
Caros leitores,
Fico feliz em poder me comunicar com vocês, mas quando mandarem correspondências em minha caixa de correio, por favor, assinem, identifiquem seu eu...
De qualquer maneira, encaro com bons olhos as manifestações poéticas que retratam o cotidiano de um profissional como você. Sim, de ‘Você’ que me escreveu:
Se identifique na próxima, quem sabe não possamos trocar experiências comuns, versos e afetos.
E para você que não me escreveu segue a experiência deste legítimo poeta, deste anônimo que me tocou e fez em palavras uma demonstração verídica do dia-a-dia do poeta:
Lucas Limberti
Ego sum anonimous:
Eu perdi uma porcaria de uma poesia por causa de uma ligação do provedor Terra...
Veramente meu caro, as pessoas não entendem os poetas que lidam intensamente com a discriminação.
Nós trabalhamos com o sopro de Baco ao pé do ouvido, com trago de uva ao canto da boca. Sem aspiração de reconhecimento próximo, apenas a certeza de que as palavras transformam, mudam, não reformam.
Mas, de qualquer forma é como se fossemos ao escritório, engravatados nas cordas da sociedade. Portanto, o que nos diferencia é o verdadeiro estado de vida, é Marte mostrando a verdade que joga vendaval nas furtivas ondas navegáveis, como se fossemos portugueses em busca das índias, das ninfas... De Vênus.
É escolha por poucos entendida.
Miro-me na poesia como liberdade do meu fogo prisioneiro, do sol que raia beijos em sonho no cosmo conhecido.
Mas, se você ainda acreditar que eu estou brincando, um simples telefonema pode jogar minha inspiração na fossa de sua enfermidade social.
E mesmo assim, perdida a idéia inicial, mostro as garras do meu esforço diário em apertar parafusos de palavras que fazem do acaso um causo.
Reclamo-te, mas não inflamo. Faço do distúrbio, poesia em seu correio.
Cante, Chiante... Que saudades da Toscana. §
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