coisas da vida
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domingo, 17 maio, 2009
NÃO SE APRENDE NA ESCOLA 2

No post intituilado NÃO SE APRENDE NA ESCOLA citei a pequena palestra proferida por Bill Gates para alunos de uma escola pública secundária norte-americana. Pequena porque durou alguns minutos, quando muito esperavam um discurso enorme. Mas que extremo valor pedagógico, e foi de arrebentar, muito irado mesmo (como se diz hoje) e, no final, foi aplaudido de pé por um tempão. Vale a pena você das uma olhada. Não é apenas para estudantes.
 Após o almoço desse sábado (16/05) ao percorrer as páginas da revista Época, bati de frente com uma entrevista com o pai de Bill Gates. O título é: BILL GATE SENIOR - FOI UMA DECISÃO INTELIGENTE.
 Mas do que se trata? Decisão inteligente de quem? E a respeito do que versa a entrevista?
 Nas palavras de seu pai o "gênio" Bill Gates foi uma criança normal, que brincava com as outras crianças de sua idade, e também insaciavelmente curioso. E, pasmem, foi a um terapeuta aos 12 anos.
 Teve uma adolescencia normal também, pois saía com seus amigos e praticava esportes. E tinha um interesse fora do comum por SOFTWARE. E finalmente cursou HARVARD! Mas a largou por duas vezes! Agora algumas frases da entrevista: "Mas Bill era apaixonado pela idéia de que uma janela de oportunidade estava se abrindo e que o software seria algo muito importante". (...) "Mas, é claro, também não sabemos o que teria acontecido se ele tivesse ficado na faculdade e obtido o diploma".  (...) Uma coisa que ele nos diria é que foi extraordinariamente sortudo, apenas pelo local onde nasceu e pelas oportunidades que estavam disponíveis". (...) "Eu diria a qualquer pai que ele deveria encorajar os filhos a continuar aprendendo, estudando e para fazer o que for possível para criar oportunidades e estímulos atraentes para tornar o aprendizado divertido e interessante. Os pais deveriam também fazer o máximo para que um filho tenha o melhor professor. Um grande professor pode inspirá-lo a fazer coisas ótimas. Por isso, é importante se envolver com a educação". (...) "Muita gente bem-sucedida consegue criar sua própri sorte. O que voce pode fazer é trabalhar duro em algo de que gosta. Além disso, não é preciso ter um enorme sucesso financeiro para ser um sucesso como pessa".
 Mas depois da palestra de Bill Gates, da entrevista de seu pai e do desprezo que a sociedade demonstra, O QUE SE APRENDE NA ESCOLA? Frequentemente me pergunto: mas não é importante conhecermos o que a nossa civilização construiu? Como construiu? Para que construiu? E porque nós destruimos tantas coisas extraordinárias? E porque assassinamos milhões? E, é claro, as perguntas não param por aí. Vão muito, muito além!
 E voce já se fez algumas dessas, ou outros questionamentos? Não? Então as faça! Crie suas oportuidades e tome uma decisão inteligente.
Como voce vai saber que é a decisão correta? Ninguém sabe! Nem o Bill sabia! "AH! MAS ALGUÉM TEM QUE SABER"! Será? E para que servem o aprendizado? As experiências? Os fracassos? Os erros? Os primeiros passos de independência? "AH, AGORA TE PEGUEI. COM TUDO ISSO COMO NÃO VOU SABER ALGO?' Mas é isso mesmo, nem os "gênios" sabem tudo. O pai de um "deles" acabou de dizer isso na entrevista! Agora voce está se perguntando, então para que ser gênio? E eu lhe respondo: deve, sempre, haver uma resposta? E se houver, ela deverá ser sempre agradável? Ou utilitarista?
 

postado por Nicolau Mottola as 07:32:44 # 0 comentários
terça, 24 fevereiro, 2009
A Farsa da Brasileira e o Professor nota zero

Todos ficaram indignados ao tomarem conhecimento sobre a agressão sofrida pela brasileira Paula de Oliveira, na Suiça no dia 13/02/2009 imposta por neonazistas, e que além de sofrer cortes nas pernas abortou os gêmeos que esperava em razão da violência do ataque. Mas esse "fato" tornou-se uma farsa após o depoimento da brasileira ao Procurador Geral da Justiça. Aí todos ficaram perplexos e, talvez, mais indignados.
Algumas pessoas, provavelmente pais de alunos na escola pública, ao tomarem conhecimento que aproximadamente 3500 professores tiraram nota zero na prova realizada pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo devem ter passado pelos sentimentos de indignação, perplexidade e, talvez, até indiferença. O que há de comum nessas duas situações?
Pode haver outras, mas o que pretendo destacar é o imediatismo das reações das pessoas (algumas decerto) mas que tornou-se rotina de tão comum e para alguns tornou-se normal.
Primeiro julga-se. Imaginem, um bando de neonazistas atacando uma gestante! Imaginem o seu filho tendo aula com um professor que zerou uma prova!
No caso da brasileira, após a queda da farsa, devem ter ocorrido os sentimentos de lamento, remorso, mais perplexidade e até indignação. Mas tudo isso, receio, acontece por causa de nosso imediatismo diante de uma notícia, porque primeiro julgamos e depois perguntamos o que aconteceu. Na primeira versão já é emitido um juízo e, na maioria das vezes, sem sabermos se é ou não sensacionalismo. E será que há alguma outra maneira de reagirmos?
Para emitirmos uma resposta adequada é necessário que haja uma investigação mais profunda, mais apurada sobre o assunto em questão, é necessário responder questões que não estão evidentes, mas cujas respostas possibilitarão encontrar um caminho mais adequado e mais coerente.
Na situação dos professores nota zero, lanço uma pergunta (há outras): Qual o motivo de tantos professores temporários? Uma informação adicional: no dia 20/02/2009 saiu na Folha Online* que " Pelo menos um em cada cinco professores da rede estadual de ensino no Brasil é temporário". Também saiu que essa média é superada em 7 Estados, inclusive São Paulo onde o índice chega a 43%.
Ao contrário de muitos, que já estão achando que estou defendendo os "professores nota zero", mas mas é simplesmente darmo-nos o direito de obtermos mais informações, obtermos todas as versões possíveis e assim possamos, com critério, separar os fatos  das fraudes e manipulações e então emitir um ponto de vista mais equilibrado, coerente e próximo da realidade e dos fatos. Portanto, é um convite para a reflexão. E para ajudar vou fazer minhas, as palavras escritas pelo jornalista Francisco Viana em sua coluna do dia 22/02/2009, "A utilidade de uma farsa"**, a respeito da cobertura feita pela mídia (em geral) no caso Paula de Oliveira.
" Vive-se o presente perpetuo. Não se olha para trás ou para os lados para entender a história, entender os contextos. Não se desconfia das primeiras versões. E os fatos? (...) No caso de Paula, não se deve incorrer no erro de considerá-la uma vilã. É preciso avaliar os fatores profundos que levam uma pessoa a agir assim. (...) A interpretação de fundo. A recusa do espetacular. A aceitação da complexidade do real."
"(...) Tudo vira mercadoria, as notícias, as reputações, os acontecimentos. Se Paula errou, erraram também todos aqueles que acreditaram nas evidências sem verificar o que acontecia nos bastidores da aparente realidade. A falsificação foi a tônica desse triste espetáculo."
"Vivemos uma cultura do imediatismo. Se age primeiro para pensar depois. O grande tribunal da opinião pública muitas vezes julga anes de verificar as provas reais. Cede-se facilmente a manipulação.


* http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u507126.shtml

**http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3591619-EI6783,00-A...



 

postado por Nicolau Mottola as 08:23:31 # 0 comentários
quinta, 28 fevereiro, 2008
OS OVNIs E A CIÊNCIA

Estamos no início de mais um ano e duas cidades (Riolandia e Araraquara) do interior paulista apareceram nas manchetes de jornais, nos noticiários televisivos e nas páginas da internet (com direito ao youtube) por conta de uma suposta "visita" de OVNIs.
Digo suposta porque sempre que ocorrem essas "visitas", invariavelmente, são chamados ufólogos, especialistas em fenômenos atmosféricos e até mesmo autoridades da aeronáutica. E se não há um desmentido categórico, também não há uma confirmação plena. Apenas suposições, possibilidades e muitas perguntas. Duas delas sempre ocorrem: "é tudo mentira ou há verdade nessas "aparições"? Tudo não passa de imaginação fértil ou é puro charlatanismo?
Não há nada de errado com os questionamentos, pois é através deles que a ciência e a tecnologia avançam. Mas não é produtivo sermos radicais do tipo, "verdade ou mentira"! Há muitos fatos e mitos entre esses dois polos. A ciência prefere o FATO.
Ao falarmos de OVNIs estamos, também, falando de criaturas extra-terrestres (os ETs). Isto é, seres de outro planeta, outra galáxia, ou até mesmo de outro universo. E, então, aquelas perguntas persistem: O ETs, afinal, existem ou não? Se existem, são iguais a nós? Será que são mais inteligentes? E tantas outras indagações! Mas primeiro precisamos saber se eles existem!
Para começar precisamos questionar: será possível haver algum planeta que reúna as mesmas condições de suporte vital que a Terra? Será possível que a evolução, nesse planeta, tenha ocorrido da mesma forma que ocorreu no nosso? Quais as possíveis consequências de uma pequena variação na evolução? E as perguntas, parece, só pioram mais as coisas.
Para melhorar um pouco vamos partir de algum fato conhecido: o Universo contém, numa estimativa, 50 bilhões de galáxias e as maiores podem ter até bilhões de estrelas. A Via Láctea é apenas uma dessas galáxias, e o Sol apenas uma dessas estrelas. Diante desses colossais números, pergunta-se: será possível haver um sistema planetário igual ao nosso? E, nesse sistema, haverá um planeta distante o suficiente de seu Sol para haver água na forma liquída? E as perguntas não irão parar!
Apenas perguntas e fatos não fornecem respostas. A ciência trabalha com fatos, mas também realiza investigações que podem gerar respostas. E nem todas satisfatórias para as pessoas leigas que preferem as respostas rápidas e cheias de "certezas", próprias do senso-comum.
E assim é com os OVNIs, pois na maioria das vezes ficamos desapontados com as respostas fornecidas pelos estudiosos. Apesar de algumas vezes parecer que há uma possibilidade de ser real, o que alimenta mais o nosso senso-comum. E passamos a acreditar em criaturas de outro planeta, talvez até de outra dimensão. E não há nada de errado com a imaginação e a curiosiadade, pois elas alimentam a ciência. Então, o que fazer para saber se existem ou não?
Se ficamos parados toda vez que somos desapontados, não iremos a lugar algum. Só nos resta fazer perguntas (certas) e realizar investigações com critério. As respostas chegarão, talvez não a que voce deseja e nem a definitiva. Mas, ainda assim, uma resposta.

postado por Nicolau Mottola as 08:44:58 # 1 comentários
 
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