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segunda, 21 fevereiro, 2011
CUMPLICIDADE: “Chuva, terremoto e calçadas”


“Pasteurização da morte e do cidadão banal”

Relincho azedo o calor dos dias que cada vez são mais ardidos. Claro, também pudera. No passado as calçadas concebiam a metade dos arrotos do mundo.

A cada canto uma nova moradia. A cada dia, um dia a menos pros que se acantam nas corredeiras.

O passo adiante pode ser o mais curto. Não há mais espaço, nem para onde ir. Cada sonho pode ser pago no mínimo em trinta primaveras. Pode não, deve. E cada vez que se espera a próxima florada, o que se tem é inverno. Inferno das caixas onde habitam formas duvidosas que nem se quer se dão conta da conta que se perde.

Outro Silva que nasceu na maternidade da antiga rua do Adeus não quer ser um. Aos poucos a aos muitos o novo se faz igual. Cada manha não pode ser apreciada como tal, pois pouco importa. Tudo é pouco.

O pouco... bom, este é o que resta. §

Lucas Limberti

Foto: boanoticia.com/.../2010/04/enchentes-rio.jpg

A seção CUMPLICIDADE refere-se a retratos abstratos e espasmos cerebrais não-noticiáveis do autor que vos fala.

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postado por 35821 as 10:06:59 #
3 Comentários

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terça, julho 24, 2012 06:05 

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terça, julho 24, 2012 06:05 

XucLub:
"Cada manhã não pode ser apreciada como tal...."
Eis aqui o que me faz falta. Se aprecio não falta, se está faltanado como apreciar? Ainda sem essa resposta, o que aprecio agora são suas palavras, sua alma, sua palma.
quinta, fevereiro 24, 2011 11:06 

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que partem do coração deságuam lúcidos
nas secas mãos do poeta.
Ávido descubro segredos de rodapé.
Ondas furtivas que remetem ao ainda.
Quanto mais se descobre,
mais sinto os respingos de suor
cobertos pelo convite do que virá.
Tramo planos e junto pistas
para destravar o universo
e vê-lo girar, solto, hipnótico,
ao meu alcance.
As cores aladas que se projetam
dos abissais limites de minha retina
são resposta calada do grito do mundo.
Dos sons almejo sinfonias
Das cores, arco-íris.
Do ouro, alquimia.
Do amor refuto.
Lucas Limberti


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