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segunda, 21 fevereiro, 2011
CUMPLICIDADE: “Adiposidade burguesa”


“Um punhal serviu a janta do novo amanhã”

Tem dias que a vida parece estar em desassossego com a paz. Filme de suspense em que a trama termina antes que ela realmente nos conduza ao que parece, mas não é.

Nada constrói o manto da desatenção ao apego. A cada nova pisada, um caminho neutro, mas também criterioso.

O exercício livre trás a expectativa do além da veste do bispo.

Amo o transcendente, o transeunte o Pablo Picasso com seu traço no espaço quadrado.

Sem querer rimo o próprio pulso do não dito: amo a nuvem de véspera.

Vem! Vem pra cá que aos poucos te conto o resto.

Cuspi na cara do medíocre de sotaque soberbo. Empunhei e apunhalei a fala do poderoso para que no seu sangue conheça seu próprio veneno.

A vermelha mancha de seu descaso é bandeira que sacode aos quatro ventos. A cada apunhalada sinto o gosto do novo amanhã à cavalo.

Um seio á mostra, um martelo enterrado nas costas do sujeito gordo que jantara purê de batatas.

Isso me faz avesso, e assim atravesso o desfiladeiro. §

Lucas Limberti

A seção CUMPLICIDADE refere-se a retratos abstratos e espasmos cerebrais não-noticiáveis do autor que vos fala.

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postado por 35821 as 10:28:13 #
2 Comentários

XucLub:
Chá das cinco...
Badalar dos sinos...
Código de barras...
Travas sem amarras...
Fugir sem correr?
Fingir sem querer?
Ficar sem poder?
PODER!
Ah, o poder!


quinta, fevereiro 24, 2011 11:22 

Bb.:
Muito bom, adorei os textos :P e adorei ese título tb, rs...
beijos ;*
terça, fevereiro 22, 2011 12:45 

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que partem do coração deságuam lúcidos
nas secas mãos do poeta.
Ávido descubro segredos de rodapé.
Ondas furtivas que remetem ao ainda.
Quanto mais se descobre,
mais sinto os respingos de suor
cobertos pelo convite do que virá.
Tramo planos e junto pistas
para destravar o universo
e vê-lo girar, solto, hipnótico,
ao meu alcance.
As cores aladas que se projetam
dos abissais limites de minha retina
são resposta calada do grito do mundo.
Dos sons almejo sinfonias
Das cores, arco-íris.
Do ouro, alquimia.
Do amor refuto.
Lucas Limberti


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