Foi bom! Dormiram, roncaram. A vida foi vivida normalmente, mas já não era apenas uma vida... Havia algo a mais. Uma segunda pessoa no interior.
Apareceu-lhes. Cara de joelho? Não! Joelhada na cara de quem o dissesse. Um estômago mais dois...
Trabalha, trabalha! Ele tem que crescer. Cresce; vive de estripulias. Filia-se ao grupo do fundão. Cresce mais.
Mesmo acordado, ainda dormia, e por isso acordou... Passou para frente a cota do grupo. Percebeu que tinha consciência, cérebro, raciocínio, sentimento. Sentiu-se mais humano do que nunca.
É elogiado, ganha parabéns, cresce mais um pouco, perde peso. Perde, retirado, o leme da sua vida. Alguém passa a guiar o navio, e não mais ele. Eis o problema!
Psicólogo, analista, fluoxetina. Não era doido! Isso acontece com todo mundo... Apenas fora uma dose muito forte, retirada tão de repente, e contra sua vontade.
Tornou a passar o leme à frente por mais vezes... A cabeça lhe mostrava, a todo momento, que ela existia; e mostrava isso da pior forma...
Acabou presenteando o leme... Responsabilidade, pressa, idéias, soluções, entendimento, mudanças... Foi bom! Dormiram, roncaram. O número sempre aumenta.
Trabalho, trabalho, trabalho. Corre, corre. Alguém mais tem de crescer...
Cabelos vão perdendo a cor. As forças vão se perdendo. O espelho se torna maior. A vida passa. Os carros andam.
O texto sempre deve ser lido novamente, desde o início, até ao fim. Não há tanto espaço por sobre a terra. Embaixo dela, ele repousa... Muitas vezes ainda o texto será lido.















