O varal, um café e o infinito...
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quinta, 22 julho, 2010
DIÁRIO DE BORDO: “I Amsterdam”


“Impressões da capital predileta do irmão de Napoleão”

Na brecha da calçada brotam cogumelos coloridos. Nas escadas rolam latas de cerveja. Todas vazias. Um rato cruza a rua desafiando a vida. Desnudando o mistério do medo. O por de trás. Vez ou outra a escuridão dá as caras. Feia. O porteiro tem tempo de ser poeta. A puta adora as segundas-feiras. A igreja dá as costas. Tudo o que cabe em sua cabeça é do tamanho de sua crença. O drops de anis foi substituído por uma pastilha antiácida. A montanha-russa não tem freio e gira em oito deitada. A arrogância germânica vende o corpo didaticamente. Provoca. Arrota o hálito da crise. Senta os lábios no falo gozador. No campo da reflexão ausente e que se propõe ousado. Desafiador. 35 turistas iluminaram-se da luz vermelha, três foram atropelados pelo bonde. Duas inglesas foram para o espaço. Cozinharam os miolos em doses saborosas de bolo de vanilla. Um homem enlouqueceu. Surdo. Surreal sem brincos. Barba ruiva pontilhada. É dia de orgulho e de guerra. Os homens amarelos se vestem de frutífera vitamina C. Emitem intermitentes sinos ciclísticos e grunhidos de liberdade. Esta, cotidianamente pouca.§

Lucas Limberti

Na seção DIÁRIO DE BORDO “O varal, um café e infinito...” coloca o pé na estrada.

Leia também o texto: "Brasília, uma miragem no cerrado"

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postado por 35821 as 10:52:30 #
2 Comentários

Meire Rodrigues:
Lucão, perdi o folego ao ler seus escritos. Eles são ao mesmo tempo ardentes e suaves, despertam sensações indescritíveis, que assim se apresentam pela minha deficiência na arte que você tanto conhece, a de escrever.
Parabéns, meu querido amigo!
Abraços!
Meire
sexta, fevereiro 11, 2011 06:27 

Rodrigo:
ai Professor, to entrando no seu blog hj dia 10 de fev e eu li tudo do seu blog. Nota 10 Lucas, muito legal, parabéns! Abraço!
quinta, fevereiro 10, 2011 06:30 

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Escritos os desejos de enigma
me revelam as senhas do mundo.
Assim expostos calam a dor pungente
que faz das veias montanha-russa.
As vibrações harmônicas e pulsos poéticos
que partem do coração deságuam lúcidos
nas secas mãos do poeta.
Ávido descubro segredos de rodapé.
Ondas furtivas que remetem ao ainda.
Quanto mais se descobre,
mais sinto os respingos de suor
cobertos pelo convite do que virá.
Tramo planos e junto pistas
para destravar o universo
e vê-lo girar, solto, hipnótico,
ao meu alcance.
As cores aladas que se projetam
dos abissais limites de minha retina
são resposta calada do grito do mundo.
Dos sons almejo sinfonias
Das cores, arco-íris.
Do ouro, alquimia.
Do amor refuto.
Lucas Limberti


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