
Estética não-estática do meio.
No meio, a encruzilhada impõe caminhos. Não é fácil chegar ao meio. O meio é a certeza de que há caminho, de volta, de ida.
Ou não.
Pode haver quebra na respiração que liga o mundo. Negar o passo que vai ou que vêm pressupõe revolução. Desconstrução do gesso cartográfico é surgimento do novo ponto eqüidistante que, mesmo matematicamente impossível, liga trópicos paralelos no infinito das translações e rotações embriagantes.
Desplanejar a rota soa como se os rumos afetivos se dissolvessem aos conformes do padrão imposto.
Portanto, surpresa: é aí que se descobre a liberdade, palavra irmã da imaginação alada que transforma chão em imensidão, padrão em nudez.
E diante do cabresto que bifurca, se a escolha for o caminho estático, sucumbir ao passo se torna caminho.
E no meio do caminho, caminho.§
Lucas Limberti
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