
Labirinto de mim
Passo meses, estações questionando minha sanidade. Será que sou louco ou lúcido quando quero que tudo vire música. Poetas cantam o pecado de se desprezar quem lhe quer bem... Certo: mas até aí quem sou? E se sou, o que sou? Acho que reminiscência do que fui e só existo nos raros átimos de alumbramento que surtam nas cardíacas oscilações de meu juízo, estes, por hora em voga, revelam a busca pelo não dito, pela respiração perdida e pelo sono que sonha flores vivas e ousadas por mim...
Às vezes numa noite de sexta-feira, só me resta "eu", uma ponte de intermédio e as miúcias das minhas eternas e confiáveis companheiras: As Palavras.
Cabeça cheia de ligações perigosas... Meus pensamentos são nitroglicerina, mais dia menos dia as combinações e espasmos cerebrais apagam e esqueço tudo. Talvez seja a solução mais salubre para minha gana de ser onisciente. §
Lucas Limberti
A seção CUMPLICIDADE refere-se a retratos abstratos e espasmos cerebrais não-noticiáveis do autor que vos fala.
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