|
segunda, 22 maio, 2006
 |
|
 |
Mas bem capaz!
Amanheceu fazendo sete graus centigrados de frio aqui nessa terrinha dePorto Alegre (e Frio) do Rio Grande do Sul. Eu dizia num outro blog queaqui a gente pode se queixar de tudo, menos da monotonia do clima. Sehá um estado que tem as estações climáticas bem marcadas, somos nós, osgaúchos.
Aqui verão é 40 graus, pra soar as bicas com umaumidade do ar de 95 %, o pessoal do norte sabe bem como é essa coisa decalor com elevada úmidade do ar. E quando chega o inverno - que aindanem chegou por aqui - a coisa vai para o zero grau, ou tende a ir.Amenidade só na primavera, que é como deve ser, quer dizer, tudo bemmarcado, bem dividido. Você precisa de um belo guarda-roupas.
Aquinão dá para arregar com uma blusinha e meia dúzia de coisas. Tem queter meia-calça, calça de pelúcia para colocar por baixo, casaco,casacão, touca, meia de lã, bota, enfim, todo aquele equipamento deesquimó que você sabe como é. Depois ainda perguntam porque é queesquimó beija com o nariz, dá pra adivinhar né?
Mas gaúcho que égaúcho não se queixa, se borra todo de frio mas diz que tá tudo "tri",se perguntares pro cara: E aí tchê, estás com frio? A resposta é essa,pode apostar: - Bem capaz! Nem um tiquinho - responde o cara enquantovai batendo queixo. Se eu estou com frio? - Mas bem capaz!
|
postado por Tchê
as 11:07:52 #
0 comentários
|
 |
|
 |
sexta, 14 abril, 2006
 |
|
 |
Qual o significado da páscoa?
 Se os coelhos não são ovíparos, nãopõem ovos, qual o sentido de se adotar o coelho como um símbolo pascal?Quer entender mais um pouco sobre o feriado da páscoa? Leia o texto aseguir:
Muito antes de Cristo, a Páscoa era uma festa associada ao calendário, era a festa que anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A palavra "páscoa", hebreu "peschad", grego "paskha", latim "pache", significa "passagem", ou a transição anunciada pelo equinócio de primavera - hemisfério norte 20 ou 21/03, sul 22 ou 23/09.
Na Idade Média os antigos povos pagãos europeus homenageavam Ostera, ouEsther – páscoa em inglês. Ostera é a deusa da primavera, simboliza avida que brota na natureza, que ressurge depois do inverno. Segura umovo - símbolo de uma nova vida - na mão enquanto observa um coelho*,símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus.Ostera equivale, na mitologia grega, a Persephone, e a Ceres na romana.
O Domingo de Páscoa era determinado pelo antigo sistema de calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro domingo após a primeira lua cheia ou seguindo o equinócio. *O coelho que acompanha Ostera, na realidade é o deus Saxão da fertilidade Eostre, que a acompanha durante o festival, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição cristã. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna.
A Festa de Ostara foi "cristianizada", como a maior parte dos antigosdeuses pagãos, sendo adptada para a Páscoa, conservando os símbolos doovo e do coelho - na verdade o deus Eostre. Sua data cristã foi fixadadurante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo "o primeiroDomingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio daprimavera boreal, adotado como sendo 21 de março.
A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição. A celebração sempre começa na Quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Páscoa: é a chamada semana santa.
O significado cristão da Páscoa é a celebração da ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
A Páscoa judaica é o Pessach, celebrada por 8 dias e marca o Êxodo, a sua libertação da escravidão do Egito acontecido há 3.275 anos, liderados por Moisés através do mar vermelho e do deserto do Sinai. O evento compreende a libertação do Egito, a caminhada pelo deserto e a aliança no monte Sinai - quando Moisés recebe os Dez Mandamentos.
Os símbolos da Páscoa Os ovos de páscoa Egípcios e persas pintavam ovos como uma forma de presentear amigos; cristãos do oriente foram os primeiros utilizar os ovos como símbolos da ressurreição; nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos, ou decorá-los com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outros símbolos religiosos. Os ovos não eram comestíveis, mas um presente original simbolizando a ressurreição. Antigamente havia o costume de revestir ovos ocos de galinha com açúcar e chocolate e recheá-los com amendoim. Os ovos de chocolate são uma tradição moderna.
Os coelhos A tradição do coelho da Páscoa foi trazida para as Américas pelos imigrantes alemães em meados do século 18. O coelho visitava as crianças e escondiam os ovinhos para que elas os procurassem. No antigo Egito o coelho simbolizava o nascimento, a vida. Em outros pontos da terra era símbolo da fertilidade, pelo grande número de filhotes que nasciam. Eles também têm a ver com a vida, mas à abundância da vida, inesgotável, de se multiplicar sem se esgotar.
|
postado por Tchê
as 10:59:07 #
2 comentários
|
 |
|
 |
quinta, 09 março, 2006
 |
|
 |
Viagem de ônibus
Eu saí de Santa Vitória do Palmar para Rio Grande no direto das seis e meia da manhã. Entrei no ônibus chuleando que ninguém viajasse ao meu lado, era a oportunidade de transformar a dupla de assentos do coletivo numa espécie de mini-cama. Depois era viajar mais folgado do que "aquilo" em bombacha, viajar tranquilito no más até o destino.
Entrou uma meia dúzia de tauras, um xirú que outro chegou a fazer a menção que ia arriar os pelegos ao meu lado, meneou as cadeira, mas no último momento, por la suerte, conferiam o número do assento e acabavam indo pra outros outros lugares dentro do coletivo. Passado aquele tempo de expectativa, entrou o motorista, fechou a porta e eu respirei mais aliviado, estava com a "cama livre".
Ala maula! Tinha esquecido do entroncamento na saída da cidade. O ônibus era direto, mas fazia uma gentileza para quem morava retirado do centro da cidade, coisa de meia dúzia de quilômetros, no "Povinho", o ônibus parava e, se tivesse, pegava passageiro. Tinha! Adivinha? O xirú veio direto pro meu lado, puxei as pernas pro meu lado, terminando com a minha confortável cama, fazer o quê? Nem sempre a gente consegue.
O cara deu um "buenas" que eu devolvi na hora, e se aboletou no banco. Pela aparência devia estar meio que mal de vida, a roupa batida, com alguns furos e rasgos, e do seu lado vinha um cheiro que não dava pra dizer do que era, mas era bem ruim. Aquela história do antes só, mas como eu disse, tem coisa nessa vida que o índio não escolhe, depende da sorte.
Quando o ônibus venceu metada da jornada, na altura da Quinta, me deu fome, que eu tinha saído cedo e só deu tempo de tomar o mate, que desgastou o que eu não tinha no bucho. O ônibus não parava, era direto, mas eu havia levado um pacote de bolacha vovó-sentada, aquelas macanudas que enche bem. Ofereci, por educação, pra meu companheiro de viagem que não aceitou, ainda bem!
Passou mais uns quilômetros e eu fiquei sabendo o porquê o homem não tinha aceitado. Pegou num alforge um saco feito com jornal. Abriu e dentro havia um monte de ossobucos, já com a graxa endurecida. Me ofereceu o "petisco", eu agradeci a oferta. A partir dali o taura foi comendo o tutano frio daqueles ossos. Enfiava o dedo no buraco dos ossos, retirava o sebo, e enfiava na boca.
Tem dias que a gente não dá sorte mesmo... Copyright - 2006 - Ronaldo Souza
|
postado por Tchê
as 11:06:10 #
0 comentários
|
 |
|
 |
|
|
 |
|
 |
Links


Posts Anteriores

Arquivos

7159 acessos
|
 |
|
 |
|