É dada quase como certa a liberação do plantio de milho transgênico no Brasil. A soja RR foi o primeiro cultivo transgênico permitido, em 2004, provisoriamente, para atender os produtores gaúchos, que já a cultivavam ilegalmente e contrabandeada da Argentina há uma década.
O provisório foi renovado nas safras consecutivas para legalizar um "fato consumado", estratégia usada pelos produtores gaúchos para forçar a liberação do grão, mesmo existindo sementes de soja convencional suficientes para o plantio. O grão transgênico da oleaginosa, agora, alastrou-se pelo centro-oeste mas ainda não há estudos definitivos do seu impacto sobre o meio ambiente. Alegam menor custo na produção e melhor produtividade do grão. Mesmo que esta correlação resulte em maior lucro, resistem em pagar royalties à tecnologia desenvolvida pela Monsanto. Contrabandeado é melhor!
Agora é a vez do milho, que deve ter poucos e incipientes cultivos, mas tenderá a se alastrar levado pela fama da soja.
Os dois grãos de cultivo maciço pelo país serão transgênicos, para a felicidade dos produtores, apesar de colocar em pé de igualdade com outro grande produtor mundial de grãos: os EUA. Teremos exatamente o mesmo produto para comercializar no mercado internacional - com menos poder de barganha - quando a União Européia, por exemplo, procura banir os transgênicos.
Ainda vem aí o algodão, que está na fila da liberação cada vez mais fácil. O quórum para aprovação pela CTNBio baixou de 2/3 para maioria simples. Apesar da menor visibilidade, a campanha contra os trangênicoscontinua.













