TGI Patricia - Portinari
O Brasil para os brasileiros. A representação estética, artística, cultural e social de Candido Portinari.

quarta, 13 setembro, 2006
Avançando na Pesquisa...

Bom, para tentar entender as Obras de Portinari estou selecionando bibliografias que relatam o Brasil. Vou estudar o contexto histórico da época do pintor e do que ele retratava em suas obras. Isso inclui imigração, café, seca, guerra, folclore, entre outros assuntos. Em breve estarei colocando aqui os resultados das minhas pesquisas!!

PS: Críticas e sugestões são bem-vindas!



postado por 36311 as 05:02:33 3 comentários
Quebra-cabeça!

Brincando com Portinari.

Quebra-cabeça de algumas Obras de Portinari. Para brincar clique no link abaixo! Divirta-se!

http://www.arteducacao.pro.br/Portinari/portinari.htm



postado por 36311 as 02:49:30 0 comentários
terça, 12 setembro, 2006
A Poesia de Portinari

E não bastasse ser o mais completo artista plástico do Brasil, Portinari iniciou-se também na arte da poesia. Nunca se considerou tão bom poeta como artista plástico, segundo suas próprias palavras:

"Quanta coisa eu contaria se pudesse e soubesse ao menos a língua como a cor"

Abaixo, um poema de Portinari, que narra sua própria infância.

Os circos traziam iluminação
De carbureto. Próximos
Dos elementos. Quantos vendavais e
Chuvas de granizo!

Moinhos de garapa,
Feitos de madeira - canaviais
E matas virgens com seus pássaros e
Frutas. Consumiram

Tudo e mais as lendas. Onde
Estarão os jacus e as pacas?
Os jenipapos e jatobás?
As estradas cortando as

Matas criavam histórias
E medos. Os caminhos
Também fugiram. Olhando
O céu, às vezes transformados em nuvens.

Saí das águas do mar
E nasci no cafezal de
Terra roxa. Passei a infância
No meu povoado arenoso.

Andei de bicicleta e em
Cavalo em pêlo. Tive medos
E sonhei. Viajei pelo espaço.
Fui à lua primeiro do que o sputnik.

Caminhei além, muito além , para
Lá do paraíso. Desci de pára-quedas,
Atravessei o arco-íris, cheguei
Nos olhos-d'água antes do sol nascer.

Nasci e montei na garupa
De muitos cavaleiros. Depois
Montei sozinho em cavalo de
Pé de milho. Fiz as mais

Estranhas viagens e corri
Na frente da chuva durante
Muitos sábados. Dava poeira
No trenzinho de Guaivira.

Paco espanhol era meu parceiro.
Vivíamos apavorados com os
Temporais - pareciam odiar
Aqueles lugares...

Vinham ferozes contra as
Sete ou oito cabanas
Desarmadas.

Num pé de café nasci,
O trenzinho passava
Por entre a plantação. Deu a hora
Exata. Nesse tempo os velhos
Imigrantes impressionavam os recém-chegados.
O tema do falatório era o lobisomem.
A lua e o sol passavam longe.
Mais tarde mudamos para a Rua de Cima.
O sol e a lua moravam atrás de nossa
Casa. Quantas vêzes vi o sol parado.
Éramos os primeiros a receber sua luz e calor.
Em muitas ocasiões ouvi a lua cantar.



postado por 36311 as 04:40:28 0 comentários

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