria porque ama o bizarro Veja os sinais estamos agradando o outro e destruindo a nós mesmas Conte as linhas e veja quanta tragédia Estamos dando saltos longos Quero diminuir a tensão Eu me permito ver você se masturbar com sua rasa emoção Eu escolhi, posso estar errada, mas tenho uma nova ocupação Doente! Somos boas atrizes quando alguém tenta nos Embebedar com sangue de perdedores Sabemos fingir que está tudo bem Enquanto o mundo desaba Viva o mundo de insanidades Aonde quem se ama está além da humanidade Contando até 10 fingindo ser um brinquedo para ser manipulada Curando as feridas beijando o invisível para sentir o prazer oculto Quando foi que eu deixei de dizer que parei de chorar? Amarre meus braços eu não vou tocar seu corpo Sem a sua permissão, mas vou ficar para ver seu espetáculo...
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 10:33:28
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quarta, 17 janeiro, 2007
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ENTRE

A felicidade está nas entrelinhas Aguardando que alguém as descubra Certa vez eu em um ponto de ônibus Após Ter experimentado mais uma vez a doce felicidade Escrevi um texto...passaram –se 40 minutos e eu não vi Não tomei o tempo que me restou para me preocupar com o amanhã Eu tinha o momento e o sentimento aflorado As vezes eu me pergunto, porque eu me desligo do mundo por tanto tempo E quando eu volto ele sempre se mostra para mim de forma diferente As vezes um tanto amargo ou doce demais Me canso de tanto tomar decisões que não são precipitadas Eu queria não pensar...pensar sim...mas não tão profundamente Com o passar do tempo, eu percebi que talvez Eu esteja em busca de algo que eu já encontrei E que me deu toda a inspiração para que eu transforme minha vida Em um caderno de rascunhos Não era para ser tão complicado, mas eu sou simplesmente cismada Sempre procuro ver de todos os lados, se eu procuro É porque tenho quase certeza que existe algo que não quer ser revelado para mim Não tenho medo das revelações, não temo mais que algo venha tentar me destruir A vida é tão cheia de vida, e as vezes tão confrontada com a própria morte Me sinto sem chão, quando ajo com o coração Confesso, gosto de voar, sentir, desejar E isso é raro...tão raro que eu preciso sempre guardar algo como recordação Talvez eu não esteja preparada para Ter algo intenso Ou a intensidade que eu procuro não seja mera coincidência dos fatos que eu provoco Mas eu sei explicar os meus sentimentos, tão nítido , tão real e mágico ao mesmo tempo Não temo., o amor que hoje compreendo e ódio que não está sempre brotando nos olhos De quem é tão raso por opção Cada um tem sua natureza, mas muitas das naturezas que eu conheço estão mortas
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 11:59:13
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terça, 16 janeiro, 2007
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SEM LIMITE!
O prazer faz o corpo padecer Selvagem ou romântico Feliz ou dramático Com máscara ou sem máscara Despejando o real desejo ou falsificando segredos Não existe intrigas, tudo se entrelaça O céu não fica suspenso no ar A lua consome a voracidade dos gemidos O beijo sacia a sede de humanidade O abdômen denuncia a falta e o querer “ter” O suor toma o lugar do sangue Os olhos abrem raramente Porque as sensações enxergam além As mãos devoram parte a parte da pele Os ouvidos captam a insanidade Os ombros suspendem a máquina Até que ela cumpra seu trabalho com audácia e força O peito é objeto de descanso e motivador para ofegar a respiração O nariz sente o cheiro do aroma da degustação corporal As pernas se movem mas não querem ir a lugar algum As costas são carrascos mal amados Servem de apoio para as mãos que procuram o objeto As unhas rasgam as mesmas para marcar a emoção O relógio conta as horas, mas não marcam o tempo que resta Para que o fogo que é incontrolável faça sua despedida Com um sussurro de satisfação
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 09:37:29
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segunda, 15 janeiro, 2007
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VERSO SIMPLES

Entre um tempo e outro Descubro que a cobiça, toda intima vontade do “Ter” Era mais do que eu imaginei Como eu posso encarar as coisas com pacifismo Quando eu estou quase perdendo a cabeça? Não sei o que dá em mim que eu acabo sempre Dentro de um ônibus chorando Dobrando os braços sobre a cabeça Escutando todas as canções que agora me pertenciam Tentando ver a situação por outros ângulos Coloca os óculos escuros para esconder a dor Na manhã cinzenta o céu deitou-se no meu colo Choveram lágrimas doces e penetrou em meu corpo A vontade de não querer me sentir atingida A não percepção de estar sendo negada De negar o que estava negado à tanto tempo Quanta esperança ainda resta? Todas! Mesmo que finitas por causa da ausência Transcendi a beira da margem Os olhos que eu procurei estavam marcados fora do meu olhar O frio quando o corpo quer o toque O toque e que assim não se fez O respeito que mantém a humildade A humildade para com quem eu tanto quero para mim... Cobiça...até que eu gaste todo o meu tempo naquele momento... Agora és imortal nos meus versos Agora és tu quem age entre cada parte de meu corpo Tu quem reges o bem e o mal fora e dentro de mim Ficou catatônica E enquanto a escada rolava Eu torcia para que ela não tivesse fim Por que naquele instante tu “poderia” ser minha
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 11:26:03
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quinta, 11 janeiro, 2007
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A CORTINA
 De baixo para cima Baixando a tensão de ser alcançada A dor que não volta A dor que quando volta traz revolta Faz a evolução na intenção Sem frustração da normalidade Andando no mundo vago Estalando os dedos como se faz na imaginação Torcendo os ossos por dentro Tirando o sangue do peito Coagulando o desejo de se tornar para a natureza uma afirmação Bate a porta...entra Arranca, despeja, almeja o que quer tanto com intensidade e emoção O duelo do interno com o externo Trabalha a função da vida Com a existência em criança O círculo vicioso de quem morre Para viver o outro dia, com outra percepção Vaga, traga a hora para dentro do próprio relógio O corpo arde sem cama sem corpo Em um drama que nem as lágrimas trazem o final conforto O confronto, desencontro da vida Que de tão vivida, já és por mim esquecida Para os que não tem amor, ressuscita o ódio O lamentar, rasteja até o pé do próximo inimigo Para se deliciar com a emoção de uma dor sem perdão O caos, do casco, que camufla a mulher Dos olhos escuros Que percorre a vida sem laços Quer abraços que terminem longe da realidade Sem vaidade, sem constrangimento Um momento apenas único, unicamente Vivido por sentir-se atraída pelo pensamento De possuir , construir, o infinito Com o corpo finito , mas cheio de maus tratos Pela decadência da afirmação do tempo Que trás o vento do norte Para rebuscar o que do forte faz o fraco Amar e temer ao mesmo tempo a morte
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 12:56:08
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quarta, 10 janeiro, 2007
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ONTEM AGORA E HOJE

A vida é uma passagem estreita com o passado O ontem , influencia no amanhã que é sempre demorado A sede, condena os vícios de estar sempre atrás do pote de ouro E o arco – íris acabou no sendo o fim do mundo...agora esbarra na realidade pós – moderna Existe sempre a intencionalidade nas palavras escondidas Nos olhos de quem recua para se procurar dentro da escuridão Banalizaram o sexo, e agora é uma tradição apenas por prazer E o prazer é o ato animal e fútil dos que tem fome Apenas saciam a fome nada mais A alma ficará cada vez mais vazia Sem fé, sem valores... veste a máscara Se esconde do mundo de falsos protetores Carrega o ardor de viver um jogo sem fim Joga para o buraco a felicidade e aprende a viver e conviver com a maldade O mundo não precisa de regras Precisa de novas mentes para reger a si próprio Lave a boca de quem faz e pouco aprendeu a ouvir o outro É difícil ouvir quando se quer fazer tudo correndo com medo do tempo Engole o próprio passado para ignorar o presente O que quer hoje, teria de ter conseguido ontem Mas estávamos ocupadas...como sempre Com pequenos danos que formulamos no decorrer desta trágica tragetória Chamada dia de hoje...
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 01:38:37
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terça, 09 janeiro, 2007
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O SONHO

As palavras são mortas Não tem sentido algum depois de ditas Perdem a vida quando não sentidas E eu, me comunico pelo meio da morte Da morte delas Os meus sentimentos atravessam cada linha Até terminar nos meus olhos e nos olhos alheios A vida brota, não a diferença entre estar viva e estar morta Não sabemos qual a diferença real entre as mesmas Talvez tudo isso que vivemos seja um sonho E temos medo de acordar Inundar o mundo de pessoas alegres Com suas lágrimas agora não tão particulares Todos sabem o gosto e o peso de uma lágrima Todos sabem como é estar só e acompanhado pela solidão O braço forte não importa quando sua mente está fraca Sorrir é banal quando está se chorando por dentro Viver, é sempre esperar pela morte Tudo no fim , tem um final feliz e infeliz ao mesmo tempo Um contraste entre o que conhecemos finito e infinito E isso não assusta mais, apenas vem de vez em quando E é nesse momento que descobrimos que Podemos sumir do mundo sem ser notados O dia de sofrimento demora para acabar Parece um final de um sonho que você quer acordar E não pode, porque está cansada....
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 10:36:21
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sexta, 05 janeiro, 2007
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A NOITE...

É um longo trajeto...as curvas do corpo perdido Branco...pálido e marcado Veste de vermelho os próprios lábios Os olhos vestem um tecido desconhecido Vem o claro e mistura –se com a escuridão O pescoço dança em conflito com as costas Os ouvidos esperam um toque de palavras ou suspiros Pernas laçadas pelo desejo O céu pinta o aroma da compaixão Desliza a ponta dos dedos sobre o chão quente Úmido pelo suor ...pelas lágrimas do corpo foram derramadas Cobre-se de outro corpo O frio não chega até sua espinha Um toque de um lábio ao outro Traz o fôlego perdido anteriormente Suprido pela necessidade de ser degustado Agora lúcida, usou sua nudez para sua própria loucura O que ela queria, ele teve, mais além do que o permitido Um olhar atento apreensivo, dominador, vigiam seus cílios A tocar parte de sua face com nostalgia É muito frágil e fácil de sentir que seu corpo está arrepiado Se mantém longe do perigo neste momento É abraçado com cautela e protegido com sentimentos não mais reprimidos As mãos tocam levemente seus cabelos...suavemente sem desespero Levanta-se frente ao espelho A lua reluz metade do seu corpo ainda nu A alma veste a outra parte com arrepios para despistar o tempo Que agora já não é mais tão percebido Lava teu rosto com a água pura...o banho que retira a saudade Não teve medo da insanidade agora sente-se fiel a si mesma E conquista a liberdade!
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 12:39:18
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quinta, 04 janeiro, 2007
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CORREIO SEM ENTREGA

E mais um dia se foi, ou eu quem fui andando durante o tempo dentro do dia? Passando por cada partícula deste dia...cá estou Na noite que não parecia noite, no dia que agora já não é mais dia Absolutamente ...incrível , a forma em que os pensamentos atravessam as paredes e se comunicam comigo através de fantasias pouco mágicas. Uma trágica conversão do real ao imaginário E quem diria, eu!!!Bom parar, ou continuar a buscar o que estava ali e eu estava tão longe de lá. Um segundo sem volta e eu sempre pensando naquilo que não tenho, porque sou tão sonhadora...falando a verdade, acho que pouco fico eu acordada. Bem melhor... assim eu pinto as coisas e as pessoas da cor que eu as vejo é mais fácil para que eu identifique as neutralidades nas pessoas. Não tenho medo de pessoas más... talvez “a fera” tenha me consumido por inteira um dia que agora nada parece mais novidade. Ops! Novidade seria eu conseguir testemunhar uma glória universal, sem verdades absolutas por favor. Um belo copo de águas amargas, e um pedaço de carne de alguém que nunca sofreu. A morte é uma grande cobiça para mim, talvez uma cobiça tola, ou fraca, mas forte que eu sim, não me alimenta, não me sustenta , mas sempre me faz argumentar sobre a vida que se passa...ei , vem cá.... a morte não é para ser esquecida...é somente mais um estágio da vida...e tem de ser sentido até sua ultima gota. Ficar de Luto....Sim! Sentir mais um estágio ...ah quem morra, ou quem queira morrer, se morre do teu lado , aprende tu a sentir e aprender que não podes apenas querer viver por assim dizer. Vou tentar separar o mundo em muitas partes, sempre acaba em uma confusão...encontros e desencontros “ora ora” sempre me acho quando as coisas estão amarradas no meu corpo de forma vulgar. Sem ressentimentos.... abre e fecha a porta que separa a vida da vida que é existida e não compreendida como somente sendo vida....
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 09:31:55
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quarta, 03 janeiro, 2007
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HORA NÃO MARCADA!

Lá vem a chuva novamente caindo para cima de mim Como se quisesse me levar em uma forte enxurrada Abracei a noite com um dos braços que ainda me mantinha forte Entrelacei com a paisagem de uma onda de tristeza que no meu peito se manteve Eu sei que logo eu estaria de volta Ou talvez nunca volta-se a ser eu mesma Sim, eu cruzei os dedos sem poder opinar sobre o que era tempo Me joguei para fora da sorte, como cansei feito uma cadela aborrecida Eu disse que eu poderia ficar um tempo sem ver o mundo Realmente eu consegui Só um momento...e não foi uma glória O que era forte agora é tão frágil e com um temperamento amargurado Com o peito furado dilacerado com o consciente marcado É o trabalho das mãos sujos encostadas no meu ego perturbado Cães furiosos ladrando dentro de mim, ajudando a fera ser capturada Me rasgaram com seus dentes afiados... famintos.... E a tempestade parou junto com minha identidade Fez –se o duelo a crueldade com a bondade A generosidade com a burrice encarada na realidade Um desenho mal apreciado, mas cobiçado por medo Jogou-se a vaidade pelos ralos curtos da minha sensibilidade E agora...o que vem é o que nunca precisou fluir para que eu fica-se bem O céu foi o que restou...somente o céu e as vozes devagar querendo me calar...
( Viviane Gonçalves)
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postado por BRUTAL LANGUAGE as 12:54:55
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