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1. História de 25 de Julho


A comunidade de 25 de Julho foi assim denominada por terem seus primeiros habitantes ali chegado no dia 25 de Julho de 1877.
Uma vez instalados, os imigrantes trataram de organizar o desenvolvimento da comunidade criando os serviços básicos como as atividades comerciais, o correio, a farmácia, o transporte, a agricultura tendo o café como principal produto – base da economia -  epecuária.
A maioria dos primeiros habitantes professava a igreja católica. Dessa forma, várias igrejas foram construídas, sendo a primeira capela de Santa Luzia – Hoje desaparecida na propriedade da Família Tussi. A Seguir, foi construída a capela de São João Batista na propriedade Coffler e ainda a de São Miguel em terras de Paulo Casotti.
No centro da Vila sob as ordens de Dona Marta Wolkartt, foi erguida uma capela com vários santos: Santo Antônio, São Benedito, São Bento e Santa Marta.
Tantas capelas e santos causaram certa confusão o que levou o povo a entrar num acordo. Assim, em 1960, em lugar da última capela foi construída a atual igreja com todos os santos, optando-se por São Miguel como padroeiro da Vila.
Na História da comunidade, merecem destaque a personagem Dona Marta Wolkart, esposa de João Wolkart, mãe de cinco filhos legítimos e dezoito adotados e dona de quase todo o distrito onde exercia grande domínio.
Dona Marta era uma pessoa caridosa, porém enérgica, de forte personalidade. Sobre ela correm muitas histórias, umas reais e outras fictícias.


1.1 - Comércio e Agricultura
O primeiro estabelecimento comercial pertencia a Miguel Gonring que, para abastecê-lo, buscava os produtos em Santa Leopoldina em troca de burros. Levava café e trazia mercadorias em viagens longas e árduas.
Neste distrito foi instalado o primeiro alambique do município cujo proprietário foi Paulo Casotti, dando início a uma atividade econômica muito explorada no local, hoje já extinto.
O primeiro farmacêutico da vila foi Jorge Garayp o qual comprava remédios prontos de laboratórios e também preparava outros conforme era uso na época. Não havendo hospital, as pessoas doentes permaneciam em casa até a cura.

1.2 - “Professor Hausler”, a primeira escola de Santa Teresa


De acordo com os professores, no ano de 1882, fundou-se em 25 de Julho a primeira escola do município de Santa Teresa. Era uma escola particular regida pelo médico suíço, doutor João Emílio Hausler que viera a pedido dos colonos alemães e suíços.
Com o afastamento do Doutor hausler (1889), a escola passou a ser regida pelo professor Antônio Blase, nomeado professor municipal.
Antes de 1940, a escola era denominada “Escola Pública Mista”. Recebeu posteriormente os nomes de “Grupo Escolar Cecília Bonfim”, Grupo Escolar Rural Professor Hausler” e, atualmente, “Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Hausler”.




1.3 - Dona Marta, um Poder sem limites.




O poder de vida e morte que essa mulher tinha sobre os moradores deixava-os de tal modo intimidados que dona Marta não pensouduas vezes para transferir a sede do distrito de Vinte e Cinco de Julhopara sua fazenda. Era pouco, porém. Na sua ousadia sem limites, mandoudestruir a igrejinha da vila e construiu outra em sua fazenda. Sómanteve intactas as imagens dos santo para entronizá-las na novaigreja. E ela nem era católica. Era uma luterana legítima, como quasetodos os imigrantes alemães. Mas resolveu ter sua própria igreja, aindaque fosse católica, e costumava assistir missa ao lado do padre noaltar. Sentada numa vistosa cadeira de vime, que seus capangas colocavam antes do culto, ficava todo o tempo da celebração de frentepara o público, em lugar de acompanhar o culto.

Tudo na vila de Vinte e Cinco de Julho tinha o seu controle ou a sua autoria. Na época, a região vivia uma frenética agitação por causa das boas colheitas de café e do movimento comercial. Tropas e mais tropasde burros cortavam os seus caminhos e trilhas. Por iniciativa de dona Marta, surgiu uma banda de música, a primeira da região, que era todaformada por imigrantes europeus. Era muito solicitada para animar asfestas de outras localidades de Santa Teresa. Sua longa vidaestendeu-se aos dias atuais: a anual banda do município tem origemnaquela que é uma criação de dona Marta. Seu maestro atual veio deVinte e Cinco de Julho, é o veterano Américo Loss.

O casamento de dona Marta terminou de maneira trágica em 1902, com o suposto suicídio de João Sebastião, por causa de um romance que ela iniciou com um de seus jagunços. Foi um período de muita humilhação para o marido, segundo a impressão dos mais antigos moradores de Vinte e Cinco de Julho, como é o caso do casal Vitório Corona. "Quem mandava na casa era ela", informam. Mas essa era uma situação muito natural para a neta Lídia, pois, segundo ela, nas famílias alemãs são as mulheres que ficam à frente dos negócios. "Quando o marido se envolve",explica Lídia, "ele tem que consultar a mulher. Mas no caso da minha avó, realmente ela mandava direto."
Os que a conheceram quando tinha idade avançada, como Otávio Corona,descrevem a alemã como imponente, apesar dos cabelos brancos. Ela visitava sua fazenda sentada numa cadeira de vime em cima de um estrado puxado por duas juntas de boi. Pelo que descreveu o velho Otávio, é dese supor que era uma cena de rara beleza, digna de figurar nos grandes clássicos do cinema.
 
Dona Marta invariavelmente vestia-se de preto, fazendo um belo contraste com os cabelos brancos. Vestia casimiras vindas do exterior.Por onde passava, feito uma rainha, era saudada pelos moradores: as mulheres vinham à porta para acenar com a mão, enquanto os homens descobriam a cabeça.
Generosa com os pobres, costumava dar-lhes alimento e dinheiro. E acabou criando18 crianças que não tinham mãe. "A vovó era uma bondade", suspira abisneta Emalina, na varanda de sua casa. Emalina lembra um entreverodela com Henrique Capitão (assim chamado por ser filho do capitão Bicher), por causa de um cravo apanhado no seu jardim. Dona Marta não perdoou Henrique e mandou dar uma surra nele "para não mexer mais nas coisas dos outros e muito menos na natureza, que ela gostava muito".


1.4 - LEIA MAIS:

- Dona Marta: Uma Figura Mitológica

- Romance estranho com um Jagunço




Fonte: www.seculodiario.com






postado por blog do 25 as 10:14:27
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