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quinta, 01 outubro, 2009
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Fraude no novo Enem
Enemvaza e ministério anuncia cancelamento do exame Homemtentou vender cópia para o ‘Estado’ em SP; MEC confirmou que questões eramoriginais
Renata Cafardo e Sergio Pompeu, de O Estado de S. Paulo SÃO PAULO - Ovazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) levou o Ministérioda Educação a cancelar na madrugada desta quinta-feira, 1º, a prova, queseria aplicada no fim de semana para 4,1 milhões de candidatos em 1,8 milcidades do País. A decisão foi tomada pelo ministro Fernando Haddad após tersido alertado pela reportagem do Estado sobre a quebra do sigilo do exame."Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance", afirmou opresidente do Inep, Reynaldo Fernandes, por volta da 1h, por telefone.
Na tarde de quarta-feira, 30, o jornal foi procurado por um homem que disse, aotelefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo.Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muitosério, derruba o ministério", afirmou o homem.
O Estado consultou rapidamente o material, para checar sua veracidade, sem secomprometer com a compra. Haddad, que diz nunca ter tido acesso ao conteúdo daprova, confirmou o vazamento ao consultar técnicos do Inep, órgão do ministérioresponsável pelo Enem. A comprovação da fraude se baseou em elementosrepassados ao ministro pela reportagem, via telefone e e-mail. As questõesoriginais estavam guardadas em um cofre, que foi aberto ontem à noite paraconfirmar a informação.
No exame que o Estado teve acesso, a prova de linguagens e códigos, que seriaaplicada no domingo, tinha na questão número 1 uma tira da personagem dehistória em quadrinhos Mafalda. Na folha seguinte, o exame reproduzia umabandeira do Brasil com a área verde parcialmente suprimida, simbolizando odesmatamento. A imagem lembra uma campanha publicitária famosa da organizaçãonão governamental SOS Mata Atlântica. Embaixo dela, a prova tinha a seguintefrase: "Estão tirando o verde de nossa terra." Em outro trecho doexame, também no alto, à esqu erda, os examinadores usaram no enunciado o poemaCanção do Exílio, de Gonçalves Dias, aquele que começa com os versos"Minha terra tem palmeiras/onde canta o sabiá". As questões dabandeira e do poema foram confirmadas pelo MEC como originais.
Outro trecho literário usado no Enem tinha o verso de Carlos Drummond deAndrade: "No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio docaminho". Mais adiante, a prova reproduzia um texto da revista Veja sobreo filme Touro Indomável, de Martin Scorsese. Outro personagem usado no Enem erao gato Garfield. O programa de mensagens instantâneas MSN é mencionado em umadas questões.
O encontro no qual o Estado viu trechos da prova aconteceu ontem à noite, nazona oeste de São Paulo. O homem que telefonou para a redação estavaacompanhado de outra pessoa. Eles disseram ter recebido o material nasegunda-feira, de um funcionário do Inep. Afirmaram que o esquema de fraudetinha cinco pess oas. "Ninguém aqui é bandido, ninguém tem ficha napolícia, nós dois temos emprego", disse o homem. Ele afirmou que recebeu omaterial "de Brasília, de gente do Inep, do MEC". Disse que viu nasituação a oportunidade de ganhar dinheiro. "Não tenho motivação política."Ele afirmou que procurou um advogado para orientá-lo. "Registramos emcartório cópias das provas."
Seu companheiro, mais incisivo, cobrou o tempo todo da reportagem uma posiçãosobre o pagamento dos R$ 500 mil. "Isto aqui é muito grande, eu não querocorrer o risco de morrer por nada." Diante da negativa da reportagem, elese impacientou. "A gente vende isto aqui até por mais dinheiro",disse, revelando a intenção de procurar emissoras de TV.
COLABOROU EVELSON DE FREITAS
MEC deve fazer novo exame no prazo de 45 dias
O MEC tem uma outra versão da prova do Enem pronta para substituir a que foicancelada. A expectativa do ministério é realizar o exame em 45 dias. Como ametodologia do Enem exige que as questões sejam pré-testadas, o Inep tem umbanco com cerca de 1,8 mil delas. O exame mudou este ano para funcionar comovestibular unificado nacional: 24 universidades federais tinham abolido seusprocessos seletivos em favor do novo Enem. Suspeitaé de vazamento em gráfica Presidente do Inep diz que só 4 ou 5 funcionários do órgão tiveram acesso aoEnem; originais ficam em cofre RenataCafardo e Sergio Pompeu, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Funcionários da gráfica que imprimiu o Enem, em São Paulo, são osprincipais suspeitos do vazamento. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foiimpresso em uma empresa localizada no Alphaville, na Grande São Paulo. OMinistério da Educação (MEC) não informou o nome da gráfica. Segundo opresidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep),Reynaldo Fernandes, só quatro ou cinco pessoas do ministério tinham visto aprova toda - e ele não era uma delas. "Não há uma versão do exame impressono Inep", afirmou. De acordo com ele, somente as 180 questões - sem umaordem definida - estavam guardadas no cofre. O ministroFernando Haddad mobilizou seu alto escalão para confirmar a denúncia do Estadode vazamento da prova do Enem durante toda a noite. Por medida de segurança, ocofre só podia ser aberto por duas pessoas, uma que tivesse a chave e outra,que levasse uma senha. Os funcionários foram acordados tarde da noite em suascasas e se encaminharam para o Inep. Nem Fernandes nem o diretor de avaliaçãoda educação básica do órgão, Heliton Tavares, estavam em Brasília. "Vouconvocar a imprensa amanhã (quinta-feira, 1º) e avisar do cancelamento. Tambémvamos acionar a Polícia Federal", disse Fernandes. A confirmação dovazamento deixou a equipe do MEC abatida. "Ninguém vai dormir hoje",disse um assessor. RAIO X 4,1 milhõesde estudantes se inscreveram para o Enem deste ano 1.829municípios, em todos os Estados do País, têm candidatos inscritos 234.173pessoas farão a prova em São Paulo, cidade que concentra o maior número decandidato O Estado de S.Paulo, 1 out. 2009.
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A chave para a faculdade
Revista Veja – Edição 2131 – 23 de setembro de2009 A chavepara a faculdade O novo Enem, exame que vaisubstituir o velho vestibular, exige mais raciocínio do que memória  Monica Weinberg e Cíntia Borsato
 Quatro milhões e meio dos 5milhões de jovens brasileiros que vão tentar garantir uma vaga na universidadeneste ano vivem as angústias típicas de um momento decisivo - e mais uma: elescompõem o primeiro grupo de estudantes que fará o novo Enem, prova recém-criadapelo Ministério da Educação com o objetivo de substituir o velho vestibular. Amudança estreia em 23 das 55 universidades federais do país e em mais 500faculdades particulares. Outras 500 instituições, entre elas USP e Unicamp,também vão adotar o Enem, mas apenas como parte de seu processo seletivo. Aexpectativa do MEC é que, até 2012, todas as federais abandonem seu concurso.Desde 1911, quando surgiu o primeiro vestibular no Brasil, não se via umatransformação tão radical - e ela é um avanço em pelo menos dois aspectos. Oprimeiro diz respeito ao conteúdo da prova. Enquanto o velho vestibular exigedo aluno a memorização de uma quantidade colossal de fórmulas, datas e nomes, onovo exame procura aferir, basicamente, a capacidade de raciocínio em questõesque combinam as várias áreas do conhecimento e traduzem a vida real (veja exemplos)- uma evolução inquestionável. O outro se refere à implantação do sistemaunificado de prova. O exame será o mesmo em todas as faculdades em que foradotado. Isso significa que, com uma única nota, o aluno terá agora em mãos umpassaporte de entrada para centenas de universidades em todo o país.
Mais complexa e abrangente do queo extinto Enem, criado pelo MEC em 1998, a nova prova foi concebida sob ainspiração do SAT, o exame de admissão às universidades americanas, e do Pisa,teste internacional que afere a qualidade do ensino. É o que há de maisevoluído hoje no mundo das avaliações. "Com tanta informação disponível nainternet, não faz mais sentido querer medir quanto conhecimento o jovemarmazenou na escola, mas, sim, como ele é capaz de processar essas informaçõespara chegar à solução de problemas concretos", afirma o alemão AndreasSchleicher, que comanda o Pisa. Sob esse prisma, tirando algumas boas exceções,o vestibular se tornou uma prova anacrônica, que, com o tempo, foi deixando deespelhar as reais demandas da própria sociedade. O que se espera dos jovenshoje, afinal, é que se tornem profissionais com elevado grau de raciocínio einventividade para lidar com um crescente número de situações inesperadas. Onovo Enem é mais condizente com essa realidade. Define o economista ClaudioHaddad, do Insper: "O mercado não está mais atrás daqueles jovens de saberenciclopédico e talhados para uma única função, mas busca com afinco os queconseguem ter respostas rápidas para os desafios imprevisíveis". A prova do MEC com certeza vaiinfluenciar positivamente, daqui para a frente, o ensino médio do país. Amaioria das escolas de nível médio, inteiramente voltadas para treinar osjovens para o vestibular, acaba valorizando o excesso de decoreba e de conteúdoem detrimento de um mergulho mais aprofundado nos assuntos. "Os alunosabsorvem poucos dos conceitos essenciais na escola. É preciso repensar comurgência esse sistema", diz Maria Inês Fini, doutora em educação.Repaginar um modelo de ensino não é exatamente um processo rápido - mas o Enemjá começou a dar um empurrão nas escolas nessa direção. "Vamos abrirnossas primeiras turmas de ensino médio em 2010 tomando como base justamente ocurrículo da nova prova do MEC", conta Francisco Ferreira, diretor daEscola Viva, em São Paulo. O que isso significa na prática? Que a grade dematérias passará a ser empacotada em quatro grandes áreas do conhecimento, comono exame oficial, e que as aulas entrelaçarão as várias disciplinas. É atendência mundial. Na Finlândia, o melhor país do mundo em educação, funcionaexatamente assim. A apenas duas semanas do exame,muitos estudantes ainda têm dúvidas básicas sobre o que e como estudar. O MECdivulgou as linhas gerais da prova e um simulado que dá uma ideia de como asmatérias vão ser cobradas. Mas gente como Anna Carolina Cipparrone, 17 anos, eseus colegas do Colégio Bandeirantes, em São Paulo, sente falta de detalhessobre o que vai cair na prova e de referências teóricas em que basear o estudo:"É um momento de profunda ansiedade", resume. Para ela e os outrosquase 5 milhões de jovens às vésperas do novo Enem, as dicas a seguir, dadaspelos próprios profissionais do Inep, órgão do MEC responsável pela elaboraçãodo exame, podem ser de grande valor. Com reportagem de Gabriele Jimenez, Renata Betti eRenata Moraes Dicas valiosas Os técnicos do Inep, responsáveis pela elaboração da prova, indicam aos estudantes o que e como estudar para o exame. Eles também sugerem como os pais podem ajudar às vésperas da prova Para os estudantes 1. Inteirar-se de todos os fatos mais relevantes do noticiário recente - no Brasil e no mundo. Como 100% das questões da prova serão contextualizadas, há chance de que elas girem em torno de assuntos tais como a crise financeira mundial ou a gripe A. Não se exigirá de ninguém que tenha na cabeça os detalhes sobre cada tema, mas, sim, seu significado e suas consequências. Para otimizar o tempo, é bom lembrar que o Enem está pronto desde a primeira semana de agosto - o que significa que nada do que aconteceu depois disso aparecerá no exame. 2. Dispensar a memorização de fórmulas. Exceto aquelas bem simples - como, por exemplo, a que define a área de um cubo -, todas as fórmulas mais complexas virão junto da pergunta em que deverão ser aplicadas. 3. Escolher temas atuais e treinar escrever sobre eles. Mas não sem ter em mente duas características a que os examinadores da redação vão prestar especial atenção na hora de corrigi-la: o texto deve apresentar a ideia central logo de saída e fazer uma defesa clara e coerente dela até o fim - evitando os ilogismos ao máximo. Quem for além e ainda conseguir oferecer uma solução para o assunto em questão ganhará pontos. Vale a pena investir tempo nesse exercício. 4. Não perder tempo com disciplinas que foram excluídas do novo Enem. O exame tem 10% menos conteúdo do que um vestibular tradicional (e a tendência é que encolha ainda mais no ano que vem). O Inep informa que ficaram de fora da prova de matemática, por exemplo, temas como números complexos, matrizes e determinantes. Em português, não entram gramática, funções morfossintáticas nem história literária. Das ciências da natureza, foram excluídos assuntos como hidrodinâmica, leis de Kirchoff e introdução à física moderna. 5. Responder às questões do antigo Enem (veja http://historico.enem.inep.gov.br - em "estudante"). Ainda que ele tenha grau de dificuldade menos elevado e contemple menor número de áreas em cada matéria, ali é possível entender, de forma bem prática, o que é uma questão contextualizada e interdisciplinar - dois dos pilares do novo Enem. Especial atenção às perguntas de português das edições anteriores da prova: as questões atuais serão muito semelhantes. 6. Resolver o simulado do novo Enem obedecendo às condições reais da prova (veja www.etapa.com.br/enem ou www.curso-objetivo.br). Isso significa fazê-lo em dois dias e não gastar mais do que quatro horas e meia na primeira etapa e cinco horas e meia na segunda. É uma maratona mais exaustiva que a de um vestibular convencional - realizado em apenas um dia. A ideia é treinar a capacidade de concentração por tanto tempo. 7. Fazer uma leitura atenta dos enunciados das questões - em geral, longuíssimos. O objetivo é aprender a extrair deles a resposta correta, algo possível em cerca de um terço das perguntas. São justamente aquelas cujo nível de dificuldade é menor, segundo a definição do Inep. Para os pais 8. Trazer à tona a discussão sobre temas da atualidade. É uma forma não apenas de familiarizar os estudantes com tais assuntos (algo precioso para a prova) como, também, de fazê-los posicionar-se em relação a eles. O exercício pode estimular o ordenamento das ideias e a capacidade de interpretação da realidade, duas das habilidades mais testadas no novo Enem. 9. Indicar a leitura de jornais, revistas e periódicos científicos. Chamar atenção para os artigos mais relevantes é uma peneira útil. A orientação ajuda a manter o foco na leitura do que interessa - e, portanto, do que está mais sujeito a cair na prova. 10. Desestimular a maratona de estudos às vésperas da prova. Ao contrário da maioria dos vestibulares, esse é um exame mais voltado para o raciocínio, portanto para um tipo de conhecimento mais consolidado - que dificilmente será absorvido nas horas que antecedem o Enem. Faz-se melhor uso do tempo mantendo uma boa rotina de sono. Está provado que isso, sim, tem impacto positivo sobre a atividade intelectual. Um raio X da prova Dezessete respostas para as principais dúvidas sobre o Enem que será aplicado aos estudantes nos dias 3 e 4 de outubro 1. O que diferencia o novo Enem do tradicional vestibular? O Enem é um exame mais voltado para testar a capacidade de raciocínio do aluno do que para medir quanto conhecimento ele armazenou ao longo de sua vida escolar - propósito ainda da maioria dos vestibulares do país. Na prática, significa que a nova prova exclui boa parte da decoreba requerida nos concursos tradicionais. As questões serão sempre contextualizadas e interdisciplinares - ao contrário das do vestibular, separadas segundo a área de conhecimento. A ideia, afinal, é saber se o estudante consegue interligar as matérias escolares de modo a solucionar os problemas que se apresentam no dia a dia. 2. O que cairá no novo exame? Serão 180 questões de múltipla escolha, divididas em quatro áreas de conhecimento, mais uma redação. As ciências naturais abrangem química, física e biologia. As humanas contemplam história, geografia, filosofia e sociologia - essas duas últimas, disciplinas obrigatórias no ensino médio, mas que raramente são exigidas no vestibular. Há ainda matemática e a área de linguagens, basicamente voltada para a interpretação de textos. Pelo menos neste ano, os idiomas estrangeiros ficaram de fora (veja dicas do Inep sobre o conteúdo da prova). 3. Qual a diferença entre o novo e o extinto Enem? A versão atual é bem mais abrangente em relação às áreas de conhecimento testadas. Por isso, tem quase o triplo de questões. É também um exame mais exigente do que o antigo Enem. Para se ter uma ideia, antes, cerca de metade das perguntas era de nível básico e o restante, de dificuldade mediana - segundo definição do próprio Inep. Hoje, 70% delas são de média a alta complexidade. 4. Quem elaborou a prova? O próprio Inep, órgão especializado em avaliações do Ministério da Educação. O restante do processo - distribuir, aplicar e corrigir as provas - está sob a responsabilidade de um consórcio formado por três institutos privados, escolhidos por meio de licitação. A operação envolverá 350 000 pessoas. 5. Haverá Enem em todas as cidades do país? Não. A prova será aplicada em 1 826 dos 5 500 municípios brasileiros. 6. Quantas universidades vão adotar o Enem neste ano? 1 038, entre públicas e particulares. Isso representa 55% das instituições de ensino superior do país. Dessas, mais de 500 faculdades privadas e 23 das 55 federais substituirão integralmente o vestibular pelo novo Enem. O restante fará uso parcial da prova do MEC, sem deixar de lado seus antigos concursos. É o caso da USP e da Unicamp, que consideram o Enem para elevar as notas dos alunos na primeira fase de suas respectivas seleções. A lista completa das federais que vão aderir ao exame está no site www.enem.inep.gov.br. 7. A nota obtida na prova poderá ser submetida a mais de uma universidade? Sim. É justamente esse o propósito do exame unificado. Só que, no caso das 23 federais que trocaram o vestibular pelo Enem, há um limite estabelecido pelo MEC: uma mesma nota será válida para até cinco cursos, sejam eles de uma única instituição ou de diferentes universidades. Essas federais fazem hoje parte do que o ministério intitulou Sistema Seletivo Único. 8. Como funcionará o Sistema Seletivo Único? É um grande banco de dados informatizado no qual o aluno, com a média que obteve no exame em mãos, fará a inscrição nos cursos de seu interesse - por ordem de prioridade (no site www.mec.gov.br). Cada instituição, por sua vez, divulgará ali a sua nota de corte. 9. Como saber se uma nota será suficiente para ingressar numa universidade? O sistema permitirá ao aluno visualizar, on-line, as notas de todos os candidatos ao mesmo curso. Ele saberá assim se tem chances reais de ser aprovado. Dependendo das médias que forem surgindo, as universidades também poderão alterar suas notas de corte, de modo a ajustar-se à realidade. Esse processo se dará no dia 8 de janeiro, quando o resultado do novo Enem será divulgado. O Inep sugere que o aluno acompanhe a situação até o último instante - para fazer, dessa forma, uma escolha mais certeira. Oscar Cabral  NADA DE FÓRMULAS André Lima, do São Bento: escola estimula o raciocínio lógico 10. O Enem continuará a resultar no ranking das escolas de ensino médio? Sim, exatamente como antes. A média de cada escola será estabelecida a partir das notas obtidas por aqueles estudantes que se submeterem à prova. Como só faz o Enem quem quer, nem sempre as notas traduzem a realidade de 100% dos alunos de um colégio. Ainda assim, o ranking tem funcionado como um bom indicador da excelência acadêmica. 11. Quem não conseguir passar neste ano poderá fazer uso da mesma nota para tentar ingressar numa universidade em 2010? Sim. O MEC sugeriu às universidades que elas aceitem a mesma nota no Enem por até três anos. Mas, como as instituições federais têm autonomia para decidir, esse limite pode ser ainda maior. É preciso ir atrás da informação - caso a caso. 12. Se o aluno tirar uma nota baixa, isso ficará registrado em seu histórico escolar? Não. É do aluno a decisão de submeter sua nota às universidades ou simplesmente descartá-la. Nesse caso, poderá tentar resultado melhor no ano seguinte. 13. Haverá um único Enem por ano? Não. Em 2010, o MEC planeja oferecer dois. A meta é chegar a sete edições anuais, como ocorre com o SAT - prova para ingresso nas universidades americanas em cujo sistema o Enem se inspira. 14. Quem está ainda no ensino médio pode fazer a prova, como já acontecia com o velho Enem? Sim, mas a experiência valerá somente como treino. As universidades aceitam apenas a nota daqueles alunos que já concluíram o ciclo escolar. 15. Os cursinhos já estão preparando os estudantes para o novo Enem? Uma parte, sim - principalmente aqueles das grandes redes de ensino. Como souberam do novo exame apenas em maio, a adaptação foi às pressas. Eles fizeram novas apostilas, treinaram os professores para entrelaçar as matérias nas aulas e aumentaram a carga horária de estudos. Na maioria dos cursinhos menores, as mudanças ficaram para o ano que vem. 16. Como é possível que um aluno que fez o Enem neste ano concorra com outro que se submeterá ao exame só em 2010? Não são provas diferentes? As provas são comparáveis do ponto de vista estatístico porque, ao contrário do vestibular, a distribuição das questões por níveis de dificuldade seguirá um único padrão: haverá sempre questões fáceis, medianas e difíceis - na mesma proporção. 17. Quantas vezes um aluno pode fazer o Enem? Quantas ele quiser. Não há um limite preestabelecido.
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domingo, 30 agosto, 2009
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Uso pedagógico do Email
Recebi esse email super, para todos que estão sempre ligados nas novidades da era eucacional digital. <!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:"Cambria Math"; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; mso-layout-grid-align:none; punctuation-wrap:simple; text-autospace:none; font-size:12.0pt; mso-bidi-font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}.MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; mso-default-props:yes; font-size:10.0pt; mso-ansi-font-size:10.0pt; mso-bidi-font-size:10.0pt;}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:3.0cm 2.0cm 2.0cm 3.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;} /* List Definitions */ @list l0 {mso-list-id:1778866531; mso-list-template-ids:369283518;}@list l0:level1 {mso-level-tab-stop:36.0pt; mso-level-number-position:left; text-indent:-18.0pt;}ol {margin-bottom:0cm;}ul {margin-bottom:0cm;}--> Uso pedagógico do E-mail By profjc 
Lembracomo eram as comunicações escritas antigamente? Há uma década atrás, quando eu participava daformação de um grupo de professores para o uso pedagógico dos computadores e daInternet e perguntava à turma “quem tem e-mail?”, de cada 100 professoresapenas uns cinco levantavam a mão e, então, quando eu perguntava, quem selembra do seu e-mail, raramente um desses cinco levantava a mão. Felizmente os tempos mudam e agora para cada100 professores, pelo menos 80 têm e-mail e cerca de 50 sabe dizê-lo dememória. Mas, afinal, para que usamos o e-mail? Será que exploramos o potencial“pedagógico” que ele nos oferece? O e-mail, ou correio eletrônico (“eletronicmail”), originou-se no início da década de 60 e visava permitir uma trocarápida de informações em sistemas de computadores interligados. Grande parte dopotencial que se percebeu logo de início com a interligação de computadores emrede mundial (Internet) estava ligado justamente a essa incrível possibilidadede substituir as “cartas em papel” por “cartas eletrônicas”. 
Programaeditor de e-mail Com o passar dos anos e a implantação efetivade uma rede de computadores mundial, o e-mail passou a ser a forma mais rápidae eficaz de trocar mensagens assíncronas (não simultâneas) entre as pessoas.Mais recentemente, com o aumento da velocidade de transmissão de dados e odesenvolvimento de tecnologias que nos permitem anexar, enviar e receberarquivos, imagens, filmes, etc., o e-mail passou a ser uma espécie de “transportadoradigital” capaz de levar de um computador a outro qualquer artigodigitalizado. Evidentemente nem tudo é alegria e com oe-mail vieram os “spams” (e-mails não desejados, geralmente de propaganda) e osmais variados golpes de picaretas de todos os tipos. Além disso, como ose-mails podem transportar arquivos, eles podem também transportar vírus nessesarquivos ou, a pior praga de todas, aquelas imensas apresentações de PowerPoint que alguns “amigos” acham que seria ótimo se víssemos, mesmo que demorehoras para baixar esses arquivos. Feita essa introdução, vamos à questãocentral: de que maneira um professor pode usar o seu e-mail para finspedagógicos? Evidentemente uma resposta banal seria dizerque basta cada um usar sua criatividade, e é verdade, mas vamos tentarrelacionar alguns usos e vamos deixar essa criatividade para as sugestões queserão enviadas nos comentários desse artigo. O e-mail como forma de inclusão digital Já apontei em outro artigo (“Cidadaniadigital”) que o simples fato de possibilitarmos a alguém a posse euso de um e-mail já é, de certa forma, uma maneira de promover a inclusãodigital dessa pessoa. No caso da Internet, e em especial das ferramentas Web2.0, possuir um e-mail é fundamental para poder se cadastrar em diversosserviços gratuitos, além da possibilidade óbvia de trocar mensagens com outraspessoas e de “poder ser encontrado na rede”. Se pensarmos em uma escola e nos alunos quedesejamos que usem a Internet e as ferramentas Web 2.0 disponíveis nela, ficaclaro que a primeira ação que podemos fazer para promover a inclusão digital denossos alunos é justamente ajudá-los a criarem seus e-mail e então explorarmoscom eles as diversas possibilidades que se seguem daí. Veja que é importante garantir sempre que oaluno tenha acesso aos computadores da escola e à Internet para poder lhepropor tarefas e atividades que usem esses recursos, pois não faz sentido pedirtarefas por e-mail se o aluno não tem como acessar a Internet na própriaescola. O e-mail como forma de contatoextraclasse 
Receba,envie, troque. Um professor que já se considere ou queesteja tentando ser um “Professor Digital” (façao teste!) certamente pesquisa na Internet, lê jornais e revistaseletrônicas e tem sempre um assunto novo para comentar com seus alunos. Aoinvés de recortar jornais e revistas e levá-los para a escola para colá-los emum mural, porque não distribuí-los diretamente aos alunos por e-mail? Recados, calendários de provas, dicas sobre oassunto em estudo, sugestões de leitura extra ou mesmo curiosidades diversas(mas relevantes educacionalmente) podem ser enviadas ao custo de “um clique” seusarmos o e-mail como forma de distribuição desses materiais. Daí vem aimportância de, antes de tudo, criarmos e-mails para nossos alunos e termosessa lista de e-mails conosco. Além disso, um antigo sistema de apoio aoaluno em período extraclasse conhecido como “plantão de dúvidas” pode serimplementado usando-se o e-mail se você disponibilizar aos seus alunos o seuendereço de e-mail. O e-mail como instrumento de produçãode texto e conteúdo 
Digitandose produz textos É óbvio que o e-mail, por sua característicafundamental como ferramenta de expressão escrita, possibilita que oprofessor da área de Linguagem possa usá-lo para propor aos seus alunos aprodução de textos. Por outro lado, produzir textos é uma atividade presente emtodas as disciplinas e, portanto, todas podem usar o e-mail como um expedienteútil para se produzir e entregar textos. Da mesma forma, aqueles trabalhos de pesquisaque normalmente resultam em pilhas de papel impresso, podem ser solicitados deforma mais “ecológica e sustentável” na forma de arquivos digitais. Dado que oe-mail aceita figuras anexas ao texto e que outros tipos de arquivos, comoapresentações, imagens, planilhas, músicas e mesmo pequenos filmes, podem seranexados ao e-mail, tem-se uma infinidade de possibilidades muito mais ricaspara a produção desses trabalhos do que o velho expediente do “papel”. Poroutro lado, é muito mais fácil receber e organizar esses trabalhos quando elessão entregues por e-mail e o professor se organiza para recebê-los. O e-mail como documentação e bibliotecade atividades e tarefas 
Baixocusto, pouco espaço Ao contrário dos papéis, que ocupam muitoespaço, estragam, extraviam-se e são produzidos a partir de pobres árvoresindefesas, os e-mails ocupam um “espaço de armazenamento” quase nulo e têm umadurabilidade virtualmente infinita. Trabalhos, tarefas, textos e toda sorte deatividade que os alunos puderem lhe enviar por e-mail poderão ser armazenadossem nenhum custo e terão a durabilidade que você quiser, pois você podegravá-los em um CDROM ou, simplesmente, deixá-los armazenados no provedor dee-mails (como o GMail, por exemplo, que tem mais de 8 Gb de espaço de armazenamentodisponível para cada conta de e-mail que você quiser ter). Nem sempre é fácil recuperar um trabalho ouuma tarefa que um aluno fez no início do ano para avaliá-lo no final do ano,mas se este trabalho ou tarefa foi entregue por e-mail isso se torna uma tarefaextremamente simples. E se você usar o e-mail sistematicamente, ao final do anoserá muito fácil “ver” quem lhe enviou as tarefas pedidas e quem não o fez. Sete dicas para usar bem o e-mail comseus alunos - Garanta, na sua escola, a inclusão digital dos seus alunos e o acesso deles aos computadores e à Internet. Argumentos para esse uso não faltam, mas às vezes é preciso enfrentar alguma resistência dos gestores, principalmente quando esses são retrógrados e se envolvem pouco com a comunidade escolar. É preciso garantir sempre que os alunos tenham acesso a esses equipamentos e recursos.
- Providencie para que todos os seus alunos tenham um endereço de e-mail e saibam como enviar e receber e-mails. Há diversos provedores de e-mails gratuitos e a maioria dos alunos já possuem um e-mail, embora nem saibam disso, pois muitos têm “MSN” e para tê-lo é preciso ter um e-mail do Hotmail. O Yahoo também fornece e-mails gratuitos e minha sugestão pessoal é o uso do Gmail (e-mail do Google).
- Crie um endereço de e-mail seu para usá-lo exclusivamente com seus alunos. Isso facilitará sua organização e com um pouco de criatividade você pode criar um e-mail fácil de ser lembrado, como professorfulano@gmail.com, ou escrevaparafulano@yahoo.com.br, etc.
- Anote os e-mails de todos os seus alunos e divulgue o seu e-mail para todos eles. Você pode até mesmo levá-los à sala de informática e fornecer uma tabela do Excel com campos para preencherem o nome, o número de chamada, a classe, a série e o endereço de e-mail. Com essa tabela em mão você terá, literalmente, uma porta de acesso à todos eles a qualquer momento.
- Quando solicitar algum trabalho, texto ou qualquer outra comunicação que o aluno lhe enviará por e-mail, acostume-os a escreverem no cabeçalho do e-mail o nome, o número de chamada, a série e a classe, como por exemplo: “Juquinha, 28, 2A”. Isso lhe permite identificar facilmente o aluno e usar filtros para classificar as mensagens por classe, por exemplo. Para saber como usar esses filtros, visite qualquer provedor de e-mail (como o Gmail, por exemplo) e procure lá informações sobre como usar bem as ferramentas disponíveis ou, ainda, pergunte aos colegas, aos amigos e a seus próprios alunos.
- Organize os endereços de e-mail dos seus alunos de forma que você possa selecionar todos de uma classe, por exemplo, quando quiser enviar um recado para a classe toda. Não abuse demais desse recurso, mas se você quiser pode enviar “resumos semanais” com dicas, sugestões e lembretes, por exemplo.
- Discuta com os alunos as regras de segurança no uso do e-mail e o bom uso da netiqueta. É importante, nesse novo mundo “virtual” que os alunos aprendam desde cedo que existem regras sociais até mesmo no uso das mídias digitais “à distância”.
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