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sábado, 02 dezembro, 2006
CINEMA: “Imag(in)em Koyaanisqatsi”


A ausência da palavra na poesia das imagens

Koyaanisqatsi é um desafio aos olhos viciados e ansiosos.

A anti-palavra dá o contexto visual da pastelaria midiática e publicitária que respiramos, da velocidade banal que nos impede de pensar pela imagem. A inquietude no sentido de não concentração é um artifício hipnotizante que interessa ao arrebanhamento normatizante de receptores, de clientes.

Da natureza ao concreto permeado pelos inúmeros carros da via expressa.

A onda do mar e a onda de carros cortados pelo avião.

Cada carro com uma só pessoa.

Carros, tanques, caças.

O universo ganha proporções imaginéticas do micro e ao macrocosmo.

E=MC2 , fogo, explosão, mísseis e velocidade, Rosa de Hiroshima...Silêncio.

A sombra das nuvens sobre a cidade cobre o silêncio em contraste ao caos. O concreto, o construído e o destruído, da natureza ao estado de coisas por ora tocado, por ora infectado pelo homem.

Assim é Koyaanisqatsi. §

Lucas Limberti

(Koyaanisqatsi - Life out of Balance - 87 min.) Um filme de Godfrey Reggio

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"Os textos publicados podem sem utilizados para outros fins desde que se respeite autoria"


postado por 35821 as 12:58:28 #
5 Comentários

Lenny:
Blog muito criativo
beijokas!
sexta, dezembro 08, 2006 03:47 

Lucia Helena:
Olá tudo bem com vc?
Estou passando para deixar um Big abraço pra vc e te desejar uma boa noite.
Beijossssss
quinta, dezembro 07, 2006 07:55 

Claúdia:
Esse filme , muito mais do que pra qualquer outra reflexão, é um exercício sensorial! " Taí " uma dica para aqueles que dizem não ter inspiração! Boa sugestão essa,Lucas.
segunda, dezembro 04, 2006 11:59 

Profeta Macaúba:
Nesta voltamos ao caos e o fim dos tempos! A prostituição visual e auditiva nos trás de uma atmosfera angelical para o fundo do tacho. Já não temos outra esperança senão o incêndio universal.
segunda, dezembro 04, 2006 11:28 

Lucas Limberti:
Heloisa,
Muito pertinente seu comentário, Masagão em "Nós que aqui estamos por vós esperamos" consegue fazer um apanhado visceral da história dos homens debruçado na história de nosso século (passado). A guerra, a indústria, a bolsa de Nova Yorque, Yroshima são enredo do "novencentos" as portas da velocidade tecnolófgica do novo milênio.
Obrigado por agregar valor ao post.

Lucas Limberti
domingo, dezembro 03, 2006 04:45 

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Escritos os desejos de enigma
me revelam as senhas do mundo.
Assim expostos calam a dor pungente
que faz das veias montanha-russa.
As vibrações harmônicas e pulsos poéticos
que partem do coração deságuam lúcidos
nas secas mãos do poeta.
Ávido descubro segredos de rodapé.
Ondas furtivas que remetem ao ainda.
Quanto mais se descobre,
mais sinto os respingos de suor
cobertos pelo convite do que virá.
Tramo planos e junto pistas
para destravar o universo
e vê-lo girar, solto, hipnótico,
ao meu alcance.
As cores aladas que se projetam
dos abissais limites de minha retina
são resposta calada do grito do mundo.
Dos sons almejo sinfonias
Das cores, arco-íris.
Do ouro, alquimia.
Do amor refuto.
Lucas Limberti


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