Unidos contra a Violência Doméstica!
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segunda, 16 junho, 2008
Pai espanca, bebê entra em coma

Irritado com choro da filha, de 11 meses, pai a agride, atira contra parede e chuta andador; ela rola 30 degraus

Carina Flosi

"Fala baixinho que ela está dormindo. Não acende a luz. Ela caiu do andador, ficou enjoadinha, chorou, mas está tudo bem. Ela até brincou um pouco antes de dormir", sussurrou o pai de Giovana Cremon, de 11 meses, à mãe do bebê, que acabara de chegar. Com medo de contrariar o marido, a assistente administrativa Tânia Cristina dos Santos, de 33 anos, se deitou. Nem ousou olhar para o berço da filha. Ela não desconfiava que, havia quase duas horas, o bebê sofria convulsões, com fraturas em todo o corpo e lesões na coluna. Após ser espancada e lançada contra uma parede, Giovana foi empurrada da escada pelo próprio pai. Irritado com o choro do bebê, o porteiro Wilker Reger Cremon, de 26 anos, chutou o andador do segundo andar do sobrado. Giovana rolou escada abaixo. Quase 30 degraus.

Depois da mãe que jogou o bebê na lagoa em Belo Horizonte, do casal que matou o filhinho em Canoas (RS) e da mãe que abandonou a filha na porta de uma casa também em Belo Horizonte, três crimes contra crianças voltaram a chocar o País. Além do caso de Giovana, em Minas, uma moradora de rua foi detida depois de a filha ter sido espancada até a morte e, em São Vicente (SP), uma babá foi presa, acusada de agredir duas crianças.

O drama de Giovana começou às 20h30 de 19 de janeiro. O pai foi buscá-la na casa da babá, vizinha da família. "A Gio tremeu e fez um olhar de pânico.Foi como se ela estivesse vendo o diabo", descreveu a babá Marlene Pereira Recaldes.

Cremon levou a filha, colocou-a no andador. A menina começou a chorar. Descontrolado, passou a agredi-la. Quando a mãe chegou do trabalho, às 22h30, a casa estava em silêncio.Tânia estranhou as luzes apagadas. A filha não brincava na sala, como de costume. Mas ela obedeceu ao marido e foi dormir. Às 3 horas, quase sete após o ataque, acordou com a respiração alterada do bebê. Acendeu a luz e olhou para o berço.

Viu, então, a filha desfigurada. A mãe levou o bebê em coma para o Hospital da Mooca. Depois, foi transferida para a UTI do Hospital Artur Sabóia, na zona sul, onde continua internada em estado gravíssimo.

A polícia constatou que havia pelo menos quatro meses Giovana era espancada pelo pai. A avó contou à polícia que já havia questionado a filha sobre as lesões no corpo do bebê. "Mas ela dizia que em Capivari, onde morou, as pessoas diziam que os bebês que não são batizados são atacados por espíritos e ficam com manchas." Giovana não foi batizada. Na delegacia, Cremon confessou friamente o crime e não se mostrou arrependido. Tânia fica ao lado da filha noite e dia. Não fala sobre o marido. A pequena Giovana passa a maior parte do tempo sedada e corre risco de vida.

Depois da mãe que jogou o bebê na lagoa em Belo Horizonte, do casal que matou o filhinho em Canoas (RS) e da mãe que abandonou a filha na porta de uma casa também em Belo Horizonte, três crimes contra crianças voltaram a chocar o País. Além do caso de Giovana, em Minas, uma moradora de rua foi detida depois de a filha ter sido espancada até a morte e, em São Vicente (SP), uma babá foi presa, acusada de agredir duas crianças.

O drama de Giovana começou às 20h30 de 19 de janeiro. O pai foi buscá-la na casa da babá, vizinha da família. "A Gio tremeu e fez um olhar de pânico.Foi como se ela estivesse vendo o diabo", descreveu a babá Marlene Pereira Recaldes.

Cremon levou a filha, colocou-a no andador. A menina começou a chorar. Descontrolado, passou a agredi-la. Quando a mãe chegou do trabalho, às 22h30, a casa estava em silêncio.Tânia estranhou as luzes apagadas. A filha não brincava na sala, como de costume. Mas ela obedeceu ao marido e foi dormir. Às 3 horas, quase sete após o ataque, acordou com a respiração alterada do bebê. Acendeu a luz e olhou para o berço.

Viu, então, a filha desfigurada. A mãe levou o bebê em coma para o Hospital da Mooca. Depois, foi transferida para a UTI do Hospital Artur Sabóia, na zona sul, onde continua internada em estado gravíssimo.

A polícia constatou que havia pelo menos quatro meses Giovana era espancada pelo pai. A avó contou à polícia que já havia questionado a filha sobre as lesões no corpo do bebê. "Mas ela dizia que em Capivari, onde morou, as pessoas diziam que os bebês que não são batizados são atacados por espíritos e ficam com manchas." Giovana não foi batizada. Na delegacia, Cremon confessou friamente o crime e não se mostrou arrependido. Tânia fica ao lado da filha noite e dia. Não fala sobre o marido. A pequena Giovana passa a maior parte do tempo sedada e corre risco de vida.


postado por 94186 as 11:30:55 #
2 Comentários

Laura:
Que coisa horrível essa notícia né!
Vamos divulgar a prevenção a violência doméstica de nossas crianças e adolescentes.
Abraços Laura
sábado, julho 05, 2008 03:07  

Sandocleber :
Cara Cleusa,

Que bom que tenha construido seu blog e iniciado sua participação no estabelecimento da corrente do bem!
Que bom também seria se em algum momento você postasse uma ressalva em seu blog contanto que todos esses casos aqui expostos fazem parte de uma ficção e que você só os ilustrou no sentido de nos sensibilizar para o fim da VDCA. Mas sei que isso não será possivel, pois a realidade é muito vívida e ela de fato comporta não somente tais casos, mas uma variedade de outros da mesma natureza.

Felicidades a todos nós... inclusive às nossas crianças e adolescentes!
quarta, junho 25, 2008 11:17  

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