Este artigo sobre educação, na minha visão, se refere a um pedido de uma aluna estagiária do curso de jornalismo: Quando se fala em educação acaba-se sempre caindo no clichê: os problemas da educação. Pode parecer estranho, mas não venho aqui para criticar os trabalhos existentes e em andamento, gostaria de apontar minhas próprias idéias sobre educação. A primeira delas é que a educação no Paraná apresentou soluções não só melhorando as condições do trabalho do professor, mas principalmente tem ofertado formação aos professores. Sou professora estadual há 29 anos e atualmente estou participando do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) e nestes dois anos pude constatar que professor não “faz melhor”, em grande parte porque desconhece melhores possibilidades e as desconhece por ter inúmeras falhas em sua formação, mas mesmo assim, procura aprender e melhorar. Particularmente tenho uma visão diferenciada na abordagem de problemas, ao invés de procurar culpados, sou adepta da busca de soluções. É importante entender que o professor também é um aprendiz, tanto dos conteúdos quanto das metodologias, e acho que ainda há algo por fazer: Uma das ações que ajudaria a melhorar o trabalho do professor e conseqüentemente a qualidade do ensino é mudar o foco da política educacional, de geração de números para um foco de geração de resultados com qualidade: é a saída. O retorno dos professores PDE à universidade foi positivo. Na prática da área de atuação em que desenvolvo minha intervenção pude observar a curiosidade dos professores em saber o que vimos o que aprendemos e que novidades trouxemos. Também durante o curso de capacitação à distância (MOODLE) que faz parte do programa em que os professores PDE são responsáveis por multiplicar suas pesquisas de intervenção na escola, também pude notar que alguns professores, ainda que estivessem propensos ao estudo e interessados, sentiam muita dificuldade e até, a maioria, abandonaram o curso, pois nunca havia usado um computador, sequer para redigir um texto, muito menos como forma de expressar seus conhecimentos. Apesar das dificuldades e por estarmos no meio do segundo ano do programa, percebo um grande enriquecimento nas discussões estabelecidas, sobretudo é um momento de o professor refletir sobre a sua prática pedagógica e compará-la com outras que também dão certo. De que precisamos, então para melhorar os resultados com qualidade? Precisamos de cursos de capacitação e atualização direcionados às falhas da graduação. Não se pode investir em palestrantes que não sejam capacitados, não se pode investir em professores que venham nos dar aulas que não sejam pesquisadores. O estado deve investir em capacitações em que os professores, equipes pedagógicas e administrativas possam dialogar com professores doutores, com escritores, pesquisadores renomado. Não estou querendo que venham autoridades internacionais, referindo-me aos pesquisadores da Unicamp, USP, UEL, UEM, entre outras particulares da região. Durante nosso contato com a universidade pudemos comprovar que há dentro das academias, cronogramas de semanas educacionais direcionadas ao encontro com estes ilustres pesquisadores. São momentos enriquecedores, onde os professores da rede estadual poderiam ampliar o repertório de conhecimentos participando de cursos, palestras, oficinas, lançamentos de livros e descobrir caminhos mais criativos para o seu trabalho em sala de aula. É neste sentido que apresento propostas de soluções para a educação mais viáveis. Pesquisar, buscar, entender, estudar, ofertar, debater e mapear os problemas para o desenvolvimento de propostas educacionais em sintonia com as reais necessidades da educação do Paraná, e é neste sentido que temos visto a cada dia, resultados significativos.
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