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terça, 17 junho, 2008
POESIA: “Do verso ao gerúndio telemarketing”


Caros leitores,

Fico feliz em poder me comunicar com vocês, mas quando mandarem correspondências em minha caixa de correio, por favor, assinem, identifiquem seu eu...

De qualquer maneira, encaro com bons olhos as manifestações poéticas que retratam o cotidiano de um profissional como você. Sim, de ‘Você’ que me escreveu:

Se identifique na próxima, quem sabe não possamos trocar experiências comuns, versos e afetos.

E para você que não me escreveu segue a experiência deste legítimo poeta, deste anônimo que me tocou e fez em palavras uma demonstração verídica do dia-a-dia do poeta:

Lucas Limberti

Ego sum anonimous:

Eu perdi uma porcaria de uma poesia por causa de uma ligação do provedor Terra...

Veramente meu caro, as pessoas não entendem os poetas que lidam intensamente com a discriminação.

Nós trabalhamos com o sopro de Baco ao pé do ouvido, com trago de uva ao canto da boca. Sem aspiração de reconhecimento próximo, apenas a certeza de que as palavras transformam, mudam, não reformam.

Mas, de qualquer forma é como se fossemos ao escritório, engravatados nas cordas da sociedade. Portanto, o que nos diferencia é o verdadeiro estado de vida, é Marte mostrando a verdade que joga vendaval nas furtivas ondas navegáveis, como se fossemos portugueses em busca das índias, das ninfas... De Vênus.

É escolha por poucos entendida.

Miro-me na poesia como liberdade do meu fogo prisioneiro, do sol que raia beijos em sonho no cosmo conhecido.

Mas, se você ainda acreditar que eu estou brincando, um simples telefonema pode jogar minha inspiração na fossa de sua enfermidade social.

E mesmo assim, perdida a idéia inicial, mostro as garras do meu esforço diário em apertar parafusos de palavras que fazem do acaso um causo.

Reclamo-te, mas não inflamo. Faço do distúrbio, poesia em seu correio.

Cante, Chiante... Que saudades da Toscana. §

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postado por 35821 as 09:27:35 #
1 Comentários

Cláudia:
A dor do poeta nos presenteia! Oba! varal de novo!
sexta, agosto 08, 2008 11:29 

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Assim expostos calam a dor pungente
que faz das veias montanha-russa.
As vibrações harmônicas e pulsos poéticos
que partem do coração deságuam lúcidos
nas secas mãos do poeta.
Ávido descubro segredos de rodapé.
Ondas furtivas que remetem ao ainda.
Quanto mais se descobre,
mais sinto os respingos de suor
cobertos pelo convite do que virá.
Tramo planos e junto pistas
para destravar o universo
e vê-lo girar, solto, hipnótico,
ao meu alcance.
As cores aladas que se projetam
dos abissais limites de minha retina
são resposta calada do grito do mundo.
Dos sons almejo sinfonias
Das cores, arco-íris.
Do ouro, alquimia.
Do amor refuto.
Lucas Limberti


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