
Morreu na noite de ontem em São Paulo aos 86 anos o documentarista Primo Carbonari, que era responsável pelo Cinejornal exibido nas salas de cinema até a década de 90 antes dos filmes. De acordo com o documentarista Eugênio Puppo, coordenador do projeto Ampla Visão, que visa recuperar o acervo de Carbonari, ele estava com problemas cardiovasculares devido à obesidade.
Carbonari morreu em sua casa no bairro da Barra Funda (zona oeste) ao lado da filha e do neto. O velório acontece a partir das 12h no cemitério do Araça, e o enterro será às 17h.
Filho de imigrantes italianos, Carbonari começou na carreira como aprendiz de lambe-lambe na Estação da Luz, região central de São Paulo. Depois disso trabalhou no laboratório da família Matarazzo, onde conheceu o cinema. Em 1950, ele fundou sua própria companhia cinematográfica, onde produzia os famosos cinejornais.
Além dos documentários, Carbonari produziu também alguns longas. Ele foi um dos pioneiros do gênero "docudrama", que associava dramatização aos fatos reais --recurso que a televisão usa hoje com freqüência. Um deles é "Ai Vem os Cadetes", que mostra a paixão de Primo pelo exército














