Em meados do século XVI, a sociedade estava dividida em três classes: plebe, burguesia e clero. Com o surgimento da burguesia e o enriquecimento destes, o interesse por produtos refinados aumentou gradativamente. Percebendo estas necessidades, alguns nobres começam a comercializar produtos manufaturados: tapetes, louças, livros e móveis. Estes produtos eram ricos em ornamentos e com alta qualidade. A mão-de-obra de artistas plásticos era utilizada na concepção dos produtos e com isso o detalhamento de algumas peças atingia a perfeição e distanciava-se do artesanato.
Já entre o século XVI e XVIII ocorria a transição do movimento Barroco para o Rococó. Os objetos apresentavam grande riqueza de ornamentos e em alguns a presença de metais preciosos, com isso criou-se determinadas “grifes” pessoais de artistas onde todas as peças eram criadas sobre os conceitos do movimento artístico.
Neste período surge a primeira definição para o termo “design”: arte decorativa.
Os livros também começam a ser cobiçados pela elite burguesa e surgem bibliotecas particulares em suas residências. O designer da época volta seus estudos para a tipografia e o espaçamento das páginas, surge então o primeiro experimento tipográfico em 1793, por William Caslon.
O movimento Rococó tinha forte influência na criação das fontes, definindo a utilização de serifas (prolongamento no fim das hastes da letra). Desta maneira a leitura era feita por palavras ao invés de letras.
A criação de textos e livros no século XVIII era especificamente o trabalho do design, por possuírem conhecimento avançado sobre tipografia e espaçamentos. Com o passar do tempo e o avanço da tecnologia foram criados programas de edição gráfica para auxiliar o trabalho deste profissional. Em contra partida o acesso a estes programas é aberto e em muitos casos pessoas que não possuem conhecimento de designer gráfico criam diversidades de textos mal diagramados e apresentando fontes deficientes.













