Luz, câmeras, ação! Entra em cena e diz que não vai fazer absolutamente nada. Deitada numa cama permanece. Imóvel, desanimada diante do dia, diante das horas que se sucederão.
A outra, pouco tempo depois, entra desesperada. Não pode conter a confusão na qual sua trajetória está envolvida. Irrita a imobilidade do dia-a-dia. Levanta-a com um soco no rosto. Entende que não sabe se deveria ou não tê-lo feito.
Começa nesse momento a união dos dois últimos em um único ser. Começa, por acaso, toda a razão do problema. Dois lados de uma mesma moeda... Movimentos sem complemento.
Não é por acaso que tudo passa a iniciar um louco movimento, um giro paradoxal em direção ao infinito... Sem direção. Parada obrigatória, movimento de lábios que se movem para falar, mas não falam. Fatores externos, interferências desnecessárias, desvio de atenção.
Distúrbios e vontades, futilidades e necessidades, acomodação e impaciência, indolência e razão. Como ir dois passos para frente e voltar dois passos para trás.Finda-se uma volta completa da terra em torno de si mesma. Parada obrigatória! Resta aguardar que as luzes e as câmeras funcionem novamente. Resta aguardar, para ver se haverá ou não ação.
















