Como ganhou dimensão o atentado maluco do estudante sul coreano Sho Seung-Hui, 23 anos, identificado como o assassino que matou 32 estudantes e professores da Virgínia Tech! Os jornais brasileiros se deliciaram. Estamparam o assunto na capa e a maioria o manchetou. Um espírito bem colonizado, por que se o assunto tivesse ocorrido na África ... alguém sabe de chacinas ocorridas na África que viraram capa de jornal?
Nada justifica que se matem pessoas, seja onde for e por qual motivo for. Mas como aconteceu na sede do Império, nossos veículos rotulam o fato como mais importante que em outros lugares do mundo... Entende-se, mas isso me dá até comichão...
Por outro lado, Sho adotou o espírito negociador norte-americano... Já fui fã de filmes de bang-bang, difundido pelo mundo, que vangloriava como se deu a colonização do oeste dos EUA.
O espírito beligerante é a principal arma de negociação norte-americana. Depois da segunda guerra mundial, quantos foram os outros conflitos nos quais os EUA se envolveram... É a única nação que vive em envolvida em conflidos permanentes e contínuos com outros país. Sua entrada e estada em guerras já nem causa apreensão... é normal.
Mexer no orçamento de guerra dos EUA causa comoção em setores industriais, econômicos e políticos. O recursos públicos gastos diretamente na fabricação de equipamentos de guerra representam quase 2% do PIB norte-americano. Sem contar os serviços afins, como a "reconstrução" dos países dizimados pelos norte-americanos.
Concluo que sua rápida americanização é um dos fortes motivos que levaram Sho a pegar em armas . Levou a política de negociação ao pé da letra. Ele estava concluindo o curso de letras, portanto há quase 4 anos nos EUA, um bom tempo para aprendê-la. Tinha algum problema a resolver e o fez da maneira americana: na bala!
Com certeza Sho teve motivos difrentes da minha breve elucubração, talvez um protesto político ou um amor proibido, mas nem é isso que pretendo entender. O que quero saber é por que damos tanta importância quando aqui em nosso país temos problemas tão grandes ou maiores que aquele.













