
Rock o lutador, Rambo e agora Indiana Jones revelam a falência do novo.
Dezenove anos depois de “A última cruzada” a Paramount lança “Indiana Jones e o Reino da Caverna de Cristal”. A expectativa era grande e na estréias desta quarta-feira, 21 de maio, as salas de cinema estavam lotadas para ver as aventuras do famoso professor de chapéu e chicote na mão. Mas não demoraram a esvaziar.
Indiana Jones, vivido pelo ator Harrison Ford está fora de forma e as cenas de ação, me perdoe Spielberg, beiram o bufonismo. Além disso, o filme é explicativo e cansa os telespectadores com um emaranhado de inúmeros fios narrativos que parecem tentar suprir a falta de um bom enredo. Depois das pedras sagradas, arcas e do Santo Graal, desta vez Indy procura caveiras de cristal de incrível poder magnético e de origem extraterrestre, pois é até ET’s aparecem nas mãos dos russos que, para variar, querem destruir o mundo.
A tendência de filmes que retomam os heróis dos anos 80 parece encontrar um público novo em busca de novas aventuras e heróis que contemplem um ideal renovado de futuro que corresponda os anseios e indagações coletivas contemporâneas. O novo mundo já se cansou das histórias onde o bem figura-se nos EUA e o mal nas nações que se opõe ao imperialismo. O “reino da caveira de cristal” se passa em 1957 e levanta a mumificada relação de enfrentamento de Guerra Fria entre americanos e russos.
Sinceramente. Não sei como o filme termina, na metade da película muitos entediados, como eu, abandonaram a aventura que deveria ter se resumida a última (cruzada). §
Lucas Limberti
-------------------------
Indiana Jones e o Reino da Caverna de Cristal
de Steven Spielberg (EUA, 2008, 122min).
Foto: Divulgação
Leia também - CINEMA: “Imag(in)em Koyaanisqatsi”
- Leia sempre o Varal do infinito e estenda seu comentário -
"Os textos publicados são protegidos pela lei de respeito ao direito autoral"













