Yendis Asor Said
Yendis Asor Said

domingo, 30 março, 2008
TEORIA DA NUDEZ

 

“Sentimos-nos como se carregássemos um fardo, esse fardo é a culpa do querer, há a necessidade de nos sentir, e de novo nos encontrar nus de alma”.

YAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E-MAIL: yendisasorsaid@hotmail.com

 

Da grande obra

Diário de um Louco:

 

 

 

 

A TEORIA DA NUDEZ

 

 

 

 

 

 

 

 

De

 Yendis Asor Said

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Vejo as almas protuberantes

decaírem por seu fardo...”

 

 

 

 

TEORIA DA NUDEZ

(DIÁLOGO)

 

 

 

 

Encontram-se Vinícius e Yendis Asor Said numa praça.

VINÍCIUS: — Oi Yendis! Já tão cedo a descansar?

YENDIS: — Sim, meu amigo, terminei o trabalho e logo sentei aqui na praça para observar o movimento.

VINÍCIUS: — Já sei, você está bolando daqueles seus problemas de doer a cabeça, não é?

YENDIS: — Não, caro amigo, estou aqui apenas para descansar, pois depois da refeição não queremos nada além de ficar quietos.

VINÍCIUS: — Mas o que é isso em suas mãos? Parece-me um rascunho.

YENDIS: — Não há forma de esconder algo de ti, astuto amigo. Estava escrevendo, ou para ser mais claro, brincando com as idéias, de modo que escrevi uma teoria, mas não é nada sério e acho que não vai quer ouvi-la.

VINÍCIUS: — Yendis, sua humildade tão grande que me comove que fico até lisonjeado de estar perto de você. Se me sinto assim com sua presença, imagine ouvir suas idéias. Não me mate de curiosidade, diga-me logo que teoria é essa, que direi se é boa ou se é má, se devemos conversar sobre ela ou jogá-la ao limbo.

YENDIS: — Pois bem, direi o que venho rabiscando nesses papéis.

 

Introdução à teoria

 

YENDIS: — Sentado nesse banco a observar o movimento das pessoas há muito que venho notado certa inibição, tanto dos homens quanto das mulheres. Os homens parecem tão preocupados com o trabalho que se esqueceram de si, da beleza das mulheres e de tudo belo que realmente importante ao seu redor. Enquanto as mulheres parecem que neste corriqueiro mundo em que vivemos, deixaram-se levar e esqueceram-se o que são. Neste mundo de espinhos elas se esqueceram que são as rosas, neste lodo de mundo elas esqueceram-se que são as águas cristalinas de um rio que passa, mas deixa a beleza por todo o seu leito. Esqueceram-se de si, apressam-se para a igualdade de direitos e se esquecem que são os pilares deste mundo. Elas estão se desrespeitando —para se igualarem a nós, monstros bárbaros... Gladiam-se para estar dominando, sem ter conhecimento que, neste sentido, estão perdendo o domínio. Caro amigo, parece que foi só isso que rabisquei.

VINÍCIUS: — Sei que não! Olhe no bolso de sua jaqueta, parece ser outro rascunho. Mas antes de continuar, diga-me: — Por que acha que elas estão perdendo o domínio se elas gladiam-se para tanto se imporem?

 

 

YENDIS: — Amigo, olhe para aquela garota que está de vestido vermelho, sentada naquele outro banco. Descreva-a para mim para que assim eu possa te explicar melhor.

 

VINÍCIUS: — Pois bem. Pelo que vejo, ela deve ter uns vinte anos de idade, um metro e setenta por aí, olhos castanhos claros, cabelos ruivos, como disse, um vestido vermelho, medindo uns dois dedos abaixo do joelho, e um salto alto. Assim a vejo.

 

YENDIS: — Completando, não se vê no seu rosto abuso de maquiagem; as unhas feitas, mas discretamente pintadas; os cabelos soltos e bem cuidados; o vestido inteiramente vermelho mas com um singelo bordado perto do seio esquerdo que, ao meu ver, realça a beleza natural. No vestido, um decote de um palmo; um salto não muito alto e uma tatuagem de um beija-flor beijando uma rosa, atrás do pescoço, correto?

 

VINÍCIUS: — Fico feliz de estar ao seu lado! Pensei que havia feito uma completa descrição da mulher e você me provou que havia nela lindos pontos que admiramos e raramente notamos. Peço-lhe agora, depois desta visão, a explicação do que lhe pedi, ou seja, elas estão perdendo o domínio, por quê?

YENDIS: — Calma amigo que logo entenderá do que falo. Por enquanto ouça. Olhe essas mulheres que estão perpassando por nós. O que elas têm em comum com a ruiva?

 

VINÍCIUS: — São todas lindas, companheiro!

 

YENDIS: — Sim! Mas nelas faltam algo, dá para notar amigo?

 

VINÍCIUS: — Sim. Mas de imediato não sei dizer.

 

YENDIS: — Esperto amigo! Dize assim sabendo que te responderei de qualquer forma as tuas dúvidas. Olhe aquela linda morena que estás atravessando a rua. Belas coxas, lindos cabelos, lindos olhos, mas parece, ao meu ver, que, como nós, ela acordou de manhã e apenas colocou um boné, uma camiseta e o pior de teus deslizes, uma calça de palhaço.

 

VINÍCIUS: — Entendi onde você quer chegar, as mulheres estão perdendo a feminilidade, é isso?

 

YENDIS: — Sim, meu amigo. E me parece que um dia ouviremos nessa praça mulheres arrotando exageradamente e fazendo outras coisas destas que nós sabemos quem é que fazem. Tinham o domínio, que era a singeleza e a singularidade, mas estão buscando o 

domínio pelo dinheiro e pela brutalidade consigo mesmas. Nota-se, vendo os carros passando, que 70% dos carros novos são dirigidos por mulheres, e, que ao contrário, 70% dos velhos são dos homens. Não tiro delas o merecimento mas elas estão perdendo o domínio para serem dominadas pelo dinheiro.

 

VINÍCIUS: — Como, caro amigo, elas poderiam se igualar a nós sem que fossem como nós?

 

YENDIS: — É parte da base de minha teoria. Minha teoria é que, para acabar com essa cobiça, a qual julgo ser protagonista de todos os problemas, todos deveriam estar em nus. Minha teoria é a teoria da nudez geral. Englobando as cidades mais populosas, onde o estresse é maior.

 

VÍNICIUS: — Como seria isso Yendis?

 

YENDIS: — Vou te explicar usando uma hipótese. Digamos que a partir de hoje, fossem abolidas as vestimentas, que todas as pessoas tivessem que andar nuas pelas ruas. E, deste modo, você acha que seria normal?

 

VINÍCIUS: — Claro que não! Imagino e logo fico logo, pois penso nesta morena mostrando tudo.

 

YENDIS: — Creio eu que nos primeiros dias haveria uma desordem geral, mas logo todos se acostumariam. Tire base pela praia de nudismo onde a nudez é normal ou nas tribos indígenas amazonenses que desconhecem a vestimenta e mesmo assim vivem em paz. Simplória, é claro.

 

VINÍCIUS: — Não sei amigo.As praias de nudismo geralmente são afastadas da população...

 

YENDIS: — Sim! São afastadas porque são diferentes. Geralmente, Vinícius, as coisas quando são diferentes são estigmatizadas, e isso se dá também em relação pessoas: quando conhecemos uma pessoa diferente das quais somos acostumados, não a aceitamos de imediato, mas com o tempo, sendo a pessoa de qualidade, caro dizer, de boa índole, bom coração, nós a aceitamos, e nem ligamos para as suas diferenças. Ao contrário, nós nos enganamos por aparências, aparências das quais se vivem hoje em dia, pessoas bem apresentadas, com sorrisos, alegres, boa conversa e por dentro os mais terríveis que poderíamos ter com os quais nos enganamos.

 

 

VINÍCIUS: — Mas na sua teoria, pelo que vejo, haveria homens que andariam como cães atrás das mulheres, sendo que quem estaria sempre no cio seriam os homens, pois me incluo entre estes homens. Não resistiria ver ao todo tempo essas mulheres nuas...

 

YENDIS: — Amigo, dize isso mas por empolgação do imaginar do que pela razão... Veja bem, estamos aqui e imagine a teoria já em prática. Nós, como todas as pessoas em volta nuas. Você acha que o maior problema seria não resistir a vê-las passando? Lembre-se que elas nos veriam como somos e nós como elas são, e te garanto, já é provado que a mulher é mais adaptável que o homem a mudanças de comportamento. Elas seriam mais bem desinibidas do que nós. Elas, em pouco tempo, já se adaptariam a essa mudança; tudo teria que mudar, até o nosso comportamento que se diz evoluído. No princípio seria um caos, mas logo se tornaria paz.

 

VINÍCIUS: — Mas Yendis, e no frio ou na chuva, como ficaríamos?

 

YENDIS: — Na minha teoria seriam abolidas as roupas mas haveria o livre-arbítrio. Acabaria com a vergonha sem que nos tornássemos sem-vergonha.

 

VINÍCIUS: — Como poderia perder algo sem perder?

 

YENDIS: — Simples meu amigo, às vezes, criamos algo que realmente não existe e se perdermos isso não estaremos perdendo nada, porque nunca tínhamos e nem ganhamos nada porque isso não existir.

 

VINÍCIUS: — Está me dizendo que a vergonha não existe?

 

YENDIS: Sim, a vergonha foi criada para desculpas, feito “eu não vou fazer isso, tenho vergonha!”, “você fez isso porque é sem vergonha!”, vê Vinícius, simples desculpas? Porque o indivíduo não quer dizer “eu não farei isso porque eu não quero!” ou “você fez isso porque quis”. É fácil não assumir responsabilidades e colocar a culpa em uma palavra ou em qualquer coisa inventada.

 

VINÍCIUS: — Pelo que me conheço, ficaria doido se visse aquela dama de vermelho nua... ô trem xonado, trem que pula!

 

YENDIS: — Até eu, caro amigo, mas e se todas estivessem nuas? Como ficaríamos? Como elas ficariam?

 

 

De repente...

 

VINÍCIUS: — Olha Yendis! Não é o seu amigo, aquele que é crente? Como ele se chama mesmo? Redgur? Olha aí...

 

YENDIS: Sim, é ele... Redgur, aqui!

 

REDGUR: — Yendis, está tu a fazeres nessa praça?

 

YENDIS: — Estava a conversar com meu amigo Vinícius sobre uma teoria...

 

REDGUR: — Que teoria é essa?

 

YENDIS: — Amigo, é a teoria da nudez, que consiste em abolir todas as vestimentas das pessoas...

 

REDGUR: — Ta queimado! Cruz credo! Vou-me embora, pois este não me interessa!

 

Voltando...

YENDIS: — Vê Vinícius, como as pessoas temem o que não entendem?

 

VINÍCIUS: — Mas você o assustou indo direto ao assunto?

 

YENDIS: — Foi de propósito amigo, foi para mostrar-te a reação à menção do assunto, imagine na prática? O problema é ainda maior que não resistir à dama de vermelha. Como meu outro amigo, deixe que eu depois explique o assunto a ele... Pelo que o conheço, ele entenderá...

 

VINÍCIUS: — É verdade, o problema vai mais longe do que resistir ou não resistir às tentações... existem muitas pessoas que iriam contra a sua teoria... mas então, que vantagem teria a sua teoria a nós?!

 

YENDIS: — Lembra-se amigo, no início da nossa conversa, quando disse como todos nós andávamos, sempre preocupados e com medo? E sem ter intimidade um com os outros, como seres humanos, realmente humanos? Lembra?

 

VINÍCIUS: — Sim.

 

 

YENDIS: — Que maior benefício se fazer ao homem do que um amor verdadeiro? do que amizades verdadeiras? do que um sorriso no rosto?

 

VINÍCIUS: — Mas como sua teoria traria isso ao Homem?

 

YENDIS: — Amigo, parece que estou a falar as paredes? Não lembra que disse que a mulher é mais fácil de se adaptar do que o homem? Elas seriam mais desinibidas e nós também e não estou falando de promiscuidade! Estou falando de auto-aceitação e de aceitar os outros como são, apenas seres humanos e imperfeitos. Essa desinibição seria o ponto de partida para os nossos relacionamentos humanos. Não só porque estaríamos nus de corpo e sim porque estaríamos nos sentindo nus de alma.

 

VINÍCIUS: — Como assim Yendis?

 

YENDIS: — Veja bem: nós todos nus, homens e mulheres, sem preocupação da aparência, do ter, do querer para possuir, e sim co9m a liberdade de apenas ser e ser é o que importa!

 

VINÍCIUS: — Ainda não entendo, o que é este ser?

 

YENDIS: — Não vê amigo, um dos maiores problemas que temos é querermos ser outra pessoa, uma pessoa mais bonita, mais alta, mais, magra, mais gorda. Entende? Seríamos nós mesmos, e não haveria porquê ser isso ou aquilo... não haveria vergonha por essa mesma não existir...

 

VINÍCIUS: — Compreendi, mas lhe peço mas detalhe sobre o assunto.

 

YENDIS: — Amigo, depois te prometo que te darei mais detalhes. Mas agora já é hora de voltar à labuta porque senão serei jogado ao vento...

 

VINÍCIUS: — Muito bem amigo, mas não me esquecerei desta promessa, pois este assunto muito me interessou...

 

YENDIS: — Vamos então, pois já está na hora, pense sobre o assunto...

 

VINÍCIUS: — Claro, já achei interessante a idéia...

 

YENDIS: — Até breve Vinícius...

 

VINÍCIUS: — Ate mais amigo...



postado por Yendis Asor Said as 12:19:06 2 comentários
quinta, 28 fevereiro, 2008
SOCIEDADE MASSACRADA VI

Yendis Asor Said

 

Membro da ACL. Academia Contagense de Letras

 

Sociedade Massacrada IV

 

Existe sociedade protetora dos animais? Perguntará um boi no matadouro, ou uma ave no [avieiro.] Você talvez esteja questionando, o por quê da pergunta.

Neles, animais irracionais, não existe um meio de mostras-se indignados com as injustiças impostas a eles. Para nós viventes desta nossa sociedade, existe várias formas de mostrar-mos nossa indignação, nosso sofrimento.

Você, ó sociedade, sabe diferenciar a dor de ser enganada a de ser desprezada?

Há alguns que ainda perguntam porque digo tais coisas, porque ainda me indigno com o mal.há muito que vejo transitando entre nós {mas de forma diferente} acrobatas do dinheiro público, eternos sanguessugas de nossa sociedade.

Andam diferente de nós em seus carros importados doados gentilmente pela lavagem de dinheiro, passam e cospem em nossas faces, nos humilham dia a dia, tornam nossa vida cada vez mais triste e assombrada por lembranças daqueles que poderiam ter feito algo para nós. Exibem e escoram em um parentesco com políticos que tinham um ideal mas sucumbiram ao lado escuro da vida.

Os que estão vivos cada vez mais usam destes nomes para que este povo desinstruído imagine que eles sejam como seus parentes, mas não! São hipócritas, larápios, aleivosíacos deste povo humilde e esperançoso.

Há também entre nós, aqueles afamados paranormais que se dizem: " De Deus" e nós o que somos? Para eles, "Do mundo" Sim! Somos do mundo, deste mundo em que pessoas com ares de santo dizem falarem línguas estranhas, e se julgam humildes, que humildade é essa de elevar-se ao criador? Colocam as mãos em nossas cabeças, jogam esse povo inocente ao chão, esvaziam suas carteiras, quando não acontece em um 

 

ato de furto, é induzindo esse povo doente, povo infantil, sociedade inocente, que acredita nas aleivosias temáticas destes pré-santos, nestes pós-políticos, que deveriam pelos seus crimes estarem todos encarcerados, mas não! Estão aí batendo carteiras de um povo trabalhador, ora com impostos, ora com ameaças religiosas, um imposto a pagar a Deus cobrados pelos seus corretores na terra.

 Assim esvaziam nossos bolsos colocando a mão onde não deveriam, usando do nome de Deus, aliciando menores que quando forem maiores levaram um trauma que poderá ser descarregado contra outros, e você ó sociedade! Sabe quem serão os outros?

O que fizeram a mim eu faço a ti! Não sobrará pedra sobre pedra! Será olho por olho! E assim nossos olhos estão sendo furados um a um. Essa sociedade tornou-se mansa como um cachorro que apanhou muito e agora vive com medo, será resquícios dos tempos da ditadura? Será feitiçaria? Ou será que todos nesta sociedade já não apraziam com a dignidade, honra, justiça, dizem ter esperança, mas não lutam mais. Há um medo com certeza, e naqueles em que este medo não floresce, a sociedade os trata como loucos. É loucura acreditar em liberdade. Nós já somos livres! Diria uns, que liberdade é essa que não se pode fazer uma greve sem sentir o peso da opressão, que não se pode comemorar uma vitória de seu time do coração com festas, estão decidindo o que devemos fazer, o que devemos beber, onde e quando, seria decisão nossa se fossemos livres, amanhã será o que comer que decidirão.

Há corrupção em todos os setores desta nossa sociedade, mas a minha maior tristeza, é a corrupção desta politicagem, destes paranormais das igrejas, e não pensem que estou falando de uma ou de outra, servem estas palavras para todas aquelas em que há bandidos travestidos de santos, onde se encontram lobos travestidos de carneiros, animais, sim, todos animais que semeiam silenciosamente a dor, a tristeza, a avareza, o mal, a cobiça, nos lançando ao Barátro profundo.  Nós vamos á rodeios, ficamos rodeados de bois, como se nos diferenciássemos deles, um dia também iremos para o matadouro, seremos mortos, mas não como o gado que dá sua vida para nosso deleite, e sim pela violência plantada pelos representantes.

 Nossas crianças aprendem cedo tudo o que se refere á violência.Viramos alvos da má instrução, se não há educação só resta a violência, é a decadência do ser humano, somos animais e assim nos apresentamos, de uma forma ou de outra.

Cairemos se não mudarmos, a dor que carrego é ver tudo isso, esse vandalismo espiritual, essa larapiagem política, essa dor, esse povo...

Tudo parece que vai piorar e sabem por que ó Sociedade Massacrada?

Pela inércia voluptuosa de ascendentes, descendentes, e todos esses entes que existem e que só deixam esse povo doente.

Somos filhos de anjos, uns caídos outros congelados, outros que acham que suas asas são tão grandes que não podem e nem querem se rebaixar ao rio de agonia em que vivemos, anjos loucos , mas mesmo assim anjos.

E que fim teremos? Cortaram nossas asas e cairemos, e os que já não tiverem asas afundarão, e os que já estiverem afundados serão lançados no inferno e lá aproveitarão o resto de suas vidas com alegria, pois lá ainda será melhor do quê aqui onde reina dor  e agonia.

Rebele-se ó sociedade! Não se humilhe mais, tenha dignidade, respeito próprio, não se venda, conquiste, siga seu verdadeiro cominho, não caia na desgraça.

Estamos no meio do céu e do inferno, no céu estão aqueles que viveram para fazer dessa nossa sociedade uma sociedade feliz, No inferno estão todos aqueles que abaixaram a cabeça para esses pseudodeuses e eles próprios, queres ir para o inferno ou conquistar um espaço no céu?

Decida-se, se não por ti pelos seus filhos!

 

Yas

 



postado por Yendis Asor Said as 12:12:38 0 comentários
segunda, 04 fevereiro, 2008
SOCIEDADE MASSACRADA V
Sociedade massacrada V

 

“A morte e o inferno foram lançados no fogo, essa é a segunda morte”.

(Apocalipse)

 

A morte parece coisa horrível, parece coisa do além, que veio para ceifar vidas que no bem ou no mal se fizeram, mas não! A “morte não é tudo isso “Em vida observamos coisas piores, nesta nossa sociedade que se diz justa e que se mostra cada vez mais tolerante com os erros de seus ingratos filhos. Sentimos o mal da morte, só que de outra forma. Aqui nesta nossa sociedade já não há o equilíbrio entre o bem e o mal, este mal já não o encontramos vestido de negro, ou com sangue nas mãos, os encontramos naqueles que deveriam nos proteger, naqueles que vestem ternos caros e andam de carros novos, pregam a paz, mas, não com o intuito de ficarmos em paz, e sim, para não nos rebelarmos contra eles.

Esses santos hipócritas e essa corja de excelências.

Essa Sociedade Massacrada não enxerga alguém chorando de fome, não enxerga a dor de uma perda pelo crime, não vê o semblante triste de uma criança que perdeu pai, mãe, irmãos...

Talvez essa criança more na rua. E daí? Dirá alguém. Nós sabemos que para ela não existirá futuro.

Todos observam a degradação dessa sociedade, observam o dinheiro enfiado nas calças de alguns de nossos representantes da alma e nada fazem.

Até o inferno foi lançado no fogo, e esse fogo é aquele em vivemos.

oje nesta nossa sociedade, percebemos o quanto as pessoas estão se vendendo, pessoas estão usando da mendicância como forma de trabalho. Pessoas que possuem vida estável, de classe média, e as vezes até alta. No governo alimentam os mendigos, desculpem, alimentam a miséria, a pobreza, a infantilidade débil deste povo mal instruído, assim o faz, com promessas que tudo vai melhorar, mas que estranho; Não melhora! Só piora. Ó dor, Ó tristeza, vejo a miséria sendo alimentada de um lado, e do outro pessoas se fazendo de cachorro, para ganharem um trocado, e o por quê? Mendigando eles ganha três vezes mais que um trabalhador normal ganharia, digo um salário mínimo. Enquanto vamos á igreja, oramos,

rezamos, pedimos e pedimos, e se paga uma quantia mensal a Deus para seus pedidos serem atendidos. Os atendentes de Deus na terra se elevam ao nível de nossos governantes. Que estranho! De todo jeito que vemos só enchergamos eles no alto, carros importados, ora, de desvio de dinheiro público, “As queridas praças faraônicas”. Ora com empréstimos de Deus, em seus décimos, diários, saques oportunos, depois é só orar, rezar, pedir a Deus o perdão. E o povo? Continua na miséria! Incrustado na doença, este povo pensa que sendo concursado, tendo um emprego fixo, tem a segurança. Tudo está certo,não se enganem, isto não é felicidade, isso é só ilusão imposta pelos demônios do governo, pelos políticos da igreja, essa corja, esses atores, que deveriam serem chamados para fazerem algum filme, seriado, ou coisa assim. Quem sabe, O Todo Poderoso? Mas a vida não é uma comédia. Estamos sendo guiados em vida, para a miséria, e para o inferno.   Seja na alma ou no bolso.

Se lhe dissesse ó sociedade, aliás, se lhe perguntasse o que você acha de uma família em que um dos membros paga para matar um outro, o que acharia? Acho que um absurdo! Sentimos a dor da traição, dizem: ─ Não matarás! E pagam para matar um irmão. Nesta sociedade de, EU por mim, o resto é resto, de relaxa e goza o que poderia dizer para mudar?

Você vê diariamente essas traições que perscrutam em uma cerimônia de seitas e seitas, que não levam a nada. Não são os integrantes destas seitas que erram, e sim seus superiores, os outros são levados como gado, um erro fanático.

Esses superiores são aqueles que se julgam Deus dia a dia e assumem poderes paranormais para imporem o respeito melindroso neste povo humilde que só deseja ser feliz, mas não querem que tu, ó sociedade, seja feliz, o que ganhariam com isso? Que promessas poderiam fazer se já existisse essa felicidade? É por isso que alimentam a doença, a chaga, a dor desse povo com suas habilidades de oratória, essa forma de governar.

São categóricos em afirmar que o inferno os aguarda se não estiverem com eles, no governo também usam desta habilidade, de uma forma mais atual, controlada por satélite, imagens são mostradas dia a dia, e não se enganem com elas, abra os olhos e veja a seu redor, mostram a alegria de um povo, se abrir os olhos verá tristeza, mostram saúde, que já sabemos que não existe definitivamente nesta nossa sociedade.

Vemos entre nós milícias desarmadas contra o crime, escoteiros, seniores. Brincadeira; estão fazendo conosco! Hoje também existe uma guerra branca entre igreja e estado. A televisão está cada vez mais sendo controlada pela igreja, pouco a pouco voltamos para a época de inquisição, só que em pleno século XXI, e junto com a inquisição vem o domínio Romano, o império, e essa guerra está sendo travada silenciosamente. De um lado caem corpos que são alimentados pela tristeza, do outro caem corpos de falência, a que são induzidos pelos juros altos e pela hipocrisia, no meio uma Sociedade Massacrada e abarbada de tarefas inúteis criadas para manter essa boiada calma até o matadouro, e essa boiada será lançada também no fogo, se não reagirem,

 

05/07

 

 



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