Richard J. H. Ditbenner
Richard J. H. Ditbenner
sábado, 23 junho, 2007
Entre mundos

A subjetividade é a raiz do poema e a loucura ultimamente é normal... Como num faz de conta, imaginei estar perdido no mundo encantado do esquecimento. Solto no som sibilante de seus suspiros. Na imaginação. Luz, silêncio e vapor... Névoa que encobre as manhãs do pensamento – inebriante viagem ao submundo interior.
Uma batalha elegante é travada. Dois semelhantes em meio às suas dessemelhanças... Sentados em poltronas frente a frente. Às vezes amigos, às vezes inimigos; desde os tenros tempos da infância. Dois votos, dois candidatos ao poder, esperando o voto de minerva. Fracos e fortes ao mesmo tempo. Intrinsecamente unidos. Não se podem compreender. Opostos que se opõem... Água e óleo presos dentro do mesmo vaso de barro. Sólido, liquido e gasoso. Tudo ao mesmo tempo, agora, e em condições normais de temperatura e pressão...
Reticências... Tempo incapaz de medição. Um carro passa pela rua. Um som, uma lembrança; sempre a mesma lembrança, sempre o mesmo som. Uma maquina do tempo ambulante... Uma criança medrosa voltando da escola, numa cidade do interior, um viveiro de passarinhos. Simplicidade, inocência e batalhas menos ferrenhas que as de hoje.
Medo dos cães que guardam as esquinas, medo de monstros, medo da morte, medo de avião, medo até de trem. Pobrezinho... Nem imagina o que ainda vem...


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 06/23/2007 10:04:17 # 0 comentários
sexta, 22 junho, 2007
Recursivo

Castelos de areia, tempestade que incendeia. Vulcão ativo, tempo em movimento. Paralelepípedo voando pelo céu de uma cidade do interior.
Tudo que acaba em nada, de nada serve. Acasos perdidos nas esquinas confusas e congestionadas. Pedidos implorados de perdão.
Escrita disforme, distorcida, desigual. Noite de festa sem luz, sem som. Lua azul que engana, daltônicos perdidos no luar.
Terra chamando Marte. Em qualquer parte alguém pode aparecer. Luz no fim do túneo, pressa frente ao abismo, vontade de descer.
Arrasta pelo chão, poço de poeira. Fria indigestão, almoço na geleira. Eterna confusão, ordem e progresso. Umbigo inflamado, retorno do recesso.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 06/22/2007 09:59:38 # 0 comentários
segunda, 11 junho, 2007
Ciclo

Num belo dia se acorda, mesmo sem nunca ter existido... Entre pessoas, em filas ou no meio do nada. Facilmente ou em meio a dores... Acontece que se passa a existir! Um algo, um ser... Ser ou não ser? Talvez fosse melhor ter mais tempo para pensar...
Ambiente, limitação, batente, educação... Qual fator nos diferencia? Variáveis não declaradas, falta de documentação, tipos pré-estabelecidos conforme a situação. Apresentações quase sempre claras, de algo que não se pode compreender.
Infância! Agente se lembra de quando era criança... Agente não sabe se viveu a teoria ou a prática. Mas, infância! Era bom não compreender todas as palavras do dicionário... Era bom sonhar tão cedo com a tecnologia hoje ultrapassada... Textos publicitários e tarefas de casa.
Voltar no tempo. Sentir a vertigem que os anos nos causam. Coceira nos dedos. Vontade de viver tudo novamente. Vontade de sentir como era querer ser grande. Pressa e ansiedade quase desde a maternidade.
Passa o trem, vagarosamente desesperado, como com o som de um golfinho apreensivo, cortando a noite na interminável jornada. Vozes gravadas em dispositivos móveis, idéias importantes para se recordar. Não há lembranças de ter sonhado com algo parecido...
Gente diferente aos milhares. Nada de muito incomum dentro do comum dia-a-dia das grandes cidades. Realidades intrigantes para os habituados ao pacatismo dos pequenos municípios.
Momentos onde falta o sono... Tempo impróprio se tornando o único adequado. Olhos no relógio, as horas a passar, frases e memórias. Às vezes aparece tanta coisa, nas quais ninguém acredita. Então agente passa tudo isso pro papel, pra só então perceber o quanto a vida pode ser bonita...

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 06/11/2007 12:28:21 # 0 comentários
segunda, 09 abril, 2007
Num dia desses...

Final de semana tira um pouco a inspiração... Não resta praticamente nada de tão importante a ser dito depois de um feriado prolongado. Às vezes escrever algo importante e com inspiração realmente é pedir demais.

Em dias como este, geralmente são escritas obras que nunca serão publicadas, provas que não serão aplicadas, pesquisas científicas desacreditadas...

Trabalho pela frente, estudos, preocupações do dia-a-dia. Aos poucos a cabeça volta a funcionar. Enquanto isso, voando num disco de vinil, em algum lugar, pode-se ouvir o som de salvas de palmas. Sim, são palmas pra você!

Não sei ao certo o motivo, não sei qual a razão. Fogos de artifício também não têm hora. Loucura vem de uma hora para outra. À todo momento alguém pensa estar com a razão. Migalhas espalhadas pelo chão, cobertas de poeira e esquecimento.

A sua pergunta e a minha resposta. A sua resposta à minha pergunta. Num dia desses, melhor nem pensar numa coisa dessas...

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 04/09/2007 02:59:18 # 2 comentários
quarta, 04 abril, 2007
Ensaio

Luz, câmeras, ação! Entra em cena e diz que não vai fazer absolutamente nada. Deitada numa cama permanece. Imóvel, desanimada diante do dia, diante das horas que se sucederão.
A outra, pouco tempo depois, entra desesperada. Não pode conter a confusão na qual sua trajetória está envolvida. Irrita a imobilidade do dia-a-dia. Levanta-a com um soco no rosto. Entende que não sabe se deveria ou não tê-lo feito.
Começa nesse momento a união dos dois últimos em um único ser. Começa, por acaso, toda a razão do problema. Dois lados de uma mesma moeda... Movimentos sem complemento.
Não é por acaso que tudo passa a iniciar um louco movimento, um giro paradoxal em direção ao infinito... Sem direção. Parada obrigatória, movimento de lábios que se movem para falar, mas não falam. Fatores externos, interferências desnecessárias, desvio de atenção.
Distúrbios e vontades, futilidades e necessidades, acomodação e impaciência, indolência e razão. Como ir dois passos para frente e voltar dois passos para trás.Finda-se uma volta completa da terra em torno de si mesma. Parada obrigatória! Resta aguardar que as luzes e as câmeras funcionem novamente. Resta aguardar, para ver se haverá ou não ação.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 04/04/2007 02:10:46 # 0 comentários
terça, 03 abril, 2007
Contra-senso

Idéias surgem de repente. Podem ser boas, podem ser aceitáveis e podem ser péssimas. Asneiras libertadas de um manicômio... Overdose digital.

Quase impossível negar o quanto não tem nada a ver... Creme dental vermelho para dentes mais brancos. Humanos cheios de lógica!

Correr atrás do tempo perdido... Perder-se no tempo. Lembrar do aniversário da morte de Fulano.

Frases soltas formando um único texto. Fazer a coisa errada, tentando fazer a coisa certa. Professora de pré-primário, dando aula em Faculdade...

Barreiras internas, muros externos. Paradoxalmente à lógica pré-estabelecida, dorme desacordada em algum dormitório trivial.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 04/03/2007 08:58:33 # 0 comentários
sexta, 30 março, 2007
Descompasso

Vagando por desertos; nem tão quentes, nem tão arenosos... Entre milhares e apenas um.

Luz difusa, alto brilho, outdoors em movimento. Uma cena esquecida dentro de um apartamento. Poeira em alto mar, oásis no deserto.

Levantando vôo por si só. Retirando energia da mais oculta mitocôndria...

Momentos de fúria, momentos de dor; momentos de ódio, momentos de horror. Tudo ao mesmo tempo e nada por acaso. Alegria ainda vem... Felicidade instantânea, feito macarrão. Acontece inesperadamente.

Vitória, Porto Alegre, Brasília, BH? A beleza da vida está nas surpresas que o futuro apontará...

Rima barata, comprada num camelô. Ciência inexata, como rir da própria dor.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 03/30/2007 12:20:22 # 0 comentários
sexta, 23 março, 2007
Desordem ordenada

Continuava a cantar, porém uma forte chuva caiu sobre o campo de batalha, e os corpos envoltos de medo, desapareceram como num piscar de olhos.

Guerras de antigamente, jogos com fases bem definidas. Qual será o próximo episódio?

Várias seqüências de sim e não, formando idéias que não se pode compreender...

Textos com inicio há alguns dias, dias em que se pode escrever livros... Viagens. Cada retorno deixa a sensação de que algo ficou para traz. Prefiro não contar quantas vezes isso aconteceu.

Encarar a realidade, em busca de ar. Obstáculos, interferência impertinente, esperando que a chuva caia e lave tudo. Tentando superar a sensação de falta: de ar, de certeza, de lugar...

A cidade cresce e continua sempre no mesmo lugar... O dia passa rápido, a noite é difícil de passar. É uma viagem, como todas as outras; em breve virá o retorno.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 03/23/2007 11:26:34 # 0 comentários
segunda, 19 fevereiro, 2007
Particularmente

Parece que todo mundo está pulando... Mas não! Eu por exemplo, estou calmamente acomodado em minha casa, navegando nas águas turvas da internet, escrevendo textos sem nexo e ouvindo músicas realmente bem elaboradas.

Pra ser sincero, devo ser meio chato, meio velho fora do tempo, mas prefiro ser assim. Sou anti-social demais para andar em meio a uma multidão enlouquecida. Sou social demais para comemorar a fome de perversão do ser humano.

Porém, me vem a idéia de que não devo falar sobre isso. Afinal, de que adianta discutir algo em que se é quase solitário de opiniões? Prefiro continuar escrevendo, mesmo que seja sem rumo, mesmo que seja sem nexo, mesmo que seja por ser...

Parece-me interessante, neste momento, começar todos os parágrafos por “P”. Talvez depois eu venha a achar uma idéia idiota (o que é muito provável que venha a acontecer), porém, pra quem escreve por escrever, qualquer idéia mesmo que tola é bem vinda.

Parado, apenas ouvindo o som do computador, isolado da bagunça que o mundo faz lá fora de casa... Falando assim, até parece que alguma coisa extraordinária acontece por aqui. Falando assim, até parece que tem festa pelas ruas. Falando assim, até parece que eu me esqueço aonde moro. Falando assim, até parece...


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 02/19/2007 12:17:48 # 0 comentários
terça, 13 fevereiro, 2007
Romance psicológico

É muito complicado entender e muito difícil de acreditar. Entretanto, se mostra de formas cada dia mais explícitas, munidas de um tom de tamanho sentimentalismo. Reais? Irreais? Pena ou diversão?

Palavras apenas, meras repetições... Tentativas equivocadas de encontrar a realidade. Passos em falso. Coisas muito difíceis de serem ditas, sendo ditas de forma tão fácil. Tão perigoso falar... Quantas vezes antes já foram ditas? Quantas vezes depois ainda serão?

Frases de um romance psicológico, emocional, tolo em boa parte do tempo. E mesmo sendo a verdade, causa angústia dizer.

O silêncio aparente e o barulho ensurdecedor dos pensamentos... Labirinto bem elaborado, dificuldade em encontrar a saída. Absurdos... O que fazer? Conviver em meio a triste realidade do mundo que procura o certo fazendo o errado.

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 02/13/2007 02:15:24 # 0 comentários
sábado, 27 janeiro, 2007
Retorno

Nuvens por todos os lados, os prédios sob os meus pés. Espaços entre frases em busca da adaptação primorosa... A antiga forma de falar sobre assuntos atuais. Coisas simples ditas através de dissonâncias harmônicas.

Devaneios e déjà-vus... Idealizações, terremotos no inconsciente. Sons com sentidos mutatórios. Mudança de planos ou indecisões?

Posições e contraposições, antagonismos de antagonismos. Faltou talvez o satélite, idealismo de comunicação, imagens a cores para uma platéia daltônica... Abstenção da vida virtual. A retirada do tapete sob o chuveiro, sem medo de cair na real. A primeira impressão após a queda...

Idéias voando nos ares, girando sobre mentes tempestuosas. A multidão inquieta; impaciente compartilhamento do sonho de Ícaro. Hora de carregar novamente as poucas coisas acumuladas durante alguns anos, sobreviventes de um crescimento involuntário quase insentido.

De volta aonde tudo começou. Um passado redesenhado. Rabiscos ainda sem muita clareza. Com cores fortes e vistosas. Reflexos do que ainda poderá acontecer.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 01/27/2007 02:28:31 # 0 comentários
quarta, 13 dezembro, 2006
Bloco de notas

Estrada longa, viagem de certa forma cansativa, mesmo estando apenas sentado olhando a paisagem pela janela. Dentro da cerca os bois pastam o asfalto... O mundo em forma de globo gira globalizando, deixando tudo cada vez mais global.

Respira ansiedade, minutos passam como se fossem horas. Pouco tempo de saída e a pressa de voltar. Muita coisa pra organizar, pouco tempo para apenas escrever.

Pensava que sabia o futuro. Imaginava e fantasiava como tudo poderia ser. Mas tudo o que eu mais queria não era tudo o que eu queria... Eu antes não sabia, e agora voltava a não saber...

Não vejo navios, nem vejo barcos. Vejo Canoas... Espero que o porto seja um porto alegre, mas não faço idéia do que me espera. Espero apenas, e isso já faz parte da viagem...

Viagem de pensamentos... Idéias guardadas dentro do bolso da camisa. Palavras bonitas em meio às combinações fúteis das sentenças. No meio de tudo um sonho sem muita explicação. Apenas um sonho sobre o que virá.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 12/13/2006 01:34:58 # 1 comentários
sexta, 10 novembro, 2006
Prosa poemática

Agitação no ar. Tumulto e desordem entre a multidão. Feriado prolongado, avião atrasado pra não pegar o avião. Das crises mil a mais nova...

Você fala, e a palavra passa pela minha cabeça antes. Talvez para uma certa aprovação. Coisa de segundo, é claro... Não chega a se caracterizar como algo de extraordinário. Quem sabe isso não acontece também com você...

Tempo... Idade... Carro 2.0 não muito novo. Às vezes parece ter um tom melancólico, mas acredite, é mais pura reflexão de exaltação do que melancolia.

A vida inteira pela frente e alguns anos para trás. Alguns demorados, quase eternos; alguns últimos quase rápidos e despercebidos. Boas festas, pular carnaval, comer chocolate, férias, parabéns, e final. O ciclo se repete, só as revoluções por minuto parecem ser alternadas.

Uma criança de oito anos que ainda não representa muito para a maioria das pessoas. Nascida há oito anos, que parecem terem sido ontem, depois de doze anos que demoraram pra passar...

Caminhando pela calçada, vagando pelos pensamentos... Por um instante parece que o concreto vai ceder. Para, analisa, e por fim da o passo inicial. O pé parece afundar mas a mente torna à realidade. É pura impressão. Ainda não é hora para o caos.

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/10/2006 09:31:17 # 3 comentários
segunda, 02 outubro, 2006
Flutuando em grades

Cansado, numa segunda-feira nublada, em meio a muitas incertezas. O que parecia certo não se mostrou tão certo assim. Parece que o destino gosta de dar umas rasteiras nas pessoas... Não sei se isso é bom ou mal, não posso dizer com clareza se vai ser melhor ou pior.

Escolhas esperançosas, tristes constatações. Um pouco de alegria e algum desânimo para amargurar. Decisões que podiam ser tomadas de uma única vez adiadas, jogadas para uma próxima vez, uma nova escolha.

Em meio a tudo isso, uma mente conturbada. Compulsiva e talvez até desregulada. Achando-se certa em meio aos fatos que a incerteza coloca à sua frente. Finge não estar interessado, preocupado, ansioso.

Algumas canções tentam em vão o ninar... A noite cai, a madrugada vem chegando. A mente se abre e se fecha. Para, escreve, pensa, vaga entre os misteriosos mundos da imaginação, da projeção, do sonho, e por fim, cai novamente na realidade. A realidade de uma segunda-feira, nublada e cansada...


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/02/2006 12:10:24 # 30 comentários
quinta, 30 março, 2006
Desintegração

Sempre errado, no meio da multidão, sem ser notado. Um social, meio anti-social, sempre educado com todos. Ideais de mundo perfeito, vida organizada, vontades perdidas num espaço delimitado.

Bits, bytes, gigabytes... Talvez um pouco mais; talvez por isso um pouco menos. Se é difícil pra você entender, imagine como é para mim. Não há nada errado; as coisas só estão fora do lugar. Mas isso está errado. Cadê a organização?

Eu me encontro no meio dessa desordem. Por onde começar? Vejamos... Não, ainda não. Ir para frente, voltar para trás... A vida de repente aparece de mãos estendidas! Não fica olhando essa televisão, sai dessa poltrona, abandona tudo isso que te faz ficar assim.

De repente o mundo muda e você fica parado. Acaba fazendo tudo o que não queria fazer. Vai correndo... Quem sabe ainda se alcança o trem que te leva pro resto da vida...

Anda, vai, corre!

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 03/30/2006 01:03:49 # 1 comentários
terça, 17 janeiro, 2006
Estúpido avesso do sinônimo

Ninguém merece o castigo de ter de conviver com pessoas com excesso de ignorância ao quadrado! Existem pessoas ignorantes, que mesmo sendo muito ignorantes, são tranqüilamente compreendidas e, por isso, pode-se viver normalmente com elas. Mas existem “uns” que chegam a ser desprezíveis, detestáveis, abomináveis, e até mesmo outros “áveis” por aí...

Tem gente desse tipinho que ainda acha que vai ganhar alguma coisa sendo desse jeito... Tem empresários que querem vender usando a ignorância! Não quero aqui dar uma de “professor” e ensinar para esses lojistas estúpidos como fazer suas vendas; mas convenhamos que qualquer pessoa na face da terra (menos esses idiotas, é claro) sabe que se um possível cliente for tratado com ignorância, ele nunca mais voltará sequer a passar em frente àquela empresa.

Se um pobre coitado desse (que deve viver na mais profunda imundície, dos mais abjetos modos, sem uma gota sequer de ética, prestes a apodrecer de tão venoso viver, entregue ao desregramento e ao desrespeito) acha que vou colaborar com sua devassidão e sua desventurada sobrevivência neste mundo, que fique apinhado em seu improfícuo pensar. Por mim, que morra em sua estupidez.

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 01/17/2006 12:17:19 # 2 comentários
sábado, 31 dezembro, 2005
Adeus velho amigo

É sempre meio difícil deixar um velho amigo para trás... Depois de longos e breves dias de uma sólida amizade, trocar algo conhecido pelo desconhecido dá um certo receio. Ainda mais, quando um novo “amigo” nos vem, e nos leva a fazer coisas das quais, passando por algumas dores, nos arrependeremos no outro dia.

O mundo todo fica tão alegre com uma despedida, que me causa até medo. Eu ficaria muito mal, se a beira da morte, aquele que achava ser meus companheiros fiéis, festejassem sobre meu tumulo.

Porém, velho amigo, não há jeito. É assim que as coisas andam... Você foi um bom amigo! Nos deu muitas alegrias, algumas tristezas, nos mostrou coisas que nos fizeram crescer, e nos mostrou que nem sempre as coisas são tão fáceis como se imagina...

É isso meu velho amigo. As coisas têm que andar... E infelizmente, tão felizmente, agora te abandonamos.

Mas se por acaso te servir de consolo, lembre-se: você também já nos foi desconhecido, tornou-se nosso amigo, e agora fazemos isso com você. Isso é só empolgação de momento! Nós faremos a mesma coisa com ele...

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 12/31/2005 11:59:50 # 0 comentários
sexta, 30 dezembro, 2005
Rotineiro e Mutatório

Aperta o passo. Foge do laço. A arquibancada toda vem à baixo. Vem ver o que há, e o que virá. Não sabe se fica parada ou se corre.

Um carro passa entre a multidão. Passa barulhento rápido brilhante. Pareceria uma estrela cadente se não fosse o barulho e a direção.

Enquanto isso, tudo já mudou em algum lugar por ai. As notícias chegam aos montes de qualquer lugar. Apenas aqui não há nada mais agora.

Horas passam abraçadas aos dias. Amigos são amigos! Estão sempre juntos. Confundem os dois. Mas um é rotineiro e o outro e mutatório.

Estão todos na porta do ambulatório. Cirurgia de risco total. Se algo de errado acontecer, é adeus, tchau... Nada mais poderia se fazer.

Está tudo certo outra vez. Reina novamente a loucura no mundo dos loucos. As portas se abrem e todos correm novamente. Alguns batem de cara com a pilastra! Mas isso acontece...

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 12/30/2005 03:27:16 # 0 comentários
sexta, 23 dezembro, 2005
De olhos abertos

A observação de fatos, mesmo que sejam isolados, pode ser útil. Primeiro se observa algo, depois se chega a uma constatação. Da constatação se passa para a conversa. E esta última é a mais perigosa, pois é dela que saem as conclusões.

Não digo nada disso por mero acaso! Uma pequena observação, feita a poucos dias, gerou uma conclusão que hoje foi dada por verdadeira.

Isso acontece geralmente... Alguém passa, colegas comentam, chegam as conclusões, e elas, por acaso, se concretizam.

Eis então a minha observação para esses fatos: Não adianta tentar se esconder por detrás de fatos imprecisos, precedidos de relatos tornados opiniões fixas.

Ninguém faz nada “por acaso”, “de uma hora para outra”, sem ter um motivo forte que o leve a executá-lo. E por falar nisso, eu já poderia ter observado que estou sendo inconveniente... Mas permita-me apenas finalizar: Não tente esconder a verdade... Mais cedo ou mais tarde, através de conclusões ou de fofocas, ela virá à tona.

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 12/23/2005 11:30:26 # 0 comentários
terça, 20 dezembro, 2005
Vai a pé!

Imagine uma das maiores cidades do mundo. Imagine as milhares de pessoas que circulam por suas ruas. Imagine as distâncias a serem percorridas com as mãos cheias de pacotes e sacolas.

Vai que por uma mágica qualquer, todas essas pessoas, com todas essas compras, tenham que andar a pé por toda essa distância... O que fazer? Em plena semana de Natal!

Nova Iorque está sem ônibus e sem metro... E o pobre nova-iorquino vai ter de andar a pé... Fazer o que, não é? Não fui eu quem o mandou jogar fora o carro novinho, com um pneu furado... vai lá! Boas compras e feliz natal!

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 12/20/2005 11:54:48 # 0 comentários
domingo, 18 dezembro, 2005
Temporal

Porque ficar assim? Os anos ainda virão. Os dias, por certo, talvez, ainda não acabarão.

Dizem para não viver de passado... Dizem para não pensar muito no futuro... Então aonde viver? O presente não existe, pois sempre já haverá ido embora, tornando-se passado, e o minuto seguinte ainda não veio, por isso é futuro...

Onde viver? Do que viver? Como viver um tempo que não existe e que se perde a cada milésimo de segundo? Como competir com algo tão veloz e desesperado?

O tempo corre na velocidade da luz. As luzes se apagam, mas o tempo não para...

Torce e retorce. Bate a cabeça contra a parede, contra as mãos, contra o vento. Aonde está o meu presente? Eu ainda não estou contente...

Espera-se três anos ou mais; e um dia, tudo enfim termina. Poderia haver um novo início? Não sei... Agora espero outra vez. Quantos anos mais?

Alguém, talvez, me espera com o telefone na mão; ou talvez não.

O tempo passa, voa... O tempo é temporal. É temporal e eu não vejo os raios; só ouço os trovões...

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 12/18/2005 04:05:24 # 0 comentários
quinta, 15 dezembro, 2005
Trajetória

Foi bom! Dormiram, roncaram. A vida foi vivida normalmente, mas já não era apenas uma vida... Havia algo a mais. Uma segunda pessoa no interior.

Apareceu-lhes. Cara de joelho? Não! Joelhada na cara de quem o dissesse. Um estômago mais dois...

Trabalha, trabalha! Ele tem que crescer. Cresce; vive de estripulias. Filia-se ao grupo do fundão. Cresce mais.

Mesmo acordado, ainda dormia, e por isso acordou... Passou para frente a cota do grupo. Percebeu que tinha consciência, cérebro, raciocínio, sentimento. Sentiu-se mais humano do que nunca.

É elogiado, ganha parabéns, cresce mais um pouco, perde peso. Perde, retirado, o leme da sua vida. Alguém passa a guiar o navio, e não mais ele. Eis o problema!

Psicólogo, analista, fluoxetina. Não era doido! Isso acontece com todo mundo... Apenas fora uma dose muito forte, retirada tão de repente, e contra sua vontade.

Tornou a passar o leme à frente por mais vezes... A cabeça lhe mostrava, a todo momento, que ela existia; e mostrava isso da pior forma...

Acabou presenteando o leme... Responsabilidade, pressa, idéias, soluções, entendimento, mudanças... Foi bom! Dormiram, roncaram. O número sempre aumenta.

Trabalho, trabalho, trabalho. Corre, corre. Alguém mais tem de crescer...

Cabelos vão perdendo a cor. As forças vão se perdendo. O espelho se torna maior. A vida passa. Os carros andam.

O texto sempre deve ser lido novamente, desde o início, até ao fim. Não há tanto espaço por sobre a terra. Embaixo dela, ele repousa... Muitas vezes ainda o texto será lido.

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 12/15/2005 06:39:18 # 0 comentários
segunda, 05 dezembro, 2005
Recado ao Senhor Reticências

Caro Senhor Reticências; gostaria que soubesse que para sua infelicidade, não deixarei de escrever esses miseráveis textos. Por uma razão que não é de meu conhecimento, veio o caríssimo senhor a não apreciar os meus humildes escritos... Porém, ter a audácia de querer que eu não mais os publique seria muita ignorância.

Neste mundo cheio de idéias opostas, estilos diferentes, verdades nem sempre verdadeiras, nunca um ser humano será capaz de agradar 100 % o outro. Ainda bem! Pois esta também não é a minha intenção... Não pretendo agradar a ninguém com estas minhas palavras. Escrevo por que é uma obrigação que tenho para comigo mesmo; uma forma de jogar para fora do meu ser todo esse peso, todas essas palavras muitas vezes fúteis.

Queira saber, mui respeitoso senhor Reticências, que eu não necessito de vossa apreciação. Existem muitas fontes de leitura que agradarão muito mais ao senhor, do que estes meus pobres, inexperientes, importunos e entediantes textos.

Queira ainda me desculpar por ter escrito esse artigo com o único objetivo de lhe dar uma resposta ao vosso tão improfícuo comentário. Eu não teria necessidade em fazê-lo, poderia ter mandado uma resposta direta. Porém, o senhor não teve a bravura suficiente de se identificar.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 12/05/2005 09:00:00 # 0 comentários
domingo, 04 dezembro, 2005
Jardim de infância

É interessante pensar que tudo pode ser mais colorido que eu imagino, ou melhor, que eu vejo.

É sabido que coexistem opiniões variadas; e visões variadas. O correto é saber que muitas vezes, mesmo sendo contrárias, formas de interpretar a vida dividem o mesmo indivíduo... O mesmo cérebro...

A muralha imaginária que divide os dois mundos não é bem uma muralha, e sim, uma tênue linha gasta pelo atrito constante. E ainda existem os problemas de probabilidade...

O problema das verdades pouco prováveis, é que elas podem ser tomadas como mentiras; e o pior, encobertar mentiras verdadeiramente reais.

Existem séries de adversidades programadas previamente, para variados dados instantes de tempo e lugar.

Somos apenas infantes! E a infância é muito complicada para ser vivida por crianças... Temos muito que aprender. Certas pessoas precisam que as ensinemos.

Realmente será uma longa jornada. Ainda quebraremos muitos copos, e fugiremos de medo do castigo. Alguém ainda vai quebrar uma vidraça, e nós é que levaremos a culpa...

Mas nessa estrada que a poucos anos autorizou o livre “vai e vem” de almas perturbadas, ainda existem os que sairão, infelizmente, mais cedo; e os que por infelicidade, tomarão o caminho contrário.

Somos quase todos infantes! O parque está cheio. O sol brilha. Os brinquedos estão por todos os lados. Existem mamadeiras, chupetas, barro, macacões e vestidos sujos, choros e sorrisos...

Cuidado crianças! É tudo muito divertido... Mas alguém pode se machucar...


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 12/04/2005 02:24:06 # 0 comentários
sábado, 03 dezembro, 2005
Erremos...

Realmente roemos rochas! Rochas rígidas, recalcadas, roídas raramente.

Realçamos remates relutados recentemente. Roncamos, rompemos.

Rachaduras rasgam rótulos. Riem ridiculamente... Revivem-se regalias...

Retomamos rotas reencontradas. Rapidamente recortamos restos, resquícios, ritmos...

Reparemos relógios! Realmente resta-nos remar! Remar rios errantes...


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 12/03/2005 05:59:26 # 0 comentários
quinta, 01 dezembro, 2005
O Muro

Dizem que todas as noite são iguais; mas para dizer a verdade, não compartilho dessa opinião.

O que se passou, aconteceu num dia, nesse período em que o sol se esconde de nós. Teve início a partir de um estalo. Uma idéia!

Estava combinado; assim seria... Momentos de busca por longos caminhos.

Perfeito! O silêncio aqui toma conta; a calma está no ar. Mas eu não deveria ter pensado nisso... Carros, bicicletas, pessoas... Porém, alguns índios bloquearam a Estrada de Ferro Vitória a Minas, e por isso, o pior não teria vez.

Ouvem-se risos; são risadas diferentes; parecem até mais engraçadas... Surgem estalos criativos, que talvez fossem muito bem aproveitados, se ali houvesse um gravador, que os recordasse no futuro. Os nervos reclamam mandando seus impulsos retorcentes...

Transformações ocorrem. O toque de algodão vira seda. O incrível fora alcançado... Vertigens levam consigo alguns sentidos. O sino toca, lembrando que mais um dia se aproxima de seu fim. Sim! Pode-se ouvir o som dos sinos...

A hora da partida é chegada, e então, talvez me perguntarás: “onde está o muro?”. E eu lhe responderei apenas que ele sabe onde está. Crei eu, que ainda ali permanecerá... Por muito tempo... Imóvel, reto e observador.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 12/01/2005 11:54:46 # 0 comentários
quarta, 30 novembro, 2005
Cafezinho

Ao acordar, de manhã, bem cedo... O primeiro contato que o estomago tem pelas manhãs com o mundo exterior. Já estamos tão acostumados que nem mesmo paramos para pensar...

Este texto tão estranho, é dedicado ao café. Não tem nenhuma importância, é verdade; porém, decidi não sei ao certo o porque, sobre ele falar.

Além do café que se toma pela manhã, existe um que até poucos dia não me chamava atenção: o café em copinho de café, de plástico mesmo... O popular cafezinho.

Ele ostenta uma certa pose burguesa, inexistente é claro, mas que se mostra interessante em alguns momentos.

Parece parecer tão nobre... Tão importante... Tão reunião de negócios... Mas também não tem importância alguma.

Ao desse tipo que o caríssimo leitor lê, não deveria ao menos ser escrito...


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/30/2005 03:31:13 # 0 comentários
segunda, 28 novembro, 2005
Incertezas...

Não se quer o que tem chance de dar certo. Mesmo que se queira o certo. O certo é o objetivo. O incerto traz o fascínio.

Querendo se impede. Impede-se que queiram. Querendo não é o certo. O certo é que queiram. Mas o certo, às vezes se torna incerto.

Pontuação! Menos na aparência, menos na idade, menos na vontade própria; mais probabilidade... Mais aparência, mais fascínio, toda vontade própria, mais vulnerabilidade; menos confiança...

Notas? Balança quebrada. Olhos fechados. Realidade inconsciente!

A ou B? O relógio corre. Você é quem escolhe. Os ponteiros do tempo não param, mesmo que a pilha acabe. Lembrar-se dos planos, da programação, dos ideais.

Confusão total; pura obscuridade. Clareza embaçada; óculos sem grau? As cartas estão na mesa... “De que você vai?”. Daqui a pouco pode cair a próxima chuva; e a chuva lava as ruas. Cuidado para não escorregar.

Por acaso seria eu inconveniente se me retirasse agora? Espero que não... Há muito a se fazer... Olhos pesados e inchados olham para o chão...


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/28/2005 06:03:54 # 0 comentários
domingo, 27 novembro, 2005
Sinfonia da Vida

Pobre poeta que não sabe o que é poesia. Pobre cronista que não sabe o que é crônica. Pobre ser humano que não sabe o que é vida, e por isso mata, mata sem saber o que é matar, o que é morrer, o que é tirar a vida...

Pobre daquele que pensa que é rico, e que se sente o mais pobre do universo. Pobre homem é aquele que pensa que tem o poder em suas mãos, que ninguém com ele pode, que ele pode tudo com suas próprias forças.

Existem muitos que possuem falta de ar, mas o ar na verdade não lhes falta, está sempre ao seu redor. Vácuo somente no espaço. No espaço não há vida. Muitos perdem a vida por falta de ar. Mas o ar, ainda não falta.

Pobres desafinados! Entendem que a vida nada mais é do que uma música, porém, não possuem habilidade para cantá-la. Também tristes são os roucos, os gagos, os fanhos. E os mudos? Vivem também todos eles...

Nem todos os dias o sol mostra seu brilho aos que debaixo dele estão. O sol sempre está sobre nós. Nem sempre ele aparece. Sabemos que existem chuvas. Há dias em que elas não caem. Há meses em que não se pode notar um pingo d’água vindo dos céus. Mas há semanas em que as águas molham todos os dias...

Crianças nascem, velhos morrem, adultos vivem bem e adultos vivem mal. Nem sempre se vive como se deve viver. Nem sempre se escolhe fazer o mais fácil, ao invés de fazer o mais complexo. Nem tudo o que se quer, é o melhor... E muitos não entendem isso.

Viver é uma coisa, saber viver é outra... Não importa que somente estejamos neste mundo. Não importa que apenas se viva. Importa que se viva a vida. E a ela se de vivas! Importa que não sejamos infelizes. Mesmo que hajam infelicidades...


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/27/2005 01:23:15 # 0 comentários
sexta, 25 novembro, 2005
Só para constar

Tenho uma inclinação toda especial para a ironia... Tanto para a arte de ser irônico, como para a capacidade de ver a ironia em traços sutis. Mas e daí? Sabem o que me aconteceu outro dia? Também não hei de contar.

Falar sobre mim não tem graça. Também não é minha intenção “fazer graça”.

Minha opinião não deve contar! Seja frio, não se misture, não seja você...

Vamos acrescentar mais formalidade aí! Sejamos pedras! Nada de falar sobre você. Isso é chato... Ninguém está ligando pra isso. Mude seus textos, Senhor Richard. Cultura, informação... Política, corrupção, mensalão. Fale sobre o que a mídia fala. Ajude-nos a dominar o mundo. Acrescente um pouco de violência nisto. Nada de falar de problemas de vista, de casos que você acha interessante, de coisas que aconteceram com você. Pode contar comigo, Senhor Richard... Pode contar comigo; deixa que eu escrevo para você.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/25/2005 02:10:57 # 0 comentários
quarta, 23 novembro, 2005
Não eu!

Depois de ter lido um de meus textos, meu irmão certo dia me disse: “legal, mas eles estão começando a ficar ruins”. Então, quis logo saber o porque (afinal, o leitor tem sempre a razão; pois ao que escreve cabe escrever, e ao leitor cabe ler; e se o leitor também achar, que porventura meus artigos estão “começando a ficar ruins”, é porque ele deve ter razão...). Ele me disse que eu estava falando muito de mim, e que por isso, estavam meio “sem graça”.

Confesso ao leitor que a minha vida, e o que acontece durante a repetitiva trajetória dos meus dias, não tem mesmo muita graça. Pelo contrário; não tenho a menor habilidade para palhaço. O meu semblante sério, sustentador de lentes corretoras, geralmente não faz mover nos outros, os músculos faciais responsáveis pelo sorrizo...

Respeito essa opinião. Eu mesmo, muitas vezes, leio algumas “pérolas” minhas com muita severidade...

Respeito os que acham desta forma; e por isso mesmo, ainda que venha a escrever sobre mim, tentarei fazê-lo, colocando outra pessoa nesse papel. Pois talvez, simplesmente pelo fato de não ser eu, desperte mais interesse.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/23/2005 06:45:38 # 0 comentários
segunda, 21 novembro, 2005
Cego em tiroteio

Eu sofro constantemente o risco de me envolver em uma briga enquanto caminho pelas ruas. Não vá, porém, julgando que eu seja um encrenqueiro; de modo algum! Tenho pavor de confusão. Quando sinto um clima pesado no ar, já saio de perto, procurando um local seguro.

Não sofro esse risco por vontade própria, como fazem muitos arruaceiros por ai. O caso é que possuo Miopia, que para quem não sabe, trata-se de um problema na visão, que dificulta a visualização de objetos que estejam a uma certa distância...

Mas o que há em uma miopia, que possa levar um sujeito a tomar uma porrada? Ou quem sabe um empurrão? Ou até algo pior?

O problema é que gosto de ser atencioso com todos os meus conhecidos. Sempre que os vejo, gosto de cumprimentá-los, e até mesmo perguntar como vai... Enfim, não gosto de correr o risco de, se porventura me acenarem, passar adiante sem dar-lhes atenção.

E é por isso que estou sempre “em perigo”...

Um dia desses, quando eu caminhava pela Avenida Principal, fiquei encarando uma menina que estava ao lado do namorado. Estava em dúvida se era ou não uma amiga minha... Os óculos não estavam ajudando muito, e por isso eu me fixava exaustivamente em olhá-la.

Como os rostos zangados são mais fáceis de se ver, pude notar que o rapaz ao seu lado não estava gostando nada daquilo. Mas graças a Deus (que sempre protege os míopes, assim como a todos que lhe pedem socorro) quando cheguei um pouco mais perto, pude perceber que se tratava sim de minha amiga.

Cumprimentei-a, e também dirigi um curto “oi” para seu companheiro (afinal, não é bom facilitar, e ser taxado paquerador de mulher alheia).

Felizmente desta vez não houveram problemas; mas não sei se terei sempre a mesma sorte. Por isso mesmo é que eu peço: Não se zangue com um pobre usuário de óculos!


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/21/2005 03:30:45 # 0 comentários
sábado, 19 novembro, 2005
Bela ladainha!

Se eu quiser continuar escrevendo, vou ter que mudar a minha forma de viver. Afinal, como poderei escrever se não vejo nada que possa me inspirar? Que proveito haverá em gastar tempo tentando escrever, sem ter o que escrever...

Também não posso agora, por esta razão, sair escrevendo sobre qualquer situação que eu presenciar, pois assim, deixaria o amigo leitor entediado com tanta repetição.

Então, como já é tarde, tentarei dormir. E quem sabe dormindo, sonhar com maravilhosas palavras, que se encaixem perfeitamente, fazendo o leitor suspirar de alegria, por ler um texto tão bom... Tão bom, que por certo não deveria nem ter sido escrito.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/19/2005 05:13:25 # 0 comentários
quinta, 17 novembro, 2005
Sina ensinada

Talvez o pobre menino Pedro não devesse ter ido à escola naquele dia. Talvez se não tivesse realizado o seu caminho diário, nada teria acontecido. Porém, tinha várias coisas importantes para estudar naquele dia, tais como o “Binômio de Newton” em Matemática, e “Estequiometria” em Química; assuntos muito importantes para a sua pretendida carreira de jornalista. Por isso, foi...

Não seria certo impedir que o pobre rapaz fosse estudar... Ninguém poderia imaginar o que aconteceria.

Ele andava com passos firmes em direção ao seu destino. Tinha sempre fixas em sua mente as suas idéias. Planejava um grandioso futuro. Talvez pensasse em ser tão bom como o apresentador do telejornal que assistia diariamente. Talvez sonhasse até mesmo em tomar o seu lugar. Talvez preferisse apenas ter o suficiente para uma vida digna e confortável.

Sabia portanto, que a educação era importante. Sobretudo no Brasil, onde a educação é tão valorizada, e os conteúdos ensinados tão bem aproveitados no dia-a-dia. E não pense que dizendo isso estou sendo irônico... Pelo contrário! A educação brasileira atende muito bem aos seus objetivos: transformar o povo em máquinas, entretê-lo com assuntos “de suma importância”, ensinamentos que mostram ao povo como procurar seus direitos. E como mostram...

Mas voltemos ao pobre menino Pedro, que sonhava em ter uma oportunidade na vida... Pois é! Seus sonhos foram interrompidos durante uma aula de Língua Portuguesa. Um tiro atravessou seu corpo magro e desnutrido...

Entretanto, ninguém tem nada a ver com isso; não é mesmo? Afinal, você conhecia o Pedro? Não? Nem eu... Então porque se preocupar com ele? Pobre coitado... E assim, ainda muitos “Pedros” virão. Virão e nos mostrarão como é que a “coisa” funciona...


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/17/2005 05:10:01 # 0 comentários
terça, 15 novembro, 2005
Efêmera vida estática

Vamos andar por aí, e ver o tempo passar! A mágica das horas se esgotando. O calor do sol a nos torrar a cada dia, a cada mês, a cada ano. Anos, décadas, séculos... Todos voam!

O stress de ter muito por fazer, e não fazer nada, ou fazer tudo de uma vez. As estações passando apressadas, muitas vezes confusas entre si, levando a cada dia um pouco mais de vigor.

A vida escorre pelos dedos, e às vezes, parece que não é vivida da forma correta, como se deveria viver... A pressa acaba atrapalhando ainda mais! O ser humano não para pensar, se programar... Os planos vão “por água abaixo”, e o que nos sobra é a esperança de que seja o melhor.

O egoísmo nojento que gruda nas pessoas, e que me dá ainda mais raiva por também estar grudado em mim. A acomodação que torna as pessoas miseráveis; contra ela é também a nossa penosa luta.

A falta de amor, de consideração... A falta de confiança nos outros, devido a experiências infelizes de outrora. A ansiedade de ter tudo sobre controle, e a realidade de não ter controle sobre nada. A vontade de que tudo fosse bom, que tudo fosse certo, e a triste constatação do descaso, da pouca vergonha, da desigualdade; a falta de “tudo um pouco”.

Todo esse caos ao redor, o tempo correndo a São Silvestre de cada fim de dia, de cada fim de hora, de cada começo de fim... Tudo isso, e eu não posso fazer nada realmente importante. Tudo isso, e eu não tenho ao menos o poder de me livrar da acomodação, que me agarra com toda a sua força gravitacional, e me faz olhar para baixo.

Vamos andar por aí, e ver o tempo passar! Mas que ele ainda passe calmo, como o fazia nos meus tenros tempos de infante... E que não seja dolorosa a sua passagem; mas que passe trazendo a alegria... A alegria de amadurecer a cada dia.

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/15/2005 08:07:34 # 1 comentários
sexta, 11 novembro, 2005
Miserável exceção!

Onde está meu cobertor? Hoje fez frio o dia inteiro! Creio que tenho pelo menos o direito de dormir em paz, depois de um cheio dia de trabalho.

Estou com sono, e ainda sinto frio. Mas tenho uma cama onde reclinar meu corpo e descansar. Já achei meu cobertor.

E quanto a aqueles que não tem para onde ir... Não tem um lugar para se abrigar e se proteger do frio... Pobres habitantes de caixas de geladeira! Tudo o que têm é isso: um pedaço de papelão sujo.

Talvez não tenham oportunidade. Talvez não consigam emprego. Talvez sejam até um pouco acomodados (como muitas vezes também eu sou). Talvez não tenham com quem dividir suas dores.

É difícil falar. É difícil fazer algo que realmente valha a pena. Já nos ensinaram na escola, que toda regra tem exceção! Lembra?

O certo seria como tu o sabes... Mas acabaram por escolhê-los como exceção.

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/11/2005 10:56:33 # 0 comentários
quinta, 10 novembro, 2005
Nostálgica ronda

A chuva banhou a cidade, e avivou nela um agradável frescor noturno! Eu caminho pelas ruas desertas... A cidade inteira dorme,mas eu não tenho sono. O frio me faz lembrar de bons momentos. Eu me sinto bem, mesmo andando sozinho pela noite.

As montanhas, tão longe e tão escuras. As luzes, fracas e amareladas. Não podem me ajudar na sua busca... Você não está mesmo aqui.

Encontro em mim uma razão para estar em silêncio. Como todos dormem, eu não quero acordar ninguém. Por que o faria? Queria te encontrar, mas não encontro... Queria lhe falar, mas já é tarde... Muito tarde já é; e você não está mesmo aqui. Muito tarde, com certeza já é... Já é muito tarde, eu tenho que dormir.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/10/2005 12:32:14 # 0 comentários
terça, 08 novembro, 2005
Despertador

Estive procurando por um bom despertador, que realmente atendesse ao seu objetivo. Então pensei: Porque não escrevo meus artigos à noite, à mão, quando o computador já estiver desligado? Assim, ficarei ansioso para que o dia chegue e eu possa publicá-los!

Além de ser muito mais barato, com certeza deverá ser melhor do que essas porcarias que a gente encontra por aí.

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/08/2005 10:18:36 # 0 comentários
segunda, 07 novembro, 2005
Hodierno Croniqueiro

Sou daqueles que pensam melhor com um computador em sua frente, do que com papel e caneta nas mãos. Talvez pelo fato de eu ser um pouco preguiçoso (por vezes até demais, confesso).

Afinal de contas, a facilidade é bem maior! A mobilidade que se aufere para dar vida ou para matar uma frase é incrivelmente notória. Não existe a necessidade de se procurar erros por todo o texto, já que o “pouco falível” revisor os corrige quase automaticamente. A partir de um simples click, se tem acesso a um dicionário de sinônimos; uma ferramenta sempre presente, e muito utilizada na arte de enfeitar citações.

É isso mesmo, caro leitor. Esses são os tempos modernos; onde os textos são escritos em computadores, e publicados na Internet.

Pensando bem, é mais um motivo para se deixar a preguiça de lado, e escrever!


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/07/2005 02:29:28 # 1 comentários
sábado, 05 novembro, 2005
Neurônios...

Não consigo escrever nada! Estou a ponto de um “ataque de nervos”! As palavras não querem sair da cabeça, para irem para a página... Estão resistindo para não serem escritas.

É uma revolta? Então está bem... Qual o problema? Você não sabe? Então por que a revolta? Me diga!

Por acaso eu não tenho dormido direito? Ou será que não estou me alimentando bem? O que é que está faltando para você minha cabeça? Pense bem...

Isso só pode ser coisa da Associação dos Neurônios Humanos... Vivem reivindicando aumento de glicose, férias de sono, diminuição de carga pensativa, dentre outros. Deve ter dedo deles nessa história sim! A tal da greve está mesmo em moda por aí! E enquanto isso, os neurônios cruzam os braços, e eu fico aqui, sem poder pensar!


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/05/2005 03:44:49 # 0 comentários
sexta, 04 novembro, 2005
Outro quatro de novembro...

Quatro de novembro de mil novecentos e oitenta e seis... Eis que pela tarde deste tão sublime dia, nasce um menino. A partir desta data, um novo ser humano passava a habitar a terra: eu.

O tempo passa, e passa rápido; mais um ano vai embora, e a gente fica. Prefiro não pensar na idéia de que estou ficando um ano mais velho, pois um ano são 365 dias, e por isso, prefiro pensar que foi um dia a mais nesta minha longa jornada. Um dia muito importante, com toda certeza! Não devo imaginar que meu tempo está se esgotando, e que não tenho mais tempo. Afinal de contas, eu nem estou tão velho assim, não é mesmo?

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/04/2005 03:40:00 # 0 comentários
quinta, 03 novembro, 2005
Caminhada Noturna

Guarda-chuva na mão, idéias ao vento. Saiu por ali a caminhar; tinha pressa em chegar ao seu destino.

O ar estava fresco e agradável, e ele não se sentia incomodado com nada. Foi para o outro lado da rua (não gostava muito do lado em que estava). Virou-se e pode ver aquela grande fortaleza, envolta por seus fortes sistemas de segurança, que parecia esconder algum pobre e transtornado ser errante.

Podia ouvir, ainda que um pouco distante, o miado triste de um gato, possivelmente atingido pelo frio daquela noite de chuva.

Dali ele podia ver toda a cidade... Suas luzes, suas casas... A beleza da pequena e pacata cidade, que pela noite era tomada por uma formosura bucólica, ainda mais em dias úmidos de chuva.

Lembrou das conversas que havia tido durante o dia. Dialogar sempre lhe trazia uma alegria, uma calma que o fazia se sentir bem. Eram poucos os momentos em que tinha essa oportunidade, e quando tinha, não gostava de a desperdiçar.

O diálogo era uma mercadoria escassa... E pela lei da oferta e da procura, também se tornava cara para seus bolsos... Era retraído, às vezes não sabia muito bem o que dizer, mas gostava quando conseguia tirar de alguém algumas palavras... Considerava aquilo como um troféu, uma superação difícil que ele havia vencido em sua vida. Ainda mais nesses nossos dias, onde as pessoas vivem cada vez mais fechadas dentro de seus casulos superprotetores, se escondendo de toda e qualquer forma de comunicação.

Sabia que os dias continuariam, e que a luta diária para se comunicar nem sempre seria bem sucedida.

Porém, já estava satisfeito por aquele dia... E tudo que ainda esperava daquela noite, era apenas um bom banho, uma panela de pipoca e uma cama para dormir em paz.

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/03/2005 08:31:55 # 0 comentários
quarta, 02 novembro, 2005
Que ócio! Que nada!

Eram três horas da tarde. O ócio já o acompanhava desde cedo. Por isso, num surto de indignação contra si mesmo, decidiu que deveria tomar providências... Foi procurar o que fazer.

Encontrou seu escritório com as portas fechadas, e sentiu ali uma espécie de chamado. Era a sensação de que o trabalho pedia sua atenção.

Entrou. Procurou por sobre a mesa, algum documento que merecesse sua atenção; porém, já estavam resolvidas todas aquelas questões. Resolveu tentar mais uma vez... Ligou o seu computador. Também ali, nada havia a ser feito naquele feriado. Então, como medida extrema, pôs-se a inventar algo a fazer.

Naquele mesmo instante, um amigo chegou até a sua casa. Também estava com tempo ocioso, e pensou em conversar. Bateu palmas, chamou, gritou, até que foi atendido. Porém, ele estava com muita pressa, e nem deu muita atenção ao amigo; despediu-o, e voltou ao seu escritório. Já havia encontrado o que fazer! Estava muito ocupado, fazendo “nada” em frente ao computador...


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/02/2005 03:31:58 # 0 comentários
terça, 01 novembro, 2005
Aviso ao leitor

Não tome as minhas palavras, como se elas realmente falassem a respeito de mim... Nem sempre quando escrevo, estou descrevendo um momento da minha vida particular. O estilo por mim usado, visa mostrar o cotidiano do mundo. O que se vê em alguns de meus textos, é apenas o que eu vejo através destas minhas janelas da alma...

Não julgue o leitor que me conhece através de meus artigos... Nem afirme com certeza, que tudo o que escrevo diz respeito a mim! Mas saiba de uma coisa: Tudo o que os meus olhos captarem e aqui for registrado, é um simples retrato da realidade! Por mais dura que ela possa ser às vezes... Mesmo sendo por vezes bem-humorada... Tudo isso é parte desse nosso momento chamado vida, e do que ela nos proporciona relatar.

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 11/01/2005 10:35:51 # 0 comentários
domingo, 30 outubro, 2005
Azucrinante sina enfadonha...

Às vezes me deparo com um ser de aparência próxima à minha, mas que não reflete quem realmente eu sou. O espelho de quem eu falo, o oposto que não me é agradável, é o chato. Isto mesmo! Há momentos em que eu não suporto a mim mesmo, quanto mais aos outros, e por esta razão, sou taxado de “chato”.

Infelizmente, as pessoas de um modo geral, não estão sempre atentas a esta verdade. Nós somos chatos por natureza em alguns momentos! Porém, existem maneiras para que isso não ocorra com tanta freqüência, e venha a se tornar uma constante em nosso cotidiano. Devemos criar artifícios para driblar essa situação... Podemos tirar um tempo só para nós... Ou então, ficar perto das pessoas que gostamos... Fazer coisas novas e interessantes...

Eu confesso que sou a pessoa mais chata do mundo quando estou chato! Mas eu não quero ser assim por toda a minha vida. Não quero ficar reclamando todos os dias, das mesmas coisas, que nunca estão da forma “x” como deveriam estar... Não quero olhar de cara feia para as pessoas, como se elas fossem culpadas por eu estar do jeito que eu estou... Nem ficar sempre chateando disso ou daquilo...

Vamos tomar cuidado, caros leitores, para que não nos tornemos enfadonhos! O tempo passa, os dias sempre iguais vão nos cansando, o costume nos laça, e quando prestamos atenção, já deixamos coisas muito importantes para trás; coisas que nunca mais irão voltar.


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/30/2005 07:22:44 # 0 comentários
Torcicolo

Qual é a diferença existente entre se acordar às 10:30 horas, ou às 10:45 horas? Simples... Uma aguda e dolorosa afecção caracterizada por contrações nos músculos de um lado do pescoço!

Sim! Aquela parte do corpo que liga a cabeça ao tronco, é tomada por uma tortuosa dor, que acaba com o pobre sujeito afetado por ela.

Você perde a mobilidade, passa a andar como um robô, se vê gritando a cada 10 minutos por razão de uma dor diferente e fica reclamando o dia inteiro.

Quinze Minutos? Pois é, está mais do que comprovado que eles fazem uma grande diferença!


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/30/2005 11:16:28 # 1 comentários
sábado, 29 outubro, 2005
Jovem Ancião.

Em respeito aos meus cabelos brancos que brevemente hão de chegar, não escreverei nada de mais hoje... Estou ficando velho, essa é a verdade! Ainda não sei muito bem como lidar com isso! Ainda não me acho velho para já estar ficando velho! Mas acontece que estou. Não! Hoje não é meu aniversário! Ainda não...

As pessoas a minha volta estão cada vez mais adultas. Pessoas da mesma faixa de idade que a minha... Sinto que ainda não estou adulto o bastante para estar me tornando mais velho a cada dia que passa. Ainda não tenho estrutura para isso. Agente às vezes se assusta com situações normais da nossa vida, por que, na verdade, não as achamos tão normais assim.

Já dizia uma música: “Temos todo tempo do mundo”, mas a mesma música também diz: “Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou”.

O tempo passa, e eu aqui parado! Até quando será?


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/29/2005 11:49:33 # 0 comentários
sexta, 28 outubro, 2005
Escória

Ah, o cinza! Veja só como ele toma conta das cidades... Olhe só os arranha-céus! Não são lindos? O cinza é a cor do desenvolvimento! Respire... Hum! Que maravilha! O ar cinzento... Tão melhor que o ar incolor.

Para que todas essas cores se nós podemos ter o cinza? Para que plantar canteiros se podemos cimentá-los? Uma cor tão moderna! Por que não a padronizamos?

Vamos fazer isso! Afinal de contas, vai até combinar com o nosso cinza coração de pedra...


Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/28/2005 04:42:48 # 0 comentários
quinta, 27 outubro, 2005
Escuro vendaval...

É noite... O vento sopra forte. A escuridão deita sobre ele o fascínio. As luzes da cidade ofuscam sua vista... O silêncio está no ar! Os pensamentos o consomem. Nem a lua, nem a rua, nem as casas... Nada que em sua imobilidade se movesse o tiraria dali, do profundo vácuo de seus devaneios.
Os meses estavam passando cada vez mais rapidamente. Os dias estavam a cada dia mais breves. As mudanças repentinas o deixavam transtornado. Tudo vinha, mas tudo passava... e a maneira como passava o enfadava, sublevava seus pensamentos.
Aquele rosto, sempre de novo, tomava conta de sua mente... Por mais que ele persistisse em não deixá-lo voltar... Por mais que a sanha lhe consumisse a alma... Ainda sendo tudo o que transcorreu de altíssima gravidade... Mesmo assim, aquele rosto ainda estava ali. Volvia, por esta razão, toda cólera para si.
Mas aquilo fazia mesmo parte dele! A tortura fazia parte daquele pobre farrapo humano, no qual se esfregavam os pés sujos da imundície. Assim como o vento, que mesmo soprando com toda sua força “contra” ele, sempre lhe refrescava do calor.
Já no ápice da alucinação, sem muitas forças para sequer respirar, eis que se lhe aproxima uma luz... Talvez a mais forte que até aquele momento ele já havia percebido! Quis nela se arremessar... Viu novamente aquele rosto... Relutou por um instante... Mas, por fim, jogou-se sem pensar em mais nada!
O sol volta a iluminar mais uma manhã! Pessoas inquietas se espalham pela rua em um círculo... Na rua, estirado no calçamento de pedra, vê-se a figura de um homem... Morreu derrubado por um caminhão! Um caminhão, que havia ousado lhe extraviar de seus pensamentos...

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/27/2005 07:08:41 # 1 comentários
quarta, 26 outubro, 2005
Comece por você!

Não fique nervoso comigo por não conseguir ser quem eu sou, o que sou e como sou. É difícil às vezes ser você mesmo... Mas não tente por esta causa ser outro! Os outros são os outros, você é você... Cada um tem sua maneira de pensar, de agir e de viver. Uns são ágeis, outros nem tanto. Uns são grandes, outros não tem tanta estatura. Uns vão gostar de você, e outros não. Mas lembre-se sempre: você faz parte de uma estrutura que seria muito pior se você faltasse. Quanto a alguém não gostar de você, finja que não sabe desse “pequeno” detalhe. Viva a sua vida sem se importar com as opiniões de pessoas que só querem te prejudicar. Sorria para o mundo, mesmo que este seja pesado para você. E se alguém pisar em você? Não haja com ignorância... Perdoe quem fez isso! Quem merecer viver, se arrependerá e não voltará a fazer algo de mal contra você. Quanto a quem não se arrepender, não seja juiz para julgá-lo!
Viva e deixe viver... De a mão e não empurre... Faça o que convêm, e o que não for conveniente: esqueça!

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/26/2005 10:22:22 # 0 comentários
terça, 25 outubro, 2005
Insistência...

O computador disse que não ia funcionar! E o pior é que ele não funcionou mesmo...
O sinal vermelho estava demorando pra mudar! E como estava demorando...
O carro não queria “pegar”! E haja insistência pra conseguir...
A porta começou a emperrar! E que dificuldade pra abrir...
A calça não quis entrar! E essa falta de exercício...
A água acabou! E não caiu nem uma gota...
O despertador não tocou! Perdi a hora...
E, afinal de contas... porque foi que eu levantei da cama hoje?

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/25/2005 04:49:35 # 0 comentários
segunda, 24 outubro, 2005
Mortal moléstia

Eis que hoje ele estava doente: estava afetado pela ignomínia! Não resistiu por muito tempo... Morreu...
A ante-sala do inferno estava de portas abertas, e lá de dentro, ele podia ouvir os terríveis gemidos de dor... Com toda pressa do mundo suas pernas tentaram fugir, porém o fogo já estava a consumi-las. O opróbrio agora, seria seu eterno companheiro!

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/24/2005 06:59:01 # 0 comentários
domingo, 23 outubro, 2005
Perfídia Desvairada

Aonde leva essa loucura? Por que essa insistência em viver da forma como não se deve? Tantas perguntas, poucas respostas... Somente desculpas para se defender! Tanta crueldade, maldade, falta de amor, ironia... aonde leva tudo isso?
O ser humano se habituou a atos pérfidos! A moral e os bons costumes são deixados de lado... A podridão toma conta de vidas e mais vidas imorais... A insanidade já é tamanha, que nem se percebem tais atos como errantes!
O exemplo do que o erro causa não basta para certas pessoas! Mesmo vivendo em uma situação insuportável, não querem mudar sua maneira de ser, para que no futuro, os seus também não sofram como eles sofrem... Não aceitam a ajuda de quem realmente quer os ajudar, se atiram nos braços da volúpia, e voltam sempre, mais uma vez, a cair no mesmo desacerto.
Se o amigo leitor, assim como eu, não quiser se consumir; o que nos resta a fazer se conhecemos alguém que desta maneira gosta de agir, é o mais rápido possível, deste desvairado fugir!

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/23/2005 01:19:26 # 0 comentários
sábado, 22 outubro, 2005
Pequeno

Pequeno não tinha tempo para ficar parado. No meio do caminho sempre havia algo a fazer. Pequeno não se sentia bem com a vida que levava, mas ele se acostumava, e como se acostumava. De um lado para o outro andava, sempre se cansava. Não tinha tempo pra nada.
Queria ser Grande... Porém, era pequeno demais! Não conseguia deixar de o ser. Pensava na vida de uma forma diferente da que vivia realmente. Tinha planos em sua mente, queria ir para frente. Suas pernas eram presas por uma corrente... Até que um dia decidiu realmente olhar para frente.
Voou alto, foi além, superou... Aprendeu, organizou, planejou, cresceu, e tornou-se Grande.
E decidiu voltar, de onde havia vindo, e ali recomeçar de uma maneira diferente... Da maneira como queria que fosse!

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/22/2005 04:32:54 # 0 comentários
sexta, 21 outubro, 2005
Secretária Eletrônica...

Olá! No momento não posso postar nenhum artigo por que a minha Internet está fora do ar! Por favor, deixe seu recado na área dos comentários e, se possível for, com a colaboração do provedor, em breve eu estarei de volta, para postar mais algum disparate.

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/21/2005 03:30:40 # 0 comentários
quinta, 20 outubro, 2005
Loucura Digital

Às vezes, quando me vejo em frente a esta página, sinto um sentimento de tristeza e de solidão! Então o caro leitor me pergunta: qual a razão de tanta consternação e isolamento? E eis que eu respondo, sem esitar. Todos os dias eu falo com você sobre as questões das quais escrevo; mas o simples fato de possuir até este artigo apenas um único comentário, me leva à mente a seguinte pergunta: será que você existe? Será que este pobre homem sentado em frente a este computador está falando sozinho? Só de pensar que eu possa estar me tornando um louco digital, que vive a falar sozinho com pessoas imaginárias, virtuais, uma agonia tão grande me consome que eu penso em parar de escrever.
Por isso caro amigo leitor (se é que você realmente existe), faça de um ser humano, transtornado com o medo de se tornar um insano da tecnologia, uma pessoa normal. Mostre que você existe, e que não é só parte da minha imaginação nos meus textos! Clique no pequeno e calmo botão de comentário, e escreva em alto e bom “Caps Lock”: “OLÁ! EU EXISTO! EU SOU ALGUÉM DE VERDADE! ATÉ MAIS!”

Atenção! Isto não é uma corrente, e nem mesmo desespero. E só mais uma das loucuras do autor...

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/20/2005 04:52:55 # 0 comentários
quarta, 19 outubro, 2005
Metamorfoseáveis

Porque será que às vezes as pessoas agem de modo tão diferente, quando em situações diferentes? Será um instinto típico do camaleão, que de alguma forma misteriosa, ainda obscura, o ser humano “herdou”? Porque alguns precisam se metamorfosear em algo que não são?
A sociedade vive seus dias, e em todos esses dias notícias brotam de jornais, revistas, rádios e televisão (não necessariamente nessa ordem) falando de mudanças nas formas de agir ou pensar de algum indivíduo, e que na maior parte das ocasiões, gera prejuízo para outros indivíduos.
O que leva um “indivíduo X” que se mostra para Y como uma pessoa Z, a se mostrar para uma pessoa K como uma pessoa W? Quantas máscaras! Imaginem o tamanho do armário do “indivíduo X”! Imaginem o tamanho do banco de dados que ele tem de acessar todas as vezes que encontra com uma pessoa; afinal de contas, para cada pessoa ou grupo existe um modo diferente de agir e de pensar.
O importante é que nem eu e nem você, caro leitor, conhecemos pessoas como estas! E ainda bem que nós também não somos assim! Não é mesmo? Ou não será?

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/19/2005 05:44:02 # 0 comentários
terça, 18 outubro, 2005
Pobre coitada... terça, 18 outubro, 2005...

Para que o pobre e injustiçado dia de hoje não fique abandonado, ao léu, vou tentar espremer de meu cérebro algo que pelo menos se pareça com palavras. A cabeça está meio devagar hoje! Deve ser por culpa do sol forte que faz hoje em minha cidade! Ou então porque eu tive a péssima idéia de ver um péssimo filme na televisão até altas horas da noite, perdendo assim o meu precioso sono, e me fazendo acordar com uma terrível dor de cabeça! Ou então por que eu só deixei para escrever este texto a esta hora e por isso me encontro demasiadamente cansado (o que foi tamanha irresponsabilidade de minha parte, pois mesmo sabendo que eu tenho um “compromisso” com o pequeno e indefeso blog, tardei em atender o seu triste chamado). Não! A culpa foi do meu trabalho, afinal de contas, era tanta coisa a se fazer...
Mas aonde eu chegarei com tanto pensar banal! De tanto que culpei, acabei me expressando mal, e agora olhem o que eu fiz! Me digam: para que me servirá este texto? Apenas para preencher um lugar?
Me desculpe se por acaso eu fiz o estimável leitor fazer todo este cansado e pesado percurso em vão!
Prometo que na próxima ocasião em que não possuir em minha mente, nada que possa ser útil e agradável aos olhos, irei me ater apenas em dizer a todos: “Olá! Até mais!”

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/18/2005 05:37:26 # 0 comentários
segunda, 17 outubro, 2005
Ei, você!

Ei, você! Não se mexa com tanta freqüência! Freqüências muito altas podem causar reações adversas em alguns pequenos seres, habitantes das esferas estacionadas nas ruas das cidades. Caso venha a acontecer algo de errado, você será responsabilizado. Mas não mova contra mim a sua ira, somente devido a esta pequena insolência.
Eu compreendo que em certos momentos fica até importuna essa minha insistência, mas isso é tudo que se aprende no dia-a-dia desta vida. A noite cai, mas não se machuca. E mesmo caindo todos os dias, volta sempre, mais uma vez, a cair. O vento passa sempre passageiro, mas sempre volta e novamente passa. Mesmo que... esqueça! Já começava eu novamente a insistir!
O costume acaba por deixar-nos cada vez melhores nessa arte. Afinal de contas, não custa nada! Apenas o preço da energia que se gasta todo o dia... E insistência por insistência, é apenas contumácia.
Findam-se as forças! Derrotados de um lado e de outro... tudo isso por nada! E tudo isso é nada, e por isso, causa admiração e agrega tamanha importância...
Idéias fixas e armadas, estamos prontos para a próxima batalha... e que venha a “vencer”, o “menos pior”!

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/17/2005 06:31:46 # 0 comentários
domingo, 16 outubro, 2005
Homem X Máquina...

Uma das grandes lutas especuladas, que tem tido muito destaque em comentários (inclusive em famosas pérolas do cinema), é a luta entre homens e máquinas.
O homem cria a máquina, a máquina foge do controle do ser humano (como muito do que o ser humano faz) e passa a querer controlar aquele que o criou. Talvez seja um pouco de exagero a realidade apresentada por tais obras, porém, essa luta já existe, não com as proporções escancaradas que assistimos nas telas, mas não é possível negar completamente a sua existência.
Quem nunca ouviu, numa aula de geografia na escola, que as máquinas estão tomando o lugar das pessoas? Quem nunca ouviu falar sobre o êxodo rural causado em grande parte pela modernização do campo, com o uso de equipamentos que podem substituir o trabalho de vários homens? E as indústrias cada vez mais modernas, que precisam apenas de um funcionário que aperte um botão?
Os usuários domésticos de computadores me darão razão agora: quantas vezes você foi vítima do seu computador? Você poderá até rir nesse instante, mas a verdade é essa! Cuidamos dentro de nossas próprias casas de um ser altamente periculoso! Todo cuidado é pouco. Além do poder de dominar o seu usuário, causando enorme dependência, pode causar sérios riscos à saúde do pobre coitado que o utiliza.
Mas agora eu faço uma última pergunta: por causa deste mísero texto aqui publicado você vai jogar o seu computador pela janela? Você vai despedaçá-lo e jogá-lo numa lixeira? Os empregos vão voltar, por que os grandes empresários vão trocar as máquinas pelo ser humano? Esse texto vai acarretar em um enorme êxodo urbano?
Se você quiser rir agora, pode rir, eu não ficarei chateado! Afinal de contas eu tenho mais coisas para fazer: tenho que consertar o meu computador que travou de novo e ligar pro meu provedor de Internet, que já está me deixando louco por causa do serviço fora do ar!!!

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/16/2005 03:05:17 # 0 comentários
sábado, 15 outubro, 2005
Escrevo, logo mostro que existo.

A arte de escrever é, na minha opinião, uma das mais complexas artes. O escritor deve pensar em cada palavra isoladamente, em cada grupo de palavras, e por fim, no texto como um todo.
Escrever mexe com o ser humano, e os sentimentos humanos movem esse ser a escrever! É incrível ver da folha em branco saírem as primeiras palavras que formarão toda uma obra... mesmo que as palavras juntas não tenham tanta expressão para algumas pessoas... mesmo assim, alguém se identificará com o que foi escrito. As palavras tem o poder de sensibilizar as pessoas.
Quando uma pessoa escreve, ela mostra o que pensa, o que é de fato, quais são suas preocupações. O texto acaba levando um pouco de si, ele se parece com o escritor.
Escreva, leia, releia, pense, apague, escreva novamente, modele o texto, inspire-se, exercite a sua criatividade!

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/15/2005 06:34:18 # 0 comentários
Que venha a inspiração!!!

A inspiração é algo sobremodo interessante. Se você está inspirado consegue tudo o que quer, mas se você não estiver inspirado, nem tente por que não dá certo. O desafio de escrever este blog é interessante: treinar o meu cérebro para pensar, para ser criativo, criar coisas interessantes, estar inspirado! Não é uma tarefa nem um pouco fácil para quem não está acostumado a fazê-lo...
Existem profissionais que precisam muito da criatividade e da inspiração em seu dia-a-dia: Jornalistas, Publicitários, Advogados, Administradores de Empresas, Professores, Profissionais da área de tecnologia, todos sofrem quando falta inspiração! Isso implica diretamente em seu trabalho, no seu cotidiano.
Quem me conhece pelo menos um pouco, sabe que eu pretendo estudar para as áreas de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda. Daí a minha preocupação com a criatividade (que pra falar verdade está meio em baixa!).
Portanto, se eu começar a escrever uma grande variedade de abobrinhas, muitas vezes até sem nexo temporário, não me leve a mal... eu estou tentando exercitar a minha capacidade mental!
Até o próximo post!

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/15/2005 03:17:39 # 1 comentários
sexta, 14 outubro, 2005
Dias perigosos...

Existem dias em que seria melhor que não se saísse de casa! Em certos dias (graças a Deus não são todos) tudo parece estar conspirando contra você. Por mais que você se esforce por fazer tudo certo, parece que tudo insiste em dar errado. Como se nesse dia você virasse um alvo, para onde centenas de kamikazes vêm em alta velocidade, fazendo de tudo para te acertar! Num dia desses é melhor nem sair de casa... Chega a ser perigoso!
Hoje eu quase me envolvi em vários acidentes de trânsito, as pessoas não me davam atenção, o serviço dava errado, a Internet ficou fora do ar, eu desliguei o computador de um cara acidentalmente em uma Lan House, enfim, tudo estava dando errado!
Agora eu aposto que ninguém vai ler isso que eu estou escrevendo! E se ler ainda vai achar sem graça, chato, sem importância, ou talvez até mesmo ridículo. Mas fazer o que, isso tudo aconteceu hoje.
Eu prometo que vou parar de postar coisas como essa que eu acabo de postar! hahaha!
Fora esses inconvenientes, o dia que agora termina foi de suma importância nesta jornada que é a vida, onde tudo o que passa, serve de experiência para o que há de vir; para o dia de amanhã...

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/14/2005 10:22:34 # 0 comentários
Meu primeiro post

É isso aee!! Agora eu tenho um Blog! Antes de me cadastrar eu pesquisei um pouco mais sobre o que seria realmente um Blog. Nestas pesquisas, pude constatar que um Blog nada mais é do que um espaço na Internet onde se pode falar sobre qualquer coisa "que der na telha". Gostei do propósito do nosso amigo Blog!
Quero usar este pequeno espaço nesta grande rede como um ponto de idéias, informações, cultura, humor, curiosidades, entre outros que "der na telha".
Muito bem... meu nome é Richard Joanathan Holz Ditbenner, e esse é o meu Blog! Já fomos apresentados, então, até mais!

Escrito por Richard J. H. Ditbenner as 10/14/2005 09:23:53 # 0 comentários
 
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