Dr. Valdinar Monteiro de Souza
Dr. Valdinar Monteiro de Souza
quinta, 31 dezembro, 2009
Preito de gratidão

Noite de 30 de dezembro de 2009, 21h20. Como de costume, estou no meu cantinho preferido, minha sala de estudos, refletindo sobre o ano que se passou e as pessoas, boas e ruins, do meu convívio. Computador sobre a velha mesa de mogno que me acompanha desde o ano de 1992, em Xinguara. Livros, revistas e jornais amontoados nas estantes, sobre a mesa, sobre os sofás, em caixas e até na cerâmica do chão, pois, há muito foi superada a capacidade das estantes que possuo. Preciso fazer mais estantes, arrumar minha sala e catalogar meus livros, já que nem sei quantos tenho.

Olhar os livros despertou-me o desejo de registrar em crônica a gratidão pelos que ganhei de amigos e até da Academia Brasileira de Letras, da qual me vieram oito valiosos volumes, em fevereiro de 2008. Ganhei muitos livros e muito mais livros comprei ao correr dos anos da minha existência, de forma que tenho gasto com eles quase tudo que me chega às mãos. Tem sobrado muito pouco, sem exagero o digo.

Além da Academia Brasileira de Letras, presentearam-me várias pessoas: amigos, minha mulher e meu filho Douglas. A maior quantidade, porém, veio do Dr. José Maria Trindade, que, após advogar em Belém, trocou a profissão de advogado pela de bancário do Banco do Brasil e veio morar em Marabá. Marido da minha colega Carmem Sílvia Silva da Silva, servidora concursada da Câmara Municipal de Marabá, credito à bondade de ambos, mas principalmente à eficaz intercessão dela em meu favor, o ter sido agraciado com tão valioso presente, em dezembro de 2000, ainda estudante de Direito na Universidade Federal do Pará. Aliás, a Carmem Sílvia também me presenteou com livros dela mesma.

De Trindade ganhei livros interessantíssimos para o estudo do Direito, dentre os quais, para citar apenas dois, estão os clássicos  Curso de Direito Romano, de J. Cretella Júnior, 13.ª edição, 1990, da Editora Forense, e Medicina Legal, de Hélio Gomes, 26.ª edição, 1989, da Livraria Freitas Bastos, obras de valor inestimável e atualidade a toda a prova.

Da Câmelha, minha mulher, ganhei, em 2003, Crítica da Legalidade e do Direito Brasileiro, de Alysson Leandro Mascaro; do Douglas, meu filho de 22 anos, ganhei vários outros, dentre os quais cito Como os Médicos Pensam, de Jerome Groopman. Do meu colega de Câmara Municipal Dr. Sebastião de Jesus Souza Castro também ganhei muitos, dentre os quais, para citar apenas quatro, Budapeste, de Chico Buarque; O Castelo de Âmbar, de Mino Carta; Cidadania e Justiça: Reflexões Políticas de Um Advogado, de Reginaldo Oscar de Castro; e Homens e Ideias, de Rubens Approbato Machado.

A lista de livros e amigos que me presentearam com eles é longa e não cabe no espaço exíguo de uma crônica. Dentre tantos outros, além dos já citados, enumero alguns, sem querer ser injusto com os demais: Rev. Hideraldo Cordeiro de Mello, Rev. Santinonen Sardinha de Oliveira, Rev. Alan Rennê Alexandrino Lima, Sen. Jarbas Passarinho, Sen. Marco Maciel, Dr. Euvecio Batista Veras e Ten-cel. Guy Hermínio Rocha. A todos eles minha indizível gratidão, sempre!

Dar livro é presentear e elogiar ao mesmo tempo. Mas não é só isso. O título da obra, muito mais do que a dedicatória, expressa de forma inconfundível o juízo que quem presenteia faz, consciente ou inconscientemente, da pessoa presenteada. Quero encerrar, todavia, com a dedicatória que o Douglas me fez, no livro Como os Médicos Pensam, dado como presente do Dia dos Pais: “Marabá, 08 de Agosto de 2009. Para um homem admirável, manso de coração. Meu herói. Meu Pai. Douglas C. Monteiro.” Que isso seja verdade, pois calou fundo no meu coração! Não anseio por glória maior do que ser para meus filhos o herói que meu pai, João Belizário de Souza, pobre e analfabeto, foi e sempre será para mim!


postado por Dr. Valdinar Monteiro de Souza as 01:19:40 #
6 Comentários

Valdinar Monteiro de Souza:
Sim, Valdinar, Jaqueline. E muito obrigado, querida, pela sua admiração, seu carinho, pelos quais serei sempre grato. Também pela leitura e comentários, atos do leitor que têm para mim valor inestimável.
Feliz 2010, Jaqueline! Que Deus nos conceda muita saúde, muita paz, alegrias e realizações ao longo do ano, no plano coletivo, como servidores da Câmara Municipal de Marabá, e no plano individual de cada um.
Meu abraço, meu carinho e meu respeito.
03/01/2010 10:47:08  

Jaqueline Alves Souza:
vou chama-lo de Valdinar, pois acredito que em tão pouco tempo, consegui uma afinidade com vc, que levaria, ou levo, tempo com outras pessoas para conseguir o mesmo. Sei que te admiro muito por ser essa pessoa, que estar sempre em busca do conhecimento. Costume dizer aos meus alunos que conhecimento nunca é demais, e o conhecimento perpassa pelo hábito da leitura, pois alguns comentam que lêr é estafante, e eu costume dizer: depende do que você lêr, pois a leitura permite a nós pequenos mortais, viagens para lugares nunca antes imaginados; permite também, reflexões, mudanças de comportamento dentro outros...
Percebeu! Lendo a sua crônica, lembrei dos meus alunos e dos momentos confortantes que a leitura nos trás.
Feliz ano novo! Meu novo amigo (se assim, posso chamá-lo), pois sinto-me honrada em ter como amigo uma pessoa tão magnifíca e inteligente como você.
Que Deus derrame todas as bençãos em você e seus familiares.

Jaqueline Alves Souza
03/01/2010 00:57:23  

Valdinar Monteiro de Souza:
Muito obrigado, Prof. Dr. Guilherme Purvin, Rev. Hideraldo e Prof. Dr. Gutemberg! Sim, obrigado pela leitura do texto e, muito principalmente, pela bondade e gentileza dos comentários.

Comnetários como estes dos ilustres amigos, assim como outros que recebo por e-mail, me deixam profundamente agradecido e me servem de inestimável estímulo para continuar escrevendo. Valeu mesmo!

Quanto aos livros, meu caríssimo Prof. Gutemberg, vão sair logo logo. Em 2010, quem sabe? Obrigado pelos versos de Castro Alves, de que sempre gostei muito.

Desejo, sinceramente, aos três ilustres amigos, bem como aos demais leitores, um feliz 2010! Uma festa de Ano-novo cheia de alegrias, paz e felicidades! A todos meu versículo preferido: "O SENHOR te abençoe e te guarde" (Nm 6.24).
31/12/2009 15:01:26  

Gutemberg Armando Diniz Guerra:
Caríssimo Valdinar:
Teus escritos são confortantes e vêm sempre com uma carga de humanidade que nos deixa a todos respirar valores que estão sendo ofuscados pela vida louca dos tempos cada vez mais apertados e escassos. Sinto falta de livros teus, de tua lavra escorreita, cristalina, saudável, caudalosa no teu blog e vez ou outra nos jornais que têm sido mesquinhos em publicá-los com mais frequencia. Quando os teremos? Por semear letras, mereces o verso do poeta Castro Alves:
"Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe -- que faz a palma,
É chuva -- que faz o mar."

Abraço fraterno e um feliz 2010 para ti e toda a família!

Gutemberg Guerra
31/12/2009 09:47:20  

Hideraldo Cordeiro de Melo:
Leio sua crônica nesta manhã do dia 31 de dezembro de 2009 com alegria e gratidão. Alegria por ler sua crônica como quem saboreia uma boa taça de um fino vinho, pois ambos fazem tão bem para a mente e o coração. Gratidão por ver meu nome entre tantos doutos que lhe presentearam bons livros. Lembrei-me do Rev. Paulo Vianna de Moura, meu professor de Filosofia, dentre outras disciplinas, já falecido, que foi também genro do Rev. Boanerges Ribeiro. Era uma de suas pérolas o dito: "Livros, nossos melhores amigos, amigos mudos, que nos abrem as portas do infinito quando os abrimos." Deus o abençoe com a familia querida hoje, cada dia de 2010 e sempre. Obrigado pelas taças de sabedoria que brindamos muitas vezes em 2009. O Douglas tem toda razão, pode crer.
31/12/2009 09:15:06  

Guilherme Purvin:
Ganhar livros é muito bom! Poder folheá-los no meio de uma noite de insônia, silenciosamente trilhar pela senda do pensamento de seu autor, enveredar pelas aventuras do romancista, sem que ninguém ao seu redor saiba o que está acontecendo. Parabéns pela crônica, parabéns pelos livros, parabéns pelos amigos que tem. E um feliz 2010!
Guilherme
---
Ganhar livros é muito bom! Poder folheá-los no meio de uma noite de insônia, silenciosamente trilhar pela senda do pensamento de seu autor, enveredar pelas aventuras do romancista, sem que ninguém ao seu redor saiba o que está acontecendo. Parabéns pela crônica, parabéns pelos livros, parabéns pelos amigos que tem. E um feliz 2010!
Guilherme
---
PS: A mensagem é intencionalmente enviada em dobro.


31/12/2009 09:08:59  

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