A subjetividade é a raiz do poema e a loucura ultimamente é normal... Como num faz de conta, imaginei estar perdido no mundo encantado do esquecimento. Solto no som sibilante de seus suspiros. Na imaginação. Luz, silêncio e vapor... Névoa que encobre as manhãs do pensamento – inebriante viagem ao submundo interior.
Uma batalha elegante é travada. Dois semelhantes em meio às suas dessemelhanças... Sentados em poltronas frente a frente. Às vezes amigos, às vezes inimigos; desde os tenros tempos da infância. Dois votos, dois candidatos ao poder, esperando o voto de minerva. Fracos e fortes ao mesmo tempo. Intrinsecamente unidos. Não se podem compreender. Opostos que se opõem... Água e óleo presos dentro do mesmo vaso de barro. Sólido, liquido e gasoso. Tudo ao mesmo tempo, agora, e em condições normais de temperatura e pressão...
Reticências... Tempo incapaz de medição. Um carro passa pela rua. Um som, uma lembrança; sempre a mesma lembrança, sempre o mesmo som. Uma maquina do tempo ambulante... Uma criança medrosa voltando da escola, numa cidade do interior, um viveiro de passarinhos. Simplicidade, inocência e batalhas menos ferrenhas que as de hoje.
Medo dos cães que guardam as esquinas, medo de monstros, medo da morte, medo de avião, medo até de trem. Pobrezinho... Nem imagina o que ainda vem...
















