vozes ao vento
vozes ao vento
sábado, 28 outubro, 2006
Culpados

Culpa tem aqueles que se arvoram a dirigentes de uma nação sem ter condições de dirigir um carrinho de pipocas. Infelizmente a lei não define condições mínimas para que alguém possa se arvorar no direito de fazê-lo. Acreditar que todos tenham autocrítica, ou que o povo seja um bom juiz para essas causas é um juízo temerário, os fatos estão aí a atestar.

São e serão anos perdidos, tempo e mais tempo jogado no lixo, um gasto inútil para a história concluir que só andamos como o carangueijo, caminhando para trás. Eu fico a pensar como uma pessoa dessas não tem a menor autocrítica, o menor senso do ridículo, como é capaz de deitar a cabeça no travesseiro à noite e dormir em paz. Santo Deus!

postado por Domrs as 08:12:14 # 0 comentários
domingo, 16 abril, 2006
Clamar?

Pra quem mais direi que te amo? Pra quem mais poderia eu clamar? Se no meu amar eu te chamo e sei que não vais me escutar. Não é só um dizer que te amo, mas um viver pra te amar. Se meu amo a ti não proclamo a quem mais eu poderia clamar? Se é meu viver te amar e a mim tu não vais aceitar, que farei desse amor? Qual meu plano? Como irei com um futuro sonhar?
Ronaldo Renato de Souza - Domrs - Copyright © 2006

postado por Domrs as 08:21:32 # 1 comentários
quinta, 23 março, 2006
Desfile...

E segue o desfile, ou será melhor dizer o baile? Continuam a serem preparadas as pizzas, o famoso acordão, continua a impunidade no Congresso Nacional; não resta a menor dúvida de que os princípios morais são diferentes para os senhores deputados e para os comuns do povo. Aquilo que é considerado imoral, aquilo que mancha a honra e a dignidade do povo, não consegue penetrar na carupuça que cobre alguns dos senhores deputados; eles são imunes.

Hoje mesmo assistia aos depoimentos no Conselho de Ética da Camara dos Deputados, único lugar no mundo onde alguém acusado de corrupção consegue se defender dizendo que "o dinheiro sujo" não veio dessa sujeira, veio da outra. Ou seja o dinheiro recebido não é o do mensalão, mas "bola" recebida quando presidia outra Comissão Parlamentar de Inquérito. É possível isso?

O que nos resta? Lamentar...

postado por Domrs as 11:46:23 # 0 comentários
domingo, 26 fevereiro, 2006
Mais uma voz ao vento...

Tal qual o nome desse blog, mais um "Voz ao Vento", é o que será essa minha denúncia dessa manobra antiética, que usa o feriado de carnaval como um escudo para se ocultar ao anúnciar o crescimento ridículo, pífio, da economia brasileira em 2005. Deve-se dizer, a bem da verdade, que os ufanistas, os que vivem propalando as maravilhas que estão fazendo na economia do país, em todas as américas - eu disse "em todas as américas" - conseguiram ganhar do crescimento da República do Haiti, um país que vive em constante guerra civil.

Porque agora não vão para a televisão, convocam uma grande rede nacional, como costumam fazer, para anunciar esse "grande feito", esse número pífio, esse crescimento ridículo de 2,3% no ano passado? Agora não é conveniente, não é mesmo? Agora é hora de se esconder atrás do feriado, anunciar o dado numa sexta-feira, numa véspera de carnaval. Mas não era a economia o seu carro-chefe? Não vivia se ufanando dos seus feitos nessa área? Que feitos são estes?

Ou seja, não há realizações na atual administração, nada se salva. É tudo midia, tudo propaganda, ou então é coisa que não presta para o país. Eu já falei, nem é uma questão de malvadeza ou de querer fazer o pior, é uma questão de ter competência. Quem nasceu para torneiro-mecânico devia ao menos saber qual é o seu devido lugar.

postado por Domrs as 05:00:29 # 0 comentários
segunda, 13 fevereiro, 2006
Médias do Enem

A média do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2005, em todo o país, ficou em 43,85. No meu tempo de estudante, pelo menos, a média mínima de aprovação era 50,00, ou seja, os estudantes do ensino médio do país, como um todo, foram reprovados no exame de 2005.

Não é segredo para ninguém que a qualidade do ensino no país vem caindo há vários anos.  Aqui mesmo no Rio Grande do Sul, que se gaba de ter um ensino de boa qualidade, existe bem presente essa consciência.

Os fatores são vários, e começa no seio das famílias, pela transferência integral para as escolas da sua função educacional. Professores, colocados na função de país e educadores, se veem sem condições de executar um bom trabalho, até pela total falta de disciplina que se verifica nas salas de aula.

Os absurdos constatados quando se realizam provas com estudantes do segundo grau não deveriam ser nenhuma surpresa; os alunos seguem avançando nos currículos escolares sem acumular méritos para tal. Não é incomum casos de alunos que não sabem ler, ou que lendo não entendem aquilo que leram; ou alunos que completam o segundo grau sem ter lido um único livro sequer.


postado por Domrs as 10:14:30 # 0 comentários
quarta, 08 fevereiro, 2006
Eu tive mais!

- Eu tive mais que você!
- Teve nada!
- Ah é, não tive é?
- Não teve não.
- Pois saiba que eu tive cinco!
- Grande coisa… Eu tive sete!
- Nada disso! Não vale contar ficante!
- Sete. Sem contar ficante.
- Tá bom. Você teve mais pais do que eu… 

postado por Domrs as 01:20:49 # 0 comentários
Post de passagem

Este é o que eu chamo de post de passagem, pp, só para  marcar a minha passagem aqui pelo blog, para que não fique essa sensação de abandono total. Então passo por aqui, retiro uma ou outra teia de aranha, removo a poeira, e sigo em frente!

postado por Domrs as 01:18:41 # 0 comentários
domingo, 22 janeiro, 2006
As Tribos

Costuma-se chamar de tribos os grupos de jovens que têm hábitos semelhantes. A maneira de se vestir, de falar, o tipo de diversão são alguns dos fatores que ajudam a enquadrar o jovem em algumas das tribos. São todos jovens, mas um jovem de uma tribo em outra é como um peixe fora d'água, não tem ambiente. A tribo dos metaleiros, a tribo dos naturebas, a tribo dos surfistas, são alguns dos exemplos de tribos de características diferentes.

postado por Domrs as 09:23:57 # 0 comentários
domingo, 15 janeiro, 2006
Normal?

Estava pensando na palavra e no sentido que ela encerra, o que é normal? O que é ser normal? O que é um comportamento normal? Se concebe normalidade com sendo conformidade com a média, com o padrão médio de determinado grupo ou tipo; ou num tipo de definição estranha, mas ainda assim válida, como a ausência de um comportamento patológico. Seria como dizer que a saúde é a ausência de doenças.

Pela definição, para saber o que é normal é necessário saber qual o comportamento médio do grupo, deduzindo-se que a definição de normalidade é mutável, dependendo, entre outras coisas, do grupo objeto de analise. Ainda é preciso determinar a universalidade desse grupo, pois se começarmos a delimitar pequenos grupos para análise, chegaremos a conclusão de que praticamente todos os comportamentos podem ser classificados como normais.

Assim, por exemplo, o comportamento de um viciado em cocaína com referência a um grupo onde todos são viciados é considerado normal; mas se comparado a um grupo maior, considera-se como um comportamento lesivo a saúde e reprovável. O mesmo poderia ser dito em relação a uma grande parte dos nossos políticos, cuja formação moral elástica permite a prática de certos atos, os quais para a maioria da população seriam considerados atos desonestos.

Essas são algumas das minhas reflexões sobre normalidade. Certamente elas são muito superficiais, mas, ainda assim, um início de reflexão.

postado por Domrs as 11:16:29 # 0 comentários
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