Romulo Textos
Romulo Textos
domingo, 17 outubro, 2010
Satélite...

Sabe, foi assim,
o sol se foi, o dia teve fim.
O ventos fortes vieram,
o céu fechou,
e a chuva caiu.

Um temporal,
atemporal,
vemdaval-
oração...

No quarto escuro,
acordas no meio da noite,
pesa a se pesadelo,
pesa mente,
pesa o dia,
e desbalanceia a razão.

A emoção, muda dia após dia.
O sol não volta,
nublado sempre,
o dia diz que está la fora.
E você doente.

Do coração,
complicou-se mais,
a vida passa,
e você lá tras.

Correndo atrás do sol,
tentando pesca-lo
utilizando um simples anzol.
Mas ele não tem fome,
não vai vir iscar.

O sol se foi,
e a lua também,
as estrelas viraram as costas,
o mar é refém,
as folhas cairam,
as flores murcharam,
pétalas pelos ralos,
lágrimas de desabafos,
a raiz não vê mais o caule,
ela precisa do sol, para enxergar
ver você voltar.

Ventos amenos,
Temperatura elevada,
o calor que resguarda
a vida recuperada.

A capsula do tempo só nos faz enxergar
O palmo mínimo a frente do nariz
E esquecer o que é preciso para ser feliz
Inconsequentemente você vai soltando essa raiz
E começa a andar,
mas os pés enraizados,
são muito pesados,
e o pesadelo recomeça,
e você diz tudo com pressa,
pois o sol se abriu,
larga essa compressa,
que a chuva vai passar,
e o mar será resgatado,
as estrelas vão brilhar.
E a lua vai voltar.

A lua e o sol,
Dançando,
Ela mingua, ele raia,
Ela se enche, ele se espalha
Ela fica nova, ele se atrapalha.
Roda roda roda,
Até tontear,
Solidificado assim será.

Pro mundo da lua ele quer voltar,
O seu satélite natural,
Leva este temporal,
Tras de volta a prima vera
E assim verão este inverno passar,
Ou tom no diferente soará.
Uma linda canção,
Assim será.


postado por 27098 as 11:32:56 # 0 comentários
terça, 10 novembro, 2009
A nêga e a firma

A nêga nega.
A firma  afirma
não é meu mel,
não é seu céu,
que fim fiel
afinal, tanto faz, negar ou afirmar
a nêga à firma jamais voltará.

O simples fato do ser será
ou a velha súplica irá velar,
os tantos mals tratos,
os espantos aos prantos
finalmente terão fim
ou infelizmente serão, mesmo assim?

Um canino lazer.
Um felino prazer.
Uma junção proibida do ser,
mas menção dividida a se ter,
de um lado a nêga nega
d'outro a firma afirma
mas quem estaria a falsificar,
além dos que estão a subjugar?

Será que por trás existirá
aquele que a-firma há de suspeitar?
Mas agora é tarde,
já não mais arde
e eles já estão esquecendo
e tu és que sendo
assim será,
da próxima vez,
a mesma coisa. Ao invés,
muda a ti mesmo
ou esta muda florescerá.

Vai nêga nega,
continue firme,
e afirme a toda esta firma
de devassos que estão a te desrespeitar.
confirma tua força,
confirma tua luta,
confirma tua vida,
à esta firma não deve mais temer
pois de agora em diante
a palavra será teu poder
tua arma, e tua munição
contra seu patrão
e todos encarregados
de negar sua negação nêga.

Sua corretude e destreza
escondem sua tênue pureza.
Porque toda esta carga,
diretamente aplicada sobre sua natureza,
não deixou-nos entender seu olhar reto e focado,
vindos de uma triste história,
que pode recomeçar todo dia
com mais um dia de glória,
nunca desistirás daquilo que foras
predestinada a conquistar.

Busca tua conquista,
e não mais assista,
este bando de sofredores banais
trazerem a ti lágrimas a mais,
do que aquelas que as doces emoções,
da vida a serem por ti vividas.

A ação da nega de negação,
deixa muito ser são,
louco e meio oco,
mas a firma corrói e oxida,
e desse jeito jamais mudaremos
esse triste passado/presente fascista.


A firma da mente afirmadamente o tempo todo nega Nêga!
E nossa realidade é burra e cega,
mas eu confio em você,
apesar de não saber o que vou ser
quero estar ao seu lado para debater,
esta firma, este estado, este poder,
e tudo o mais que em nosso caminho...
...aparecer.
Não pare o ser!


postado por 27098 as 11:11:58 # 0 comentários
domingo, 13 setembro, 2009
Escorregador

Cores, coisas e ocasiões.
Mudar, sim, alguns dizem que vão mudar o mundo,
outros são meros falantes mudos,
eu não sei o que quero, agora, assim sabe?
Mas daqui a pouquinho eu descubro, é tipo que nem um escorregador,
a gente sabe que vai chegar lá embaixo,
da trabalho subir,
mas  a melhor parte é lá no meio, naquela hora que dá um "Uhhh!"
Sabe?
Quando seus pés vão mais rápido que seus orgãos
e parece que vai tudo sair de lugar,
é meio assim que ando me sentido,
num escorregador, sem saber o que vai ter no meio dele,
deu trabalho a beça pra subir,
não tem sombra gostosa,
está calor, o clube está cheio,
a fila ta imensa, e eu quero segurar o máximo possível aqui,
antes de descer, por que depois vái ser difícil descer de novo,
e experimentar aquela maravilhosa sensação de "Uhhh!"...
Escorrer, sem demais porques, só levar,
á se fosse fácil, a se fosse sempre assim,
se eu nunca me perguntasse,
se nunca tentasse questionar o "inquestionável".
Ah! Se eu não fosse tão curioso,
tão incrédulo, tão duvidoso, malicioso,
especulação?
É... talvez mera indignação,
mas há dias e dias, tem dia que venho no clube e não tem ninguém,
tipo numa terça a tarde, e está tão tranquilo, que dá pra usar o escorregador,
quantas vezes eu quiser, e ainda ficar se equilibrando no meio da gangorra.

Porque paramos de brincar?
Porque a vida quando éramos criança era tão maravilhosa,
mesmo não experimentando nem um décimo do que ela realmente é,
será que a pouca autonômia, a semi prisão de ser criança nos faz ser mais
intensos, profundos e talvez, porque não, mais vivos?
Não sei, mas a gente perde, meio que muito rápido, uma parte de nosso brilho no olhar,
de repente, nos vemos trabalhando, acordando cedo e "dormindo" tarde, comendo mal,
respirando mal, correndo, sim correndo todo o tempo, mesmo sem saber onde o escorregar,
onde vai dar, se fim vai ter, onde chegar, vái descendo.
Conhecemos a depressão, conhecemos o mal, a inveja, a maldade. (Ah! Tantos porques).
Mas de onde vem isso tudo, parece um organismo vivo já, que alguns ao perder tudo que tinham
de bom na infância, simplismente seguem esse lado, mas por que não brincar?
Porque não ser o que você sempre foi,
por que achas que não sobrará nada daquela criança que foras?

Mas que nada, ela está aí dentro de você, vivíssima,
doidinha pra sair, escapulir, e escorregar também.
Só que você não deixa, porque acha que o mundo não deixa,
mas quem é o mundo, com quem você preocupa tanto,
adianta mesmo se pré-ocupar, já vivemos sempre tão ocupados,
deixe a ocupação  chegar pra, só aí, sair do ócio.
Você lembra daquela brincadeira de criança, com tão profunda emoção,
que chega suspirar ao contar a um sobrinho, que sente uma imensa vontade de fazer de novo,
mas porque não faz, tenta, sei lá, de liberdade a sua vida,
pra fazer o que vem a sua mente,
por que tanta reprovação?
É claro que a culpa que preocupa pode não ser toda sua,
mas você tem a chance de se libertar dela toda agora,
sái, pula, dança, não pensa, faz, curte, entra "na vibe",
age, corre, esquece, vive.
Veja o azul, é tão azul quanto aquele azul de 25 anos atrás,
fitro solar faz você sentir saudade da praia,
então vá a praia, se planeje se preciso for,
ou então cancele esse almoço chato de domingo,
largue tudo e vá a praia.
Mostre seu corpo, mesmo ele não sendo o padrão da revista,
mostre o seu corpo não aos outros,
mostre ele pro azul,
deixe ele ficar dourado,
seja menos fantasma,
viva este encanto.
Ouça música, música da "boua",
música boua é aquela música que a gente gosta,
faça tudo isso junto, ou separado,
mas faça.
Sáia do computador, sáia agora mesmo, pare de ler este texto,
vái lá na cozinha, enche um copão de água saboroza,
com aquele gosto tão inconfundível de água.
Tem quanto tempo que você não repara no gosto puro da água,
que ainda podemos apreciar.
"Uhhh!"...

Esse é aquele momento em que você está no meio do escorregador,
quando logo depois do "Uhhh", vem aquela sensação,
que esse "Uhhh" dure o máximo possível,
e ele passa rapidinho,
mas por que não outro "Uhhh",
você tem todo tempo do mundo,
as coisas boas da vida são feitas pra se fazer e refazer.
Não deixe sua vida ser um "Uhhh!" despercebido, que passou tão rápido,
que você nem lembra mais dele.

Quando foi que ficamos tão domesticados?
Quando perdemos nossos dons?
Quando passamos a não mais importar uns com os outros?
Quando a vida deixou de ter tanto valor?
Só porque crescemos tanto, e nos multiplicamos como crocodilos?
Que se dane, somos os mesmos, apenas humanos,
não é tão complexo quanto seu psicólogo diz.
Ele complica, põe termos mais técnicos para te dar mais ocupações,
sendo que o que você precisa é apenas relaxar,
e você ainda continua lendo aqui,
e a praia lá,
alias estou eu a pensar, por que ainda insisto nisso,
porque ainda estou aqui,
você nunca vái me ouvir,
quem ouvi, não é verdade,
parece que ouvimos tanto quando criança,
que agora simplismente nos tornamos surdos.
Surdos falantes mudos semi-cegos,
quase-sem-tato cheios de tatoos,
e inapreciadores de coisa alguma.

Agora se você não concorda comigo, em coisa alguma,
ótimo, que bom pra você, aliás, que bom pra todo mundo né?
Se fossemos mais desconcordantes descordariamos mais de nosso comodismo acomodado,
e quem sabe nossa vida seria um Uhhh continuuuho.
Um sonhUHHH...

Dal Tunico.

postado por 27098 as 10:12:42 # 0 comentários
 
Perfil
27098
Meu Perfil

Links
Hotéis no Brasil
Encontra Brasil
Guia MT
Encontra Mato Grosso
DNS Dinâmico
Blog Grátis
Hoteis

Palavras-Chave
Histórias
Pupilares
Volume
I
PUPILO
PUPILA
ROMULOTEXTOS
oftalmologia
olhos
miopia
presbiopia

Favoritos
Não há favoritos.

adicionar aos meus favoritos


Colaboradores do Blog


Comunidades
Não há comunidades.

Posts Anteriores
Satélite...
A nêga e a firma
Escorregador
Histórias Pupilares Volume I
Soneto da Amizade
Mente Imponderável
O duto da vida
Acordar

Arquivos
2010, 01 outubro
2009, 01 novembro
2009, 01 setembro
2009, 01 julho
2007, 01 agosto
2007, 01 junho
2007, 01 abril
2007, 01 fevereiro
2006, 01 maio

2583 acessos
CRIAR BLOG GRATIS   
..