Após o "drible da foca" executado com maestria pelo garoto Kerlon do Cruzeiro, voltou ao noticiário a questão falaciosa se um drible com malabarismo é um desrespeito ao adversário ou se é um direito demonstrar talento. O engraçado é que o Robinho fez um malabarismo muito mais impressionante (e até humilhante) no jogo contra o Equador e foi aplaudidíssimo (imagine se fosse contra a Argentina!).
Alguns jogadores se manifestaram: "Quem é o Kerlon? Chegou agora, nunca jogou na seleção, não é famoso e já quer aparecer."
Acho que a questão é exatamente essa! A fama, o status, em nossa sociedade, permite tudo. Aqueles que estão começando e são diferenciados não podem e não devem mostrar as suas habilidades, as suas qualidades.E isso é perpetuado por jogadores (medíocres), torcedores, dirigentes e boa parte da mídia esportiva (futebolística). E, ao mesmo tempo, as grandes promessas estão indo para a Europa cada vez mais cedo, e os clubes brasileiros ficam, exatamente, com aqueles que não suportam o talento de seus colegas de profissão. E o futebol brasileiro fica na mediocridade de sempre. Não há muitos jogadores diferenciados e os poucos que aparecem ou são inibidos ou vão para a Europa (vide o exemplo Kaká).
Essa é a política do bom e barato que sustenta os dirigentes corruptos com o financiamento da torcida.
A outra Política segue esse padrão de mediocridade, pois é quase um palavrão falar em polítco honesto, diferenciado, comprometido com suas bases. Em sua maioria estão nivelados por baixo preocupados, primeiro, em garantir sua "benesse" e depois o povo. "O povo? Ah! Ora, o povo... ! Acostumados em não sermos, e nem reconhecer os diferenciados elegemos a grande mediocridade, agora renovada por Collor, Maluf, Clodovil, entre outros.
E o Grêmio estudantil com isso? Pois é! Tudo igual. O diretor de esportes não aparece nem no jogo da sala a qual pertence, pessoas de fora ajudam mais do que os próprios gremistas, sempre os mesmos fazendo as tarefas, sempre as mesmas reclamações. TUDO A MESMA MESMICE! Ou devo dizer ... ?
Vale a pena perguntar e além disso, não ofende: qual a política (o que é isso) do Grêmio? Foi montado apenas para tocar música no intervalo e realizar o interclasses? E os alunos que não fazem parte do Grêmio estão interessados em algo? Estão interessados em querer alguma mudança? Quais? Em que? Como? Porque? Estão interessados no que o Grêmio faz? Ou apenas elegem seus "colegas" de sempre e tudo bem? Pois é! Não é só no futebol e na política que há falta de pessoas diferenciadas, aquelas que fazem a diferença.
Acho que é o momento de se fazer uma reflexão e de aprendermos que uma entidade, um espetáculo, uma atividade só funciona se as pessoas que decidiram trabalhar juntas se respeitarem e se comprometerem com as propostas eleitas. Para isso devemos aprender a trabalhar em grupo. Qualquer diferença de opinião deve ser resolvida antes, não durante e muito menos depois.













