LEITURAS & RELEITURAS
LEITURAS & RELEITURAS

domingo, 28 dezembro, 2008
"MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS"

autora: Clarissa Pinkola Éstes

Vou me dar aqui o direito de não apresentar as histórias na ordem exata que elas estão no livro de Clarissa. Explico porquê: Há uma história, meio perdida no meio do livro, a meu ver, é a que melhor e de forma mais simples explica a "perda da essência" em função da sociedade. É através desse mecanismo, do "querer agradar", querer "adequar-se", que começamos, em tenra idade, a nos distanciar de nós mesmas, a nos mutilar.

Antes de começar a ler, relaxe. Respire fundo. Solte devagar. Nesse momento, você está perfeitamente à vontade? Você está de sapatos? Que tal fechar os olhos por alguns segundos, e sentir seus pés, seus dedos... O quanto dá pra você movimentar seus dedos dentro do seu sapato? O seu sapato é macio ou duro? É bico fino, salto agulha? Perceba se você está confortável da forma como está agora. Que tal tirar os sapatos? Estique os pés, mexa os dedos, relaxe. Encoste a sola dos pés no chão. Sinta a textura e a temperatura do piso. Foi gostoso? Seria bom se fosse sempre assim? Seus pés ficaram contentes? E a sua roupa? Está confortável? Solte-se. Fique assim, e leia a primeira história:

                                     O TERNO
Um homem foi a um alfaiate, para experimentar um terno. Parado diante do espelho, ele percebeu que o colete estava um pouco irregular na parte inferior.
- Ora – disse o alfaiate – Não se preocupe com isso. Basta você puxar a ponta mais curta para baixo com a mão esquerda, que ninguém jamais vai perceber nada.
Enquanto o cliente fazia exatamente isso, ele notou que a lapela do paletó estava com uma ponta enrolada em vez de estar rente.
- Isso? – Perguntou o alfaiate. – Isso não é nada. É só você virar a cabeça um pouquinho e segurar a lapela no lugar com o queixo.
O freguês obedeceu e, quando o fez, observou que a costura de entrepernas estava meio curta e que o zíper lhe parecia um pouco apertado demais.
- Ora, nem pense nisso. Puxe o zíper para baixo com a mão direita, e tudo vai ficar perfeito. – O freguês concordou e comprou o terno.
No dia seguinte, o homem estreou o terno com todas as alterações de queixo e mãos. Enquanto ia mancando pelo parque, com o queixo segurando a lapela no lugar, uma das mãos puxando o colete, e a outra mão agarrada ao zíper, dois velhos pararam de jogar damas para vê-lo passando com dificuldade.
- Meu Deus! – disse o primeiro velho. – Veja aquele pobre aleijado!
O segundo homem refletiu por um instante antes de sussurrar:
- É, ele é bem aleijado mesmo, mas sabe o que eu queria saber... onde será que ele comprou um terno tão elegante?



O que eu quero que você perceba é o seguinte: da mesma forma que você parou para sentir o quanto seus sapatos e suas roupas estavam confortáveis ou não, você pode se perguntar por que você estava usando algo que não era confortável, assim como o personagem da história. Raciocine sobre isso. Então, você pode usar essa imagem, essa situação, para perceber o quanto você está confortável com tudo na vida. E se perguntar em nome de quê você está passando por esse desconforto.

Essa paradinha que você deu para observar e sentir como é que seus dedos estavam dentro do sapato, esse tempinho, você pode passar a se dar em vários momentos, na sua rotina, para detectar o quanto você está confortável em relação a tudo.

É claro, falar em “estar confortável na sua vida" parece ser tão abrangente, que você pode pensar que isso vá ser muito complicado. Mas não. Eu peço, simplesmente, que você comece a se perguntar. Aos poucos, você vai adquirindo maior consciência do quanto você está confortável ou não em pequenas situações. E tenho certeza de que isso vai levá-la a perceber o quanto você está confortável dentro da sua própria vida.

A partir de agora, na medida em que você for detectando seus confortos ou desconfortos, você pode começar a pensar: como eu poderia melhorar isso? O que é que a minha alma quer de mim nesse momento? Como a minha alma ficaria feliz e confortável agora?

Não é pra chutar o pau da barraca! Vamos com calma, sentindo e tentando, devagar, melhorar essa situação. Ok?

O mais importante é você começar a se relacionar com a sua alma. Se você achar que não está tendo resposta, num primeiro momento, não desista, porque, aos poucos, ela vai surgir, e eu tenho certeza de que você vai gostar. Ela é sua melhor amiga.

Posso acreditar que você vai reviver essa experiência no seu dia-a-dia?

Se você achar interessante, pode anotar as impressões que terá durante essa próxima semana. Faça uma espécie de diário e anote em que situação se sentiu mais ou menos confortável, talvez o que poderia fazer para melhorar isso.Comente  este blog e estará enriquecendo a experiência de outras pessoas.

 http://reencontrandosuaalma.blogspot.com/2007/09/iii-mulheres-que-correm-com-os-lobos.html  acessado em 30/12/2007



postado por Miriam Fajardo as 01:23:45 10 comentários
quarta, 24 setembro, 2008
Transferindo este blog para outro endereço

Estou transferindo este espaço para o Wordpress porque não consigo acessar meus posts dos meses anteriores. Pensei que era um problema passageiro, mas faz mais de um mês e não solucionaram o problema. Enviei email para o administrador do site, mas não obtive resposta. É uma pena, pois este espaço, antes do problema tinha uma média de 300 visitas diárias, e quase 17000 visitantes desde dezembro de 2007, porém estou transferindo os melhores textos literários para o outro endereço a fim de continuar  este trabalho. Além disso, o Wordpress tem outra vantagem: pode ser acessado nas escolas públicas, facilitando o trabalho do professor. Quem lê e gosta do blog pode continuar acessando no link abaixo:

http://profmi.wordpress.com/



postado por Miriam Fajardo as 03:53:51 0 comentários
sábado, 20 setembro, 2008
Educação no Paraná: Proposta de solução

Este artigo sobre educação, na minha visão, se refere a um pedido de uma aluna estagiária do curso de jornalismo:

Quando se fala em educação acaba-se sempre caindo no clichê: os problemas da educação. Pode parecer estranho, mas não venho aqui para criticar os trabalhos existentes e em andamento, gostaria de apontar minhas próprias idéias sobre educação. A primeira delas é que a educação no Paraná apresentou soluções não só melhorando as condições do trabalho do professor, mas principalmente tem ofertado formação aos professores.  Sou professora estadual há 29 anos e atualmente estou participando do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) e nestes dois anos pude constatar que professor não “faz melhor”, em grande parte porque desconhece melhores possibilidades e as desconhece por ter inúmeras falhas em sua formação, mas mesmo assim, procura aprender e melhorar. Particularmente tenho uma visão diferenciada na abordagem de problemas, ao invés de procurar culpados, sou adepta da busca de soluções. É importante entender que o professor também é um aprendiz, tanto dos conteúdos quanto das metodologias, e acho que ainda há algo por fazer: Uma das ações que ajudaria a melhorar o trabalho do professor e conseqüentemente a qualidade do ensino é mudar o foco da política educacional, de geração de números para um foco de geração de resultados com qualidade: é a saída. O retorno dos professores PDE à universidade foi positivo. Na prática da área de atuação em que desenvolvo minha intervenção pude observar a curiosidade dos professores em saber o que vimos o que aprendemos e que novidades trouxemos. Também durante o curso de capacitação à distância (MOODLE) que faz parte do programa em que os professores PDE são responsáveis por multiplicar suas pesquisas de intervenção na escola, também pude notar que alguns professores, ainda que estivessem propensos ao estudo e interessados, sentiam muita dificuldade e até, a maioria, abandonaram o curso, pois nunca havia usado um computador, sequer para redigir um texto, muito menos como forma de expressar seus conhecimentos. Apesar das dificuldades e por estarmos no meio do segundo ano do programa, percebo um grande enriquecimento nas discussões estabelecidas, sobretudo é um momento de o professor refletir sobre a sua prática pedagógica e compará-la com outras que também dão certo. De que precisamos, então para melhorar os resultados com qualidade?  Precisamos de cursos de capacitação e atualização direcionados às falhas da graduação. Não se pode investir em palestrantes que não sejam capacitados, não se pode investir em professores que venham nos dar aulas que não sejam pesquisadores. O estado deve investir em capacitações em que os professores, equipes pedagógicas e administrativas possam dialogar com professores doutores, com escritores, pesquisadores renomado. Não estou querendo que venham autoridades internacionais, referindo-me aos  pesquisadores da Unicamp, USP, UEL, UEM, entre outras particulares da região. Durante nosso contato com a universidade pudemos comprovar que há dentro das academias, cronogramas de semanas educacionais direcionadas ao encontro com estes ilustres pesquisadores. São momentos enriquecedores, onde os professores da rede estadual poderiam ampliar o repertório de conhecimentos participando de cursos, palestras, oficinas, lançamentos de livros e descobrir caminhos mais criativos para o seu trabalho em sala de aula.

É neste sentido que apresento propostas de soluções para a educação mais viáveis. Pesquisar, buscar, entender, estudar, ofertar, debater e mapear os problemas para o desenvolvimento de propostas educacionais em sintonia com as reais necessidades da educação do Paraná, e é neste sentido que temos visto a cada dia, resultados significativos.



postado por Miriam Fajardo as 08:32:31 0 comentários
terça, 16 setembro, 2008
Inspiração

 

Amélio, filosófo solitário, estava sentado, numa manhã de primavera, com seus livros, à sombra de uma casa na vila, e lia; comovido com o canto dos pássaros pelos campos, pouco a pouco passou a ouvir e a pensar, e deixou a leitura; por último, pegou a pena e, naquele mesmo lugar, escreveu o que se segue. Os pássaros são, naturalmente, as criaturas mais alegres do mundo.

G. Leopardi, Operette Morali, Elogio degli uccelli.



postado por Miriam Fajardo as 01:06:10 1 comentários
sexta, 12 setembro, 2008
No Caminho com Maiakoviski

O lindo poema com esse título, na verdade não é de autoria do grande poeta russo Maiakóvski.Inúmeras vezes confundido como sendo do próprio é na verdade de outro poeta, o brasileiro Eduardo Alves da Costa.Esse equívoco que perdurou por três décadas, foi resolvido por uma personagem de novela.Escrito nos anos 60 pelo poeta fluminense Eduardo Alves da Costa, o poema "No Caminho, com Maiakóvski" era costumeiramente creditado ao russo Vladimir Maiakóvski .
E assim foi estampado em camisetas na época das Diretas-Já. Transformou-se em símbolo da luta contra a ditadura militar. Quando a personagem da atriz Cristiani Torloni, durante o capítulo de uma novela leu um trecho do poema dando o crédito correto, a controvérsia foi reacesa e as dúvidas foram dirimidas em horário nobre, em capítulo posterior.
"O engano surgiu quando o poema saiu em jornais universitários, nos anos 70. O Psicanalista Roberto Freire publicou num dos seus livros e deu crédito ao russo, me colocando na qualidade de tradutor", diz Eduardo Alves da Costa.  Eduardo Alves da Costa é, sem dúvida alguma, um poeta que contém um homem apaixonado em si, a maneira com que trata sua poesia é rica e clara; nada daqueles preciosismos pseudos literários que só fazem distorcer a concepção da poesia. Nele, arte e crítica caminham juntas,o que resulta em textos repletos de reflexões, tudo isto incrustado numa narrativa poética arejada e contemporânea.
Eis o poema:

Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de me quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas manhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA
!



postado por Miriam Fajardo as 04:30:28 0 comentários
quinta, 11 setembro, 2008
A Guerra dos navegadores

 Está disponível no link abaixo a verdadeira história da internet produzida pelo Discovery Channel. A guerra dos navegadores é o tema com o objetivo de lembrar ao público quão espantoso foi o avanço da rede na última década. Há 15 anos, não havia nem navegadores - os "browsers" como o Internet Explorer, que são a porta de entrada para os sites. É justamente deles que trata o primeiro episódio da série, "A Guerra dos Navegadores".

http://www.discoverybrasil.com/internet/show.shtml



postado por Miriam Fajardo as 12:24:33 0 comentários
terça, 09 setembro, 2008
A porta

Eu sempre soube

que quando  me

despedisse e fechasse

a porta

e  vagarosamente descesse

toda a escadaria  olhando

fixamente nos degraus

e entrasse no carro,

seguindo reto  à

avenida,

 e estacionasse na garagem

 do meu prédio

cumprimentasse o porteiro

mesmo depois que eu entrasse

no elevador, procurando

a chave na bolsa

entrasse em casa

trocasse de roupa,

 tirasse os anéis

escovasse os dentes,

 os cabelos

mesmo depois que eu

 fosse dormir

 e sonhar e

no dia seguinte

eu acordasse,

 você ainda estaria

olhando

para

a porta.



postado por Miriam Fajardo as 01:28:14 0 comentários
segunda, 08 setembro, 2008
Frankenstein

Quem eu era? O que eu era? De onde eu vim? Para onde eu estava indo? Essas perguntas continuavam a aparecer, mas eu não sabia respondê-las.

 

Frankenstein, Mary Shelley



postado por Miriam Fajardo as 12:38:42 0 comentários
quinta, 04 setembro, 2008
O Guarani , de José de Alencar

O Guarani é uma obra classificada como indianista e histórica da prosa romântica. A produção do Romantismo em prosa não tem classificação em gerações, mas sim em temas: prosa urbana (ou de costumes), regionalista, histórica e indianista. O Guarani se encaixa nestas últimas duas porque recria elementos da história do Brasil (D. Antônio Mariz, por exemplo, realmente existiu, e se retirou do Rio de Janeiro para a Paraíba quando Portugal perdeu a independência e ingressou na União Ibérica) e faz a exaltação do índio "bom selvagem". Sendo um romance, apresenta várias inovações estruturais em relação aos textos narrativos que fizeram parte da Era Clássica da Literatura. Vamos relembrá-los:

Estrutura:

1. Romance: prosa e capítulos, visa satisfazer a imaginação do leitor

2. Epopéia: texto de cunho nacionalista

Herói:

1. Romance: símbolo de humanidade, através da conquista individual satisfaz o desejo de conquista individual do leitor, através da cartase.

2. Epopéia: símbolo da civilização, através da conquista individual promove uma conquista coletiva, satisfazendo o desejo de identidade nacional do seu povo.

A epopéia é um texto que serve, principalmente, para se exaltar os feitos de uma nação, através da conquista de um herói que simboliza essa nação. Assim, quando Vasco da Gama conquista o oceano Atlântico em Os Lusíadas, a vitória não é só de Gama, mas de Portugal. O romance, porém, é individualista. Seu compromisso não é com uma nação, mas com o seu leitor. Por isso, é importante para ele que seus personagens possam projetar identificação não pelos leitores de uma nação apenas, mas por qualquer ser humano. É por isso que um romance inglês, francês ou alemão vão fazer sucesso em vários outros países: porque neles não se reconhece os conflitos que envolvem uma nação, mas os conflitos que envolvem qualquer ser humano. A conquista do herói romântico é individual, e, ao mesmo tempo, representa a satisfação do objetivo de qualquer pessoa. Peri, por exemplo, tem como único objetivo, em O Guarani, conquistar Cecília. É uma conquista individual, apenas, mas que representa o anseio de qualquer pessoa, de conquistar o amor de quem se gosta.

Elementos da obra e seu enredo.

1. Tempo: cronológico, em 1604, durante o período em que Portugal perde a independência política e forma a União Ibérica com a Espanha.

2. Espaço: estado da Paraíba, às margens do Rio Paquequer, afluente do rio Paraíba.

3. Narrador: onisciente, em 3ª pessoa.

4. Enredo: No início do século XVII, um dos fundadores do Rio de Janeiro, o fidalgo português D. Antônio de Mariz, em protesto contra a dominação espanhola (1580-1640), estabelece-se em plena floresta, construindo um verdadeiro castelo medieval, onde mora com sua família. Junto à sua casa, vive um bando de mais ou menos quarenta aventureiros. Estes homens entram no sertão, fazendo o contrabando de ouro e pedras preciosas e deixam-lhe um percentual. Deles destacam-se dois: Álvaro de Sá, que ama respeitosamente Cecília ( e é amado por Isabel), e Loredano. Um dia, Cecília é salva pelo índio Peri, um jovem cacique. Peri passa a viver então junto a eles, numa pequena cabana, pois tivera uma visão de Nossa Senhora, a qual lhe ordenara que a servisse e Ceci tinha as mesmas feições da Virgem Maria. Ceci sente medo do índio, mas depois de vários feitos que demonstram a devoção do índio percebe seu espírito nobre ("É um cavalheiro europeu no corpo de um selvagem"). Certo dia, por acidente, D. Diogo mata a filha do cacique dos aimorés. Os aimorés ("povo sem pátria e sem religião") querem vingança, exigindo em troca a vida de Ceci. Peri, fiel aos portugueses, parte para o acampamento dos inimigos. Lá é preso e levado para o ritual antropofágico, mas ingere então poderosa dose de curare, um veneno terrível, pois, assim, quando os selvagens o devorassem, morreriam todos. É resgatado por Álvaro de Sá e diante da exigência de Ceci que ele tente se salvar, vaga pela floresta até encontrar o antídoto. Loredano se amotina com os capangas e planeja matar toda a família, mas é desmascarado por Peri. Sem alternativa de resistência, D. Antônio chama o índio e diz que, se este se tornasse cristão, lhe confiaria a filha para que tentasse levá-la à civilização. O herói aceita e foge então com Ceci para o rio Paquequer onde escondera uma canoa. Ouve-se uma grande explosão.

Elemento de destaque na obra: o papel de índio

A leitura de O guarani seria superficial sem uma reflexão sobre a ideologia sobre a identidade indígena apresentada na obra. Há três elementos indígenas no texto de Alencar, que vão se chocar ideologicamente, representando aquilo que a sociedade do século XIX vai aceitar e condenar, ou seja, refletindo o que se entendia que seria o bom índio, que deve ser aceito, e o índio mau, que deve ser rejeitado. Observe:

Peri: protege Cecília, torna-se cristão, volta-se contra os povos indígenas, abandona a floresta (mas não se atreve a ir à cidade).

Isabel: permanece sempre ao lado dos brancos, civilizada.

Aimorés: antropófagos, vingativos, terríveis, devem ser mortos. Assim, o índio aculturado, que vive com os brancos (como Isabel) ou que é a eles subserviente (como Peri é, de forma até religiosa, a Cecília), são os bons índios, por cuja felicidade e sucesso o leitor é levado a torcer. Já o índio "in natura", não aculturado, é o vilão perigoso, que deve ser morto porque é ameaçador. O índio que não sente necessidade de ser como branco ou estar junto a ele é rejeitado na obra e não há mal nenhum em sua morte, afinal ele não passa de um selvagem. Esta ideologia é fruto histórico do apagamento das marcas de identidade do nosso indígena na literatura brasileira.



postado por Miriam Fajardo as 02:18:06 0 comentários
quarta, 27 agosto, 2008
RUMO AO SUMO

RUMO AO SUMO

Disfarça, tem gente olhando.

Uns, olham pro alto,

cometas, luas, galáxias.

Outros, olham de banda,

lunetas luares, sintaxes.

De frente ou de lado,

sempre tem gente olhando,

olhando ou sendo olhado.

Outros olham para baixo,

procurando algum vestígio

do tempo que a gente acha,

em busca do espaço perdido.

Raros olham para dentro,

já que dentro não tem nada.

Apenas um peso imenso,

a alma, esse conto de fada.

 Paulo Leminsk

Achamos que o professor, no que se refere a sua vida como leitor e como responsável pela formação de outros leitores, tem que reaprender a olhar. Olhar para todos os lados, para dentro e para fora. Urgentemente !



postado por Miriam Fajardo as 01:30:20 0 comentários
sexta, 22 agosto, 2008
O CÓDIGO DA VINCI

Assim que terminei de assistir o filme pensei que seria interessante ler o livro de Dan Brown. Não por “O Código da Vinci” ser uma preciosidade literária, mas para compará-la ao filme. Acabei ganhando um exemplar da minha filha. É uma edição belíssima toda ilustrada com um papel brilhante. Só por estas características já vale a pena tê-la. Mas, como literatura, não passa de uma colcha de retalhos, onde Brown é mais um costureiro que um escritor. Apresenta capítulos curtos, quase que como roteiros de cinema, com um ritmo arrastado contrastando com o estilo rápido. Uma questão que deve ser comentada são as citações de obras de arte do renascentista Leonardo Da Vinci para fincar a trama ao mesmo tempo que tenta ilustrar a obra, esse quesito não a qualifica como boa literatura, como nos faz crer algumas resenhas, isso demonstra unicamente bom conhecimento de arte por parte do autor, o que nem de longe o torna bom escritor. A leitura do romance só se sustenta devido a uma enxurrada de enigmas desvendados página a página numa junção de episódios seqüenciados, enfocando demasiadamente o enredo em detrimento de uma possível análise psicológica das personagens. O amontoado de clichês se refere a uma cinematográfica intriga policial, uma “implacável” perseguição a dois suspeitos de assassinato: O professor de Havard Robert Langdon e a criptógrafa Sophie Neveu, neta do curador do Louvre Jacques Saunière assassinado no início da ficção, casal este que protagoniza a história e tenta a um só tempo desvendar um segredo milenar – guardado a sete chaves por sociedades secretas como os Templários e o Priorado de Sião e de conhecimento também do Vaticano que teme a sua revelação aos fiéis – e provar sua inocência. Da metade do livro adiante, porém bem antes do epílogo, é possível descobrir o tal segredo milenar, quem é o vilão que a distância manipula seus títeres e todos os outros “problemas” sugeridos ao longo da trama. Há ainda os antagonistas: o vilão cognominado “o mestre”, que só revela sua verdadeira identidade nos previsíveis momentos finais da história. Na verdade, trata-se de uma leitura de entretenimento direcionada a um público leitor iniciante e nada exigente, e atribuir maiores qualidades ao livro é superestimá-lo. Em outras palavras O Código Da Vinci não passa de literatura pré-fabricada e vendida a um amplo mercado consumidor ávido por uma leitura fácil, vazia e efêmera. No caso de Dan Brown ele parece se utilizar moldes muito semelhante para tecer seus livros. Por outro lado, Não podemos negar que toda a polêmica em torno da questão: ser ou não ficção, só a tornou mais desejada das obras literárias deste início de século.

 



postado por Miriam Fajardo as 06:22:07 0 comentários
terça, 19 agosto, 2008
HAMLET: O clássico dos clássicos

"O mundo está fora dos eixos.

Oh! Maldita sorte! ...

Por que nasci para colocá-lo em ordem?...- Hamlet, I,V

Seria esta a intenção de Shakespeare ao criar as suas peças? Escritor de um estilo próprio, para tratar temas inerentes à condição humana, William Shakespeare escritor da obra Hamlet, príncipe da Dinamarca, peça escrita, provavelmente, em 1600/2, é seguramente a tragédia de Shakespeare mais representada em todos os tempos e a que mais se prestou a interpretações de toda ordem. Praticamente todos os escritores e pensadores importantes nos últimos quatro séculos deixaram suas impressões sobre o impacto que lhes causou a história do infeliz príncipe da Dinamarca, constrangido a fazer, sem nenhuma vocação para tal, uma terrível vingança. Esta peça teatral repleta de personagens fortes e mutáveis parece ter atraído a indústria cinematográfica, que utilizou este conflito em mais de 57 filmes desde 1907 até os dias atuais. Basicamente, o enredo da peça gira em torno do personagem Hamlet que encontra o fantasma do seu pai e lhe pede vingança, pois conta ao filho que fora assassinado por seu irmão (rei Cláudio). Além disso, seu tio, apenas um mês após assassinar o rei, casa-se com a mãe de Hamlet. O príncipe, então, fica sozinho, perdido em seus devaneios e fortifica o seu ódio mais profundo em relação a toda aquela situação que acabara de saber e perde-se em pensamentos depressivos e contraditórios. O que seria certo ele fazer? Na época, vingar a honra da família era um costume, mas quando Hamlet observava a felicidade de sua mãe ficava em dúvidas se deveria cumprir o pedido do pai e vingar pelo assassinado. Eis alguns pensamentos que lhe torturavam:

"Morto a apenas dois meses. Não, nem tanto, nem dois.Um rei que antes era como Apolo comparado a um sátiro, tão amoroso que não tolerava que os ventos fossem muito rudes com o rosto de minha mãe.Céus! Precisa lembrar-me?Ela se apegava nele como se o apetite crescesse enquanto era saciado.E, contudo, um mês depois...que eu não pense nisso.Inconstância, teu nome é mulher.Apenas um mês. Antes que envelhecessem os sapatos com que acompanhou o corpo de meu pai, como Níobe, toda em lá lágrimas. Ela...logo ela...Oh Deus, um animal irracional teria chorado mais tempo.Casou-se com meu tio, irmão de meu pai, mas nada igual a ele, como eu a Hércules. Em um mês ela se casou.Oh! Que pressa iníqua de galgar vivamente em lençóis incestuosos."

Muitos já pronunciaram a célebre frase, interpretada por Hamlet: ser ou não ser, eis a questão? Mas poucos já desafiaram a interpretá-la, mas Laurence Olivier foi um deles, transformando o reino da Dinamarca em algo real, mostrando o vento e o mar batendo nas rochas como talvez Shakespeare um dia sonhará.

Agora, Wagner Moura está encenando este famoso personagem. Veja o que ele e o diretor Aderbal Freire Filho falam sobre a peça:

Coletiva: Wagner Moura em Hamlet



postado por Miriam Fajardo as 12:12:29 0 comentários
sábado, 16 agosto, 2008
De médico e louco todo mundo tem um pouco

                                    O Alienista

   Este conto de Machado de Assis narra em terceira pessoa uma história da cidade de Itaguaí, onde o protagonista, Simão Bacamarte, debruça-se sobre os estudos da loucura humana. O psiquiatra vai observando ao longo do tempo e em toda Itaguaí o comportamento dos seus moradores, declarando-os um a um como dementes. Machado trata nesse conto da condição humana sob a ótica da loucura, refletindo o que seja a razão e a alienação humana.  Em uma análise semiótica podemos definir a oposição semântica: Alienista X alienado ou Loucura X Sanidade.Observa-se a intenção em questionar os conceitos destas palavras. Seguindo essa linha de raciocínio notemos na esfericidade das personagens a ambigüidade humana, como negar a atual condição ou posição por uma questão de sobrevivência, assumindo posturas que lhes convém em dado momento. É o caso do boticário Crispim Soares que mesmo sendo íntimo de Simão Bacamarte resolve passar para o lado do barbeiro Porfírio, por medo de ser acusado de cúmplice do alienista. Assim o é também este barbeiro que estando legalmente à frente da vila adquire uma postura diferente da que o levou a tal posto. Sobre o conceito de loucura, em certa passagem do conto Simão nos confunde conjecturando que loucos seriam os equilibrados, e o desequilíbrio seria marca da sanidade humana. Há nessa inversão de conceitos uma crítica ao senso comum, que prega a aparente honestidade como marca de bom caráter. A descrença quanto à retidão humana -comum na obra realista de Machado- é o ponto de partida para o novo método de cura do alienista, provando a infalibilidade humana, pois “cada beleza moral ou mental era atacada no ponto em que a perfeição parecia mais sólida, e o efeito era certo”.

ASSIS, Machado de. O Alienista. São Paulo: Martin Claret, 2003.



postado por Miriam Fajardo as 11:43:19 0 comentários
quarta, 13 agosto, 2008
O inesperado

Se um dia, por acaso,
a gente se encontrasse

ia ser um caso sério
você ia rir de mim até amanhecer
eu ia até acontecer.


De dia, o sentimento de estar no mundo
de noite, sentir-se indiferente às perdas e às culpas da travessia.

Eu ia tirar do ouvido
todos os sentidos
ia ser muito divertido
contar como tudo tinha acontecido

ia ser um riso
começar tudo de novo

todo dia
a mesma alegria
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
seria remédio

daí vá ficando por aí
eu vou ficando por aqui
evitando
desviando
sempre pensando

quem sabe um dia



postado por Miriam Fajardo as 02:20:28 0 comentários
sábado, 09 agosto, 2008
MADAME BOVARY

Por que um livro se torna um clássico? – eis a questão. Um livro não se torna um clássico à toa. Torna-se um clássico porque seus personagens e enredo - o drama que contém e a estatura humana de seus personagens - ultrapassaram as mudanças culturais e sociais do correr do tempo. Ou seja, porque suportou várias leituras, em várias épocas, sem deixar de tocar quem o lê. Porque, independente da mudança dos tempos, ele continua falando da e para a humanidade.

Madame Bovary, de Gustave Flaubert (1821-1880), é um clássico da literatura que tem se perpetuado no tempo, que resultou num escândalo ao ser publicado em 1857. Flaubert foi levado aos tribunais(Onde utilizou a famosa frase "Emma Bovary c'est moi" (Emma Bovary sou eu) para se defender das acusações) acusado de ofensa à moral e à religião, num processo contra o autor De acordo com a biografia do autor, as produções de Flaubert sempre foram motivadas por paixões. Por ser um romântico inveterado, expressava seus próprios sentimentos por meio de seus personagens, não fugindo à regra daqueles que também sofriam do “mal do século”. Extravasava sua subjetividade ao transferir suas expectativas, anseios e dores para histórias apaixonantes. O mesmo aconteceu com o célebre Madame Bovary. O escritor teria se inspirado no tórrido romance que viveu com Louise Collet, casada e mãe de uma adolescente. Muitos afirmam que esta foi a verdadeira protagonista da história. Flaubert, entretanto, despistou, afirmando naquela época: “Madame Bovary sou eu”. O fato é que tanto Collet quanto Ema Bovary foram mulheres à frente do seu tempo. Na época em que as mulheres ainda estavam proibidas de expressar sentimentos e desejos, desconheciam a participação política, e eram criadas e educadas para serem apenas esposas, mães e donas-de-casa; Ema Bovary seguiu na contramão. Infeliz no casamento, a protagonista escapou da realidade por meio da leitura de romances açucarados. O enredo – divido em três partes – se desenvolve quando a sonhadora dona-de-casa trai o marido em busca da própria felicidade; inadmissível para os rígidos padrões do século XIX. Ao mesmo tempo em que projetou Gustave Flaubert, o livro também causou grandes problemas ao autor. Após a publicação de Madame Bovary – cujos trechos considerados mais “picantes” foram censurados – na Revue de Paris, em outubro de 1856, o escritor foi processado pela “imoralidade” da obra. O fato é que o livro foi de encontro à ordem burguesa, às suas convenções sociais e à moral católica. Um ano depois, o autor foi julgado, absolvido e teve a obra publicada na íntegra.

De acordo com o escritor italiano Ítalo Calvino em Por que ler os clássicos? (Cia das Letras, 1994), um livro só adquire tal adjetivação quando temos a sensação de que já o conhecemos de tanto ouvirmos a seu respeito, embora se revele inédito quando realizamos nossa própria leitura. Madame Bovary é um desses livros que descortinam horizontes inesperados ao leitor, e nos convidam a uma futura releitura.



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terça, 29 julho, 2008
A música do dia do seu aniverário

Para saber qual música era a número 1 da Billboard no dia em que você nasceu (ou em qualquer outro dia), acesse o link abaixo. Divido com vocês a música que mais tocava no meu dia.

LINK: BILLBOART´S

http://br.youtube.com/watch?v=1MWN_duZfIs



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sábado, 26 julho, 2008
Entrevista para uma acadêmica do curso de Pós em deficiência auditiva

1- Poderia dar alguma indicação de como acontece a interação dos alunos com a criança surda em sala de aula? 

Alguns alunos já aprenderam alguns sinais e levam um relacionamento normal com eles.  Na maioria das vezes, realizam com os ouvintes algumas brincadeiras como jogar bola, assistir a vídeos, práticas no laboratório, atividades que exigem pouca interação verbal.

2- Tem professor intérprete em sala de aula? Qual a relação dele com os alunos da classe?

Este ano nosso colégio recebeu um professor intérprete. O relacionamento dele com os alunos da classe é normal como de qualquer outro professor. Ele impõe respeito sem ter que pedir.  O intérprete presente na sala de aula tem ajudado muitos os alunos, principalmente o não oralizado (não lê lábios).Tem atuado como um colaborador e acaba ajudando a todos na compreensão dos conteúdos, tirando as dúvidas e melhorando nas questões de aprendizagem.

3- Você como professora da turma, que tipo de contato tem com o aluno surdo?

As interações se dão de diferentes formas (gestos negativos e positivos, expressão facial, escrita, intervenção do intérprete), mas geralmente estão impregnadas de mal-entendidos, mudanças de sentidos que restringem a possibilidade de ensino-aprendizagem. A forma de diálogo é impregnada de repetições e recorrências resultantes da dificuldade de comunicação.  E essa tentativa de diálogo acaba por consumir um grande esforço entre mim e o aluno surdo dificultando a construção de conhecimentos. Às vezes utilizo um dos alunos surdos, que consegue entender melhor o conteúdo para que repasse a informação  aos demais.

  4-  Encontra dificuldades no trabalho com o surdo em sala?

 Encontrei muita dificuldade no início, quando assumi a primeira turma há 4 anos. Não tínhamos intérprete e sabe-se que a metodologia da maioria das aulas é a exposição oral e a utilização do quadro de giz. Discutíamos em reuniões sobre as melhores formas de facilitar a aprendizagem desses alunos e decidir sobre as melhores estratégias metodológicas, de modo a não ignorar suas necessidades diferenciadas e não marginalizar suas produções. Por isso, sempre que tínhamos alguma dificuldade a tomada de decisão era sempre feita em conjunto entre professores, equipe técnico-pedagógica e professores especializados, que sempre os acompanharam em outro turno.  Na primeira turma, não houve reprovação, mas o aprendizado foi muito deficiente. Este ano, com a ajuda do intérprete, o aprendizado e a participação são bem mais visíveis. Houve também uma acentuada mudança no comportamento dos alunos surdos com a vinda do intérprete, parece que demonstraram mais interesse, segurança sobre seus direitos, tornaram-se donos de seu espaço e confiam em suas atitudes e decisões. Com um profissional como o Anderson, nosso intérprete, em sala de aula, os surdos têm uma participação semelhante aos de outros estudantes: podem apresentar seminários, participar de debates e reuniões em grupo com outros colegas e não perdem o que acontece ao redor

5-  Adota  metodologia diferenciada no trabalho com o aluno surdo?

  • No primeiro dia de aula é  combinado( por todos professores da turma) com o aluno surdo que se sente na primeira carteira e de preferência em uma das filas do meio;

  • Durante as aulas faço minhas explanações sempre de frente para o surdo, falando nem muito rápido, nem muito devagar com movimentos labiais expressivos, procurando articular corretamente os fonemas. Nunca dou explicações de costas ou escrevo na lousa, bem como, não caminho na sala enquanto realizo explicações.

  • Se um aluno da sala, que não é surdo, faz uma pergunta, repito-a aos surdos, antes de iniciar a resposta.

  • Passo os conteúdos, trabalhos do bimestre e livros que deverão ser lidos, aos alunos no inicio de cada bimestre, ou com antecedência para que possa se organizar antecipadamente e receber apoio em outro período pela professora especialista em surdos;

  • Sempre me preocupo em fazer as anotações importantes na lousa (datas das provas, entrega de trabalhos, cursos, outros cronogramas, etc.) revendo se o aluno fez a anotação e cobrando-a do intérprete.

  • Elaboro provas idênticas a dos demais alunos com o objetivo de averiguar suas dificuldades, não facilitando a aquisição de notas. No final do ano se não conseguir a média, dependendo da aprendizagem, promovo-o por conselho de classe.

  • No processo de avaliação, respeito a forma de escrita dos alunos surdos, levo em consideração a falta de concordância dos verbos, artigos, pronomes, entre outros e preocupo-me se assimilaram o conteúdo

  • Quando utilizo recursos áudio – visuais (TV, Vídeo, DVD), apresento somente legendado, para facilitar a compreensão. Caso não seja legendado o intérprete os auxilia na compreensão;

  • O intérprete é um mediador entre mim e o aluno, tanto na comunicação oral quanto na escrita. Foi muito importante seu ingresso este ano no colégio.

  • Quando não entendo o que o aluno está falando peço que repita ou escreva.

  • Estimulo para que todos os alunos falem com o surdo objetivando sua maior integração com os colegas;

  • Procuro promover atividades juntamente com os demais alunos;

  • Observo se o aluno surdo está atento antes de iniciar uma comunicação oral com ele, caso contrário chamo sua atenção, tocando-o levemente.

    Obs.: Temos matriculados no terceiro ano do ensino médio cinco alunos surdos. Dentre eles três  desejam  prestar vestibular  no final do ano.



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    quinta, 24 julho, 2008
    DEFICIÊNCIAS

    Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida,

    aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive,

    sem ter consciência de que é dono do seu destino.

    Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.

    Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio,

    de fome, de miséria.

    E só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

    Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.

    Pois está sempre apressado para o trabalho e

    quer garantir seus tostões no fim do mês.

    Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e

    se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

    Paralítico é quem não consegue andar na direção

    daqueles que precisam de sua ajuda.

    Diabético é quem não consegue ser doce.

    Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.

    E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois

    Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.

    A amizade é um amor que nunca morre.

    (Extraído do dicionário particular de Mário Quintana

    imagem: Joanna Kustra



    postado por Miriam Fajardo as 11:03:04 0 comentários
    terça, 22 julho, 2008
    A VIDA COMO ELA É...

    Durante dez anos, de 1951 a 1961, Nel­son Rodrigues escreveu sua coluna A vida como ela é… para o jornal Última Hora, de Samuel Wainer. Seis dias por sema­na, chovesse ou fizesse sol. A chuva podia ser como “a do quinto ato do Rigoletto” e o sol, daqueles “de derreter catedrais”, se­gundo ele. Todo dia, com uma paciência chinesa e uma imaginação demoníaca, Nelson escrevia uma história diferente. E quase sempre sobre o mesmo assunto: adultério. Desse tema tão simples e tão eterno, ele extraiu quase duas mil histórias. Os ficcionistas que fingem se levar a sé­rio precisam de toda uma aura de misté­rio para criar. Nelson dispensava esse mis­tério. Chegava cedinho à redação, acendia um cigarro e, na frente dos colegas, entre miríades de cafezinhos, escrevia A vida como ela é… As histórias saíam de casos que lhe contavam, da sua própria obser­vação dos subúrbios cariocas ou das cabe­ludas paixões de que ele ouvira falar em criança. Mas principalmente da sua me­ditação sobre o casamento, o amor e o desejo. O cenário dos contos de A vida como ela é… é o Rio de Janeiro dos anos 50. Uma cidade em que casanovas de plantão e mulheres fabulosas flertavam nos ônibus e bondes; em que poucos tinham carro, mas esse era um Buick ou um Cadillac; em que os vizinhos vigiavam-se uns aos ou­tros; e em que maridos e mulheres viviam sob o mesmo teto com as primas e os cunhados, numa latente volúpia incestuo­sa. Uma cidade em que, como não havia motéis, os encontros amorosos se davam em apartamentos emprestados por amigos — donde o pecado, de tão complicado, tornava-se uma obsessão. E uma época em que a vida sexual, para se realizar, exigia o vestido de noiva, a noite de núpcias, a lua-de-mel. E em que o casal típico — e, de certa forma, perfeito, compunha-se do marido, da mulher e do amante.

    FONTE: Projeto Democratização da Leitura

     



    postado por Miriam Fajardo as 12:06:14 0 comentários
    quinta, 17 julho, 2008
    Formatura de Direito da minha filha

    Estou muito feliz pois minha filha, Camila, terminou o curso de Direito. Ela  pediu-me que fizesse um texto para solenidade de entrada  no clube, durante a formatura. Pensei : o que eu vou escrever que descreva tudo que ela passou até aqui para atingir este objetivo.Terminei o texto e li para ela para ver se aprovava , ou teria que escrever outro, mas  o engraçado foi que ela ouviu, riu bastante e disse : Ai Mamy, eu adorei. Só tive que trocar uma palavrinha: destemida por determinada.

    "Ela é uma pessoa determinada, que veio de longe em busca do conhecimento e do sucesso. Tem idéias convictas e de repente o destino mostrou  o curso certo, a cidade certa e um futuro brilhante."



    postado por Miriam Fajardo as 07:24:14 0 comentários
    sábado, 12 julho, 2008
    DIVERTIMENTO

    Como estamos em férias  nada melhor que usar a internet só por divertimento.

     Curiosidade:Descubra quen te bloqueou no MSN

     Vídeo: COMERCIAL DO RAY BAN

     Música: Something - Paul McCartney

     Piada:   Piadas do Jô, diferença entre o homem, a mulher, e o gay

     Animação: Novo curta da PIXAR do filme WALL.E

     Vídeo: Comercial premiado do bombom garoto

     Site: Letras de músicas

    BOAS  FÉRIAS!



    postado por Miriam Fajardo as 08:45:50 0 comentários
    quinta, 10 julho, 2008
    As mil e uma noites

    Quando li As Mil e uma Noites era ainda uma criança, mas até hoje guardo na memória as fantásticas narrativas que Sherazade contava ao rei.  A edição, muito antiga que meu pai nos deixou, é fenomenal em tamanho e beleza. Possui uma ilustração incrível. Quem lê esta obra adentra no exótico mundo da mais famosa compilação de contos  árabes. Ninguém sabe ao certo quem foi o autor das fabulosas histórias contidas no livro. Porém, sabe-se que as mesmas tenham sido compostas entre os séculos VIII e XV, sendo compiladas neste último. Algumas pesquisas mostram que os contos mais antigos são de origem indo-iraniana e os mais recentes são populares contos egípcios. Esta é uma belíssima coletânea, preservada pela tradição oral de diversos povos orientais e famosa em todo o mundo. A  maioria dos contos, há sempre uma lição a ser aprendida, uma moral a ser assimilada ou, no mínimo, um conteúdo instigante. No entanto, o grande fascínio das histórias, está na apresentação da riqueza contida na cultura oriental, tão diferente da nossa (nem melhor, nem pior) e tão preservada ainda hoje. Ao lermos as histórias, somos, literalmente, levados para um mundo mágico e repleto de personagens fantásticos. Alguns dos contos são tão famosos, que ganharam “livros próprios” e produções cinematográficas. Quem não se recorda de “Ali Babá e Os Quarenta Ladrões”, “Simbad, o Marujo” e “Alladin”? Ressalto que, embora essas estejam entre as histórias mais famosas, o livro possui outros contos maravilhosos, agradando a todos os gostos. Em As Mil e Uma Noites, já em sua parte introdutória, somos apresentados a uma história fascinante, que enseja o relato de todas as outras. Shariar é o sultão de um poderoso reino. Em virtude da traição de sua esposa, Shariar desposa, a cada noite, uma mulher diferente, que é executada logo no dia seguinte. Certo dia, Sherazade, a filha do Vizir  mesmo diante dos apelos do pai, foi a escolhida do sultão. Aparentemente resignada com seu destino, Sherazade tem um plano em mente…Na primeira hora em que passa com o “soberano”, através de uma sábia e inteligente estratégia, ela começa a contar uma história interessantíssima e, justamente no ponto mais instigante, ao amanhecer, ela interrompe o relato, finalizando-o só na noite seguinte, começando imediatamente outra história. Extremamente habilidosa nessa arte, Sherazade assim procede durante “mil e uma noites”… e, da mesma forma que o sultão, ficamos fascinados e mais interessados a cada novo conto relatado. Tudo que há de mais fascinante, está presente nos contos de Sherazade. Caso você ainda não tenha lido essa maravilhosa coletânea, eis uma indicação que vale muito a pena arriscar. Principalmente para os ávidos por leitura…como eu!



    postado por Miriam Fajardo as 01:06:59 0 comentários
    terça, 08 julho, 2008
    Clarice Lispector escreveu por mim

    Berna, 02 de janeiro de 1947.

     

    Querida,

     

    Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias.

    Depois que uma pessoa perder o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades — depois disso fica-se um pouco um trapo.

     

    Eu queria tanto, tanto estar junto de você e conversar e contar experiências minhas e de outras pessoas. Você veria que há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Eu mesma não queria contar a você como estou agora, porque achei inútil

    (…)

    Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo o interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma num boi? Assim fiquei eu… em que pese a comparação… Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Espero que você nunca me veja assim resignada, porque é quase repugnante.

     

    (…)

    Uma amiga, um dia, encheu-se de coragem, como ela disse, e me perguntou: “Você era muito diferente, não era?”. Ela disse que me achava ardente e vibrante, e que quando me encontrou agora se disse: ou essa calma excessiva é uma atitude ou então ela mudou tanto que parece quase irreconhecível. Uma outra pessoa disse que eu me movo com lassidão de mulher de cinquenta anos. Tudo isso você não vai nem sentir, queira Deus. Não haveria necessidade de lhe dizer, então. Mas não pude deixar de querer lhe mostrar o que pode acontecer com uma pessoa que faz um pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você - pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - esse é o único meio de viver. Juro por Deus que se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia - será punida e irá para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não será punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Espero em Deus que você acredite em mim. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Isso seria uma lição para mim. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade de alma.

     

    Tua Clarice.

     

    Lindas palavras… Lembrei-me da música A Lista, do Oswaldo Montenegro que diz: “Quantos defeitos sanados com o tempo / Eram o melhor que havia em você”. E agora, como recuperar o que deixamos para trás?

     

     



    postado por Miriam Fajardo as 07:17:03 0 comentários
    segunda, 07 julho, 2008
    A letra de Feitiço da Vila é racista?

    Caetano dá aula sobre Feitiço da Vila.

    Composição de Noel Rosa: o que sua letra pode nos ensinar sobre as relações raciais no Brasil?

    Veja o vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=JITbSJWLJJE



    postado por Miriam Fajardo as 05:55:40 0 comentários
    sábado, 05 julho, 2008
    MILLOR

    Poesia Matemática

    Às folhas tantas
    Do livro matemático
    Um Quociente apaixonou-se
    Um dia
    Doidamente
    Por uma Incógnita.
    Olhou-a com seu olhar inumerável
    E viu-a, do Ápice à Base,
    Uma Figura Ímpar;
    Olhos rombóides, boca trapezóide,
    Corpo otogonal, seios esferóides.
    Fez da sua
    Uma vida
    Paralela a dela
    Até que se encontraram
    No Infinito.
    "Quem és tu?" indagou ele
    Com ânsia radical.
    "Sou a soma dos quadrados dos catetos.
    Mas pode me chamar de Hipotenusa."
    E de falarem descobriram que eram
    - O que, em aritmética, corresponde
    A almas irmãs -
    Primos-entre-si.
    E assim se amaram
    Ao quadrado da velocidade da luz
    Numa sexta potenciação
    Traçando
    Ao sabor do momento
    E da paixão
    Retas, curvas, círculos e linhas sinoidais.
    Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclideanas
    E os exegetas do Universo Finito.
    Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
    E, enfim, resolveram se casar
    Constituir um lar.
    Mais que um lar,
    Uma perpendicular.

    Convidaram para padrinhos
    O Poliedro e a Bissetriz.
    E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
    Sonhando com uma felicidade
    Integral
    E diferencial.
    E se casaram e tiveram uma secante e três cones
    Muito engraçadinhos
    E foram felizes
    Até aquele dia
    Em que tudo, afinal,
    Vira monotonia.
    Foi então que surgiu
    O Máximo Divisor Comum
    Freqüentador de Círculos Concêntricos.
    Viciosos.
    Ofereceu-lhe, a ela,
    Uma Grandeza Absoluta,
    E reduziu-a a um Denominador Comum.
    Ele, Quociente, percebeu
    Que com ela não formava mais Um Todo,
    Uma Unidade. Era o Triângulo,
    Tanto chamado amoroso.
    Desse problema ela era a fração
    Mais ordinária.
    Mas foi então que o Einstein descobriu a Relatividade
    E tudo que era expúrio passou a ser
    Moralidade
    Como, aliás,
    em qualquer
    Sociedade.

    Imagem: Matusciac Alex



    postado por Miriam Fajardo as 11:34:11 0 comentários
    quinta, 03 julho, 2008
    Romantismo à inglesa

    Analise com os estudantes um período que marcou a literatura mundial e busque relações com os dias de hoje.Objetivos:

    Perceber características do Romantismo e suas influências. Introdução

    A edição especial de VEJA oferece dois momentos de extrema importância para que você amplie a visão dos alunos sobre os pressupostos do romantismo, na literatura inglesa.

    Atividades

    1ª aula – Prepare o pessoal oferecendo uma visão geral do período romântico inglês e da era vitoriana, localizando, num passeio rápido, alguns momentos e autores significativos: o romance histórico de sir Walter Scott e o romantismo de Jane Austen; a prosa vitoriana de Charles Dickens; a poesia vitoriana de Lord Alfred Tennyson; os escritores de meados do século, como Emily Brontë, e os do vitoriano tardio, como Oscar Wilde.

    2ª aula – Solicite que leiam os textos de VEJA sobre Lorde Byron e Jane Austen. Prepare trechos escolhidos do Prólogo de Baladas Líricas, de William Wordsworth (1770-1850) e Samuel Coleridge (1772-1834), considerado o manifesto do romantismo inglês, e de fragmentos de textos de Byron e Austen. Tenha-os em uma apresentação em powerpoint ou, ainda, em cópias xerox comuns.

    Resgatando da aula anterior as características desse momento cultural e artístico, cujo pensamento influenciou toda a Europa, leve a turma à vivência da substituição da razão pela emoção. Disponha os textos e agrupe os alunos em duplas ou trios, dê a cada um dos grupos de trabalho a tarefa de relacionar a um ou mais fragmentos ao menos duas das afirmações (que você terá reproduzido, ao escolher o material) no quadro abaixo. Feitas as associações, reagrupe-os para discutir quais poderiam ser falas de Byron ou de Austen, envolvendo, em suas respostas, os perfis de ambos, apresentados por VEJA. Peça que expressem a relação que consigam ver entre a vivência do romantismo com a própria postura pessoal frente ao seu eu e ao mundo. Faça com que revelem onde, precisamente, encontraram beleza nos textos que você ofereceu e quanto se identificaram com as aparentes diferenças dos sonhos inatingidos de Byron e de Austen. Como encerramento, leve-os a refletir sobre os vestígios do romantismo nos dias de hoje. Que há em comum entre as duas épocas? Como lidamos hoje com as oposições orgulho e preconceito, razão e sensibilidade?

    3ª aula – Surpreenda e presenteie a turma com o filme Razão e Sensibilidade, de 1995 (atenção: a obra tem 135 minutos de duração!), e espere as reações.

    Para seus alunos

    Byron ou Austen?

    "Ser humano significa, antes de tudo, recusar a ordem do mundo, apresentando a ordem com uma desordem que integra, apenas, os conformistas e apequenados."

    "É direito do ser humano escolher a revolta, a diferença e até a morte."

    "Preferimos a sombra à luz, o silêncio ao barulho, a melancolia à felicidade inacessível."

    "É preciso ousar revoluções quando nos sentimos cansados de viver."

    "Precisamos sentir, de modo exacerbado, todos os sentimentos humanos: o amor, a amizade, a raiva, a solidão, a tristeza e a dificuldade de viver."

    "Somos homens porque não temos medo de quebrar tabus, olhar de frente a morte, flertar com a blasfêmia e de agir, tendo por limites os limites de nosso próprio coração."

    "Escrevemos porque os desprovidos são os nossos verdadeiros interlocutores, os nossos heróis favoritos."

    "O mal de viver está na dor, na introspecção, no abandono,no pecado, nas forças secretas que manipulam o homem e a arte de sonhar."

    "O estado humano é de incerteza e insatisfação. É a onda de paixões que vem, entre as esperanças e a realidade, tomando a forma alternada de entusiasmo e sofrimento."

    "A sensibilidade se associa ao tempo que passa, à nostalgia da infância e à importancia da memória."

    "A natureza é confidente, coerente com nossa própria sensibilidade."

    "Estamos cercados pelos muros de nosso eu e não temos capacidade de sair, pela sensibilidade, transportando-nos para o outro."

    "Não amamos ninguém intensamente, porque não nos desligamos de nós mesmos: estamos aprisionados em nossa própria sensibilidade."

    "Tudo o que queríamos era o vínculo do amor com outro, mas nossa natureza inconstante nos obriga a viver irremediavelmente sós." 

    http://revistaescola.abril.com.br/online/planosdeaula/ensino-medio/PlanoAula_280212.shtml



    postado por Miriam Fajardo as 10:55:04 0 comentários
    quarta, 02 julho, 2008
    Prêmio Viva a leitura

    As inscrições para o prêmio Viva Leitura 2008 vão até o dia 08 de julho, ainda dá tempo de se inscrever. Confesso que nem eu mesma sabia da existência desse prêmio,  tive o conhecimento dele há poucos dias atrás.O prêmio visa ajudar pessoas engajadas em projetos culturais de incentivo a leitura, em todo o Brasil, com três categorias: bibliotecas públicas, bibliotecas escolares e pessoas físicas / jurídicas. O prêmio para o vencedor? Nada menos do que 30 mil reais. A única exigência propriamente dita, é que o projeto inscrito tem que estar em andamento e já apresentar resultados. Para nós que estamos desenvolvendo projetos no PDE é uma ótima dica.

    Para quem tiver interesse, segue o link para maiores informações.

    http://www.premiovivaleitura.org.br/



    postado por Miriam Fajardo as 02:03:28 0 comentários
    segunda, 30 junho, 2008
    E para inspirar-se:

    “Todo livro é uma imagem da solidão. É um objeto tangível, que se pode levantar, baixar, abrir e fechar, e suas palavras representam muitos meses, quando não muitos anos, da solidão de um homem, de tal modo que, para cada palavra que lemos em um livro, podemos dizer a nós mesmos que estamos diante de uma partícula, daquela solidão. Um homem senta-se sozinho em quarto e escreve. Quer fale o livro de solidão, quer fale de companheirismo, é forçosamente um produto da solidão.” Paul Auster em Invenção da Solidão

     



    postado por Miriam Fajardo as 01:36:57 0 comentários
    sexta, 27 junho, 2008
    OS DEZ MAIS

    Os jornalistas Luiz André Alzer e Mariana Claudino reuniram em livro 250 rankings. “Os 10 mais” traz listas e mais listas que terminam com uma bem-humorada lista das 10 listas mais difíceis de fazer e convidam o leitor a fazer sua própria lista. Eu listei  os dez livros  que mais gostei na vida. E você, vai listar o que?

    Fernanda Youg listou as 10 coisas que a gente mais finge acreditar:

    Que dinheiro não traz felicidade
    Que não tem medo da morte
    Que o amor é para sempre
    Que existe fidelidade
    Que ovo não faz mal
    Que dar só um traguinho não faz voltar a fumar
    Que há político brasileiro honesto
    Que envelhecer pode ser bacana
    Que não é viciada
    em compras
    Que o ponto G existe

     

    As 10 melhores músicas de abertura de novela, por GILBERTO BRAGA
    1. Pecado Capital, com Paulinho da Viola (“Pecado capital”, 1975)
    2. Só Louco, com Gal Costa (“O casarão”, 1976)
    3. Menino do Rio, com Baby Consuelo (“Água viva”, 1980)
    4. Luiza, com Antonio Carlos Jobim (“Brilhante”, 1981)
    5. Brasil, com Gal Costa (“Vale tudo”, 1988)
    6. Tieta, com Luiz Caldas (“Tieta”, 1989)
    7. Fera Ferida, com Maria Bethânia (“Fera ferida”, 1993)
    8. Love's Theme, com The Love Unlimited Oschestra (“Celebridade”, 2003)
    9. Você é Linda, com Caetano Veloso (“Belíssima”, 2005)
    10. Sábado em Copacabana, com Maria Bethânia (“Paraíso tropical”, 2007

    Seguindo a sugestão do livro, listei os dez livros que mais gostei na vida. E você, vai listar o que?

    Crime e Castigo, Fiódor Dostoiévski

    Dama das Camélias, Alaxandre Dumas Filho

    Dom Casmurro, Machado de Assis

    Madame Bovary, G. Flaubert

    Drácula, Bram Stoker

    Contos Extraordinários, Edgard Alan Poe

    Metamorfose, Frans Kafka

    O Morro dos Ventos Uivantes, Emily Brontë

    Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século XX   Ítalo Moriconi

    As Mil e Uma Noites ( autor desconhecido)

     



    postado por Miriam Fajardo as 10:05:24 0 comentários
    quinta, 26 junho, 2008
    AMADEUS

    Veja, aumente o volume e ouça um dos corais mais magníficos, no filme "Amadeus", no momento do enterro de Mozart. Este  concerto No. 20 do piano , 2o movimento (Romanze) - minha parte favorita da música clássica. O vídeo é longo, mas vale a pena assistir até o momento em que  o coral nos encanta.

    http://br.youtube.com/watch?v=8Y1tDFIkzek



    postado por Miriam Fajardo as 02:32:19 0 comentários
    segunda, 23 junho, 2008
    Os MISERÁVEIS - VICTOR HUGO

    Mensagem humanista

     A obra literária de Victor Marie Hugo sempre passa uma mensagem de fundo humano. No romance "Os Miseráveis", o escritor eleva-se a um patamar raras vezes atingido por qualquer dos principais mestres das letras universais. Victor Hugo conduz-nos, à situação social chocante da França que emergiu depois da derrota de Napoleão em Waterloo. Choca-nos, na sua descrição de acontecimentos que expõem todas as facetas da alma humana quando o conflito a incendeia. Em "Os Miseráveis", o conflito é permanente. Pegar neste romance é tirar um curso das mil facetas do sentir dos homens, é aprender a conhecê-los, na sua covardia e na sua grandeza, na sua capacidade para sofrer mas também para ferir, na sua ambição, na sua generosidade e na sua fraqueza perante valores materiais, na sua ignorância, na sua quase impossibilidade de fugir ao chamamento individualista que o martiriza desde o princípio da grande aventura no mundo.  Jean Valjean possuia qualidades que ele próprio desconhecia. Mas à saída do presídio ainda não passava de uma fera que o sistema prisional esperava que regressasse com novos crimes às costas. Entretanto, o bispo que recusa denunciá-lo pelo furto de dois candelabros em prata e acaba por lhe os oferecer para afugentar esforços policiais, surge-lhe no caminho como homem de Deus, dá-lhe uma lição de solidariedade e trata-o como filho. Logo aqui, Victor Hugo demonstra o seu apego ao que tem como grandes valores da alma humana - essencialmente, quando ela se reduz perante a superioridade de um gesto generoso e desinteressado. Valjean, diminuído e engrandecido pela ação do bispo que o salvou, partiu para novas paragens onde acabaria por encontrar-se na situação de homem industrial que, evidentemente, não podia deixar de explorar os operários que o serviam. Também aqui, Victor Hugo foge ao conflito de classes e, fiel a si próprio, dá-nos a imagem bondosa e solidária de um bom patrão que, tendo sofrido, sabia avaliar as dores que vinham de fora mas ignorava aquelas que se criavam no interior da sua própria fábrica. Porém, desolado perante o drama de uma das suas operárias que recorre à prostituição para tentar defender e sustentar a criança de que é mãe (Cosette), decide salvar essa criança mas já não vai a tempo de impedir a morte da mãe. A justiça, entretanto, persegue-o. Javert, o inflexível e persistente agente policial, desconfia dele. Para este, entretanto, tudo o que importa é a salvação de Cosette que a mãe confiara à guarda do casal Thenardier. Estes, são simplesmente escroques que escravizam a pequenita e a forçam a trabalhos impróprios para a sua tenra idade. Possuem relíquias do campo de batalha de Waterloo onde se apropriaram de despojos e não hesitaram em saquear os bolsos dos soldados mortos. Apercebendo-se da qualidade dos Thenardier, o protagonista resgata Cosette contra uma soma importante, mas cria novos inimigos. Decide, então, aproveitando a considerável fortuna que já possui, reentrar em fuga e iludir Javert que nunca deixa de persegui-lo. Para Victor Hugo, o homem que decide fazer o bem quando outros não recuam no intuito de fazer-lhe mal, tem de ser uma figura poderosa. O verdadeiro Jean Valjean nunca seria capaz de enfrentar  as trágicas situações que lhe surgiram se, efetivamente, não possuisse riqueza. Aqui, Victor Hugo mostra-se cativo da ambição que vive um pouco em todos nós : sermos poderosos para defendermos os que não podem fazê-lo por si próprios. Para criar Cosette e dela fazer uma menina, o ex-forçado recorre a novas identidades e a meios de fortuna sempre abundantes. Mas Cosette descobriria o amor em Marius, um jovem oriundo de famílias aristocráticas que, entretanto, não era estranho aos meios revolucionários parisienses. Ao descobrir que o amor de Cosette não podia ser combatido, Valjean, apesar da presença de Javert, vai retirar Marius das barricadas e tranporta-o, bastante ferido, através dos esgotos de Paris conseguindo, a grande custo, iludir o sempre inflexível agente. É nestas circunstâncias que surge a figura do pequeno parisiense, Gavroche, figura iniludível de rapaz das ruas que está com a revolução e por ela morre com um sorriso nos lábios. Na descrição de Gavroche e das condições em que existe, Victor Hugo demonstra com toda a clareza e com rara imponência o seu amor à humanidade e à cidade de Paris. Evidentemente, Javert acaba por convencer-se de que toda a sua perseguição de décadas não passa de um crime contra um homem de Deus e suicida-se. Jean Valjean morre com Marius e Cosette junto a si. Mas os candelabros sobrevivem a todo o drama.

    Leitura embasada na fonte:

    http://universodaspalavras.wordpress.com/2007/06/01/os-miseraveis-mensagem-humanista/



    postado por Miriam Fajardo as 07:55:43 0 comentários
    sexta, 20 junho, 2008
    REFLETINDO

    Pensamento que não muda vira uma mentira imbecil. Como diria Raul Seixas:

     “Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo!"



    postado por Miriam Fajardo as 11:35:53 0 comentários
    quarta, 18 junho, 2008
    A COMPREENSÃO SEGUNDO SARAMAGO

    Ensaio audiovisual sobre fotos de SEBASTIÃO SALGADO e narrativa de JOSÉ SARAMAGO (Áudio extraído do documentário 'Janela da Alma', de João Jardim e Walter Carvalho. Brasil, 2001.

    Trilha incidental: Hélio Delmiro ('Emotiva')

    Adaptação e montagem: PEDRO BERSI (SC BRASIL)

    souzabersi@hotmail.com

    P 2007

     

    "Eu não quero dizer que cada um é conforme nasce; não vou a esse ponto. Mas, talvez devêssemos ponderar por que algumas pessoas resistem ao comportamento (digamos universal -- o modo de comportasse mais geral) e outras não? Por que algumas pessoas mantêm uma atitude crítica em relação às coisas? Por que algumas pessoas acham que não é por fato das coisas serem novas ou modernas que elas são necessariamente boas? Isto não é defender o antigo, é simplesmente considerar que não tem nenhuma razão para acreditar que no momento em que estou a viver é o momento em que todas que se estão a fazer, as de agora e as que vão ter efeitos no futuro; são as únicas e as melhores que poderiam estar a se feitas e a ser pensadas, imaginadas e aplicadas. Não tenho qualquer razão para isso, pelo contrário, tenho muitas razões que me dizem que nos tomamos por um caminho errado."

    Assista o documentário:

    http://www.youtube.com/watch?v=W0Wx5rL0dwc

     



    postado por Miriam Fajardo as 05:31:46 0 comentários
    domingo, 15 junho, 2008
    ESTRATÉGIAS DE LEITURA Isabel Solé

    Lendo esta obra pude verificar o quanto ela pode ajudar o professor de Língua Portuguesa em sala de aula. Acho mesmo que deve ser lido por todos professores, não só os de Língua Portuguesa.  Isabel Solé afirma que se as estratégias de leitura são  procedimentos de ensino, então é preciso ensinar estratégias para a compreensão de textos. Estas não amadurecem, nem se desenvolvem. Ensinam-se (ou não se ensinam) e se aprendem (ou não).

    O livro de Isabel Solé ajuda no trabalho do professor em sala de aula, pois seu objetivo é ajudá-los a promover nos alunos a utilização de estratégias que lhes permitam interpretar e compreender os textos escritos de forma competente.

    São oito capítulos bem estruturados e interligados, com informações que são retomadas quando relevantes. A autora destaca no decorrer de sua obra que o ato de ler é um processo complexo e que não encontraremos, no livro, um método rígido para ensinar a ler, mas sim estratégias para facilitar a tarefa do professor de ensinar compreensão leitora eficaz aos seus alunos. Há ainda um prefácio, uma introdução e um anexo no final do livro, com seqüências didáticas para exemplificar.

     Para Isabel Sole,leitura é um processo mediante o qual se compreende a linguagem escrita (...). Para ler necessitamos simultaneamente manejar com destreza as habilidades de decodificação e aportar ao texto nossos objetivos, idéias e experiências prévias(...)” (p.23). Segundo a autora, para uma pessoa se envolver em qualquer atividade de leitura, é necessário que ela sinta que é capaz de ler, de compreender o texto, tanto de forma autônoma, como apoiada em leitores mais experientes. Enfatiza-se a leitura de verdade, “aquela que realizamos os leitores experientes e que nos motiva, é a leitura que na qual nós mesmos mandamos: relendo, parando para saboreá-la ou para refletir”. (p.43) Aborda-se ainda o ensino e aprendizagem inicial da leitura, levando-se em conta que aprender a ler não é muito diferente de aprender outros procedimentos e conceitos.

    No quarto capítulo, tem-se a definição do que é uma estratégia de compreensão de leitura e a enumeração das estratégias fundamentais. “O ensino de estratégias de compreensão contribui para dotar os alunos dos recursos necessários para aprender a aprender”. (p.72)

     As estratégias fundamentais são: definição de objetivo da leitura, atualização de conhecimentos prévios, previsão, inferência e resumo. É um ensino que parte de uma perspectiva construtivista. Ainda neste capítulo aborda-se os tipos de texto e as expectativas do leitor.

    O quinto capítulo, que considero o mais importante, trata das estratégias prévias à leitura (um trabalho bem elaborado antes da leitura com o objetivo de melhorar a compreensão do texto pelos alunos). É  bem didático, a autora divide estas estratégias em seis pontos:

    (1) a concepção que o professor tem sobre a leitura;

    (2) motivação para leitura (conhecimento prévio);

    (3) objetivos da leitura (determinando a forma com que o leitor se situará frente ao texto e controlará a consecução do seu objetivo);

    (4) revisão e atualização do conhecimento prévio (o que o leitor sabe sobre o texto);

    (5) estabelecimento do previsões sobre o texto baseadas nos aspectos do texto;  

    (6) formulação de perguntas sobre o texto, que manterão os alunos absortos na leitura, contribuindo para melhorar a compreensão.

    As estratégias ativadas durante a leitura são abordadas no sexto capítulo. A maior parte da atividade compreensiva acontece durante a leitura. “A leitura é um processo de emissão e verificação de previsões que levam à compreensão do texto”. (p.116)  Este é o outro capítulo que possui uma grande importância, tornando claro que enquanto se lê, as previsões feitas pelo leitor devem ser compatíveis com o texto ou substituídas por outras. Quando as previsões são encontradas, a informação do texto integra-se aos conhecimentos do leitor e a compreensão acontece. Como estratégia de leitura nesta etapa, a autora sugere as “tarefas de leitura compartilhada”, em que o professor e o aluno assumem ora um, ora outro, a responsabilidade de organização e envolvimento no ato de ler. O sétimo capítulo dedica-se às estratégias trabalhadas após a leitura, ressaltando a importância do ensino da “idéia principal” existente no texto, o ensino do resumo e como formular e responder perguntas. "Estratégias de Leitura" é um livro agradável de ser lido, enriquecedor no fortalecimento da concepção de leitura do professor e um ótimo “guia” com sugestões de estratégias de leitura para nos ajudar a formar leitores autônomos. Isabel Solé consegue, ao longo do livro, conduzir à conclusões que servirão de embasamentos sólidos para as aulas de leitura: aprender a ler significa aprender a encontrar sentido e interesse na leitura, ser ativo ante um texto, ter objetivos para leitura e interrogar-se sobre s própria compreensão.

    SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.



    postado por Miriam Fajardo as 07:02:22 1 comentários
    domingo, 08 junho, 2008
    BEATLES: ELES SÃO INESQUECÍVEIS

    Ouvir esta banda é uma daquelas coisas que nos fazem sentir uma ótima sensação. Aprecie:

    Hard Day's Night- beatles

    http://www.youtube.com/watch?v=cQwwqajZXD8

    Lindo clip romântico de John Lennon e  Yoko Onon " Woman"

    http://www.youtube.com/watch?v=zh8pcuvHFqY

     



    postado por Miriam Fajardo as 01:33:37 1 comentários
    sexta, 06 junho, 2008
    Raul da Ferrugem Azul, Ana Maria Machado

    Raul ficou preocupado com as manchas azuis que lhe apareceram no pescoço, nas pernas, na língua e na garganta. O engraçado é que  só ele as enxergava. Sai, então, em busca de ajuda e respostas para esse mistério. Percebeu que, cada vez que sentia dificuldade para reagir a algum problema diário, as ferrugens azuis apareciam.

    Você também já não passou por situações difíceis e teve que pedir ajuda? Raul, um menino  bonzinho, comportado, “certinho” nos ensina que às vezes é necessário que tomemos atitudes que nos tornam diferentes aos olhos dos outros, mas nos ajudam a superar nossos medos, inseguranças. Escrevendo esta história no tempo em que o Brasil vivia na ditadura, numa linguagem simples, a autora mistura fantasia e realidade para nos ensinar que não adianta pensarmos no que poderíamos ter feito. Temos que agir para vencermos os preconceitos e contribuirmos para as transformações pessoais e sociais. Só assim, não ficaremos com as marcas da nossa covardia em nosso espírito e corpo. A publicação dessa obra já foi um exemplo do vencer os obstáculos, da luta pela não intimidação. Mesmo tendo sido rejeitada por oito editoras que “elogiavam a história, mas ponderavam que era uma provocação à ditadura e podia trazer sérias conseqüências para todos”, Ana Maria Machado não se deixou enferrujar e o livro acabou recebendo o prêmio de “Melhor do Ano” (1980) da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. De leitura agradável, considero um ótimo remédio para quem deseja espantar suas ferrugens. Contagiou-me a ponto de despertar-me o desejo de eliminar algumas minhas bem antigas!

    Machado, Ana Maria. Raul da Ferrugem Azul. SP: Moderna.



    postado por Miriam Fajardo as 03:19:42 0 comentários
    segunda, 02 junho, 2008
    Movimento Armorial

    Ariano foi o idealizador do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste Brasileiro. Tal movimento procura orientar para esse fim todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras expressões.Obras de Ariano Suassuna já foram traduzidas para inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.Em 1993, foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, cujo patrono é o escritor Afonso Olindense.Teve início no âmbito universitário, mas ganhou apoio oficial da Prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco. Foi lançado oficialmente, no Recife, no dia 18 de outubro de 1970, com a realização de um concerto e uma exposição de artes plásticas realizados no Pátio de São Pedro, no centro da cidade. Seu objetivo foi o de valorizar a cultura popular do Nordeste brasileiro, pretendendo realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares da cultura do País. Segundo Suassuna, sendo "armorial" o conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo, a heráldica é uma arte muito mais popular do que qualquer coisa. Desse modo o nome adotado significou o desejo de ligação com essas heráldicas raízes culturais brasileiras. O Movimento tem interesse pela pintura, música, literatura, cerâmica, dança, escultura, tapeçaria, arquitetura, teatro, gravura e cinema. Uma grande importância é dada aos folhetos do romanceiro popular nordestino, a chamada literatura de cordel, por achar que neles se encontra a fonte de uma arte e uma literatura que expressa as aspirações e o espírito do povo brasileiro, além de reunir três formas de arte: as narrativas de sua poesia, a xilogravura, que ilustra suas capas e a música, através do canto dos seus versos, acompanhada por viola ou rabeca. São também importantes para o Movimento Armorial, os espetáculos populares do Nordeste, encenados ao ar livre, com personagens míticas, cantos, roupagens principescas feitas a partir de farrapos, músicas, animais misteriosos como o boi e o cavalo-marinho do bumba-meu-boi.

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Armorial

    Grupo Armorial Ariano Suassuna tocando um dos hinos da música armorial

    http://br.youtube.com/watch?v=bn_GkpksaS8



    postado por Miriam Fajardo as 01:00:28 0 comentários
    quinta, 29 maio, 2008
    É DEPRIMENTE ESTE RESULTADO

    A leitura  é direito alienável de todo cidadão. Ler era privilégio da elite, hoje tem a intenção de atingir pessoas de diversos grupos sociais, tornando acessíveis a todos o benefício da leitura, visto que a leitura é um bem social, um direito de todos. Conforme Candido, “uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável”. Muitos projetos  são elaborados tendo por objetivo o incentivo à leitura, mas os resultados não foram como esperávamos. Aqui está os  resultados da pesquisa "Retratos da Leitura", que o Instituto Pró-Livro divulga hoje: os estudantes brasileiros lêem 7,2 livros por ano, mas 5,5 deles são didáticos ou indicados pela escola. Apenas 1,7 livro é lido por vontade e escolha própria. Este resultado nos deixa muito tristes.



    postado por Miriam Fajardo as 10:32:29 0 comentários
    segunda, 26 maio, 2008
    Ensaio Sobre a Cegueira: Um Momento Emocionante

    A reação de José Saramago depois de assistir pela primeira vez ao filme "Ensaio Sobre a Cegueira" com o diretor Fernando Meirelles. Um momento emocionante.

    Veja este momento acessando o link:

    http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY



    postado por Miriam Fajardo as 03:43:51 0 comentários
    domingo, 25 maio, 2008
    Meu blog: TRIBO DA LEITURA

    Conheça também meu outro blog:

    http://miriamfajardo.blogspot.com/



    postado por Miriam Fajardo as 08:37:15 0 comentários
    Curtindo a vida adoidado

    Youtube Nestalgia: Vários filmes completos.

    Um dos filmes que vi neste site é "Curtindo a vida adoidado". Para aqueles que ainda não viram este filme é uma ótima dica.Trata-se do maior clássico da sessão da tarde. Toda a história do filme passa-se em Chicago. Ferris Bueller quer matar aula do colégio e curtir o dia com o seu melhor amigo e a sua namorada. Para isso, simula aos pais que está doente, para depois sair de casa.

    Contra a vontade, o melhor amigo de Ferris pega a Ferrari dos anos 60 do pai, e juntos saem para buscar a namorada no colégio, pois eles conseguiram simular a notícia da morte da avó dela.

    Os três conseguem almoçar de graça num restaurante francês, no lugar de outra pessoa que estava na lista, e vão a uma parada nas ruas de Chicago. Enquanto isso, o diretor do colégio e sua própria irmã, fazem o possível para revelar a sua farsa.

    Acesse o link para assistir o filme completo:

    http://www.youtube.com/watch?v=TqrsF2JEvv4



    postado por Miriam Fajardo as 07:57:26 0 comentários
    sábado, 24 maio, 2008
    SAUDADE FM

    Hoje, navegando pela internet achei um sítio maravilhoso. É direcionado ao público que gosta de rádio Fm  e gosta de música de época. A geração que cresceu ouvindo músicas em rádios vai identificar-se . Vale a pena conferir.

    SAUDADE FM



    postado por Miriam Fajardo as 03:09:32 0 comentários
    quarta, 21 maio, 2008
    Dois Mundos Diferentes

    (...)a resignação passiva, por ensurdecimento progressivo do ser, é o falhar completo e sem remédio. Mas os revoltados (…) aqueles que se cortam no ar e nos seus próprios gestos, são a honra da condição humana. Eles são aqueles que não aceitaram a imperfeição. E por isso a sua alma é como um grande deserto sem sombra e sem frescura onde o fogo arde sem se consumir.(...)»


    Sophia de Mello Breyner, Contos Exemplares



    postado por Miriam Fajardo as 02:52:17 0 comentários
    terça, 20 maio, 2008
    Coisas da Infância de Mário de Andrade

    "Não sei que noção prematura de sordidez dos nossos atos, ou exatamente, da vida, me veio nessa experiência da minha primeira infância. O que não pude esquecer, e é minha recordação mais antiga, foi, dentre as brincadeiras que faziam comigo para me desemburrar da tristeza em que ficara por me terem cortado os cabelos, alguém, não sei mais quem, uma voz masculina falando: “Você ficou um homem, assim”. Ora, eu tinha três anos, fui tomado de pavor. Veio um medo lancinante de já ter ficado homem daquele tamanhinho, um medo medonho, e recomecei a chorar."

    Mário de Andrade



    postado por Miriam Fajardo as 11:08:16 0 comentários
    domingo, 18 maio, 2008
    1 9 6 8: O ano que não terminou (E nem vai terminar)

    1 9 6 8: O ano que não terminou(E nem vai terminar)

    A Revolução Inesperada

    “Havia um ar estranho: a revolução inesperada arrastara o adversário, tudo era permitido, a felicidade coletiva era desenfreada.” - Antonio Negri.

    1968” foi o ano louco e enigmático do nosso século. Ninguém o previu e muito poucos os que dele participaram entenderam afinal o que ocorreu.

    O próprio filósofo Jean-Paul Sartre, presente nos acontecimentos de maio de 1968 em Paris, confessou, dois anos depois, que “ainda estava pensando no que havia acontecido e que não tinha compreendido muito bem: não pude entender o que aqueles jovens queriam...então acompanhei como pude...fui conversar com eles na Sorbone, mas isso não queria dizer nada”. Tornou-se um ano mítico porque “1968” foi o ponto de partida para uma série de transformações políticas, éticas, sexuais e comportamentais, que afetaram as sociedades da época.

    Agora, estão chegando aos leitores, para lembrar os 40 anos de 1968, obras como “1968 — O que fizemos de nós” (Planeta), no qual Zuenir Ventura retoma o assunto do clássico "1968 - O ano que não terminou"

    Em seu livro, Zuenir Ventura faz uma emocionante reconstituição do ano de 1968,  quando no dia 13 de dezembro, sexta-feira, foi editado o AI-5. Contudo, a obra não se restringe a esse fato: contextualiza-o numa época de heróis e de carrascos, de seus dramas e paixões, de suas lutas, suas vitórias, suas derrotas. Não se trata, exatamente, de um livro de história; é, na verdade, um romance que parte da realidade: o retrato de uma geração que – como no resto do mundo – queria fazer uma revolução em todos os sentidos, mas que – pelo menos aqui – não conseguiu mais do que uma revolução cultural.

    A efervescência estética, política e cultural que tomou conta do mundo em 1968 teve reflexos diretos no Brasil e culminou com a decretação do Ato Institucional número 5, o AI-5, que fechou o Congresso e perseguiu os opositores do regime. O autor reconstitui os tempos de exaltação daquela época e revela fatos curiosos e pitorescos sobre os principais personagens da vida política e cultural brasileira do período. Acima de tudo, Zuenir quer mostrar que a história de 1968 não termina aí. Ela, na verdade, começa. O AI-5, tradução dos acontecimentos políticos, culturais e sociais do período, durou dez anos – muito mais do que os cinco ou seis meses previstos por Costa e Silva; seus efeitos mudaram gerações, a de então e as que viriam.

    Fonte: http://portalliteral.terra.com.br/zuenir_ventura/por_ele_mesmo/livros/04_1968.shtml?porelemesmo

    E lá se vão 40 anos de 1968. As editoras aproveitam a data redonda para despejar obras com reflexões sobre a época. Pesquisadores se mobilizam para tentar dar visões inovadoras em seminários acadêmicos. Os muitos participantes dos movimentos que transformaram aquele num ano singular da História suspiram com o turbilhão de sentimentos que as lembranças trazem. E Joãozinho, que por acaso nasceu em uma das décadas seguintes, fica no meio do furacão, tentando absorver as informações dos jornais, dos lançamentos literários, das conversas de seus pais e/ou avôs, tudo misturado, é claro, com o que aprendeu ao longo da vida sobre aquele período.



    postado por Miriam Fajardo as 12:04:28 0 comentários
    sexta, 16 maio, 2008
    Uma ótima dica aos estudantes:

    Um site dedicado a você estudante que está indeciso sobre a sua escolha profissional. Neste espaço, há um link com testes para orientá-lo em sua escolha, qual a melhor universidade da sua região, dicas sobre cinema, vídeo, um link sobre o Enem. A análise completa de textos campeões nos vestibulares, os deslizes daqueles que levaram bomba e dezenas de preciosas dicas de português para você garantir a nota 10. Vale a pena conferir.

    http://guiadoestudante.abril.uol.com.br/home/



    postado por Miriam Fajardo as 01:32:13 0 comentários
    quarta, 14 maio, 2008
    A descoberta da literatura

    Umberto Eco é um escritor, filósofo e lingüista italiano, mundialmente reputado por seus diversos ensaios universitários sobre a semiótica, a estética medieval, a comunicação de massa, a lingüística e a filosofia. notório escritor de romances, entre os quais O nome da rosa e O pêndulo de Foucault. Seu principal estudo, nesse sentido, é a coletânea de ensaios intitulada Obra Aberta (1962), que fundamenta o conceito de obra aberta, segundo o qual uma obra de arte amplia o universo semântico provável, lançando mão de jogos semióticos, a fim de repercutir nos seus intérpretes uma gama indeterminável porém não infinita de interpretações. partir da década de 1970, Eco passa a tratar quase que exclusivamente da semiótica. Eco descobriu o termo "Semiótica" nos parágrafos finais do Ensaio sobre o Entendimento Humano (1690), de John Locke, ficando ligado à tradição anglo-saxónica da semiótica, e não à tradição da semiologia relacionada com o modelo linguístico de Saussure. Como conseqüência de seu interesse pela semiótica e em decorrência do seu anterior interesse pela estética, Eco, a partir de então, orienta seus trabalhos para o tema da cooperação interpretativa dos textos por parte dos leitores. Lector in fabula (1979) e Os limites da interpretação (1990) são marcos dessa produção, que tem como principal característica sustentar a idéia de que os textos são máquinas preguiçosas que necessitam a todo o momento da cooperação dos leitores.

    Na entrevista que deu ao El Pais, publicada na Folha do último domingo, o escritor italiano Umberto Eco conta que foi a avó materna quem o iniciou na literatura:

    "Era uma mulher sem cultura, mas tinha paixão pela leitura... Ela era cadastrada numa biblioteca, de modo que trazia um montão de livros para casa. Lia de forma desordenada. Um dia podia ler Balzac e, logo depois, um romance de quatro vinténs... Assim fez comigo: ela me dava, aos 12 anos de idade, um romance de Balzac e uma história de amor de qualidade ínfima. Mas me transmitiu o gosto pela leitura".

    Eu desenvolvi o gosto pela leitura muito cedo. Meus pais influenciaram-me, pois em casa todos liam muito. Havia uma grande biblioteca, que para mim era sinônimo de muito mistério. Hoje, sinto que ainda falta muito a ser lido e continuo descobrindo esse mistério e os tesouros que ela reserva.  

     E com você como foi seu início na literatura?

    Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Umberto_Eco



    postado por Miriam Fajardo as 02:16:56 0 comentários
    domingo, 11 maio, 2008
    A galinha que criava um ratinho

    Neste Dia das MÃES nada melhor do que uma história infantil. Em homenagem a minha, vou postar hoje, um resumo da história maravilhosa de Ana Maria Machado. Em sala de Aula pode ser trabalhada como as diferenças, isto é, o ratinho pode ser um filho adotivo  bem diferente do bio tipo da família. Transformamos esta história em teatro, em um curso que eu participei em Faxinal do Céu e ficou ótimo.Utilizamos só sucata. Podem tentar que dá certo.

    A Galinha que criava um Ratinho

    No alto de uma colina vivia uma galinha e seu marido, o galo. O casal não podia ter filhos por isso resolveu adotar um ratinho, criavam aquele ratinho com todo o carinho. Certo dia a dona galinha foi até o rio lavar a louça, recomendou ao filho e ao esposo que não abrissem à porta, pois a raposa andava pelas redondezas. O galo havia comido muito no almoço sentou-se em sua cadeira com os óculos na ponta do bico e um jornal no colo e estava quase a cochilar quando bateu à porta, ele pediu que o filho abrisse esquecendo da recomendação de sua esposa. A raposa entrou nem deu bola para o ratinho por seu muito pequeno, mas comeu o galo inteirinho de uma bocada só com óculos e tudo, e saiu tranqüilamente. Rapidamente o ratinho foi ao encontro da mãe para lhe contar o terrível acontecimento, dona galinha nem teve tempo de se lamentar pediu ao filho que fosse até a casa e pegasse uma garrafa de cachaça e sua caixa de costura. Então deixou a cachaça no meio da estrada e escondeu-se com seu filho atrás de uma árvore. A raposa quando viu aquela garrafa ficou muito contente resolveu beber tudo para fazer a digestão, ficou bêbada e acabou por adormecer em baixo de uma árvore. Dona galinha com a ajuda do filho abriu a barriga da raposa tirou o galo lá dentro todo amassado, este não entendia o que havia acontecido, nem deu tempo para explicar, a galinha pediu para que pai e filho pegassem pedras encheu a barriga da raposa que já estava se espreguiçando, e costurou. A família correu para casa, a raposa acordou com muita sede e atribuía a idade do galo, resolveu ir até o rio tomar água, chegando lá estava tão agradável para um dia de calor que entrou na água e foi levada pela correnteza por causa do peso das pedras. Seu galo aprendeu a lição, pois não se devem deixar crianças fazer tarefas de adultos, pode acontecer de não haver tempo para a galinha dar um jeito.
    Se fôssemos fazer uma análise saberíamos que o conto infantil retrata pessoas e não animais e haveria muita crítica para o personagem galo. Mas, o que interessa hoje mostrar é o amor incondicional que a galinha, como mãe, tinha pelo filho adotivo. Isto é lindo. Amar o próprio filho é natural, mas o filho de outro...


    postado por Miriam Fajardo as 10:16:04 0 comentários
    sexta, 09 maio, 2008
    Seminário: Semana de Arte Moderna

    Seminário a ser realizado em junho pelos alunos do terceiro ano "A", do Colégio Estadual Unidade Polo, em Jandaia do Sul - Paraná.

     Assunto: Semana de Arte Moderna

    Grupo I

    Vocês farão uma pesquisa sobre o contexto histórico tanto da Semana de 22 quanto dos antecedentes que a influenciaram, citando toda a classe artística envolvida no movimento. Os resultados serão apresentados para toda turma em um seminário.

    Debatedores: 2 alunos do grupo 4

    Grupo II

    Vocês que ficaram com a prosa, elaborarão textos mostrando toda a efervescência da época. A revolta contra todos os dogmas que regiam a arte, a ruptura bastante vigorosa com o passado literário , representado pelo Parnasianismo.

    Lembrem-se a semana de arte de 22 foi a efetivação da ruptura entre o velho e o novo, entre o "antigo" e o moderno. Não pensem, no entanto que as mudanças foram assim de uma hora para outra , elas já estavam em gestação, conversem com a equipe um , descubram os ideais dos autores da época e se deliciem ao ler contos, romances,peças de teatro, prosa de ficção, além de textos para leitura. Após as pesquisas, escolha um texto, produza uma peça e apresente para seus colegas do colégio mostrando os ideais da Belle Époque.

    Debatedores: 2 alunos do grupo5

    Grupo III

    "Vou me embora pra Passárgada"

    Vou -me embora pra Passágada

    Lá sou amigo do rei

    Lá tenho a mulher que quero

    Na cama que escolherei!

    Vou-me embora pra Passárgada

    (Manuel Bandeira)

    Este é um dos poemas de Manuel Bandeira, ele não participou diretamente da semana de arte moderna, mas seu poema ¨"Os sapos", lido por Ronald de Carvalho, provocou reações radicais na segunda noite do acontecimento.Esta, foi uma das muitas poesias declamadas na época, então inspirem-se, pesquisem, aproveitem o cenário e transbordem as emoções declamando as poesias que provocaram verdadeiras revoluções culturais .

    Declamações .

    Avaliadores: 2 alunos da equipe 1 e eu.

    Grupo IV

    Toda transformação ocorrida na sociedade, afeta diversos setores e isto foi o que ocorreu com o Modernismo, movimento este que influenciou não só a literatura, mas toda a arte em geral. A pintura, a arquitetura, entre outras, também se deixaram influenciar pelos ideais da Belle Époque.Descubra como essas idéias foram postas em práticas nestas outras áreas,e quais foram seus principais mentores e, em um seminário apresentem-os aos seus colegas!

    Xerox de obras de arte, e explicação sobre elas.

    Debaterdores: 2 alunos do grupo 3

    O grupo V

    Vocês do último grupo farão um paralelo entre os ideais expostos na semana de arte moderna, buscando parâmetros, fazendo comparações com a prosa , poesia, ou seja com a arte em geral, apontando mudanças e buscando semelhanças com os nossos autores atuais. Para isso usarão slides, dvds, ou qualquer outro recurso que possa mostrar que as transformações não são efêmeras, mas contínuas,dinâmicas e que provocam mudanças mas, também que há uma intertextualidade entre o ontem e o agora, entre o velho e o novo e como diz um grande autor "na vida nada se cria tudo se recria".

    Os sites disponíveis na internet são numerosos. Aqui vão apenas alguns que irão ajudá-lo, mas não deixe de navegar e descobrir você mesmo outros interessantes.

    Pode ser um vídeo  ou transparência.

    Debatedores: 2 alunos da equipe 2

    http://www.mundosites.net/artesplasticas/semanadearte.htm - 7k -http://www.pitoresco.com.br/brasil/textos/semana.htm - 14k http://www.terra.com.br/literatura/modernismo/modernismo_18.htm - 35k - http//.epdoc.fgv.br/nav _ historia/

    htm/anos20/ev_arteecultura_semartemod.htm/

    http://www 1.folha.uol.com.br

    http://www.universia.com.br/.../img/05.jpg

    http://www.radio.usp.br/.../piratininga/principal.jpg

    http://www.academia.org.br/.../images/modern8.jpg



    postado por Miriam Fajardo as 11:14:09 0 comentários
    quarta, 07 maio, 2008
    Quando tudo está sombrio!

    E o que fazer,

    Quando  não estão mais nem aí, para você,

    quando seu mundo não passa de uma prisão...

    E o que ser,

    quando a sua vida não é igual a da TV,

    quando as pessoas tratam mal seu coração...

    Prometa não chorar,

    e não se arrepender,

    não chora, não chora...

    Se você precisar,

    se encontrar em você

    não chora, não chora...

    Se mãos amigas se transformam em punhais,

    e todos acham que você não é capaz...

    O que sentir,

    quando até mesmo você chega a duvidar,

    que ainda existe alguma chance de virar o jogo para você...

    Não  deixe desmoronar

    castelos que você construiu

    com suas próprias mãos, na areia...

    A vida tem de prosseguir...

    Mas há pessoas, que aceitam a vida que tem diante de seus olhos,

    porque estão esperando acordar...

    Quebre as correntes,

    as regras, afinal

    nem tudo o que nos é imposto, é feito para ser seguido...

    Não sinta mais pena de você,

    pois, és melhor do que aquele que te causa dor...

    tente ver o lado bom de tudo,

    tente, sempre há um lado bom para você,

    mas não espere que sempre seja tão bom assim.

    Aqui, agora,

    quebre as correntes,

    A vida tem que prosseguir,

    Seja para você ou para os outros...

    Agora, faça.

    Agora, viva.

    Agora, quebre as correntes.

    Giovani Scossabia -Ensino médio - 2o. "B"

    Colégio Estadual Unidade Polo- Jandaia do Sul- Pr.



    postado por Miriam Fajardo as 01:44:02 0 comentários
    domingo, 04 maio, 2008
    O OLHAR DE DELACROIX

    A liberdade guiando o povo. Eugène Delacroix ( 1830)

    É considerada uma das telas mais emblemáticas do movimento romântico, tanto na defesa de idéias revolucionárias como na composição do quadro. Delacroix não é um pintor "descritivo" e sim prioritariamente narrativo; como outros românticos, retrata episódios históricos contemporâneos, carregados de dramaticidade e um certo caráter épico. Em termos formais, carrega nas cores intensas, na composição piramidal dos elementos e dos gestos largos e heróicos dos personagens (merecem especial atenção a figura que personifica a liberdade, uma bela e robusta mulher, com perfil clássico, seios à mostra, carregando em uma das mão um fuzil e na outra, a bandeira francesa, e a base da pirâmide, formada por anônimos heróis que tombaram em defesa dos ideais revolucionários).

    Fonte: Hauser, Arnold. História social da literatura e da arte. 2. ed. São Paulo: Mestre Jou, 1972.

    Vídeo com telas de Delacroix, e ao fundo , música de Chopin.

    http://www.youtube.com/watch?v=GqFP_QP2s-g



    postado por Miriam Fajardo as 06:22:44 0 comentários
    sábado, 03 maio, 2008
    A MOÇA TEÇELÃ

                                            Ilustração de Ana Peluso

    O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

     O Fragmento acima pertence ao conto " A Moça Tecelã", de Marina Colassanti, considerado por Graciliano Ramos um conto de fadas moderno. Dica especialmente para as mulheres. Todas nós que adoramos nos perder na vida "dos outros" e quando nos damos conta estamos esvaziadas e carentes. Os rapazes interessados no complexo mundo feminino também devem ler!

    Para ler o conto completo acesse o link:

    http://www.releituras.com/i_ana_mcolasanti.asp



    postado por Miriam Fajardo as 10:12:33 1 comentários
    quinta, 01 maio, 2008
    coisas que eu amo e odeio

     Coisas que eu amo:

    Obs.: Quero destacar aqui que estas coisas não farão referências a pessoas.

     Final de semana prolongado, principalmente com uma chuvinha...

     Assistir a um bom filme no cinema, claro.

     Meus Blogs .

     Meus livros e Dvds.

     As músicas que estou ouvindo.

     Coisas que me deixam p... da vida:

    Aqui não tem jeito de não envolver pessoas.

    Em primeiríssimo lugar, ouvir alguém “gerundiando”. Isto me irrita demasiadamente! (Um exemplo: “Você pode estar retornando a ligação, que nós poderemos estar lhe atendendo e também estarmos lhe enviando a confirmação do pedido do material que vamos estar recebendo ... Affff... Irgh!).

    Pessoas mexendo ou atendendo celular em lugares impróprios.

    Pressão: Ser pressionada a fazer coisas rapidamente.

    Mosca Morta: Não estou referindo-me ao inseto, mas sim das pessoas sem opiniões.

     

    Trânsito: Pessoas que se acham melhor no trânsito, não respeitam sua  vez, nem pedestres, sinais, etc.

     Para Acalmar, depois desta  segunda lista, um vídeo maravilhoso, com Paulo Autran declamando um poema de Carlos Durummond :

    "Resíduos"

    http://www.youtube.com/watch?v=18FkamLxzdg



    postado por Miriam Fajardo as 11:19:20 0 comentários
    terça, 29 abril, 2008
    IDEAL DO CRÍTICO

    Obra de Henrique Bernardelli / 1905 - óleo sobre tela

    Este é o ano do centenário da morte de Machado de Assis (1839-1908). Sempre quando se fala dele é para mencionar seus romances famosos, mas esquecem de que foi um dos precursores da crítica. Eis um fragmento  de um excelente  texto  sobre este tema que o autor preconiza em sua obra: Crônicas- Crítica- Poesia- Teatro, uma edição da Editora Cultrix de 1961, que herdei do meu falecido pai:

    “EXERCER a crítica, afigura-se a alguns que é uma fácil tarefa, como a outros parece igualmente fácil a tarefa do legislador; mas, para a representação literária, como para a representação política, é preciso ter alguma coisa mais que um simples desejo de falar a multidão. Infelizmente é a opinião contrária que domina, e a crítica, desamparada pelos esclarecidos, é exercida pelos incompetentes.”

    Neste texto sobre a crítica, Machado de Assis, faz uma crítica aos falsos críticos. Afirma que a função dos críticos não é tarefa fácil e tem uma grande importância para a arte. Ela faz a obra de arte engrandecer-se, mas para que isto ocorra  o crítico deve conhecer minuciosamente a obra que vai comentar, ter contato com opiniões diferentes, não ser preconceituoso e procurar conhecer as diferentes culturas.

    “São óbvias as conseqüências de uma tal situação. As musas, privadas de um farol seguro, correm o risco de naufragar nos mares sempre desconhecidos da publicidade. O erro produzirá o erro; amortecidos os nobres estímulos, abatidas as legítimas ambições, só um tribunal será acatado, e esse, se é o mais numeroso, é também o menos decisivo. O poeta oscilará entre as sentenças mal concebidas do crítico, e os arestos caprichosos da opinião; nenhuma luz, nenhum conselho, nada lhe mostrará o caminho que deve seguir,—e a morte próxima será o prêmio definitivo das suas fadigas e das suas lutas.”

    O crítico precisa ter convicção do que escreve para não fazer uma análise distorcida, inútil e sem valor. A lógica deve estar presente nos argumentos dos críticos, ele deve defender bem o tema, falar por falar ou escrever por escrever não adianta nada. Só prejudicará a obra. O assunto deve ser bem defendido, não precisa ser considerado uma verdade absoluta, mas o crítico tem que convencer o leitor de que entende do assunto.

    “Chegamos já a estas tristes conseqüências? Não quero proferir juízo, que seria temerário, mas qualquer pode notar com que largos intervalos aparecem as boas obras, e como são raras as publicações seladas por um talento verdadeiro. Quereis mudar esta situação aflitiva? Estabelecei a crítica, mas a crítica fecunda? e não a estéril, que nos aborrece e nos mata, que não reflete nem discute, que abate por capricho ou levanta por vaidade;estabelecei a crítica pensadora, sincera, perseverante, elevada, - será esse o meio de reerguer os ânimos, promover os estímulos, guiar os estreantes, corrigir os talentos feitos; condenai o ódio a camaradagem e a indiferença, - essas três chagas da crítica de hoje, - podem em lugar deles, pondo em lugar deles, a sinceridade, a solicitude e a justiça, - é só assim que teremos uma grande literatura.”

    O bom crítico não deve aparecer mais do que os outros, ser o astro, o centro das atenções. Porém o que o faz destacar-se dos demais  é esta  visão crítica, essa "verdade" ou opinião que seja exclusiva e individual. Apesar do crítico e escritor trabalhar o tempo todo com técnicas de trabalho e não haver a possibilidade dele ser cem por cento ele mesmo a qualquer momento ele deve ter um estilo próprio. E isso requer muita dedicação e pesquisa.

    Para ler  o texto “Ideal do Crítico”, completo de Machado de Assis:

    http://www.spectroeditora.com.br/fonjic/machado/critica/ideal.php



    postado por Miriam Fajardo as 09:35:53 0 comentários
    domingo, 27 abril, 2008
    WEB- Comunicação Bilateral

    Se você ainda não tinha entendido o que estava acontecendo, ou queria resumir tudo pra alguém, aqui está um ótimo vídeo criado por Gustavo Donda e a equipe da TV1, apresentado na 1ª Conferência Web 2.0 sobre a revolução da comunicação e na economia causada pelas mudanças tecnológicas.

    Vídeo: Rafinha 2.0

    http://www.youtube.com/watch?v=UI2m5knVrvg



    postado por Miriam Fajardo as 01:01:57 0 comentários
    sexta, 25 abril, 2008
    Língua: Caetano Veloso e Elza Soares

    Gosto de sentir a minha língua roçar

    A língua de Luís de Camões

    Gosto de ser e de estar

    E quero me dedicar

    A criar confusões de prosódias

    E uma profusão de paródias

    Que encurtem dores

    E furtem cores como camaleões

    Gosto do Pessoa na pessoa

    Da rosa no Rosa

    E sei que a poesia está para a prosa

    Assim como o amor está para a amizade

    E quem há de negar que esta lhe é superior

    E quem há de negar que esta lhe é superior

    E deixa os portugais morrerem à míngua

    "Minha pátria é minha língua"

    Fala mangueira!

    Fala!

    Flor do Lácio Sambódromo

    Lusamérica latim em pó

    O que quer

    O que pode

    Esta língua?

    Flor do Lácio Sambódromo

    Lusamérica latim em pó

    O que quer

    O que pode

    Esta língua?

    Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas

    E o falso inglês relax dos surfistas

    Sejamos imperialistas

    Sejamos imperialistas

    Vamos na velô da dicção choo choo de

    Carmen Miranda

    E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate

    E - xeque-mate - explique-nos Luanda

    Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo

    Sejamos o lobo do lobo do homen

    Adoro nomes

    Nomes em Ã

    De coisas como Rã e Ímã

    Nomes de nomes

    Como Scarlet Moon Chevalier

    Glauco Matoso e Arrigo Barnabé e Maria da

    Fé e Arrigo barnabé

    Flor do Lácio Sambódromo

    Lusamérica latim em pó

    O que quer

    O que pode

    Esta língua?

    Flor do Lácio Sambódromo

    Lusamérica latim em pó

    O que quer

    O que pode

    Esta língua?

    Incrível

    É melhor fazer uma canção

    Está provado que só é possível

    Filosofar em alemão

    Se você tem uma idéia incrível

    É melhor fazer uma canção

    Está provado que só é possível

    Filosofar em alemão

    Blitz quer dizer corisco

    Hollywood quer dizer Azevedo

    E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o

    Recôncavo

    Meu medo!

    A língua é minha pátria

    E eu não tenho pátria: tenho mátria

    E quero frátria

    A língua é minha pátria

    E eu não tenho pátria: tenho mátria

    E quero frátria

    Poesia concreta e prosa caótica

    Ótica futura

    Samba -rap, chic-left com banana

    Será que ela está no Pão de Açúcar?

    Tá craude brô você e tu lhe amo

    Qué queu te faço, nego?

    Bote ligeiro

    Nós canto-falamos como que inveja negros

    Que sofrem horrores no gueto do Harlem

    Lívros, discos, vídeos à mancheia

    E deixe que digam, que pensem e que falem

     

    LÍNGUA PORTUGUESA

     

    Última flor do Lácio, inculta e bela,

    És, a um tempo, esplendor e sepultura:

    Ouro nativo, que na ganga impura

    A bruta mina entre os cascalhos vela...

     

    Amo-te assim, desconhecida e obscura,

    Tuba de alto clangor, lira singela,

    Que tens o trom e o silvo da procela

    E o arrolo da saudade e da ternura!

     

    Amo o teu viço agreste e o teu aroma

    De virgens selvas e de oceano largo!

    Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

     

    Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"

    E em que Camões chorou, no exílio amargo,

    O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

     

    Olavo Bilac

    O Lácio (em latim, Latium; em italiano, Lazio) é uma região da Itália central com cinco milhões de habitantes e 17 203 km² , cuja capital é Roma. (...) De enorme importância histórica e cultural, foi o local onde Roma foi fundada, acredita-se que no século VIII a.C. (...)

    Fonte: Wikipedia

    A expressão "última flor do Lácio" está contida no primeiro verso do poema de Olavo Bilac, poeta brasileiro que viveu no período de 1865 a 1918. É refeência a nosso idioma. A última flor, ou o último rebento, é a Língua Portuguesa, considerada a última das filhas do Latim.

    Vídeo :Caetano e Elza Soares

    Brasil e China se encontrarão na África, vindo um pelo lado do Atlântico de São Tomé, chegando a outra, despois de Índias e Índico, à ilha que foi outrora capital de Moçambique e será, daí por diante, capital de toda a vaga que se levante no Mar das Índias e de todas as terras que ele, como experiência ou sonho, de algum modo animar.



    postado por Miriam Fajardo as 06:30:16 0 comentários
    quinta, 24 abril, 2008
    1808 , por Laurentino Gomes

    Cabral descobriu o Brasil ,D. João VI o fundou

    Assisti  no programa da GNT "Manhattan Connection", a entrevista com o jornalista  maringaense Laurentino Gomes (que é diretor-superintendente da Editora Abril, que publica VEJA). Há 10 anos ele vem pesquisando sobre a vinda da família real ao Brasil e agora, após esta publicação, podemos ter uma noção mais clara de como tudo aconteceu. Seu livro esta há  29 semanas em primeiro lugar na lista dos mais vendidos.

     Eis aqui uma demonstração do esforço de aproximar o leitor aos fatos e fazê-lo enveredar pela leitura está no capítulo Fuga. Laurentino leva os leitores a sentirem na pele o que foi para os portugueses a fuga de toda a corte para a colônia além-mar.

     Leiam o fragmento:

     “Imagine que, um dia qualquer, os brasileiros acordassem com a notícia de que o presidente da República havia fugido para a Austrália, sob a proteção da Força Aérea dos Estados Unidos... Com ele, teriam partido todos os ministros... E, a esta altura, tropas da Argentina já estivessem marchando sobre Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a caminho de Brasília....”



    postado por Miriam Fajardo as 01:20:26 0 comentários
    terça, 22 abril, 2008
    Aprenda a ser um DJ com tony – b org

    Divirta-se com este aparelho virtual feito em flash. Você pode compor música estilo Dance, usando o teclado para acionar os sons em uma seqüência de teclas para adicionar efeitos especiais, além disso você pode gravar a sua música, e entrar no seu próprio ritmo. Faça o seu login, se quiser.

    Clique no link abaixo e divirta-se!

    http://www.tony-b.org/



    postado por Miriam Fajardo as 01:08:51 0 comentários
    domingo, 20 abril, 2008
    O Poder da vírgula

    Coloque uma vírgula no texto abaixo:


    "Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura!"

    Se você é um homem, certamente colocou uma vírgula depois de "tem".

    Mas se você é uma mulher, certamente colocou a vírgula depois de "mulher".



    postado por Miriam Fajardo as 01:26:59 0 comentários
    sábado, 19 abril, 2008
    Links Legais

    Links legais para navegar em um final de semana prolongado:

    1- Para quem tem medo de andar de moto.

    2-Para o professor que não gostou do pen driver que ganhou do governo.

    3-As 100 melhores séries de todos os tempos

    4.A história por trás das fotografias mais famosas do mundo

    5-Aprenda como bater o prego na parede dura e fixá-lo.

    Fontes: http://obutecodanet.blig.ig.com.br/

                http://www.jacarebanguela.com.br/



    postado por Miriam Fajardo as 04:49:14 0 comentários
    sexta, 18 abril, 2008
    A Canastrinha da Emília

    Hoje é o dia Nacional do livro infantil em homenagem a Monteiro Lobato. Por este fato, hoje quero falar do que mais gosto na literatura infantil de sua obra: a personagem Emília e o  mistério em torna dela, a sua canastrinha. Até hoje, 40 anos após ter contato com a obra infantil de Monteiro Lobato ainda me encanto com aquele bauzinho e em função disto  sempre que vejo um tenho vontade de adquiri-lo, mas ao abri-los nunca se parecem com os dela. A canastrinha da Emília parece ser um buraco sem fundo. De lá ela tira tanta bugiganga! Tem escama de peixe tirado da calda da sereia, botões da tia Nastácia, pena do anjinho, concha do reino das águas claras, a perninha de uma barata seca, certidão do casamento com o Marquês de Rabicó. A boneca não dá um passo sem levar sua canastra. Lá dentro ela guarda tudo que encontra nas suas travessuras e nas viagens ao redor do mundo. Para uma emergência, também carrega uma dose extra de pílulas falantes, além dos deliciosos bolinhos da Tia Nastácia. Emília nem se importa com o problema do peso disso tudo, pois quem carrega a canastra nas costas é o pobre do Visconde de Sabugosa. Talvez, a minha fascinação pela canastra seja pelo fato de ao mesmo tempo em que se quer um lugar de acumular guardados, se coloca também como recinto do provisório, sempre à espera de novas e inesperadas aquisições.



    postado por Miriam Fajardo as 01:37:41 2 comentários
    quinta, 17 abril, 2008
    "Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo".

    “Uma das coisas que aprendi

     é que se deve viver apesar de.

    Apesar de, se deve comer.

    Apesar de, se deve amar.

    Apesar de, se deve morrer.

    Inclusive muitas vezes é o próprio

     apesar de que nos empurra para a frente.”

    "Nasci para escrever. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que chamo de viver e escrever."

    "Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas, continuarei a escrever."

    Me chamam de hermética. Como é que se pode ser popular, sendo hermética? Eu me compreendo. De modo que eu não sou hermética para mim"

    "Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

    "Eu acho que, quando não escrevo, estou morta."

    CLARICE LISPECTOR



    postado por Miriam Fajardo as 01:04:35 0 comentários
    terça, 15 abril, 2008
    Os Novos Clipes Literários

     O trabalho com a leitura em sala de aula é sempre um problema para certos professores. Existem várias teses  sobres as razões que nossos jovens , atualmente não lêem. Pensando neste dilema e nestes tais futuros leitores, quero comentar aqui uma boa proposta que conheci aqui na internet. Certas iniciativas podem sim dar certo e torço para que estes dois projetos sejam bastante utilizados pelos professores, agora que nós , aqui no Paraná temos o laboratório de informática bem equipado com internet, TV Pendrive e todos nós  estamos sendo preparados para utilizar esta tecnologia que tanto sucesso faz com os nossos jovens.

    O primeiro projeto é intitulado LIVRO ANIMADO:

    A idéia é usar a internet para colocar o livro nas mãos dos nossos alunos de uma forma bem interessante. . O LivroClip apresenta um clipe sobre a obra literária de uma forma bem atual, lembrando os clipes musicais, com trechos da obra, biografia do autor e tem, ainda, uma seção especial com material pedagógico, dedicada aos professores. Alguns trailers podem chocar os mais conservadores -- nem todo mundo vai concordar com associações como Machado de Assis e Matrix ou Dom Quixote e Guerra nas Estrelas...

    O outro projeto é intitulado Andersen no Palco, o projeto é  grupo Ler é uma Viagem, um programa que, desde 2003, O repertório deste ano tem quatro clássicos de Andersen -- O Patinho Feio, A Roupa Nova do Imperador, O Rouxinol do Imperador da China e O Isqueiro Mágico: os alunos ganham um livreto com os contos do autor dinamarquês e os professores recebem material didático e propostas de trabalho criadas pela equipe pedagógica do grupo.



    postado por Miriam Fajardo as 06:29:04 0 comentários
    segunda, 14 abril, 2008
    A prova de literatura no vestibular, como reforçar a leitura?

     A procura pelos estudantes por resumos de obras literárias é uma prática rejeitada pelos professores. Porém, seu uso complementar pode ajudar na compreensão das obras literárias exigidas nos vestibulares. Um simples resumo deve ser descartado, não terá utilidade alguma. Já uma resenha, ou um resumo crítico, usado após a leitura completa da obra, facilita o entendimento, especialmente para aqueles jovens que não têm o hábito de ler e entram, pela primeira vez, em contato com obras mais complexas. Outro aspecto que pode ser considerado um bom aliado são os filmes baseados em obras literárias. Temos uma vasta gama de bons filmes nas videotecas dos Núcleos de Ensino ou nos colégios que já possuem a sua videoteca.  Posso indicar, por já haver trabalhado, os seguintes  filmes: Canudos, inspirado na obra de Euclides da Cunha, uma produção que pode ser encontrada em DVD nas locadoras. Um outro  filme  bom para ser trabalhado é Triste Fim de Policarpo Quaresma de Lima Barreto, protagonizado por Paulo José em um excelente momento de sua carreira. . Macunaíma, uma produção antiga, mas que é um bom facilitador de entendimento da  obra tão densa. As obras do romantismo, como: Inocência, de Visconde de Taunay, Senhora, Lucíola, O Guarani, Iracema,de José de Alencar, são ótimas produções e podem ser encontradas nos Núcleos de Ensino. Outros filmes um pouco difícil de serem encontrados são: Vidas Secas e São Bernardo, de Graciliano Ramos, A Cartomante e  O Alienista, de Machado de Assis,  sugiro que também devam ser utilizados.

    Embora , as vezes o filme não seja muito fiel a obra, assisti-los faz com que o aluno tenha contato com outra forma de interpretação, fazendo com que ele compare e analise criticamente.

    Outra ferramenta que não pode ser descartada para o aluno é a internet. Há vários sítios literários que podem elucidar questionamentos sobre as obras literárias. Geralmente dispõem de uma pesquisa completa sobre o autor , a obra seu aspecto histórico e  outras artes que correspondem  ao estilo literário e temático. Isto é, não se pode estudar o Realismo sem estudar  a grande influência de Karl Marx. Ler  Cruz e Souza sem saber  que ele vivia em uma sociedade branca ,  sendo negro e filho de escravos alforriados.

    Há várias estratégias de ler e entender as obras exigidas nos vestibulares, o mais importante é que o vestibulando tenha um professor-orientador que o direcione no caminho certo, ofertando-lhe esta variedade de estratégias, além do que se costuma fazer em sala de aula.



    postado por Miriam Fajardo as 01:24:23 0 comentários
    domingo, 13 abril, 2008
    REDAÇÃO DE ALUNA DA UFPE

    Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

                                 REDAÇÃO

    Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em Conjunção coordenativa conclusiva.



    postado por Miriam Fajardo as 02:26:57 0 comentários
    sexta, 11 abril, 2008
    A Vír,ula

    Assista a propaganda muito inteligente sobre a vírgula:   

    http://br.youtube.com/watch?v=UqQzNXAwgmc

    A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) está comemorando 100 anos de existência e para divulgar essa importante data, convidou o Grupo ABC para criar uma campanha publicitária, que entrou no ar  esta semana o destaque é em função da importância histórica da ABI na luta pelos ideais de democracia, justiça social e liberdade de expressão. Vale destacar que toda a comunicação foi concebida e produzida voluntariamente pela África, sob a tutela de Sérgio Gordilho, sócio e diretor de criação da agência.  O comercial traz o ator Matheus Nachtergaele como a voz da campanha. O profissional atualmente interpreta o personagem Tito da minissérie Queridos Amigos, da Rede Globo, que é um jornalista que lutou contra a ditadura. Com um tema comum à realidade da Associação e à vida do personagem, Nachtergaele inicia a locução do filme com exemplos de frases e sentidos que esse elemento produz, com imagens de jornais, letreiros, frases em lousas ou até mesmo escritas em computadores, mostrando os dois sentidos de uma frase com ou sem vírgula.

    A VÍR,ULA

    A vírgula pode ser uma pausa. Ou não.

    Não, espere.

    Não espere.

     Ela pode forçar o que você não quer.

     Aceito, obrigado.

     Aceito obrigado.

     Pode acusar a pessoa errada.

    Esse, juiz, é corrupto.

    Esse juiz é corrupto.

     A vírgula pode criar heróis.

     Isso só, ele resolve.

     Isso só ele resolve.

    A vírgula pode mudar uma opinião.

     Não queremos ler. Não, queremos ler.

    Uma vírgula muda tudo.

    ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação".

     Fonte: http://profluizcarlos.blogspot.com/



    postado por Miriam Fajardo as 11:02:57 0 comentários
    quinta, 10 abril, 2008
    Análise da música "Another brick in the Wall"

    Este vídeo foi uma proposta  realizada pelas minha irmãs Yara, Márcia e também por mim, no curso “MOODLE”, com o Grupo de Trabalho em Rede, como introdução aos estudos.

    A clássica canção “ Another brick in the Wall”, põe em discussão um dos alicerces da nossa sociedade: a educação. O clipe define a educação como uma alienação, representada nele pelas máscaras com botões nos rostos das crianças, fazendo com que as pessoas, ainda crianças, percam sua identidade própria e pensem como a sociedade ( representada pelo professor) quer que elas pensem.

    O sarcasmo e a violência que o professor trata os alunos em sala de aula são atribuídos  aos problemas que eles ( professores) enfrentam em casa com suas esposas “ gordas e psicopatas”.

    No clipe o menino sonha em ver todos os  alunos destruindo a sala, queimando a escola. Destruir a escola é uma atitude própria de quem não foi alienado pela educação e por isso é contra ela.

    A canção acabou se tornando um símbolo para as pessoas que não se acomodam  com que vêem de errado e precisam se manifestar.

    Enquanto isso somos nada mais que outro tijolo do muro, no muro das vendas dos olhos , da falta de coragem, da ausência de liberdade. Na falta de amor. No muro da inexistência de sinceridade com nós mesmos e da falta de querer.

    Essa canção foi composta para criticar a educação inglesa da época, mas nós  podemos  ver uma intertextualidade em “ O Ateneu”, de Raul Pompéia. O menino Sérgio também sofreu todo tipo de opressões e  no final destruiu o colégio do famigerado diretor Aristarco, como forma de vingança de seu opressor.

    Ambos retratam épocas diferentes, mas podemos notas uma temática semelhante.

    ASSISTA AO CLIPE E PENSE:

    http://br.youtube.com/watch?v=M_bvT-DGcWw

    VEJA A TRADUÇÃO DA CANÇÃO NO LINK:

    http://www.seeklyrics.com/lyrics/Pink-Floyd/Another-Brick-In-The-Wall-tradu%E7%E3o.html



    postado por Miriam Fajardo as 03:55:58 1 comentários
    segunda, 07 abril, 2008
    Astúcias da Linguagem

    Recebi um e-mail do professor Nilson Lopes Andrade, que sempre tem sugestões excelentes. Li e dei muitas gargalhadas, porque realmente é a pura verdade. Como está cheio de gente que sabe enrolar! O Texto é de Paulo Saab, que escreve na seção Iscas Intelectuais no site de Luciano Pires. Paulo foi didático em seu artigo Dicas Anti-enrolação.

    Alguns ditados romanos expressaram, através dos séculos, a sabedoria de uma civilização que até hoje serve de base para o chamado mundo ocidental, no qual o Brasil se insere. Nos tempos modernos, autoridades e figuras públicas criam meios e maneiras de dizer o oposto do que é a realidade, do que pensam ou de como deveriam agir.

    Em mais uma contribuição para que o leitor possa entender esse complicado mundo daquilo que, em 1984, George Orwell chamou de metalinguagem, ofereço uma sugestão de entendimento numa espécie de manual prático de tradução dessa linguagem. São exemplos simples, do nosso dia-a-dia, mas que muitas vezes passam sem ser percebidos em seu conteúdo intrínseco.

    Assim, recomendo ao leitor que fique atento quando alguém responder “veja bem!”. Sinal de que está pensando numa resposta.

    Fique alerta quando alguém disser: “eu gostaria de dizer para vocês...”. Sinal de que não tem idéia ainda do que vai dizer. A recomendação aqui, vale também para a expressão “cada caso é um caso”.

    Fique em pânico quando a autoridade desmentir que vai haver racionamento de combustível, de energia elétrica ou de água. É como clube de futebol dizer que o técnico está prestigiado quando o time cai pelas tabelas. Aplica-se aqui o mesmo quando a autoridade diz que não há epidemia em meio à corrida para vacinação.

    Entre em desespero quando alguém disser que está tudo sob controle. Sinal de que não há controle algum sobre a situação.

    Enrugue a testa quando responderem que a informação não pode ser dada por estar sob segredo de justiça.

    Enrugue o cérebro se a resposta for que várias pistas estão sendo seguidas para elucidar o caso. Ainda não há pista alguma.

    Fique em estado de choque quando alguém disser que a lei será cumprida doa a quem doer. E entre em processo catatônico quando disserem que será feita justiça.

    Desmaie apoplético quando ouvir de algum economista que não houve inflação na última quadrisemana. Ainda mais se for do governo.

    Agora, saia correndo, não olhe para trás e nem volte nunca mais se algum político brasileiro num gesto de total “espontaneidade” o chamar de “meu querido” ou “meu irmão”. Suma porque vem chumbo grosso.

    Por ora, recomendo que o leitor se esconda embaixo da cama e não saia nunca mais se alguma autoridade jurar que não vai haver aumento de carga tributária.

    Certamente, inteligente como é, o leitor tem muitas outras frases de efeito que estão fora deste pequeno manual de hoje. Uma delas, deixei de mencionar por não conseguir me recordar de seu autor, embora “nunca antes nesse país tenha ocorrido algo semelhante”...

    “Não vai haver enchente neste verão”...

    “Não faltará peixe na Semana Santa”...

    “As rodovias estão em boas condições para os motoristas”...

    “Não há risco de epidemia”...

    “A população pode ficar tranqüila”..

    “Tudo será apurado com muito rigor”...“Estamos determinando a abertura de uma investigação interna para apurar os fatos”...

    “Esta cadeia é de segurança máxima”...

    “Ninguém é mais ético do que - nóis!”...

    “Isso é coisa da oposição para me desestabilizar politicamente”...

    Você Sabia? Paulo Saab é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. Entre as suas atividades como voluntário, é presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Cidadania. Para saber mais e ler outros textos de sua autoria, acesse:

    http://www.lucianopires.com.br/

    www.institutocidadania.org.br

    Imagem: Grito (Guayasamin)

    Fonte:

    imagem http://www.ecodeal.com/images/12556_Guayasamin-Grito-30x40_thumb.jpg



    postado por Miriam Fajardo as 08:25:36 0 comentários
    domingo, 06 abril, 2008
    O ator legendário Charlton Heston morre aos 84 anos

    Hollywood perdeu ontem uma lenda do cinema. O ator Charlton Heston, ator norte-americano, notabilizado no cinema por papéis heróicos em superproduções da época de ouro de Hollywood, atuou em papéis épicos de Moisés a Michelangelo, morreu na noite de sábado aos  84 anos.

     Em 1952, o filme”O Maior Espetáculo da Terra”, superprodução de Cecil B. DeMille ambientada no mundo do circo, transformou Heston numa estrela de primeira grandeza do cinema. A partir dali, seu porte ereto, sua altura e o perfil musculoso, lhe dariam os papéis mais simbólicos nas superproduções dos anos 50 do cinema norte-americano.

    Charlton Heston como Moisés em Os Dez Mandamentos,  e a partir dele todos os grandes papéis heróicos e históricos encontraram Heston para representá-lo.

    Nos anos 50 e 60, ele filmou sucessos como 55 Dias em Pequim, El Cid, Agonia e Êxtase e Ben Hur, entre outros, recebendo o Oscar de melhor ator pelo último, um dos onze recebidos pelo filme, que se manteve solitariamente como o mais premiado pela Academia em todos os tempos até ser igualado em1997 por Titanic.

    Em 1958, num trabalho diferente dos papéis históricos pelo qual ficaria marcado, fez um dos mais elogiados filmes de Orson Welles, A Marca da Maldade, mostrando sua capacidade de trabalhos mais artísticos em filmes menores.

    A virada dos anos 60 para os 70 veria os últimos sucessos de público, e alguns de crítica, de Heston, já então um quase um cinquentão e com a imagem ligada aos anos 50, numa época em que a contracultura e uma nova linguagem tomavam conta do cinema, trazendo com ela atores mais jovens para os principais filmes como Warren Beatty, Dustin Hoffman e Robert Redford. Filmes de ficção científica e de grandes desastres, então em moda no cinema, ainda mantiveram Heston junto do topo nesta época: O Planeta dos Macacos (1968) , No Mundo de 2020 (1972) e Terremoto (1974).

    Sua filmografia consta de 92 trabalhos entre filmes, documentários e dublagens, pois a sua voz era a mais  requisitada do cinema.

    Como não poderia deixar de ter algo dele em minha coleção, adquiri no final de 2006 “Os Dez Mandamentos”. Acho que todo cinéfilo deve ter alguma produção dele.

    Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlton_Heston

    Assista a cena  das bigas em "Ben Hur".

    Cena das Bigas

    Trailer de "Os Dez Mandamentos".

    Vídeo: Os Dez Mandamentos

     

     



    postado por Miriam Fajardo as 06:31:44 0 comentários
    sábado, 05 abril, 2008
    A Literatura na TV

    Hoje, acordei e tomando meu café da manhã, assisti ao programa da GNT, ”Marília Gabriela”.  A escritora Maria Adelaide Amaral era a convidada e fez vários comentários sobre suas séries, principalmente a que está passando: “Queridos Amigos”, muito interessante, sobre a época da ditadura, baseada nos amigos dela mesmo. Mas, o que mais me chamou a atenção foi o fato dela ter mencionado que “Os Maias”, a melhor produção feita pela Rede Globo, não teve ibope aqui no Brasil, sendo o maior sucesso em Portugal. Ela acredita que isto se deva ao gosto do brasileiro pelas histórias só do Brasil. Diz que é uma necessidade que nós, brasileiros, temos em conhecer a nossa história. Muito válido, até certo ponto. Mas, isto me deixa muito indignada. Que pena! Foi uma das séries que eu mais gostei depois de “Primo Basílio”, com o estupendo papel de Marília Pera. Por causa de constatações como esta não se vê produções internacionais, só nos resta conformarmos com nosso mundinho fechado.

    Minha forma de medir o quanto gostei do filme é somente imaginar minha vontade de assistí-lo novamente e, no caso da série “Os Maias” e Primo Basílio”,  não só tenho vontade de rever como adquirir as séries para minha coleção. Não procuro fazer uma racionalização em cima dos meus gostos  e compará-los ao da maioria das pessoas, mas como fica se somos  obrigados a ver o que os diretores de um grupo de TV  decide o que os escritores vão nos oferecer pelo ibope da maioria. Difícil, viver em um país assim, se o próprio escritor confessa que não pode mostrar o que esta arte, “A LITERATURA”, tem de melhor.

     Pelo que tudo indica, ainda não deixamos aquele pensamento que gerou a semana de arte moderna.  Precisamos conhecer e valorizar o que temos, para depois, termos maturidade para podermos comparar, e sermos comparados (o que é pior), com as outras produções artísticas. Mas daí, poderá ser tarde demais...

    Se alguém discordar ou concordar pode comentar. Estou aberta a discussões.

    OS MAIAS, primeiro capítulo:



    postado por Miriam Fajardo as 12:30:10 3 comentários
    sexta, 04 abril, 2008
    Declaração de amor em obras literárias

    Inocência, de Visconde de Taunay

    Se compararmos esta declaração de amor com a de Romeu e Julieta, perceberemos que nada se perde em estilo e romantismo! Verifique: é muito lindo....

     

    Achegou-se, em seguida, à cerca dos fundos da casa e parou no meio do pátio, olhando com assombro para uma janela aberta.

    Um vulto ali estava!... Era o dela; Inocência.. Não havia duvidar.

    A principio, nenhum movimento fez; mas, depois, lentamente se foi retirando e aos poucos fechou o postigo.

    Cirino deu um só pulo e de leve, muito de leve, bateu apressadas pancadas na tábua da janela.

    —Inocência!... Inocência!... chamou com voz sumida, mas ardente e cheia de súplica.

    Ninguém lhe respondeu.

    —Inocência, implorou o moço, olhe... abra e tenha pena de mim... Eu morro por sua causa...

    Depois de breve tempo, que para Cirino pareceu um século, descerrou-se a medo a janela, e apareceu a moça toda assustada, sem saber por que razão ali estava nem explicar tudo aquilo.

    Parecia-lhe um sonho.

    Quis, entretanto, dar qualquer desculpa à situação e, fingindo-se admirada, perguntou muito baixinho e a balbuciar:

    —Que vem... mecê... fazer aqui?... já... estou boa.

    Da parte de fora, agarrou-lhe Cirino as mãos.

    —Oh! disse ele com fogo, doente estou eu agora... Sou eu que vou morrer... porque você me enfeitiçou, e não acho remédio para o meu mal.

    —Eu... não, protestou Inocência.

    —Sim... você que é uma mulher como nunca vi... Seus olhos me queimaram... Sinto fogo dentro de mim... Já não vivo... o que só quero é vê-la... é amá-la, não conheço mais o que seja sono e, nesta semana, fiquei mais velho do que em muitos anos havia de ficar... E tudo, por quê, Inocência?

    —Eu não sei, não, respondeu a pobrezinha com ingenuidade.

    —Porque eu amo... amo-a, e sofro como um louco... como um perdido.

    —Ué, exclamou ela, pois amor é sofrimento?

    —Amor é sofrimento, quando a gente não sabe se a paixão é aceita, quando se não vê quem se adora; amor é céu, quando se está como eu agora estou,

    —E quando a gente está longe, perguntou ela, que se sente?...

    —Sente-se uma dor, cá dentro, que parece que se vai morrer.. Tudo causa desgosto: só se pensa na pessoa a quem se quer, a todas as horas do dia e da noite, no sono, na reza, quando se pede a Nossa Senhora, sempre ela, ela, ela!... o bem amado... e...

    —Oh! interrompeu a sertaneja com singeleza, então eu amo...

    —Você? indagou Cirino sofregamente.

    —Se é como... mecê diz...

    —É é... eu lhe juro!...

    —Então... eu amo, confirmou Inocência.

    —E a quem?... Diga: a quem? Houve uma pausa, e a custo retrucou ela ladeando a questão:

    —A quem me ama.

    —Ah! exclamou o jovem, então é a mim... é a mim, com certeza, porque ninguém neste mundo, ninguém, ouviu? é capaz de amá-la como eu... Nem

    seu pai... nem sua mãe, se viva fosse... Deixe falar seu coração... Se quer ver-me fora deste mundo... diga que não sou eu, diga!...

    —E como ia mecê morrer? atalhou ela com receio.

    —Não falta pau para me enforcar, nem água para me afogar.

    —Deus nos livre! não fale nisso... Mas, por que é que mecê gosta tanto de mim? Mecê não é meu parente, nem primo, longe que seja, nem conhecido sequer... Eu lhe vi apenas pouco tempo... e tanto se agradou de mim?

    —E com você... não sucede o mesmo? perguntou Cirino.

    —Comigo?

    —Sim, com você... Por que é que está acordada a estas horas? Por que é que não pode dormir?... que a cama lhe parece um braseiro, como a mim também parece?... Por que pensa em alguém a todo o instante? Entretanto, esse alguém não é primo seu, longe que seja, nem conhecido sequer?...

    —É verdade, confessou Inocência com doce candura.

    Depois quis emendar a mão:

    —Mas, quem lhe disse que vivo pensando em mecê?

    —Inocência, implorou o moço, não queira negar, vejo que sou amado ...

    —Sempre amar! observou ela, mais para si do que para quem a ouvia. No ano que já passou e por ocasião da Sra. Sant'Ana, aqui vieram umas parentas minhas e caçoaram comigo, porque eu não as entendia: tanto assim que uma delas, a Nhã Tuca, me disse: "Deveras, mecê ainda não gostou de nenhum moço"? E eu respondi: "Não assunto o que mecês estão a prosear". Aquilo era certo, e tão verdade como estar nosso Deus no paraíso... Hoje...

    —E hoje?

    —Hoje? repetiu a moça. Quem sabe se não era bem melhor não ter nunca gostado de ninguém?

    —Isso não está na gente... É ordem lá de cima...

    —Enfim, se for destino, que se cumpra.

    Conservava-se Inocência ainda um pouco arredada da janela, de modo que Cirino, para lhe falar baixinho, tinha o corpo inclinado do lado de dentro. Segurava as mãos da namorada e puxava-a com doce violência, quando mostrava querer afastar-se.

    Era o ardente colóquio dos dois cortado de freqüentes pausas, durante as quais se embebiam recíprocos os olhares carregados de paixão.

    —Deixa-me ver bem o teu rosto, dizia Cirino a Inocência Para mim, é muito mais belo que a Lua e tem mais brilho que o Sol.

    E, apesar de alguma resistência, fraca embora, mas conscienciosa, que lhe foi oposta, conseguiu que a formosa rapariga se recostasse ao peitoril da janela.

    —Amar, observou ela, deve ser coisa bem feia.

    —Por quê?

    —Porque estou aqui e sinto tanto fogo no rosto!... Cá dentro me diz um palpite que é pecado mortal que faço...

    —Você tão pura! contestou Cirino.

    — Se alguém viesse agora e nos visse, eu morria de vergonha. Sr. Cirino, deixe-me ... vá-se embora! ... o Sr. me atirou algum quebranto... aquela sua mezinha tinha alguma erva para mim tomar... e me virar o juízo...

    — Não, atalhou o mancebo com força, eu lhe juro! Pela alma de rainha mãe... o remédio não tinha nada!

    —Então por que fiquei... ansim, que me não conheço mais?... Se papai aparecesse... não tinha o direito de me matar?...

     

    Foi-se-lhe a voz tornando cada vez mais baixa e sumiu-se num golfão de lágrimas.

    Atirou-se Cirino de joelhos diante dela.

    —Inocência, exclamou, pela salvação de minha alma lhe dou juramento, nada de mau fiz para prender o seu coração.. Se você me quer, e porque Deus assim mandou... Sou um rapaz de bons costumes . Ate hoje nunca tinha amado mulher alguma... mas não sei como deixar de amar uma moça como você... Perdoe-me; se você sofre... eu também padeço muito... perdoe-me...

    Alçara o mancebo um pouco a voz.

    De repente Inocência estremeceu.

    —Não ouviu ruído? perguntou ela com terror.

    —Não, respondeu Cirino.

    —Alguém acordou lá dentro...

    —Pois... então vá ver... o que é... e se não for nada, volte... Aqui a espero, escondido à sombra da parede...

    Minutos depois, reapareceu a moça.

    —Não vi nada, disse.

    — Então foi abusão.

    —É melhor que o Sr. se vá embora.

    —Não, Inocência tenha pena de mim... Eu não poderei vê-la tão cedo e... preciso conversar... mesmo para arranjo da nossa vida. . O Manecão não tarda..

    —Ah! exclamou ela com sobressalto, então mecê sabe...

    —Sei; e desgraçadamente, breve está ele batendo aqui...

    —Eu bem dizia que o sr. me havéra de perder... Antes de o ter visto... casar com aquele homem, me agradava até... Era uma novidade... porque ele me disse que me levava para a vila... Mas agora esta idéia me mete horror! Por que é que mecê mexeu comigo? Sou uma pobre menina, que não tem mãe desde criancinha... Não há tanta moça nas cidades... nos povoados?... Por que veio tirar o sono... a vontade de viver a quem era .. tão alegre... que até hoje não pensou em maldade... e nunca fez dano a ninguém?

    —E eu? replicou com energia Cirino, pensa então que sou feliz?... Olhe bem uma coisa Inocência: Digo-lhe isto diante de Deus: ou hei de casar com você... ou dou cabo da vida... Quem arranjou tudo assim... foi o meu caiporismo... Se eu tivesse passado aqui antes daquele homem, que odeio, que quisera matar... nada impediria que eu fosse hoje o ente mais feliz do mundo!... Mais feliz aqui neste sertão, do que o Imperador nos seus paços lá na corte do Rio de Janeiro! Eu já lhe disse... culpa não tive...

    —Não há nada que nos possa salvar, atalhou a moça.

    —Nada?... Talvez...

    Soou nesse momento, e repentinamente, do lado do laranjal um assobio prolongado, agudíssimo, e uma pedra, arremessada por mão misteriosa e com muita força, sibilou nos ares e veio bater na parede com surda pancada, passando rente à cabeça de Cirino.

    Deu Inocência abafado grito de terror e fechou rapidamente a janela, ao passo que o mancebo, esgueirando-se com celeridade pela sombra, resoluto correu para o ponto donde presumia ter partido a pedra.

    Não viu ninguém.

    Por toda a parte, o ruído misterioso e peculiar a uma noite calma de verão.

    http://pt.wikisource.org/wiki/Inoc%C3%AAncia_(Visconde_de_Taunay)/XVIII

     



    postado por Miriam Fajardo as 02:30:12 0 comentários
    quinta, 03 abril, 2008
    Vício em internet é considerado problema psiquiátrico

    Assim como algumas pessoas são viciadas em drogas, no jogo e no tabaco, outras são em passar horas na internet, fenômeno que um crescente grupo de especialistas dos Estados Unidos considera um problema psiquiátrico. O vício na rede já foi diagnosticado por alguns especialistas como uma dependência da internet, e estima-se que de 6% a 10% dos cerca de 189 milhões de internautas nos EUA sofram desse mal.

    Também chamado de "compulsão à internet", esse vício é detectado no caso de comportamentos relacionados à internet que interfiram na vida normal de uma pessoa, causando stress agudo em sua família, em suas relações de amizade e no trabalho.

    Uma pessoa que passa horas por dia em frente ao computador navegando pela internet, enviando e-mails, negociando ações, em salas de bate-papo ou jogando pode ser considerada um "ciberviciado" e, portanto, precisa de ajuda. Foi identificado como sintomas da "internet-dependência" a constante preocupação em "estar conectado", mentiras sobre o tempo que a pessoa passa navegando ou sobre o tipo de conteúdo visualizado, além de isolamento social, dor nas costas e aumento de peso. "Se o padrão de uso da internet interfere em sua vida ou tem impacto em suas relações de trabalho, de parentesco e de amizade, você deve estar com problemas", afirma a especialista, Kimberly Young, uma das mais importantes pesquisadoras sobre as dependências em relação à internet.

    Os doentes cibernéticos entram em um círculo vicioso, já que a perda de auto-estima cresce à medida que aumenta sua dependência em relação à internet, o que eleva sua necessidade de escapar da realidade e de se refugiar na rede.

    Outros tipos de dependências são as relacionadas com atividades interativas como o "bate-papo", a mensagem instantânea e os video games, assim como os sites de apostas, leilões e compras. Para Cash, os viciados em internet tendem a ter outros problemas psiquiátricos, como depressão e ansiedade, ou a enfrentar relações familiares problemáticas.

    Esse panorama confirma o resultado de pesquisas citadas por psiquiatras especializados na "internet-dependência", que revelam que mais de 50% dos viciados em internet também são dependentes de drogas, álcool, tabaco e sexo.

    No entanto, alguns psiquiatras são céticos e dizem que o uso abusivo da internet deve ser classificado como dependência "legítima", já que não tem os mesmos efeitos negativos na família ou na saúde que dependências propriamente reconhecidas, como o alcoolismo.

    "A internet é um meio de comunicação. Não é como a heroína, que isola a pessoa e a torna dependente", disse a psicóloga Sherry Turkle, autora do livro "Life on the Screen: Identity in the Age of the Internet", um dos guias dos que consideram que

    não há nada de mau na atual febre cibernética.

    Fonte:

    http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI813981-EI4802,00.html



    postado por Miriam Fajardo as 01:27:19 0 comentários
    quarta, 02 abril, 2008
    250 anos do Nascimento de Goethe

    Aos meus queridos alunos dos 2os. anos do ensino médio, do Colégio Estadual Unidade Polo, de Jandaia do Sul , Paraná, dedico este post:

    O romance mais famoso da literatura alemã, "Os sofrimentos do Jovem Werther", de Goethe. Considerado o primeiro romance romântico da literatura e precursor das idéias ultra-românticas. É a história (contada em cartas) de uma paixão cujo limite é a própria morte. É a negação de um homem em relação à sociedade e ao mundo despido dos valores emocionais. Quando de seu lançamento em 1774, esta obra-prima gerou uma onda de suicídios entre os jovens que se identificavam com o destino trágico de Werther.

    Ao escrever Os Sofrimentos do Jovem Werther, Goethe produziu uma obra de arte a que deu, como conteúdo, as suas próprias aflições e seus tormentos, os seus próprios estados de alma, procedendo como todo poeta lírico que, ao procurar aliviar o coração, exprime aquilo de que é afetado enquanto sujeito. Graças a isso, o que era interior imobilidade acha-se livre e transforma-se num objeto exterior de que a pessoa se libertou. Do mesmo modo as lágrimas servem de derivativo à dor do que, por assim dizer, se esvai através delas. Como ele mesmo o disse, Goethe escreveu o Werther para se libertar da angústia íntima, e conseguiu-o.

    Em tais situações líricas, pode refletir-se, por um lado, um estado objetivo, uma atividade referenciada ao mundo exterior, e, por outro lado, um estado da alma que, desligando-se de tudo o que é exterior, regressa a si mesma e torna-se o ponto de partida de estados internos e de sentimentos profundos.

    Citações ultra-românticas da obra:

    ·     "A vida humana não passa de um sonho."

    ·     "Concentro-me e encontro um mundo em mim mesmo!"

    ·     "Por que é que aquilo que faz a felicidade do homem acaba sendo, igualmente, a fonte de suas desgraças?"

    ·     "Pobre homem insensato, que julgas todas as coisas pequenas, por que és, também, tão pequeno?" 

        "Adeus! Só vejo um fim a esses tormentos:o túmulo."

    ·     Não há tesouro comparável à paz de espírito e a estar a gente satisfeito consigo próprio! Ali! meu caro amigo, se esta alegria não fosse tão fugaz quanto é bela e preciosa!"

    ·     "Queria que alguém ousasse repetir-me tudo isso para atravessar-lhe a minha espada de lado a lado, - porque só o sangue poderá acalmar-me. Oh! cem vezes já peguei do punhal para livrar meu coração do peso que o esmaga.

  • "Tenho medo de mim mesmo!"

  • "É preciso que um de nós três desapareça, e sou eu quem deve desaparecer."

  • "Deus sabe quantas são as ocasiões em que me deito na cama com o desejo, e às vezes a esperança, de não tornar a acordar. E de manhã abro os olhos, revejo o sol e me sinto miserável."


  • postado por Miriam Fajardo as 12:43:44 0 comentários
    terça, 01 abril, 2008
    O CORVO

      Edgard Alan Poe é considerado, juntamente com Jules Verne, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica modernas.

                             O Corvo

    Numa sombria madrugada, enquanto eu meditava, fraco e cansado, sobre um estranho e curioso volume de folclore esquecido; enquanto cochilava, já quase dormindo, de repente ouvi um ruído. O som de alguém levemente batendo, batendo na porta do meu quarto. "Uma visita," disse a mim mesmo, "está batendo na porta do meu quarto - É só isto e nada mais."

     

    Ah, que eu bem disso me lembro, foi no triste mês de dezembro, e que cada distinta brasa ao morrer, lançava sua alma sobre o chão. Eu ansiava pela manhã. Buscava encontrar nos livros, em vão, o fim da minha dor - dor pela ausente Leonor - pela donzela radiante e rara que chamam os anjos de Leonor - cujo nome aqui não se ouvirá nunca mais.

     

     

    E o sedoso, triste e incerto sussurro de cada cortina púrpura me emocionava - me enchia de um terror fantástico que eu nunca havia antes sentido. E buscando atenuar as batidas do meu coração, eu só repetia: "É apenas uma visita que pede entrada na porta do meu quarto - Uma visita tardia pede entrada na porta do meu quarto; - É só isto, só isto, e nada mais."

     

    Mas depois minha alma ficou mais forte, e não mais hesitando falei: "Senhor", disse, "ou Senhora, vos imploro sincero vosso perdão. Mas o fato é que eu dormia, quando tão gentilmente chegastes batendo; e tão suavemente chegastes batendo, batendo na porta do meu quarto, que eu não estava certo de vos ter ouvido". Depois, abri a porta do quarto. Nada. Só havia noite e nada mais.

     

     

    Encarei as profundezas daquelas trevas, e permaneci pensando, temendo, duvidando, sonhando sonhos mortal algum ousara antes sonhar. Mas o silêncio era inquebrável, e a paz era imóvel e profunda; e a única palavra dita foi a palavra sussurrada, "Leonor!". Fui eu quem a disse, e um eco murmurou de volta a palavra "Leonor!". Somente isto e nada mais.

     

    De volta, ao quarto me volvendo, toda minh'alma dentro de mim ardendo, outra vez ouvi uma batida um pouco mais forte que a anterior. "Certamente," disse eu, "certamente tem alguma coisa na minha janela! Vamos ver o que está nela, para resolver este mistério. Possa meu coração parar por um instante, para que este mistério eu possa explorar. Deve ser o vento e nada mais!"

     

     Tradução em prosa por Helder da Rocha



    postado por Miriam Fajardo as 04:09:49 0 comentários
    segunda, 31 março, 2008
    Conteúdo da Superinteressante online(gratuitamente)

    A Superinteressante oferece todo o seu acervo de textos gratuitamente! São mais de 12 mil páginas com as matérias de capa e algumas das seções que construíram a história da revista. Em breve, todos os especiais, o restante das seções e o conteúdo integral das edições em 2005 e 2006 também estarão disponíveis. Entre no site , faça uma busca de 1987 a 2006.

    Entre no link abaixo:

    http://super.abril.com.br/superarquivo/index_superarquivo.shtml



    postado por Miriam Fajardo as 01:42:45 0 comentários
    domingo, 30 março, 2008
    Coisas que valem a pena ter vivido nos anos 70

    Estive no Blog "Jacaré Banguela", onde ele apresenta uma série de posts denominado: “coisas que me fazem ter vontade de ter vivido os anos 70″.. Para mim, que vivi , confirmo, realmente valeu a pena e vou enumerar os motivos:

     Assistir a Copa do Mundo de 70 e vibrar depois nas ruas. Fuscão com vidro bolha e roda gaúcha, meu namorado, na época, tinha um. Verdade!  Lembro-me, aliás que, nos anos 70, ter roda de magnésio tornava o Fusca um carrão e atraía nós, mulheres.

    Além da calça jeans, que era raridade, tinha que ser encomendada do Paraguai. Pasmem!!!!! A minha primeira foi uma levis e ganhei do namorado. Deixei de molho no alvejante, depois esfreguei bastante a calça com pedra, para parecer velha, pois era muito feio aparecer de calça jeans nova. Vixi!!! Usava óculos enorme, estilo Elton John, cabelos longos , lisos e pretos, como a Olívia em "Romeu e Julieta".

    Neste tempo os aparelhos de televisão tinham válvulas que precisavam esquentar. Nós ligávamos e esperávamos um tempinho para a imagem aparecer aos poucos. E em preto e branco, para mudar de canal, tinha que girar o seletor de canais, que fazia "trec, trec, trec", quando passava pelos canais (de 2 a 13). A nossa primeira chamava-se Admiral, comprada em 1968. E o mais interessante é que nem todos tinham aparelho de TV, sendo assim à noite, os vizinhos acompanhavam novelas e os jogos nas casas de quem possuía TV, até o momento que a emissora encerrava a programação e todos iam dormir.

    Neste passado remotíssimo, depois de uma ventania, a antena  costumava perder a posição de sintonia. Nosso pai subia na torre e ficava mexendo nela pra lá e pra cá, e nós, da janela, informando: "Mexe mais! Está com chuvisco! Está quase bom! AÍ! AÍ! NÃO MEXE! NÃO MEXE!

    Meus programas preferidos eram: Bonanza, Bat Masterson, James West, O Homem de Virgínia, National Kid, Daniel Boone, Zorro e Popeye. É curioso lembrar que uma TV que tinha um índio como símbolo, passava tantos filmes em que os peles-vermelhas "levavam ferro" a três por dois.  As bandas dos anos 60 e 70, como Led Zeppelin, Pink Floyd, Beatles, Kiss, e Black Sabbath, era só guitarra, baixo, bateria e acabou, e os caras faziam um som ótimo.

    As festas de aniversário eram nas casas mesmo e os amigos carregavam as radiolas e os discos de vinil. As músicas eram muito românticas e dançávamos bem coladinhos.  Beathes, Bee Gees, ABBA, Rolling Stones,The Carpenters, The Eagles, Demis Roussos, Os Mutantes, Roberto Carlos, Erasmos Carlos, Elis Regina,Raul Seixas, era o mais tocava.

    As gírias que nós mais usávamos nesta época era: Pão(moço bonito), Jóia,bacana, boa pinta, cafona, carango,(carro), chapa(amigo), dar tábua (não aceitar dançar),é fogo (é difícil),é uma brasa mora(danada), esticada (dar uma  passeada pelos restaurantes, bares), fossa(triste), gamar (estar apaixonado), gata, grana, mancar(faltar ao compromisso), minisaia, paca (muito),papo firme, pé de chinelo( pessoa sem expressão) sifo (se deu mal),bicho(amigo), aprontar, cricri, bode, bicho grilo(pessoa mal vestida), plá(conversa), prafentex(avançado),chocante, curtição, dançou, dar no pé, dar o cano, desligado, falou e disse, estar por fora, fazer a cabeça, fofoca, goiaba(bobo), já era, legal, maneiro, numa boa,podes crer, ta legal, ta maus, tou contigo e não abro, transar, tutu(dinheiro).  

    Filmes clássicos do cineasta Stanley Kubrick, como ‘Laranja Mecânica’, ‘O Iluminado’ e ‘2001’, até hoje fazem sucesso. A década também foi o berço do cinema catástrofe. Foi naquele tempo, que apareceram os filmes catastróficos como o precursor do gênero. O famigerado “O Destino do Poseidon”, além de “Inferno na Torre”, “Avalanche”, e mais uma extensa lista de outros filmes incluindo desastres aéreos, como a série “Aeroporto”, que desencadeou uma lista de intermináveis imitações.

    Louca, pacífica, violenta, devagar, egoísta, reflexiva, narcisista, fútil, profunda, erótica, colorida e religiosa. A década foi tudo isso. Mas terá sido suficiente? Para nós, que vivemos naqueles dez anos, sem dúvida. E você, o que lembra dos anos 70?

    "Não esqueça a minha Caloi" é anos 70 puro.

    Comercial da Calói



    postado por Miriam Fajardo as 12:55:16 0 comentários
    sábado, 29 março, 2008
    Os Inconformistas

    Recebi este e-mail do Professor Nilson Lopes Andrade, e achei muito coerente pelo momento pelo qual eu estou passando. Aquela etapa da vida em que você até poderia parar e descansar Mas como...  ? E por quê?

    "Alguns dias atrás me reuni com um consultor financeiro para receber dicas de como preparar meu futuro. E a primeira pergunta foi desconcertante. Ele queria saber quando é que eu pretendia parar de trabalhar para curtir minha aposentadoria. Foi a primeira vez que pensei nisso. E eu não tinha a resposta. Chutei: "setenta e cinco anos". Ele achou exagerado e propôs um exercício considerando sessenta e cinco anos.
    Nossa reunião acabou ali, pois enquanto ele falava minha cabeça estava viajando.
    – Sessenta e cinco? Pô, vou fazer cinqüenta e dois. Só mais treze anos? Que horror! Aposentadoria? Pijamão? Papete? Aaaaahhhhh!!!!!!
    Aos sessenta e cinco eu faria parte de uma categoria diferente de cidadão. Tenho impressão que para a sociedade, ter mais de sessenta é como ter uma deficiência física... A pessoa é rotulada como "limitada".

    E naquela hora caiu a ficha. O que será que a sociedade reserva para mim daqui a treze anos?

    Lembro-me claramente quando, nos anos 1980, Jô Soares anunciou que deixaria seu programa de humor para dedicar-se a entrevistas. Saiu da Globo e foi para o SBT, o que foi considerado uma loucura. Ele estava com cinqüenta anos e era um sucesso como humorista. Fiquei impressionado com a coragem daquela decisão. Aos cinqüenta, quando a turma pensava em aposentadoria, Jô decidia começar de novo... Precisei amadurecer vinte anos para entender as razões daquela decisão maluca.

    Um outro acontecimento ocorrido durante minha viagem ao Campo Base do Everest em 2001 também é exemplar. Enquanto eu estava lá, uma equipe tentava chegar ao topo da montanha mais alta do mundo. E no dia 25 de maio de 2001 a conquista do cume foi comemorada de forma especial. O principal componente do grupo era Erik Weihenmayer, um alpinista cego. Erik venceu desafios que a maioria das pessoas, com a visão perfeita, não consegue. E o médico que o acompanhava, Sherman Bull, aos 64 anos transformou-se na pessoa mais velha até então a conquistar o cume do Everest. Suas "limitações" foram vencidas, contra todas as previsões.

    E pra ficar nos nossos exemplos, quem é que não lembra do Zagallo, aos sessenta e sete anos, na Copa do Mundo de 1998 dizendo ao microfone da Globo: "vocês vão ter que me engolir"? O velhinho tapou a boca de todo mundo...

    Pois bem. Jô transformou seu programa num sucesso e retornou para a Globo. Erik continua escalando, fazendo palestras e servindo de exemplo. Zagallo está com setenta e sete e só parou por causa da saúde.

    O que é que esses caras têm de tão especial, que os faz capazes de surpreender diante dos obstáculos, das críticas e da incredulidade das pessoas?
    Encontrei a resposta numa entrevista que Erik Weihenmayer deu após retornar do Everest. Perguntado sobre o que fez para – apesar de cego –  chegar lá, Erik foi direto:

    – Jamais aceitei cumprir o papel que a sociedade reservou aos cegos.

    Que tal?

    A pergunta "o que é que a sociedade reserva pra mim?" só interessa a quem está conformado em ser mais um ressentido passivo. "

    Fonte:http://www.lucianopires.com.br/cafebrasil/podcast/




    postado por Miriam Fajardo as 11:46:14 0 comentários
    sexta, 28 março, 2008
    TRIBO DA LEITURA

    Conheça também meu outro blog: TRIBO DA LEITURA



    postado por Miriam Fajardo as 02:06:56 0 comentários
    quinta, 27 março, 2008
    Comédia em Pé

    O "Clube de Comédia em Pé” reúne um bando de sujeitos engraçados, e com cara-de-pau suficiente para se apresentar sem o apoio de maquiagem, figurino, luz ou atores coadjuvantes.

    Divirta-se!

    comédia em pé 



    postado por Miriam Fajardo as 11:25:58 0 comentários
    quarta, 26 março, 2008
    MAU HUMOR: UMA ANTOLOGIA DEFINITIVA DE FRASES VENENOSAS

         Em seus sagrados momentos de mau humor, toda pessoa deveria ter o direito de sair chutando baldes para desabafar, sem ser chamada de intolerante ou grosseira. Como isso não nos é permitido pela etiqueta, temos de recorrer à mais terrível das armas: o humor. Mais exatamente, à ironia, ao sarcasmo, à crítica mordaz. Os dicionários tradicionais de citações são aqueles buquês de pensamentos sublimes e edificantes, destinados a nos fazer crer que o ser humano é uma gracinha. Como indicam as mais de 1600 citações de Mau humor, ele não é. Segundo a coleção de frases selecionadas por Ruy Castro, a humanidade é um deslumbrante fiasco. E quem diz isso são os maiores humoristas do Brasil e do mundo. Mau humor é uma seleção das frases mais hilariantes de O melhor do mau humor (1989), O amor de mau humor (1991) e O poder de mau humor (1993). Durante anos, estes livros fizeram rir centenas de milhares de leitores. Esgotados, voltam nesta edição condensada e definitiva, enriquecida com mais de 400 frases novas.

    O livro Mau humor – uma antologia de frases venenosas, organizado por Ruy Castro. Entre os frasistas mais citados estão Groucho Marx, Mae West, Vinícius de Moraes, Woody Allen, Nelson Rodrigues e, claro, Oscar Wilde. Livro divertido à beça. Vale citar algumas frases. Coincidência ou não, as mais memoráveis são, normalmente, as mais incorretas:

    Mulher de amigo meu para mim é ótimo.

    Falcão

    A melhor maneira de começar uma amizade é com uma boa gargalhada. De terminar com ela, também.

    Oscar Wilde

    Amar é abanar o rabo.

    Cazuza

    O melhor amigo do homem é o uísque. O uísque é o cachorro engarrafado.

    Vinícius de Moraes

    Audrey Hepburn foi a única mulher diet que deu certo.

    Sérgio Augusto

    Estou em Hollywood há tanto tempo que conheci Doris Day antes que ela ficasse virgem.

    Groucho Marx

    Certa vez, durante a Lei Seca, fui obrigado a passar dias a comida e água.

    W. C. Fields

    Na realidade, basta um drink para me deixar mal. Mas nunca sei se esse drink é o 13º ou o 14º.

    George Burns

    Prefiro dormir com um canibal sóbrio do que com um cristão bêbado.

    Herman Melville



    postado por Miriam Fajardo as 11:35:14 0 comentários
    terça, 25 março, 2008
    Bullitt e a lendária cena de perseguição

    Como o filme “Bullitt” foi citado no “Caçador de Pipas”, fiquei com vontade de rever as cenas que tornaram Steve McQueen herói dos meninos. Foi as telas em 1968. O diretor era Peter Yates. A história foi adaptada para a tela por Alan Trustman e Harry Kleiner, baseado na obra intitulada Testemunha Mute (1963) por Robert L. Peixes (aka Robert L. Pique). Steve McQueen interpretou o Ten. Frank Bullitt da polícia de São Francisco, um homem com a missão de pegar os assassinos de uma testemunha do governo. O Mustang apareceu nas telas de cinema em uma perseguição fantástica em São Francisco que mostrava o 68 GT de Bullitt decolando atrás do Dodge Charger dos bandidos. Bullitt marcou pela sua cena central da perseguição do carro através das ruas de São Francisco, uma das melhores seqüências  de perseguição de carro na história do cinema. A cena teve Bullitt em um Mustang 1968, verde escuro, da Ford Highland G.T.390, perseguindo um Dodge Charger dos bandidos. Por três minutos e meio, o Ford Mustang GT 390 fastback 1968 verde escuro de Bullitt fica colado atrás do enorme Dodge. Parado em um semáforo, o motorista do Charger aperta o cinto de segurança com uma intenção calculada. O semáforo abre, o motorista pisa no acelerador do Dodge e dois famosos carros norte-americanos mostram do que são capazes. Começa a perseguição de sete minutos de muita tensão e perigo. A perseguição foi filmada em velocidade normal, sem partes editadas para impressionar os espectadores. A idéia era impressionar pelo realismo. Bullitt mostra o lendário McQueen no auge da sua popularidade e o coloca em um ambiente que ele ama em sua vida pessoal: corrida de carros. Ele possuía muitos carros de velocidade e tinha carinho especial pelo seu Jaguar XKSS, pouco apropriado para se dirigir na rua, mas que ele adorava pilotar a altas velocidades pela Sunset e Serpentine Mullholland Drive nas proximidades de Los Angeles. Ele participava de eventos do Sports Car Club of America e era também um motociclista apaixonado.A seqüência fez maravilhas pelo mito do Mustang, é claro, e não fez mal nenhum ao Charger. A Ford ofereceu uma edição limitada de aniversário do Mustang "Bullitt" no modelo de 2001. A perseguição mudou o tom dos filmes policiais e elevou o padrão para os escritores e diretores, que se sentiram obrigados a superá-la. Algumas pérolas apareceram depois, particularmente em Operação França e O Esquadrão Implacável (ambos de Bill Hickman).

    Quer saber mais sobre o legado do Mustang? Confira o  link abaixo para saber mais sobre o pony-car original.

    http://carros.hsw.uol.com.br/mustang-bullitt.htm

    Veja a lendária cena de perseguição:

    BULLITT



    postado por Miriam Fajardo as 08:06:43 0 comentários
    domingo, 23 março, 2008
    O Caçador de pipas

    Hoje fui ao cinema assistir “Caçador de Pipas” com a minha filha Isadora.

    A História do menino afegão e do seu povo é lindíssima, emocionante. Fiquei impressionada em como o roteiro conseguiu em duas horas condensar, perfeitamente, a obra literária.  

    O cenário é um espetáculo à parte, com destaque para a cena do torneio de pipas, que praticamente saltou das páginas do livro para a tela. Gostei muito  do clima dos anos 70 muito bem retratado, a trilha sonora para mim foi o ponto alto do filme, as músicas eram as mesmas que eu ouvia na época.

    As citações dos filmes de 1970 e dos atores, também eram o que víamos aqui no Brasil: Steve McQueen, Charles Bronson, e a citação dos filmes “Sete homens e um Destino” e “Bullitt” com seu mustang, que fez surgir a paixão pelos V8.

     Atividade pedagógica

    O caçador de pipas foi escolhido por diversas comunidades e organizações como uma forma de discussão sobre as questões históricas e culturais presentes no romance.

    Muitos programas escolares notáveis têm adotado o livro. Se eu fosse dizer qual o tema principal desta obra diria que é a relação de paternidade, mas vemos oposições semânticas presentes. A passagem do tempo: ciclo morte X vida; construção X desconstrução. Além disso, o preconceito racial e a influência político-social e religiosa na vida das pessoas.

    Trailer do filme

    O caçador de Pipas



    postado por Miriam Fajardo as 08:51:41 0 comentários
    sábado, 22 março, 2008
    Páscoa Feliz

    Entre neste site e descobrirá vários temas sobre a Páscoa...

    Páscoa Feliz



    postado por Miriam Fajardo as 01:00:54 0 comentários
    quinta, 20 março, 2008
    O Grande Ditador

    Para quem ainda não assistiu “ O grande Ditador”, vale a pena ver este filme de Charlie Chaplin,  pois é a sua grande obra-prima, onde faz crítica mordaz e caricaturiza a ânsia de Hynkel, alter-ego de Hitler, de cujos exaltados discursos, Chaplin realiza em memorável imitação.

    Irônico e atrevido, este filme lhe causou sua expulsão dos Estados Unidos, mas criou também uma obra-prima única com uma das melhores mensagens anti-guerra já transmitidas ao homem.

    O grande Ditador ( 1940) 23/03 às 19:55 no tele cine Cult.

    Discurso de Hitler para 200 mil crianças da Juventude Hitlerista, em 1934, legendado em Português.

    http://www.youtube.com/watch?v=lAi7UnXp9Aw

    Vídeo do Discurso de Charlie Chaplin

    http://www.youtube.com/watch?v=PdX2uGDOBc0



    postado por Miriam Fajardo as 12:30:59 0 comentários
    terça, 18 março, 2008
    'Orgulho e Preconceito' é livro favorito de britânicos

     O clássico da literatura inglesa Orgulho e Preconceito, escrito por Jane Austen e publicado em 1813, foi votado o livro mais indispensável para os britânicos.

    No ano passado, uma pesquisa entre bibliotecários na Inglaterra e também para comemorar o Dia Mundial do Livro revelou que “Orgulho e Preconceito” tem o final feliz favorito dos britânicos.

    Mostra um retrato fiel, divertido e inteligente da sociedade inglesa do início do séc. XIX. Os costumes, o amor, a condição da mulher, os preconceitos e o casamento são abordados de maneira simples e engenhosa neste livro, considerado uma das primeiras comédias românticas da história e uma obra-prima da literatura universal. "Orgulho e Preconceito" é um daqueles clássicos que todos deviam ler, mesmo aqueles que normalmente não gostam de clássicos. Tendo sido escrito há quase 200 anos, nota-se na linguagem cuidada e na descrição de usos e costumes ao longo de todo o desenrolar da história uma forte crítica  à futilidade e aos preconceitos e mesmo na caracterização das personagens. A atualidade da obra se faz presente, pois poderia perfeitamente ter sido escrita sobre pessoas que todos conhecemos. Sim, porque apesar da existência de elementos na história que nos fazem uma certa confusão nos dias de hoje (como por exemplo, o objetivo único da mulher: se casar e ter de o fazer com alguém com posses), existem muitos vícios e atitudes que Jane Austen aponta e que ainda continuo a observar.

    "Orgulho e Preconceito",  além de ser um excelente retrato de época e dos seus costumes, é uma bela e intemporal história de amor, magnificamente contada pela mão da escritora inglesa. Já foi roteirizada para o cinema  em várias épocas, inclusive o filme atual Bridget Jones  foi baseado nesta obra e a própria BBC nos proporcionou uma belíssima série bem mais fiel a obra. Dela, ainda só tinha lido "Razão e Sensibilidade", mas na época em que o li, não me permitiu apreciar devidamente as suas qualidades literárias. Conto fazê-lo novamente um dia destes!

    Os Dez Favoritos dos ingleses:

    1 - Orgulho e Preconceito, Jane Austen (20%)

    2 - O Senhor dos Anéis, JRR Tolkien (17%)

    3 - Jane Eyre, Charlotte Bronte (14%)

    4 - Série Harry Potter, JK Rowling (12%)

    5 - Não Mate a Cotovia, Harper Lee (9.5%)

    6 - Bíblia (9%)

    7 -O Morro dos Ventos Uivantes, Emily Bronte (8.5%)

    8 - 1984, George Orwell (6%)

    8 - Fronteiras do Universo, Philip Pullman (6%)

    10 - Grandes Esperanças, Charles Dickens (5.5%)

    Fonte: BBC

    Vídeo lindo

    Orgulho e Preconceito



    postado por Miriam Fajardo as 11:01:26 0 comentários
    segunda, 17 março, 2008
    CHAVES

    Chaves - Terror na Vila (trailer)

    Estive visitando o Buteco da net e me diverti com este trailer do Chaves. Um dos programas preferidos da minha querida filha Isadora. E, especialmente, este episódio é um dos melhores.

    Chaves e sua turma descobrem que suas suspeitas sobre a bruxa do 71 não são totalmente infundadas...

    E agora, quem poderá nos defender????

    TRAILER DO CHAVES



    postado por Miriam Fajardo as 12:03:47 0 comentários
    sábado, 15 março, 2008
    NIETZSCHE

    "E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música".

                                              Friedrich Nietzsche

    Ao ler estas palavras de Nietzsche lembrei-me de uma atividade que realizamos em meu colégio esta semana. Foi o "6o. Fórum da Mulher". Fiquei preocupada se os alunos iriam participar com perguntas para as mulheres convidadas. Mas fui surpreendida com uma turma de alunos surdos-mudos do 3o. ano do ensino médio, que com a participação do intérprete,  este ano no colégio, além de terem entendido toda fala das  palestrantes, ainda participaram com questionamentos  muito coerentes. Isto me deixou encantada, mas ao mesmo tempo  questionando: como estes cinco alunos  perderam tanto nestes dois anos sem intérprete!!!!!! Como falhamos em nossa educação!

    Quando um professor vai saber que seu trabalho não foi em vão... Parabéns, a todos os intérpretes pelo trabalho tão importante que vocês estão fazendo.Tenho certeza que, hoje, Nietzsche mudaria de opinião...



    postado por Miriam Fajardo as 10:28:51 2 comentários
    sexta, 14 março, 2008
    Duas Caras

    Estive hoje no blog de Agnaldo Silva, autor da novela Duas Caras, da rede Globo. Fiquei admirada com a estrutura do roteiro da novela e resolvi postar aqui para que você possa verificar também. Gostei.

    CENA 51/ casa de ferraço/ sala/ Interior/ Dia.

    Do PV de Branca: Sílvia no alto da escada. A festa continua ali. Renato soprando velinhas. Depois, ajudado por Maria Paula, corta o bolo. Renato recebe a primeira fatia das mãos de Maria Paula.

    BÁRBARA   — Pra quem será que vai a primeira fatia?

    CLAUDIUS  — Pra mãe, claro, já é uma tradição.

    RENATO     — Todo ano é pra minha mãe, tio. Esse ano vai ser pro meu pai, é meu primeiro aniversário com ele junto.

    Renato entrega ao pai. Este recebe o prato feliz da vida.

    FERRAÇO   — Obrigado, filhão. Mas pra mostrar que eu não quero tirar o lugar de ninguém...

    Ferraço entrega a fatia a Maria Paula, que reage encabulada, baixando os olhos. Branca, sempre de olho em Sílvia, percebe o quanto ela está fremindo de ódio... E então se afasta do centro dos acontecimentos, vai até a escada, sobe, vai ficar ao lado dela...

    CAM busca agora a festa que continua: CAM DETALHA Maria Paula cortando a segunda fatia do bolo pra Ferraço. Ele encara Maria Paula. CLOSE de Ferraço.

    FUSÃO PARA:

     

    CENA 52/ casa de ferraço/ sala/ Interior/ Dia.

    Do PONTO DE VISTA de Sílvia, em câmera lenta, o momento em que Maria Paula entrega prato com a fatia de bolo pra Ferraço. CLOSE de Silvia, olhando aquela cena, totalmente obcecada...

    E aí Branca sobe o último degrau e chega ali do seu lado.

    SÍLVIA          Quanta felicidade meu Deus, chega me dá nojo!

    BRANCA     — Não se preocupe, se vai casar com ele certamente também terá filhos e poderá usufruir dessa felicidade um dia.

    SÍLVIA        — Eu nunca vou ter filhos com ele. O maldito fez uma vasectomia, que não pode mais ser revertida. A Maria Louca terá sempre essa vantagem sobre mim. Aquele pentelhinho dela será pro resto dos nossos dias o único filho dele!

    BRANCA     — (pasma) Agora eu entendi porque você anda tão amarga, tão desesperada...

    SÍLVIA        — Eu não preciso de sua pena!

    BRANCA     — Não é pena, filha. É solidariedade. Como mulher e como mãe eu imagino o que você está passando.

    SÍLVIA        — Mas não por muito tempo. Não vou mais aguentar essa palhaçada ali embaixo. Hora de acabar a festa!

    E Silvia dá um passo adiante, pisa em falso de propósito (DETALHAR) no degrau seguinte, tropeça, cai e sai rolando espetacularmente pela escada abaixo. Grito de horror de Branca. Todos se voltam horrorizados, crianças gritam de susto, deixam cair fatias de bolo que estavam comendo... E Sílvia rola até o último degrau e fica no chão escarrapachada do modo mais grotesco possível, com um pé calçado e outro com o sapato pendurado, como se estivesse morta.

     

    FIM



    postado por Miriam Fajardo as 07:17:16 0 comentários
    quinta, 13 março, 2008
    A Postulação da Realidade, por Jorge Luís Borges

    “Nosso viver é uma série de adaptações, vale dizer, uma educação do esquecimento". 



    postado por Miriam Fajardo as 04:16:31 0 comentários
    quarta, 12 março, 2008
    Escritores da Literatura Policial para ler antes de você morrer

    Quem é o melhor escritor de Crime de todos os tempos?

    Esta é a pergunta do jornal britânico Daily Telegraph, nesta semana. A equipe literária do jornal selecionou 50 nomes e pergunta aos leitores se  esqueceram de alguém ou se algum autor deveria sair da lista. A lista comentada, em inglês, segue baixo, uma lista simples, com o livro indicado para leitura. Agatha Christie foi indicada, claro, mas com um livro que geralmente não é lembrado quando se escreve sobre ela. Quem, finalmente, são os escritores do crime que devem ser lidos? Acredito que todo o leitor sério lucrará com o conhecimento de alguns dos escritores desta lista. Mas  gostaria de saber o que você pensa.

    GK Chesterton 1874-1936

    Leia:A Inocência do Padre Brown

     

    Arthur Conan Doyle 1859-1930 - Criador do personagem  Sherlock Holmes e Watson da literatura britânica.

     Leia:O cão dos Baskervilles

     

    Edgad Alan Poe – 1809 - 1849

    Leia- Os crimes da Rua Morgue

     

     Ed McBain 1926-2005

      Leia: King`s Ranson

     Kyril Bonfiglioli 1929-85

    Leia: The Mortdecai Trilogy (1991)

    James Ellroy 1948-

    Leia: The Black Dahlia (1987)

     

    Janwillem van der Wetering 1931-

    Leia: Outsider in Amsterdam (1975)

     

    Carl Hiaasen 1953-

    Leia: Double Whammy (1987)

     

    Dashiell Hammett 1894-1961

    Leia: The Maltese Falcon (1930)

     

    Dan Kavanagh 1946-

    Leia: The Duffy Omnibus (1991)

     

    Margery Allingham 1904-66

    Leia: The Tiger in the Smoke (1952)

     

    Charles Dickens 1812-1870

    Leia: Bleak House (1852-3)

     

    Georges Simenon 1903-1989

    Leia: The Yellow Dog (1931)

     

    Agatha Christie 1890-1976

    Leia: Peril at End House (1932)

     

    Wilkie Collins 1824-1889

    Leia: The Moonstone (1868)

     

    Jonathan Latimer 1906-83

    Leia: The Fifth Grave (1941)

     

    Ruth Rendell 1930-

    Leia: The Water’s Lovely (2006)

     

    Ngaio Marsh c. 1895-1982

    Leia: Vintage Murder (1937)

     

    Benjamin Black 1945-

    Leia: Christine Falls (2006)

     

    John Dickson Carr 1906-77

    Leia: The Hollow Man (1935)

     

    Michael Innes 1906-94

    Leia: The Weight of the Evidence (1943)

     

    Raymond Chandler 1888-1959