O novo coupé da Peugeot 407

Quando a Peugeot lançou o 406 Coupé, ninguém ficou indiferente ao estilo e elegância que saiu dos estiradores de Pininfarina, havendo até quem comparasse a traseira com o Ferrari 456. Estabeleceu-se um padrão estético que não podia ser descurado no desenvolvimento do 407 Coupé. O novo coupé da Peugeot deixou de ser assinado pelo designer italiano, mas nem por isso perdeu atributos estéticos. As linhas estão mais vincadas, o desenho dos faróis convence e a traseira tem um toque de agressividade. Os pára-choques dianteiros têm “guelras” nas extremidades, o que também aumenta a tónica desportiva, já de si reforçada pelas jantes de 18 polegadas com pneus de dimensões 235/45. A decisão da Peugeot em ter optado pelo próprio centro de design parece ter sido feliz. Com 4,81 metros de comprimento e uma altura de 1,40 metros, o Coupé conta com vias mais largas em relação ao 407 de quatro portas (5,5 cm, à frente; 8,5 cm atrás). O centro de gravidade também foi rebaixado cerca de 25 mm. Como sabemos, a responsabilidade que estes números têm no comportamento dinâmico faz crescer a ansiedade para tomar em mãos o volante e sentir o que o Coupé, equipado com um motor 3.0 V6, tem para oferecer. Quando se abre a porta, vê-se que tem vidro duplo (ou laminado), um bom pormenor no que diz respeito à insonorização. A posição de condução é muito boa, mais baixa e recuada que a do modelo base, com um ângulo das pernas confortável e o volante a oferecer regulações amplas nos dois sentidos. Apesar de ser um quatro lugares e de ter crescido face ao 406, não significa que um adulto se sinta cómodo neste bancos ao fim de algum tempo. A largura e a altura não são problema, mas o espaço para os joelhos é muito limitado. De qualquer forma, este também não é o lugar que interessa a bordo...
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