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domingo, 17 dezembro, 2006
CUMPLICIDADE: "Descaminhos de uma sexta-feira"


Labirinto de mim

Passo meses, estações questionando minha sanidade. Será que sou louco ou lúcido quando quero que tudo vire música. Poetas cantam o pecado de se desprezar quem lhe quer bem... Certo: mas até aí quem sou? E se sou, o que sou? Acho que reminiscência do que fui e só existo nos raros átimos de alumbramento que surtam nas cardíacas oscilações de meu juízo, estes, por hora em voga, revelam a busca pelo não dito, pela respiração perdida e pelo sono que sonha flores vivas e ousadas por mim...
Às vezes numa noite de sexta-feira, só me resta "eu", uma ponte de intermédio e as miúcias das minhas eternas e confiáveis companheiras: As Palavras.

Cabeça cheia de ligações perigosas... Meus pensamentos são nitroglicerina, mais dia menos dia as combinações e espasmos cerebrais apagam e esqueço tudo. Talvez seja a solução mais salubre para minha gana de ser onisciente. §

Lucas Limberti

A seção CUMPLICIDADE refere-se a retratos abstratos e espasmos cerebrais não-noticiáveis do autor que vos fala.

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"Os textos publicados podem sem utilizados para outros fins desde que se respeite autoria"


postado por Lucas Limberti as 10:01:13 #
5 Comentários

Neldo:
Até que fim nessa derradeira terra surge alguém com pertinência e embasamento suficiente para se ousar cogitar um novo movimento literário. Sou estudante de literatura brasileira e achei por acaso o seu blog. Queria desejar-te parabéns por tamanha inteligência e singularidade.

sexta, janeiro 05, 2007 12:26 

Fabrizzio Rios:
Labirinto de mim...

sou eu assim um insano gesto de dizer: eu não te amo.
sou versões inacabadas de mim, rascunhos, folhas amassadas
e jogada ao nada...
sou a vontade que tenho de não querer deixar ir quem eu quero, mas cansei de sofrer, cansei de percorrer dentro do labirinto que sou, essas mal iluminadas salas, onde so se faz sombras e poeiras.
que o que trago no meu peito me seja um vomitar de estrelas, engoli varias galaxias e agora da minha boca saem cometas que destroem o que sinto, cometas que vão arrebentar as paredes do amago e quem sabe enfm com banhando em orvalhos eu me liberte e volte a ser o que eu nem sei ...
terça, dezembro 19, 2006 04:37 

Rejane Borges:
Olá. Eu estava passeando pelo orkut e achei vc em uma comunidade referente a jornalismo. Sou jornalista recém-formada e entrei no seu perfil porque gostei da foto! Vi seu endereço e aqui estou, petrificada com suas lindas palavras. O modo como vc descreve quase em câmera lenta os "espamos" de seu cérebro é excepcional! O meu acompanhamento ao seu devaneio foi perfeito.
Queria te add, gosto de entrar em contato com pessoas que me estimulem intelectualmente.
Deixo meu e-mail e um beijo.
Rejane.
segunda, dezembro 18, 2006 10:49 

Ailton Pereira:
Vc não anda lendo Rimbaud, ou um pouco das pequenas histórias de Kafka (referente à menção ponte, que também lembra Mário de Sá Carneiro). Abraços...
domingo, dezembro 17, 2006 10:50 

luana P:
Adolei seu blog....
Ta 100000
passa no meu?

www.uniblog.com.br/sozinha_eu

bjus e continue assim
domingo, dezembro 17, 2006 10:24 

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me revelam as senhas do mundo.
Assim expostos calam a dor pungente
que faz das veias montanha-russa.
As vibrações harmônicas e pulsos poéticos
que partem do coração deságuam lúcidos
nas secas mãos do poeta.
Ávido descubro segredos de rodapé.
Ondas furtivas que remetem ao ainda.
Quanto mais se descobre,
mais sinto os respingos de suor
cobertos pelo convite do que virá.
Tramo planos e junto pistas
para destravar o universo
e vê-lo girar, solto, hipnótico,
ao meu alcance.
As cores aladas que se projetam
dos abissais limites de minha retina
são resposta calada do grito do mundo.
Dos sons almejo sinfonias
Das cores, arco-íris.
Do ouro, alquimia.
Do amor refuto.
Lucas Limberti


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