Os brasões assinalados
Os brasões assinalados Vinte anos depois da primeira tentativa, Antunes Filho enfrenta o desafio de encenar A Pedra do Reino, adaptação da monumental e polêmica obra de Ariano SuassunaPor Sérgio Roveri  Lee Thalor (à esquerda) no papel de Quaderna: aprendendo a andar, a respirar, a falar Foto Emídio Luisi/Divulgação MATÉRIAS RELACIONADAS COMPRE AQUI A cabeça do diretor Antunes Filho anda vagando por um terreno inóspito, quente e estéril para a vegetação, mas ideal para a proliferação de castelos, reis, brasões imperiais e estandartes. Seu guia por esse universo mítico, misto de medieval e sertanejo, é o escritor Ariano Suassuna — ou, se quisermos, o poeta, bibliotecário e memorialista Pedro Dinis Ferreira-Quaderna, alter ego do autor e narrador-personagem de Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História do Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: Ao Sol da Onça Caetana (1977). Nos dois romances, Quaderna surge como uma espécie de Antonio Conselheiro da época do Estado Novo a conduzir a população pobre do Nordeste em direção a um paraíso perdido. Aos 77 anos, Antunes Filho diz que finalmente se sente capacitado para levar Quaderna aos palcos, no espetáculo A Pedra do Reino. Não foi fácil. A primeira adaptação teatral dos dois romances foi feita pelo próprio Antunes ainda nos anos 80, mas ele mesmo reconhece que, naquela época, alguém ainda não estava pronto para o espetáculo: ou ele, ou o teatro. Ou, quem sabe, os dois. O projeto foi deixado de lado, e Antunes acabou, nesse período, montando as peças com que se consagraria como um dos principais diretores do país — entre elas Romeu e Julieta, de Shakespeare, Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, Paraíso Zona Norte, de Nelson Rodrigues, e Medéia, de Eurípides. Agora, chegada a hora de voltar a uma história trágica que começa em 1838, quando duas elevações rochosas foram lavadas com o sangue de 80 pessoas em meio ao movimento messiânico narrado por Quaderna, Antunes Filho estreitou seu contato com Ariano Suassuna, lapidou as ranhuras de dramaturgia que havia na primeira adaptação e cercou-se de um elenco jovem para colocar A Pedra do Reino em pé. Os integrantes mais experientes do Centro de Pesquisa Teatral (CPT), núcleo com que Antunes vem formando atores e desenvolvendo seus principais trabalhos, ficaram de fora desta montagem. A performance do elenco, no entanto, não perturba o diretor. Antunes só se irrita com os eventuais críticos, os mesmos que atacam Suassuna por ter criado, na década de 70, o Movimento Armorial, que pregava a combinação de manifestações culturais nordestinas com, entre outras coisas, a herança do Império português e a heráldica — brasões e emblemas. O movimento criou polêmica, e Suassuna passou a personificar para alguns a figura do artista conservador. “Coisa de gente boba”, diz Antunes. O essencial, segundo o diretor, são os arquétipos evocados pelo escritor, numa obra em que o que conta são os “brasões, os impérios e os reis que temos dentro da gente”. BRAVO!: O que você pretende, neste momento, ao levar para o palco esses dois romances de Ariano Suassuna? Antunes Filho: Esta montagem está sendo feita para discutir os arquétipos. As pessoas muito quadradas não vão entender. O Jung [Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço (1875-1961)] revolucionou o mundo e as pessoas não perceberam, ainda estão numa racionalidade babaca e idiota. Eu quero ressaltar a alegria de fazer este texto. Eu quero homenagear o Suassuna, eu tenho de homenageá-lo. Eu tive a sorte de fazer Macunaíma, de Mário de Andrade, de colocar Nelson Rodrigues em seu devido lugar, o de grande poeta dramático, de fazer Guimarães Rosa, de fazer Vereda da Salvação, e agora vou falar de Suassuna, o maior escritor contemporâneo vivo. A Pedra do Reino é o maior romance brasileiro depois de Grande Sertão: Veredas. Como foi o seu contato com ele durante o período de adaptação da obra? Estou cheio de cartas dele na minha casa. Sempre tive contato com ele, desde a minha primeira tentativa, ainda nos anos 80, de adaptar A Pedra do Reino para os palcos. Mas foi bom eu não ter feito a peça naquela época. Passei por um período de amadurecimento e de síntese. Hoje eu vejo que ele tinha razão quando queria também tomar mais cuidado com as coisas. Eu não concordava com ele a respeito de vários aspectos da dramaturgia, mas concordava com as coisas humanas. A relação Quaderna-Suassuna é muito tênue. Você acha que eles se confundem em algum momento? Veja o espetáculo. Não quero falar sobre isso, não posso falar. Há muitas diferenças entre as duas adaptações? Muitas. Um dia, o Suassuna me disse que aquilo não dava teatro. Eu mesmo, uns sete anos depois, ao reler a adaptação, achei também que não dava. Acho que o período não era propício para aquele tipo de teatro, mas agora é. Então eu mexi muito naquilo tudo, mudei a ordem, ficou com uma fluência melhor, rendeu teatro da maior qualidade. Como você define o personagem Quaderna? Junto com Macunaíma, Policarpo Quaresma e Diadorim, Quaderna é um dos grandes personagens do teatro brasileiro. O público vai ver, desta vez, a grandeza, a profundidade e a complexidade desta figura. Eu estou besta. É um personagem top da escritura brasileira. Quando eu falo escritura, eu me refiro a teatro e romance. Eu não sabia que tinha um personagem dessa dimensão em minhas mãos. Por que Quaderna não ficou tão conhecido como os outros personagens que você citou? A literatura brasileira não fez justiça a ele? Não é uma questão de justiça. As pessoas desconhecem o personagem. O romance é imenso. Eu sempre ouvi falar sobre a Semana de Arte Moderna na escola, todos falavam do Macunaíma, mas ninguém sabia quem era. Depois que eu fiz no teatro, Macunaíma se alastrou. O que está faltando para o Quaderna é este boom, é fazer um espetáculo para que todos falem dele. Tenho certeza de que a peça vai fazer isso. Você condensou duas obras, 800 páginas, numa peça de uma hora e meia. Não ficou nada de relevante de fora? Quando eu cortei os textos do Nelson Rodrigues, o Sábato Magaldi [crítico teatral] falou: “Porra, ele cortou Nelson Rodrigues, fez quatro Nelson Rodrigues em três horas numa noite”. Depois ele foi consultar a obra e viu que eu não havia cortado nada de essencial. Na época da TV, eu cortava Sartre, O’Neill, Steinbeck, os gregos todos, eu enxugava as obras clássicas para que coubessem em um programa de uma hora e nunca se perdeu nada. Eu sei deixar o essencial. Essa prática adquirida na TV me facilitou na adaptação de Mário de Andrade, de Nelson Rodrigues, de Rosa. Agora, que dá muito trabalho, isso dá. Vários críticos acusam Ariano Suassuna de reacionário, um artista que assumiu uma atitude elitista com o Movimento Armorial. Você teme em mexer com essa questão? Eu teria, se não conhecesse o Jung. Se o cara for um racionalista babaca, idiota, careta e com viseira, vai concordar com essas besteiras sobre o Suassuna. Mas uma pessoa de visão mais ampla percebe que tudo isso não passa de besteira. Percebe que Suassuna é gênio e que essas coisas que ele usa de reino, de império e de brasões são arquétipos que temos dentro da gente. Todos nós temos estes reis dentro da gente. Isso faz parte do inconsciente coletivo, veio com o nosso DNA. Se a pessoa é ignorante, você espera o quê? Eu não espero nada. A não ser este tipo de frase burra que eles destinam ao Suassuna, e só me resta virar o nariz para o outro lado e ir embora. Se o cara é burro, é burro, vou fazer o quê? Por que o Suassuna seria alvo destas críticas? Eu acho que o consumismo aproveitou esta onda de nivelar tudo por baixo. Eu sou pela alta cultura e sei que ela vai voltar. Vai voltar porque não podemos viver este descalabro que estamos vivendo, esse consumismo idiota. Não são mais os produtores que fazem o produto enlatado, são os próprios consumidores que exigem o produto enlatado, é uma desgraceira total. De onde vêm os nossos valores estéticos hoje? Da televisão e deste cinema vagabundo que estamos vendo. O cinema virou uma porcaria. O que Quaderna tem a dizer para o Brasil de 2006? Que só existe o Movimento Armorial em função da miséria brasileira. Tudo foi criado em decorrência da nossa miséria cultural, nossa miséria sólida, a escassez de tudo. Banalizou-se tudo, há corrupção em tudo. Em que momento as pessoas apelam para o arquétipo? Em uma situação dramática. Se estivesse tudo bem, não precisaríamos recorrer aos arquétipos. Claro que eu vejo uma atualidade no Movimento Armorial. O Suassuna não está falando de reis, está falando de salvação. Está falando de justiça. Está falando de alguém para combater estes males que estão aí. Que seja o Quaderna e os reis todinhos, que seja o Dick Tracy, que seja o Batman. Não importa, precisamos de um super-herói que acabe com este descalabro que tomou conta do país. O teatro está mais propício para receber essa peça hoje? A necessidade de colocar esta peça no palco sempre houve. Eu é que amadureci. O Brasil está pior do que nunca. Eu falo para o elenco que não estamos fazendo uma peça, estamos fazendo uma obra. Macunaíma não foi uma peça, foi uma obra. Eu estou falando agora das contradições do homem e do artista Suassuna, uma coisa que eu não podia compreender há 20 anos e que agora entendo melhor. Eu vejo o sofrimento interno deste homem, é um homem sofrido, por isso ele tem aquelas máscaras das aulas-espetáculo. É um sofredor, e eu tenho de respeitar este homem sofrido, porque, afinal de contas, ele tem talento. Não se pode escrever tão bem, chega a ser sacana. Ele foi uma pessoa chata, muito chata. Mas hoje em dia eu entendo por que ele era tão chato. Ele podia ser chato. O que você acha dos críticos que dizem que A Pedra do Reino é um grande livro que não sobreviveu ao tempo? Aparentemente ele é datado, mas não é. O livro não fala somente do período correspondente ao Estado Novo. Ele é eterno. Esses críticos estão todos enganados. Alguns críticos também afirmaram que Guimarães Rosa era uma porcaria. Pessoas que eu considero muito falaram que Grande Sertão não era nada. E depois se provou que Guimarães Rosa era gênio. Você acredita que o teatro do Suassuna teve uma aceitação maior do que a obra dele em prosa? Sim, num primeiro momento. Mas, na minha opinião, e eu posso estar equivocado, ele é muito mais profundo nos romances do que no teatro. O teatro dele foi mais compreendido porque o romance dele não foi lido. Quando você leu A Pedra do Reino já sentiu que havia ali uma possibilidade de encenação? Na hora. O livro pulava na minha mão. Eu sou daqueles diretores que gostam da palavra. O livro tem imagens e eu adoro imagens. Em uma palavra: eu gosto de poesia. Quando eu vejo alguém declamando mal, tenho vontade de dar um soco na cara. A pessoa tem de entender o que está lendo, o que está por baixo da frase. Eu não sabia como, mas enquanto lia o livro, ia dizendo para mim: isto aqui é teatro, é teatro. Você diz que A Pedra do Reino é um livro repleto de imagens, mas, ao mesmo tempo, vai trabalhar com o palco nu. Há uma contradição nisso? As imagens virão por meio das metáforas: o movimento dos atores, o figurino, o ritmo do espetáculo. São essas as imagens, eu substituo uma coisa por outra. Eu sempre gostei de brincar com o tempo e o espaço, e desta vez eu vou me esbaldar. É uma coisa só, tempo e espaço. Eu embaralho tempo e espaço. Isso é uma coisa muito difícil, eu não conseguiria fazer isso há 30 anos. O tempo e o espaço vão virar uma sanfona nas minhas mãos. Você diria que seu teatro hoje está mais econômico? Que precisa de menos recursos para contar suas histórias? Claro, você vai envelhecendo e aprende a selecionar e a sintetizar as coisas. O poder de síntese é fundamental. Você adquire isso à medida que vai ficando mais velho. Todo mundo adquire isso, menos aquele cara que diz que o Suassuna é reacionário. Esse cara só tende a piorar. É fácil encontrar interlocutores que compartilhem dos seus conceitos? É fácil porque eu ajudo as pessoas com quem trabalho a me acompanhar. Eu dou livros, eu fico discutindo, eu fico preparando, preparando. Discuto Nietzsche, Kant, os teóricos todos, retórica. Então, eu preparo os meus interlocutores. Ou você tem isso, estes grandes atores trabalhando na sua frente, ou você tem o pessoal da Globo. O que você prefere? Você tem de tirar o cara da novela, porra. Não dá para ver aquela garotada falando besteira lá. Esta juventude precisa de referência. Por que você se cercou apenas de atores jovens para atuar neste espetáculo que você mesmo diz ser um dos mais importantes de sua carreira? Aproveitei que o elenco mais antigo estava se apresentando ou excursionando com O Canto de Gregório e Antígona para partir para essa aventura. O CPT é uma escola para formar atores, então eu preciso mudar as pessoas. Eu tenho de colocar gente nova para trabalhar. Mas você não fica inseguro ao depositar tantas expectativas num elenco tão jovem? Não, o mais duro foi encontrar o ator para fazer o Quaderna (Lee Thalor). Testei cinco ou seis atores. Testei um, não deu; testei outro, também não. Depois, um ator que eu já tinha cortado duas vezes voltou e é com ele que estou fazendo. Não é gozado? No começo, ele não conseguia fazer, mas, depois de um tempo, se aproximou daquilo que eu queria. E depois foi preciso ensinar tudo, andar, respirar. Porque este é um texto que eu quero que o público entenda na íntegra, não quero que se perca uma única palavra. A oralidade tem de estar toda ali, e sem ficar pernóstico. Tem de ser cotidiano e, ao mesmo tempo, muito bem dito. Eu sei que encho o saco de todo mundo com a maneira de falar, não quero que falem errado. Você preservou a linguagem do Suassuna ou adotou um diálogo mais coloquial? Eu estou dizendo o que ele escreveu. Coloquei a mais uma palavra ou outra, para poder ajeitar o texto, mas 99% do que está sendo dito é dele. É dele, é tudo dele. Eu mexi assim: o que está na página 5 foi junto com o que está na página 600, depois volta tudo, daí entra um trecho do Rei Degolado. Ai, que loucura, que loucura. Você disse que o Suassuna costuma ser um homem triste. Esse lado da personalidade dele vai ser explorado na peça? Mas eu disse também que ele tem uma máscara, que está sempre rindo e contando piada. Só que existem coisas escondidas lá dentro, coisas que a máscara esconde. Isso o espetáculo vai mostrar, porque o Quaderna é assim. Ele fala que usa máscara de palhaço e de rei para esconder a tristeza. A montagem vai fazer referência a um universo nordestino que pode soar estranho ao público paulista? O Brasil é universal, o Brasil é o mundo. O que mais me preocupa é o fato de as pessoas pensarem que é uma obra datada. Como alguém pode dizer que um caráter profundo e complexo como o do Quaderna pode ser datado? Não tem isso. A Anna Karenina é datada? Aparentemente. A história é um pretexto para mostrar um caráter, para mostrar a humanidade. Quaderna é um personagem que descubro diariamente, é infinito, nunca pára. O que você está buscando exatamente com este trabalho? Depois de muitos anos eu estou voltando ao Brasil Brasil. Desde Vereda da Salvação que eu não visitava o país desta maneira. O Canto de Gregório também é uma coisa especial, mas é uma obra de câmara. É uma espécie de xilogravura que você mostra com cuidado. Já Antígona é uma coisa diferente. Eu gosto muito de tragédia grega, a gente começa a entender melhor o homem. Há coisas nas tragédias gregas que nós não conseguimos dizer até hoje, de tão maravilhosos que eram os gregos. Mas o Brasil é onde eu canto, danço e pulo. Quando eu vejo Macunaíma, Nelson Rodrigues, Jorge Andrade, aí eu estou respirando igual a eles. Dois dos mais importantes grupos do teatro brasileiro apresentam questões voltadas ao Brasil: você, com Suassuna, e o Oficina, com Os Sertões, de Euclides da Cunha. É só coincidência? Isso quer dizer alguma coisa, e talvez a gente nem saiba o que é ainda. Mas alguma coisa está sendo falada, alguma coisa está se consolidando. No Brasil está em curso alguma coisa que ainda não sabemos interpretar. Neste mundo em que tudo está estourando e arrebentando. A minha Medéia estava ali para anunciar alguma coisa, e o mundo só piorou depois. Ricardo 3º está aí para anunciar alguma coisa. O Zé Celso lá, e eu aqui, estamos também anunciando alguma coisa. Eu vi a primeira parte de Os Sertões, achei ótimo, ótimo. Fui lá para me inspirar um pouco neste Brasil de novo. Fui lá cheirar a terra com ele. O que você gosta de ver no teatro? Vou ao teatro, me chateia muito às vezes, mas eu tenho de ir. Eu estou indo ao teatro mais do que antes. Vi Otelo da Mangueira, adorei. Vi o Zé Celso e adorei. Vi Jung e Eu, do Sérgio Brito, e gostei. Fui ver Leitor por Horas. Eu estou indo ver quase tudo, das coisas que acho mais significativas, é claro. E cinema? A coisa de que mais gosto na vida é cinema, desde lá de trás. Agora não estou gostando mais, está muito ruim. Eu gosto do cinema de Visconti, de Buñuel, Antonioni, os japoneses todos. Hoje em dia as porcarias se tornam boas por meio de uma publicidade enganosa, de prêmios que inventam em cidadezinhas da Europa. Os prêmios de Cannes são uma bobagem atrás de outra bobagem. Vou ver um filme que ganhou prêmio em Cannes e não sei mais onde e é uma porcaria. Como você diz que está com os olhos voltados para o Brasil, que análise faz dos acontecimentos do país? Eles me deprimem. Me dá vontade, às vezes, de perguntar: para que viver? Daí eu preciso reagir e dizer: vamos lá, vamos lá, levanta esta bola. E daí vem a arte. Se eu não fosse artista, não sei, não. Eu não sei o que seria de mim. Todos os valores estão sendo destruídos, todos. Como o Nelson Rodrigues dizia, com muita propriedade, hoje em dia até os imbecis perderam a modéstia. Toda aquela pizza que desmoralizou o nosso Congresso. Dói, dói muito ver o Congresso tão desmoralizado. O senhor vê algum eco de Quaderna em algum homem público hoje? No Suassuna, só nele. Não vejo nada de Quaderna nos políticos, estou tão triste com os políticos. Tão triste... O que já se disse: “No lugar da ação sugerida pela narrativa literária, Antunes optou pela contemplação. Assim, o público acompanha cenas de extrema simplicidade e beleza. Desfilam pelo palco despido de cenários as cavalhadas, a alegria dos brincantes e o colorido dos reisados, entre outras manifestações folclóricas enaltecidas por Suassuna.” (Revista Veja São Paulo, 2 de agosto/06)
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