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terça, 03 julho, 2007
chavez e o mercosul
03/07/2007 - 16h20
Chávez dá três meses ao Congresso do Brasil para ratificar adesão a Mercosul

Caracas, 3 jul (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje que, se nos próximos três meses, o Congresso do Brasil não ratificar o processo de adesão de seu país ao Mercosul, preparará "a solicitação de retirada" do bloco.

Em um discurso televisionado, Chávez reiterou que a Venezuela quer outro sistema de integração na América do Sul. Ele voltou a responsabilizar alguns setores do Congresso brasileiro pelo atraso no processo de ratificação da entrada de seu país no Mercosul.

"Vamos esperar até setembro. Não esperaremos mais, porque os Congressos do Brasil e do Paraguai não têm razão política nem moral para não aprovar nossa entrada. Se não o fizerem, vamos nos retirar até que haja novas condições", disse Chávez.

O presidente afirmou que a oposição do Brasil ao ingresso da Venezuela se deve ao desejo dos empresários brasileiros de eliminar as proteções aos produtores venezuelanos.

"Empresários venezuelanos, não vou deixá-los desamparados diante de ninguém, nem diante do Brasil, nem diante dos Estados Unidos, nem diante da Europa, nem diante do Irã, nem diante de ninguém", prometeu o governante.

Além disso, advertiu os empresários brasileiros que, se a Venezuela não entrar no Mercosul, eles têm muito mais a perder do que os venezuelanos.

Chávez ilustrou a afirmação com números sobre o crescimento das exportações brasileiras à Venezuela nos últimos anos, passando de US$ 539 milhões em 2003 a US$ 2,973 bilhões em 2006.

Ele destacou que os Congressos da Argentina e do Uruguai já aprovaram a entrada da Venezuela no Mercosul.

Por outro lado, qualificou de "impertinentes" as declarações do chanceler brasileiro, Celso Amorim, que disse que a Venezuela deveria se desculpar com o Congresso brasileiro para que a aprovação do ingresso fosse agilizada.

"A Venezuela não tem nada por que se desculpar. É o Congresso do Brasil que deve se desculpar por se imiscuir nos assuntos internos da Venezuela", afirmou Chávez.

A polêmica começou quando os congressistas brasileiros criticaram a decisão da Venezuela de não renovar a concessão de transmissão da rede "Radio Caracas de Televisión" ("RCTV"). Em seguida, Chávez respondeu chamando-os de "papagaios" que repetem as palavras de ordem de Washington.

"Se o Brasil insistir em que a Venezuela tem que se desculpar, não entraremos (no Mercosul). Não estamos desesperados para entrar no Mercosul, e menos ainda quando sentimos que ali não há muita vontade de mudar", disse o governante.

"Se queremos a integração, é preciso mudar os paradigmas do capitalismo selvagem", disse Chávez, em alusão à suposta pretensão dos empresários brasileiros de impor suas condições ao resto dos membros do Mercosul, especialmente aos mais debilitados.

"Se nos pedirem que nos suicidemos e abramos nossa economia, não vamos fazê-lo, nem com o Mercosul, nem com a CAN (Comunidade Andina), nem com a Europa, nem com ninguém. Temos o dever de levantar nossa economia", defendeu o governante venezuelano



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domingo, 01 julho, 2007
Cúpula pq?

Cúpula PQ ? PQ SERÁ?

ALGUÉM RESPONDE?

PAULO VASCO
Brasil quer reforçar laços com UE sem esquecer do Mercosul
Publicado em 01.07.2007, às 13h38

O Brasil espera da sua primeira Cúpula com a UE uma maior aproximação entre os "blocos" latino-americano (Mercosul) e europeu, bem como uma saída para o fracasso das últimas negociações para a liberalização do comércio mundial.

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, disse à Agência Lusa que o fiasco da reunião de Potsdam, Alemanha, sobre a Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), tornou ainda mais importante esta cúpula, que acontece na quarta-feira, em Lisboa, e que lançará as bases de uma Parceria Estratégica entre a União Européia (UE) e o Brasil.

"Este será um dos temas da cúpula e nós vamos procurar maneira de nos aproximar. Penso que se poderá avançar mais", disse Amorim em entrevista exclusiva à Lusa.

Em 21 de junho, Brasil e Índia se retiraram das negociações com os EUA e a UE sobre a Rodada de Doha, em Potsdam, diante da relutância dos países mais ricos em cortar as ajudas aos seus agricultores, as quais comprometem a capacidade de concorrência externa dos setores agrícolas das economias em desenvolvimento e emergentes.

Mas o governo brasileiro ainda acredita que Doha pode ser salva e vai apostar tudo no diálogo em Lisboa com os europeus.

"Tanto um lado como o outro não querem que a Rodada de Doha termine em fracasso. Isso significaria três ou quatro anos a mais para que outra alternativa fosse tentada", afirmou à Agência Lusa o analista político David Fleischer, professor da Universidade de Brasília (UnB).

Na opinião de Fleischer, UE e Brasil são os dois principais atores das negociações comerciais internacionais que mais querem uma solução para a Rodada de Doha.

"Doha está agonizando, mas ainda não morreu. E os Estados Unidos têm a mão e o pé quebrados a nível da OMC, pois dependem de negociações para alterar a farm bill (lei agrícola norte-americana) no Congresso. Daí a importância do diálogo com os europeus", disse o analista.

Fleischer considera, no entanto, que o Brasil está com a liderança no G-20 enfraquecida por causa da desunião dentro desse grupo de países em desenvolvimento.

"Dá até para suspeitar que os Estados Unidos estão por trás dessa desunião do G-20. Afinal, vários países latino-americanos já assinaram acordos de livre comércio com

O Brasil espera da sua primeira Cúpula com a UE uma maior aproximação entre os "blocos" latino-americano (Mercosul) e europeu, bem como uma saída para o fracasso das últimas negociações para a liberalização do comércio mundial.

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, disse à Agência Lusa que o fiasco da reunião de Potsdam, Alemanha, sobre a Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), tornou ainda mais importante esta cúpula, que acontece na quarta-feira, em Lisboa, e que lançará as bases de uma Parceria Estratégica entre a União Européia (UE) e o Brasil.

"Este será um dos temas da cúpula e nós vamos procurar maneira de nos aproximar. Penso que se poderá avançar mais", disse Amorim em entrevista exclusiva à Lusa.

Em 21 de junho, Brasil e Índia se retiraram das negociações com os EUA e a UE sobre a Rodada de Doha, em Potsdam, diante da relutância dos países mais ricos em cortar as ajudas aos seus agricultores, as quais comprometem a capacidade de concorrência externa dos setores agrícolas das economias em desenvolvimento e emergentes.

Mas o governo brasileiro ainda acredita que Doha pode ser salva e vai apostar tudo no diálogo em Lisboa com os europeus.

"Tanto um lado como o outro não querem que a Rodada de Doha termine em fracasso. Isso significaria três ou quatro anos a mais para que outra alternativa fosse tentada", afirmou à Agência Lusa o analista político David Fleischer, professor da Universidade de Brasília (UnB).

Na opinião de Fleischer, UE e Brasil são os dois principais atores das negociações comerciais internacionais que mais querem uma solução para a Rodada de Doha.

"Doha está agonizando, mas ainda não morreu. E os Estados Unidos têm a mão e o pé quebrados a nível da OMC, pois dependem de negociações para alterar a farm bill (lei agrícola norte-americana) no Congresso. Daí a importância do diálogo com os europeus", disse o analista.

Fleischer considera, no entanto, que o Brasil está com a liderança no G-20 enfraquecida por causa da desunião dentro desse grupo de países em desenvolvimento.

"Dá até para suspeitar que os Estados Unidos estão por trás dessa desunião do G-20. Afinal, vários países latino-americanos já assinaram acordos de livre comércio com



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terça, 26 junho, 2007
Pretendi fazer uma tradução efetivamente popular, dentro da tradição homérica"
Pretendi fazer uma tradução efetivamente popular, dentro da tradição homérica"Entrevista: Donaldo Schüler, tradutor da "Odisséia"CARLOS ANDRÉ MOREIRA

Crítico literário e escritor, Donaldo Schüler é também tradutor de largo espectro, com versões produzidas para originais gregos, alemães, espanhóis, ingleses, latinos, franceses. Domina hebraico o bastante para traduzir, se quiser, mas ainda não se interessou em verter textos desse idioma. É autor da mais recente versão integral dos versos da Odisséia, de Homero, que a LEPM está publicando em três volumes de bolso. O poema narra as atribulações do rei grego Odisseu para voltar para sua terra, Ítaca, após o fim da guerra contra Tróia. Donaldo, autor da façanha de traduzir o Finnegans Wake, de Joyce, considerado intraduzível, levou quatro anos de trabalho, com interrupções e retomadas, para apresentar sua versão em português do épico grego. Durante os últimos meses, dedicou-se oito horas por dia ao trabalho, no gabinete no segundo andar de sua casa na Vila Ipiranga, em Porto Alegre. Como Haroldo de Campos, seu amigo, Donaldo vê a tradução não como simples versão, mas como criação de efeitos poéticos em outro idioma. - Há um momento em que o filho de Odisseu, Telêmaco, repreende sua mãe por relutar em aceitar aquele homem que se apresenta perante ela como seu marido, retornado 20 anos depois. Telêmaco usa o termo "Dysméter", para dizer que ela não está sendo boa mãe. Decidi traduzir pela palavra "mámãe", juntando as palavras "má" e "mãe" e ainda fazendo referência ao "mamãe", que é uma forma carinhosa em português.

Cultura - O senhor é professor de grego e de literatura grega, crítico, tem uma longa experiência com a Odisséia como leitor. O que o levou agora à tradução do livro?

Donaldo Schüler
- Foi uma encomenda da editora. Quando li o poema pela primeira vez, foi pela tradução do Odorico Mendes, que é muito comentada, muito elogiada por Haroldo de Campos. É uma tradução do século 19 que tem achados importantes, embora muito complicada. Quando comecei a ler a Odisséia em grego, percebi que o texto original era muito mais simples. A tradução de Odorico Mendes não chega a ser propriamente integral, resume certas passagens e concentra a Odisséia em versos de 10 sílabas, dentro da tradição épica, quando o verso grego no hexâmetro é bem mais longo. Isso complica um pouco a tradução. A tradução dele também é erudita, de sorte que se dirige a muito poucos. Isso me levou a pensar numa tradução efetivamente popular. A tradução de Haroldo de Campos para a Ilíada, recente, é muito boa, mas também muito exigente. Ao contrário das traduções de Homero existentes, pretendi fazer uma tradução efetivamente popular, dentro de uma tradição homérica, já que Homero foi um cantor popular. Ele se dirigia aos ouvintes, os poemas eram declamados, cantados, dançados, e o próprio verso hexâmetro, como é de quantidades longas e breves, tem uma qualidade musical mesmo quando declamado. Fala-se numa tradução fiel, a tradução fiel é impossível. Por conta desse processo coloquial, essa oralidade precisa ser adaptada às exigências de uma tradução escrita. Então, tive o cuidado de me aproximar o quanto possível do texto de Homero, inclusive de sentir a importância das palavras e das formulações, da sonoridade dos termos gregos, do ritmo dos versos, para recuperar essa oralidade.

Cultura - O senhor e Haroldo de Campos eram amigos. Sua tradução da Odisséia de alguma forma dialoga com a dele, da Ilíada?

Schüler
- Na verdade, não tive a oportunidade de conversar sobre a tradução com Haroldo (falecido em 2003). Acompanhei o trabalho desde o início e o comentei na imprensa. Na verdade o Haroldo publicou primeiramente a tradução da Ilíada apenas do primeiro canto, porque ele traduzia com intenção poética e não vertia obras inteiras. No contato que tivemos, lembrei-o da importância de terminar o trabalho. Ele tinha outra aproximação com o texto, como se vê em suas traduções da Bíblia e dos poetas provençais. Ele não tinha uma preocupação de fidelidade. Fazia poesia à medida que traduzia, e isso dava um caráter muito próprio às traduções dele. A tradução mais próxima ao texto original dentre as que ele fez foi justamente a da Ilíada. Minha intenção foi ligeiramente diferente. É mais ou menos como quando a gente escreve. A gente precisa saber para quem escreve e a quem se dirige. Então minha intenção, ao propor uma tradução popular, não foi a de baratear o texto, vulgarizar, tirar dele as soluções que ele tem, foi apenas recuperar esse caráter de oralidade que estava na origem.

Cultura - Essa tentativa de uma tradução mais popular se reflete mesmo nas escolhas que o senhor fez. Em sua versão da Odisséia, como no Finnegans Wake, o senhor escolhe em determinados momentos termos característicos do Rio Grande do Sul, como "guascaços". Qual a intenção nessas opções?

Schüler
- Fiz isso na tradução do Finnegans Wake e alguns me cobraram isso, mas eu justificava essas opções lembrando que a Irlanda é uma região periférica com respeito à Inglaterra, como nós somos periféricos em relação ao centro do Brasil. Logo, era uma valorização da periferia e de um dizer nosso. Temos uma tradição épica, quer dizer, existem expressões nossas que talvez ressoem melhor dentro de uma tradução homérica do que se fosse em outra situação. A própria tradição guerreira do Rio Grande do Sul facilita isso.

Cultura - Já se disse que a Ilíada é um épico com ações focadas na guerra, enquanto a Odisséia seria o paradigma de uma vertente artística que associa a viagem, o deslocamento, a uma descoberta de si mesmo. O senhor concorda com essa análise?

Schüler
- Sim, mas o que se nota em Homero ainda na Ilíada é que há uma alternância entre reflexão e ação guerreira. Se você reduzisse a Ilíada a situações puramente guerreiras, você teria menos da metade do que efetivamente há. Agora, a situação na Odisséia muda porque, excetuando-se os últimos cantos, não existe situação bélica, ela se cria efetivamente pelos diálogos, que são em grande quantidade. Daí uma teoria, expressa até por Platão, de que a tragédia grega seria originária de Homero. Existem determinadas passagens da Odisséia que são facilmente transpostas para o palco por essa circunstância da dialogação. Agora, tem a questão do retorno ao centro. Ela esteve no imaginário ocidental desde Homero. Nosso pensamento a partir dele foi um pensamento centrado. Agora talvez tenha havido uma mudança nos últimos anos. Numa teorização por exemplo de Jacques Derrida, que é antilogocêntrica, que coloca em lugar do centro a disseminação, mesma situação que se nota em Gilles Deleuze, que fala de uma fluidez que não esteja centrada em um núcleo, como no pensamento grego primitivo. O que marca a Odisséia na leitura contemporânea é que nós perdemos esse ponto de referência para um retorno ao centro, seja Atenas, seja Paris, seja Roma, Lisboa, Nova York, essa idéia de "centro" é algo que está se perdendo. Nós praticamos uma Odisséia sem centro.

Fronteiras da ciberculturaO próximo encontro do ciclo de conferências Fronteiras do Pensamento trará, além do professor Donaldo Schüler, o professor de Crítica da Mídia da Universidade de Nova York Mark Dery, conhecido por seus estudos sobre cibercultura. Eles vão falar sob o título A Instituição do Sexo Está por Todos os Lugares, a partir das 19h30min, no Salão de Atos da Reitoria da UFRGS (ingressos já esgotados). Dery é autor de The Pyrotechnic Insanitarium: American Culture on the Brink (1999), além de ter sido o editor de Flame Wars: The Discourse of Cyberculture (1994), antologia que deu início aos chamados ciberestudos. Os artigos e comentários ácidos de Dery podem ser lidos em seu blog, no endereço eletrônico http://www.markdery.com/.clicRBSLeia outros trechos da entrevista no blog Mundo Livro
by zero hora p alegre

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