domingo, 14 setembro, 2008
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| nada |
Como se mede o que é de maior importância? O que leva a a gente a priorizar certas coisas em detrimento de outras? É verdade. Crescer é simplesmente abandonar vocações, é um processo perverso de afunilamento de capacidades...
Desde que saí de casa, eu cresci. aprendi e desaprendi. Amadureci para poder olhar para trás. é estranho.
E, mesmo estando cercado de gente e de coisa pra fazer, mesmo quando me elogiam e quando dizem que precisam de mim para tal ou tal coisa, mesmo quando o pessoal do ano passado me diz ter saudades... Eu me sinto como me sinto desde que sinto as coisas: um moleque medroso, num primeiro dia de aula, sozinho na sala, com as luzes apagadas. sozinho pra caralho, vulnerável pra caralho.
Por que eu ainda não excluí essa porra de blog? porque ele tem mil e não sei quantas visitas e, de alguma forma, isso me faz sentir menos só. Sinceramente, isso é ridículo...
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postado por gauche as 03:37:53
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quinta, 03 janeiro, 2008
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| Crítica de qualquer coisa |
"O pior que eu pude fazer foi despejar expectativas. Eu fiz sem querer. Não se pode depender de algo que não depende que você, e eu aprendi isso da pior maneira possível. Porque agora eu preciso de tanta coisa que, simplesmente, não está lá. Depois de tanto de tanto despejar as expectativas e receber pouco em troca, eu só aprendi a precisar. Quis tanto que tudo desse certo, e, no fim, foi esse o meu erro: eu quis demais. Não respeitei meu instinto de cético. Deveria ter abandonado o avião em chamas e saltado no calmo e simples céu, já que, mesmo na iminência de um desastre, eu teria todas as nuvens e uma lenta jornada até o chão. Deveria ter saltado enquanto era tempo. Agora caio cada vez mais rápido, e, a única coisa que pode frear a queda, não quer."
Não subestimo um quarto de hotel, num momento de semi-embriaguez.
E mudemos as coisas que podem ser mudadas!
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postado por gauche as 11:58:49
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quinta, 20 dezembro, 2007
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| Do testamento ao requiem |
É uma daquelas horas em que tudo perde o charme. Uma espécie de recaída do materialismo brutal que me espreita a cada obstáculo não vencido. E que me acolham as ruas, os prédios e as pessoas que eu nem conheço, porque não há mais nada. É lógico e racional: se não consigo fazer com que sentimentos sobrevivam, foda-se! vou olhar para tudo o que não sente e fazer disso minha muleta. Aliás, que parte disso tudo é culpa minha? Eu fui egoísta. Sou ainda.
Tem, sim, alguma coisa queimando aqui dentro, mas não irei compartilhar. E, se isso me custar os olhos da cara, danem-se os olhos, os sonhos, as ambições, as carências e as carícias. Não moverei mais um dedo sequer para tentar provar qualquer coisa que seja. Fiquem longe as promessas! Eu sei que, no fim, algo dará errado. E, paradoxalmente (mas nem tanto), o egoísmo prova-se altruísta: com meu afeto bloqueado, cabe às pessoas bem resolvidas continuarem se amando e garantindo, novamente, o bom funcionamento de todo o plano sentimental.
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postado por gauche as 04:09:00
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