Tranqüilo, confiante, sereno... É assim que quem for conversar com o Ministro da Justiça Tarso Genro vai encontrá-lo, mais do que em qualquer outra fase de sua vida política.
Sem mágoa, ressentimento, manipulação política, Tarso tem o comportamento de quem tem competência e sabe que está desenvolvendo uma tarefa fabulosa para um Brasil melhor e, com certeza, com muitos corruptos a menos soltos por aí.
Reuniu-se hoje com a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP), que manifestou ao ministro seu apoio às ações de combate ao crime no Amapá e sua preocupação com o sucateamento da saúde pública daquele estado. Pelo menos R$ 20 milhões foram desviados do setor, R$ 15 deles ano passado. A Polícia Federal tem indícios de que serviram para abastecer o caixa 2 da campanha do governador Waldez Góes (PDT).
"As investigações vão continuar sem qualquer tipo de interferência política, seja do Executivo ou de fora. A Polícia Federal tem compromisso com a legalidade e com o combate ao crime”, afirmou o ministro, com relação à Operação Antidoto, no Amapá, mas que vale para todas as outras que a PF vem fazendo pelo país afora.
O recado de Tarso é claro, principalmente quando se sabe que sempre há os que tentam relaxar as operações da PF quando chegam nos figurões. A OAB esteve reunida com o ministro Tarso na terça na tentativa de "manerar" a Operação Hurricane. O governador do Amapá Waldez Góes e parte da bancada federal do estado estiveram com Mares Guia, semana passada, tentado diminuir a dose de Antídoto. As operações devem mesmo dar calafrios em muita gente graúda cujas fontes de renda não podem ser conhecidas.













