ORIXÁS (MITOLOGIA)
ORIXÁS (MITOLOGIA)

24/07/2008
BIBLIOGRAFIA
1. Extraído da obra de Reginaldo Prandi
Professor de Sociologia da USP.

2. extraído e adaptado de:
PRANDI, Reginaldo - Mitologia de Orixás,
Mitos afro-americanos reunidos e recontados,
São Paulo, 1997 (mimeo).

3.http://guardioesdaluz.com.br


*** MEUS AGRADECIMENTOS.

PAI  ADRIANO DE EXU



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XANGÔ

XANGÔ

Divindade do fogo e do trovão e da justiça. Rei de Oyó. Tem grande
importância nos segmentos do candomblé com origem em terras
Yorubá, importância esta representada pelo seu instrumento sagrado chamado Xére - que é tratado e visto com grande respeito por qualquer aborixá (adorador de orixá).

XANGÔ é um Orixá temido e respeitado, é viril e violento, porém
justiceiro, e muito vaidoso. Xangô era muito atrevido e violento,
porém, grande justiceiro, sempre castigando os ladrões e malfeitores.

Por este motivo diz-se que quem teve morte por raio, ou sua casa, ou
negócio queimado pelo fogo, foi vítima da ira ou cólera de Xangô.

Seu símbolo principal é a machada de dois gumes ou dupla (Oxê).

Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito,
contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô, Rei de Oyó,
marido de Oyá, Oxum e Oba. Sua saudação é Caô Cabiecilê!

Os filhos de Xangô são extremamente enérgicos, autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável. Os filhos de Xangô são tidos como grandes conquistadores, são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assume papel importante em sua vida.


XANGÔ — Orixá dos Raios e Trovões !!!

Odùdùa, um guerreiro que vinha de uma cidade do Leste, invadiu com seu exército a capital do povo chamado Ifé. Esta cidade depois se chamou Ifé, quando Odùdùa se tornou seu governante.

Odùdùa tinha um filho chamado Acambi e Acambi teve sete filhos e seus filhos ou netos foram reis de cidades importantes. A primeira filha deu-lhe um neto que governou Egbá, a segunda foi mãe do Alaketo, o rei de Keto, o terceiro filho foi coroado rei da cidade de Benim, o quarto foi Orungã, que veio a ser rei de Ilê Ifé, o quinto filho foi soberano de Xabes, o sexto, rei de Popôs, e o sétimo foi Oraniã, que foi rei de Oyó.

Esses príncipes eram vassalos do rei de Ilê Ifé, que então se transformou no centro de um grande império,
cujo nome era Oyó. Odùdùa era o grande rei de Oyó. Ele unificou as mais importantes cidades daquela região, mais tarde conhecida como sendo a terra dos yorubás. Em cada cidade ele pôs no trono um parente seu.

Ele foi o grande soberano dos reinos yorubás. Ele foi chamado o primeiro Alafim, o rei de Oyó. Quando Odùdùa morreu, os príncipes fizeram a partilha dos bens do rei entre si e Acambi ficou como regente do império até sua morte, nunca tendo sido, contudo, coroado rei do império. Nunca lhe foi atribuído o título de
Alafim.

Com a morte de Acambi, foi feito rei Oraniã, o mais jovem dos príncipes do império, que tinha se tornado um homem rico e poderoso. A ancestral Ilé Ifé era a capital dessa vasta região conhecida como Oyó. O Alafim Oraniã foi um grande conquistador e solidificou o poderio de Oyó.

Um dia Oraniã levou seus exércitos para combater o povo que habitava uma região a leste de seu império.

Era uma guerra muito difícil, mas, antes de ganhar a guerra, o oráculo o aconselhou a estacionar com os seus homens, pois ali ele haveria de muito prosperar. Assim foi feito e aquele acampamento a leste de Ilé Ifé tornou-se uma cidade poderosa.

Essa próspera povoação foi chamada cidade de Oyó e veio a ser a grande capital do império fundado por Odùdùa. Com a morte de Oraniã, seu filho Ajacá foi coroado terceiro Alafim de Oyó. Ajacá, que tinha o apelido de Dadá por causa de seu cabelo encaracolado, era um homem pacato e sensível, com pouca habilidade e nenhum tino para governar.

Dadá-Ajacá tinha um irmão que fora criado na terra dos nupes, um povo vizinho dos yorubás, filho de Oraniã com a princesa Iamassê, embora haja quem diga que a mãe dele foi Torossi, filha de Elempê, o rei dos nupes, também chamados tapas. Esse filho de Oraniã era Xangô, grande guerreiro, que fundara uma pequena cidade chamada Cossô, nas cercanias da capital Oyó.

Xangô, que era o rei de Cossô, uma cidade tributária de Oyó, um dia destronou o irmão Ajacá-Dadá, e o exilou como rei de uma pequena cidade, onde usava uma pequena coroa de búzios, chamada coroa de
Baiani. Xangô foi assim coroado o quarto Alafim de Oyó, governando o império de Odùdùa e Oraniã por sete anos.

Quando Xangô morreu, e dizem que foi obrigado a se enforcar num momento de crise de seu império, seus ministros procuraram seu corpo e não encontraram. Compreenderam então que ele tinha entrado para o Orum e instituíram seu culto. Xangô havia se transformado em Orixá XANGÔ.


AXÉ E PAZ À TODOS !

PAI  ADRIANO DE EXU

adrianoexu@gmail.com


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OXUMARÉ

OXUMARÉ

OXUMARÉ — Orixá do arco-íris !!!

Certa vez, Xangô viu Oxumaré passar, com todas as cores de seu traje e todo o brilho de seu ouro. Xangô conhecia a fama de Oxumaré não deixar ninguém dele se aproximar. Preparou então uma armadilha para capturar Oxumaré.

Mandou uma audiência em seu palácio e, quando Oxumaré entrou na sala do trono, os soldados chamaram para a presença de Xangô e fecharam todas as janelas e portas, aprisionando Oxumaré junto com Xangô.

Oxumaré ficou desesperado e tentou fugir, mas todas as saídas estavam trancadas pelo lado de fora.

Xangô tentava tomar Oxumaré nos braços e Oxumaré escapava, correndo de um canto para outro. Não vendo como se livrar, Oxumaré pediu a Olorum e Olorum ouviu sua súplica.

No momento em que Xangô imobilizava Oxumaré, Oxumaré foi transformado numa cobra, que Xangô largou com nojo e medo.

A cobra deslizou pelo chão em movimentos rápidos e sinuosos. Havia uma pequena fresta entre a porta e o chão da sala e foi por ali que escapou a cobra, foi por ali que escapou Oxumaré.

Assim livrou-se Oxumaré do assédio de Xangô. Quando Oxumaré e Xangô foram feitos orixás, Oxumaré foi encarregado de levar água da Terra para o palácio de Xangô no Orum (céu), mas Xangô não pôde nunca aproximar-se de Oxumaré.


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OXUM

OXUM

Conta-nos uma lenda, que Oxum queria muito aprender
os segredos e mistérios da arte da adivinhação, para
tanto, foi procurar Exú.

Exú, muito matreiro, falou à Oxum que lhe ensinaria os
segredos da adivinhação, mas para tanto, ficaria Oxum
sobre os domínios de Exú durante sete anos, passando,
lavando e arrumando a casa do mesmo, em troca ele a
ensinaria.

E, assim foi feito, durante sete anos Oxum foi
aprendendo a arte da adivinhação que Exú lhe ensinará
e consequentemente, cumprindo seu acordo de ajudar
nos afazeres domésticos na casa de Exú. Findando os
sete anos, Oxum e Exú, tinham se apegado bastante pela
convivência em comum, e Oxum resolveu ficar em
companhia desse Orixá.

Em um belo dia, Xangô que passava pelas propriedades
de Exú, avistou aquela linda donzela que penteava seus
lindos cabelos a margem de um rio e de pronto agrado,
foi declarar sua grande admiração para com Oxum.

Foi-se a tal ponto que Xangô, viu-se completamente apaixonado por aquela linda mulher, e perguntou se não gostaria de morar em sua companhia em seu lindo castelo na cidade de Oyó. Oxum rejeitou o convite, pois lhe fazia muito bem a companhia de Exú.

Xangô então irritado e contrariado, seqüestrou Oxum e levou-a em sua companhia, aprisionando-a na masmorra de seu castelo. Exú, logo de imediato sentiu a falta de sua companheira e saiu a procurar, por todas as regiões, pelos quatro cantos do mundo sua doce pupila de anos de convivência.
Chegando nas terras de Xangô, Exú foi surpreendido por um canto triste e melancólico que vinha da direção do palácio do Rei de Oyó, da mais alta torre. Lá estava Oxum, triste e a chorar por sua prisão e permanência na cidade do Rei.

Exú, esperto e matreiro, procurou a ajuda de Òrùnmílá, que de pronto agrado lhe cedeu uma poção de transformação para Oxum desvencilhar-se dos domínios de Xangô. Exú, através da magia pode fazer chegar as mãos de sua companheira a tal poção. Oxum tomou de um só gole a poção mágica e transformou-se em uma linda pomba dourada, que voou e pode então retornar em companhia de Exú para sua morada.


LENDAS

Logo que todos os Orixás chegaram à terra, organizavam reuniões das quais mulheres não podiam participar. Oxum, revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve mostrar seu poder e sua importância tornando estéreis todas as mulheres, secando as fontes, tornando assim a terra improdutiva.

Olodumaré foi procurado pelos Orixás que lhe explicaram que tudo ia mal na terra, apesar de tudo que faziam e deliberavam nas reuniões. Olodumaré perguntou a eles se Oxum participava das reuniões, foi quando os Orixás lhe disseram que não. Explicou-lhes então, que sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo.

Os Orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos e reuniões, e depois de muita insistência, Oxum resolve aceitar. Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram resultados positivos. Oxum é chamada Iyalodê (Iyáláòde), título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade.


OXUM

Nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor. A Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. Dona dos rios e cachoeiras gosta de usar colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc.


O ARQUÉTIPO DE OXUM

As pessoas de Oxum são vaidosas, elegantes, sensuais, adoram perfumes, jóias caras, roupas bonitas, tudo que se relaciona com a beleza. Gostam de chamar a atenção do sexo oposto. São boas donas de casa e companheiras, despertam ciúmes nas mulheres e se envolvem em intrigas.

Oxum é destemida diante das dificuldades enfrentadas pelos seus. Ela usa sua
sensualidade para salvar sua comunidade da morte. Dança com seus lenços e o mel, seduzindo Ogum até que ele volte a produzir os instrumentos para a agricultura.

Assim a cidade fica livre da fome e miséria. Oxum enfrenta o perigo quando Olodumare, Deus supremo, ofendido pela rebeldia dos orixás, prende a chuva no orum (Céu), deixando que a seca e a fome se abatam sobre o aiê (a Terra). Transformada em pavão, Oxum voa até o deus maior, para suplicar ajuda.

Mesmo tornando-se abutre pelo calor do sol, que queima-lhe, enegrecendo as penas, ela alcança a casa de Olodumare. Indignada por se perceber excluída da reunião de orixás masculinos, Oxum torna estéreis todas as mulheres até que ela seja convidada para o encontro.

Uma demonstração de que com ela é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade, é assim o jeito dessa deusa-heroína. Sensível à condição de fraqueza, Oxum se dispõe a aliviar o sofrimento alheio.

Assim ela o faz quando Oxalá tem seu cajado jogado ao mar e a perna ferida por Iansã.

Oxum vem para ajudar o velho, curando-o e recuperando seu pertence. Ela é adorada por Oxalá. A deusa do amor parte com um ebó até Olodumare, para que não haja mais seca na Terra. No caminho ela não hesita em repartir os ingredientes da oferenda com o velho Obatalá e as crianças que encontra, e mesmo assim alcança seu objetivo pela comoção de Olodumare.

Com grande compaixão, Oxum intercede junto a Olodumare para que ele ressuscite Obaluaiê, em troca do doce mel da bela orixá. E ela garante a vida alheia também ao acolher a princesa Ala, grávida, jogada ao rio por seu pai. Oxum cuida da recém-nascida, a querida Oiá.

Com suas jóias, espelhos e roupas finas, Oxum satisfaz seu gosto pelo luxo. Ambiciosa, ela é capaz de geniais estratagemas para conseguir êxito na vida. Vai à frente da casa de Oxalá e lá começa a fazer escândalo, caluniando-o aos berros, até receber dele a fortuna desejada para então calar-se. E assim Oxum torna-se "senhora de tanta riqueza como nenhuma outra Yabá (Orixá femino) jamais o fora".

A vontade de conhecer os segredos do destino faz com que Oxum, esperta que é, coloque seu poder de atração sexual em acordos para esse fim. Ela é especialista no toma-lá-dá-cá.

É desse modo que aprende a arte da adivinhação com Exu, e as roupas de Obatalá, e as vestes do "Senhor do Pano Branco" pelo segredo do Ifá.
Assim Oxum se torna senhora do jogo de búzios. Beleza, agilidade e astúcia são ingredientes do sucesso deste orixá. No amor Oxum é ardorosa, de tão formosa e quente que é. Oxum luta para conquistar o amor de Xangô e quando o consegue é capaz de gastar toda sua riqueza para manter seu amado.
Ela livra seu querido Oxósse do perigo e entrega-lhe riqueza e poder para que se torne Alaketu, o rei da cidade de Ketu. Oxum provoca disputa acirrada entre dois irmãos por seu amor: Xangô e Ogum, ambos guerreiros famosos e poderosos, o tipo preferido por ela. Xangô é seu marido, mas independente disso, se um dos dois irmãos não a trata bem, o outro se sente no direito de intervir e conquistá-la.

Afinal Oxum quer ser amada e todos sabem que ela deve ser tratada como uma rainha, ou seja, com roupas finas, jóias e boa comida, tudo a seu gosto. A beleza é o maior trunfo do orixá do amor. Como esposa de Xangô, ao lado de Obá e Oiá, Oxum é a preferida e está sempre atenta para manter-se a mais amada.

Ela adora enganar Obá. Oxum induz Obá a cortar a própria orelha para cozinhar e servir para Xangô, dizendo ser o prato preferido do marido, que na verdade fica enojado e enfurecido. Ela também engana Eleguá que, a serviço de Obá para fazer um sacrifício, corta erradamente o rabo do cavalo de Xangô. Outra vez Obá queria agradar seu marido, mas acaba odiada por ele.

Oxum definitivamente quer o fracasso de quem considera rival. Foi de Oxum a delicada missão dada por Olodumare de religar o orum (o céu) ao aiê (a terra) quando da separação destes pela displicência dos homens. Tamanho foi o aborrecimento dos orixás em não poder mais conviver com os humanos que Oxum veio ao aiê (a terra) prepará-los para receber os deuses em seus corpos.

Juntou as mulheres, banhou-as com ervas, raspou e adornou suas cabeças com pena de ecodidé (pena de um passáro sabrado), enfeitou seus colos com fios de contas coloridas, seus pulsos com idés (pulseiras), enfim as fez belas e prontas para receberem os orixás. E eles vieram. Dançaram e dançaram ao som dos atabaques e xequerês.

Para alegria dos orixás e dos humanos estava inventado o Candomblé.


PAI  ADRIANO DE EXU


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OXÓSSI

Oxossi

Oxóssi é o caçador por excelência, mas sua busca
visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador,
que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos
fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do
saber religioso.

O Orixá Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um
comentário. Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois
falta o conhecimento superior que explica o campo de
atuação das hierarquias deste Orixá regente do pólo
positivo da linha do Conhecimento. O fato é que o Trono
do Conhecimento é uma divindade assentada na
Coroa Divina, é uma individualização do Trono das Sete
Encruzilhadas e em sua irradiação cria os dois pólos
magnéticos da linha do Conhecimento. O Orixá Oxóssi
rege o pólo positivo e a Orixá Obá rege o pólo negativo.
Oxóssi irradia o conhecimento e Obá o concentra.
Oxóssi estimula e Obá anula.

Oxóssi vibra conhecimento e Obá absorve as irradiações
desordenadas dos seres regidos pelos mistérios
do Conhecimento.

Oxóssi é vegetal e Obá é telúrica.

Oxóssi é de magnetismo irradiante e Obá é de magnetismo
absorvente.

Oxóssi está nos vegetais e Obá está em sua raiz, como
a terra fértil onde eles crescem e se
multiplicam.

Oxóssi é o raciocínio hábil e Obá é o racional concentrador.

OFERENDA:

Velas brancas, verdes e rosa; cerveja, vinho doce e licor
de caju; flores do campo e frutas variadas, tudo depositado
em bosques e matas.

OXOSSI

Oxóssi, em uma de suas caçadas, teria sido enfeitiçado pelo seu irmão Ossain, apesar dos avisos de sua mãe Iemanjá, para que tivesse cuidado.

Oxóssi então afasta-se da família até que o encanto seja quebrado,
quando volta, encontra Iemanjá ainda irritada pela atitude do filho em não tê-la ouvido. Oxóssi volta a floresta sob a influência de Ossãe o que faz com que Ogum se rebela contra a própriamãe.
Oxóssi, aprendeu todos os segredos damata com seu irmão Ossãe e é ele quem defende o acesso às plantas, dificultando a penetração no mato daqueles que não tem o preparo devido.


OUTRA LENDA OXÓSSI

Outra lenda de Oxóssi, conta que numa de suas inúmeras caçadas, sem que tivesse consultado antes Ifá, encontrou uma cobra nomato -
Oxumarê. Ela lhe diz que não pode ser morta por ele, pois não é um
bicho de penas, ele pouco se importou com o aviso, e matou-a com a
lança, cortando-a em diversos pedaços e levando para casa para ele
mesmo preparar um guisado, com o qual se refastelou.
No dia seguinte, Oxum, sua esposa, prevendo muitas catástrofes, por causa da quebra de tantos tabus, encontra Oxóssi, deitado no chão morto e rastros de cobra que iam em direção a floresta. Oxum chorou tanto e tão alto que Ifá, condoído pela sua dor, fez Odé, o caçador, renascer sob a forma divina de Oxóssi.

Orixá da Caça e da Fartura !!! Em tempos distantes, Odùdùwa, xo de
Ifé, diante do seu Palácio Real, chefiava o seu povo na festa da colheita dos inhames. Naquele ano a colheita havia sido farta, e todos em homenagem, deram uma grande festa comemorando o acontecido, comendo inhame e bebendo vinho de palma em grande fartura. De repente, um grande pássaro, (èlèye), pousou sobre o Palácio, lançando os seus gritosmalignos, e lançando fardas de fogo, com intenção de destruir tudo que por ali existia, pelo fato de não terem oferecido uma parte da colheita as Àjès (feiticeira, portadoras do pássaro), personificando seus poderes através de Ìyamì Òsóróngà.

Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes.
O Oba entãomandou buscar Osotadotá, o caçador das 50 flechas, em Ilarê, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas.

Chamou desta vez, das terras de Oxos, Osotogi, com suas 40 flechas.

Embriagado, o guerreiro também desperdiçou todas suas investidas
contra o grande pássaro.

Ainda foi, convidado para grande façanha de matar o pássaro, das
distantes terras de Oxo, Osotogum, o guardião das 20 flechas.

Fanfarão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão 20
flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu.
Por fim, já com todos sem esperança, resolveram convocar da cidade de Ireman, Òsotokànsosó, caçador de apenas uma flecha. Sua mãe Iemanjá , sabia que as èlèye viviam em cólera, e nada poderia ser feito para apaziguar sua fúria a não ser uma oferenda, vez que três dos melhores caçadores falharam em suas tentativas.
Iemanjá foi consultar Ifá para Òsotokànsosó.

Foi consultar os Bàbálàwo (este disse ):

- Eles disseram que faça oferendas.

- Eles dizem que Iemanjá prepare ekùjébú (grãomuito duro) naquele
dia.

- Eles dizem que tenha também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas). – Eles dizem que tenha èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira).

- Eles dizem que Iemanjá tenha seis kauris. Iemanjá faz então assim, pediram ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção.

- Eles dizem que ofereça em uma estrada, dizem que recite o seguinte:

“Que o peito da ave receba esta oferenda”.
Neste exato momento, o seu filho disparava sua única flecha em
direção ao pássaro, esse abria sua guarda recebendo a oferenda
ofertada por Iemanjá, recebendo também a flecha certeira e mortal de Òsotokànsosó.

Todos após tal ato, começaram a dançar e gritar de alegria: “Oxossi,
xossi!” (caçador do povo).

A partir desse dia todos conheceram o maior guerreiro de todas as
terras, foi referenciado com honras e carrega seu título até hoje.


Conta-se no Brasil que Oxóssi era o irmão mais jovem de Ogum e Exú, todos três filhos de Iemanjá.

Exú, por ser indisciplinado, foi por ela mandado embora.
Ogum, trabalhava no campo e Oxóssi caçava nas florestas vizinhas.
A casa encontrava-se, assim, abastecida de produtos agrícolas e caça.

No entanto, um Babalaô alertou Iemanjá para o risco de Ossaim, aquele que possuía o conhecimento das virtudes das plantas e vivia nas profundezas da floresta, enfeitiçar Oxóssi e obrigá-lo a ficar em sua companhia. Iemanjá ordenou então ao filho que renunciasse às
atividades de caçador.

Ele, porém, de personalidade independente, continuou suas incursões pela floresta. Tendo encontrado Ossaim, que o convidou a beber uma poção de folhasmaceradas, caiu em estado de amnésia. Ficou, pois, vivendo em companhia de Ossaim, como previra o Babalaô.

Ogum , inquieto com a ausência do irmão, partiu à sua procura,
encontrando-o nas profundezas da floresta.

Ele o trouxe de volta, mas Iemanjá irritada, não quis receber o filho
desobediente.

Revoltado com a intransigência materna, Ogum recusou-se a continuar em casa. Quanto a Oxóssi, este preferiu voltar para a floresta, para perto de Ossaim. Iemanjá desesperada por ter perdido os três filhos, transformou-se em um rio.



PAI  ADRIANO DE EXU

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OXALÁ

OXALÁ

Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de duas maneiras: moço – chamado Oxaguiam, e velho – chamado Oxalufam.

O símbolo do primeiro é uma idá (espada), o do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô.

A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul, do de
Oxalufam é somente branco. O dia consagrado para ambos é a sexta-feira.

Sua saudação é ÈPA BÀBÁ ! Oxalá é considerado e cultuado como o
maior e mais respeitado de todos os Orixás do Panteão Africano.
Simboliza a paz é o pai maior nas nossas nações na Religião Africana. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertence os olhos que vêem tudo.


ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OXALÁ

As pessoas de Oxalá são calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. Seus ideais são levados até o fim, mesmo, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias a suas opiniões e projetos. Gostam de dominar e liderar as pessoas. São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e
carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados.


OXALÁ - LENDA

Olodumaré entregou a Oxalá o saco da criação para que ele criasse o mundo. Porém essa missão não lhe dava o direito de deixar de cumprir algumas obrigações para outros Orixás e Exu, aos quais ele deveria fazer alguns sacrifícios e oferendas.

Oxalá pôs a caminho apoiado em um grande cajado, o Paxorô. No momento em que deveria ultrapassar a porta do além, encontrou-se com Exu que, descontente porque Oxalá se negara a fazer suas oferendas, resolveu vingar-se provocando em Oxalá uma sede intensa. Oxalá não teve outro recurso senão o de furar a
casca de um tronco de um dendezeiro para saciar a sua sede.
Era o vinho de palma o qual Oxalá bebeu intensamente, ficou bêbado, não sabia onde estava e caiu adormecido. Apareceu então Olófin Odùduà que vendo o grande Orixá adormecido roubou-lhe o saco da
criação e em seguida foi a procura de Olodumaré, para mostrar o que teria achado e contar em que estado Oxalá se encontrava.
Olodumaré disse então que “se ele esta neste estado vá você a Odùduà, vá você criar o mundo”.

Odùduà foi
então em busca da criação e encontrou um universo de água, e aí deixou cair do saco o que estava dentro, era terra. Formou-se então um montinho que ultrapassou a superfície das águas.

Então ele colocou a galinha cujos pés tinham cinco garras. Ela começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície da água, onde ciscava cobria a água, e a terra foi alargando cada vez mais, o que em Ioruba se diz IlE`nfê expressão que deu origem ao nome da cidade Ilê Ifê.

Odùduà ali se estabeleceu, seguido pelos outros Orixás e tornou-se assim rei da terra.

Quando Oxalá acordou, não encontrou mais o saco da criação.

Despeitado, procurou Olodumaré, que por
sua vez proibiu, como castigo a Oxalá e toda sua família, de beber vinho de palma e de usar azeite de dendê.

Mas como consolo lhe deu a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos nos quais ele, Olodumaré insuflaria a vida.


OXALÁ

Um dia Oxalufam, que vivia com seu filho Oxaguiam, velho e curvado por sua idade avançada, resolveu viajar a Oyó em visita a Xangô, seu outro filho. Foi consultar um babalaô para saber acerca da viagem. O
adivinho recomendou-lhe não seguir viagem. Ela seria desastrosa e acabaria mal.

Mesmo assim, Oxalufam, por teimosia, resolveu não renunciar à sua decisão. O adivinho aconselhou-o então a levar consigo três panos brancos, limo-da-costa e sabão-da-costa, assim como a aceitar e fazer tudo que lhe pedissem no caminho e não reclamar de nada, acontecesse o que acontecesse. Seria uma forma de
não perder a vida.

Em sua caminhada, Oxalufam encontrou Exú três vezes. Três vezes Exú solicitou ajuda ao velho rei para carregar seu fardo, que acabava derrubando em cima de Oxalufam. Três vezes Oxalufam ajudou Exú, carregando seus fardos imundos. E por três vezes Exú fez Oxalufam sujar-se de azeite de dendê, de carvão, de caroço de dendê.

Três vezes Oxalufam ajudou Exú. Três vezes suportou calado as armadilhas de Exú. Três vezes foi Oxalufam ao rio mais próximo lavar-se e trocar suas vestes. Finalmente chegou a Oyó. Na entrada da cidade viu um cavalo perdido, que ele reconheceu como o cavalo que havia presenteado a Xangô.

Tentou amansar o animal para amarrá-lo e devolvê-lo ao filho. Mas neste momento chegaram alguns súditos do rei à procura do animal perdido. Viram Oxalufam com o cavalo e pensaram tratar-se do ladrão do animal.

Maltrataram e prenderam Oxalufam. Ele, sempre calado, deixou-se levar prisioneiro.

Mas, por estar um inocente no cárcere, em terras do Senhor da Justiça, Oyó viveu por longos sete anos a mais profunda seca. As mulheres tornaram-se estéreis e muitas doenças assolaram o reino. Xangô desesperado, procurou um babalaô que consultou Ifá, descobrindo que um velho sofria injustamente como prisioneiro, pagando por um crime que não cometera.

Xangô correu para a prisão. Para seu espanto, o velho prisioneiro era Oxalufam. Xangô ordenou que trouxessem água do rio para lavar o rei. O rei de Oyó mandou seus súditos vestirem-se de branco. E que
todos permanecessem em silêncio. Pois era preciso, respeitosamente, pedir perdão a Oxalufam. Xangô vestiu-se também de branco e nas suas costas carregou o velho rei. E o levou para as festas em sua homenagem e todo o povo saudava Oxalá e todo o povo saudava Xangô. Depois Oxalufam voltou para casa
e Oxaguiam ofereceu um grande banquete em celebração pelo retorno do pai.


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OSSAIN

OSSAIN

Orixá das plantas medicinais e litúrgicas.

É fundamental sua importância, porque detém o reino e poder das plantas e folhas,imprescindíveis nos rituais e obrigações de cabeça e assentamento de todos os Orixás através do omieró ou abô (banho feito de ervas), assim como sobre todas as cabeças.
Também a ele pertencem os ossos, nervos e
músculos.

As pessoas com defeitos físicos nas
pernas. E que não possuem uma das pernas, quase sempre estão ligadas de alguma forma a esse Orixá, pois ele se apresenta sem uma das pernas, seja simbolicamente, assim como em transe dança com uma das pernas encolhidas como se não a possuísse, muitos de seus filhos conhecidos de todos nós, que não possuem uma das pernas quando da manifestação de Ossain, dançam toda uma noite em uma perna
só.

Como as folhas estão relacionadas com a cura, Ossãe também está vinculado à medicina.

O seu símbolo é uma espécie de coroa com sete pontas apontadas para o céu tendo na ponta central um pássaro, sua cor é verde e branco. Sua saudação é EWÉ ÒSÁ ! (EU EU ASSÁ).

Os filhos de Ossãe são, de um modo geral, pessoas equilibradas, controladas tanto em suas emoções como em seus sentimentos. Agem de maneira racional, não deixando que a amizade, a inimizade ou opiniões próprias suas interfiram em suas decisões para com os
outros, e sim do que de fato é direito de ser. Possuem grande capacidade e eficiência.


OSSAIN — Orixá das Folhas e das Matas !!!

Como Ossain recebeu de Orunmilá o nome das plantas. Ifá foi consultado por Orunmilá que estava partindo da terra para o céu e que estava indo apanhar todas as folhas. Quando Orunmilá chegou ao céu Olódùmaré disse, eis todas as folhas que queria pegar o que fará com elas ? Òrùnmílá respondeu que iria usá-las para beneficio dos seres humanos da Terra.

Todas as folhas que Òrunmílá estava pegando, Orunmilá carregaria para a Terra. Quando chegou à pedra Àgbàsaláààrin ayé lòrun (pedra que se encontra no meio do caminho entre o céu e a terra) então Orunmilá encontrou Ossãe e perguntou:

— Ossain onde vai?

Ossain disse;

— "Vou ao céu, vou buscar folhas e remédios".

Orunmilá disse que já havia ido buscar folhas no céu para benefício dos seres humanos da terra. Disse, olhe todas essas folhas, Ossãe pode apenas arrebatar todas as folhas. Ele poderia fazer remédios (feitiços) com elas porém não conhecia seus nomes.

Foi Orunmilá quem deu nome a todas as folhas. Assim Orunmilá nomeou todas as folhas naquele dia. Ele disse, você Ossain carregue todas as folhas para a terra, volte, e iremos para terra juntos. Foi assim que Orunmilá entregou todas as folhas para Ossãe naquele dia.
Foi ele quem ensinou a Ossãe o nome das folhas apanhadas.

Olodumaré deu a Ossãe todo o poder das folhas, o qual ele guardava em uma cabaça pendurada em um galho de árvore.
Um dia Xangô se queixou a sua mulher Oyá (Iansã), deusa dos ventos, que só Ossain conhecia o segredo de cada uma das folhas e que os demais Orixás estavam no mundo sem possuir nenhuma planta. Oyá levantou sua saia e agitou-a, um vento violento começou a
soprar e derrubou a cabaça de Ossain no chão quebrando-a.
Ossãe, ao perceber o que aconteceu, gritou – Ewéo! (Oh! As folhas! As Folhas!) Eu Eu o, mas não pôde impedir que os demais Orixás pegassem as folhas e as dividisse entre eles, mas os Orixás não tinham o conhecimento das ervas e até hoje precisam de Ossãe para
usá-las em seus rituais, ficando seu Segredo a salvo.


PAI  ADRIANO DE EXU


adrianoexu@gmail.com


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OGUM

OGUM

ORIXÁ da guerra, das batalhas, dos metais, da agricultura, dos caminhos e da tecnologia.

Em muitas lendas aparece como irmão de Oxósse e Exú. Um símbolo de Ogum sempre visível é o màrìwò (mariô) - folhas do dendezeiro (igi öpë) desfiadas, que são colocadas sobre as portas das casas de candomblé como símbolo de sua proteção.

Depois de Exú é o Ogum que está mais próximo dos homens. Seu símbolo principal é uma espada de ferro chamada idà, seu dia é a terça-feira. Senhor da guerra, dono do trabalho porque possui todas as ferramentas como seus símbolos. Orixá do fogo e do ferro em que são forjados os instrumentos como espada, a faca, a enxada, a ferradura, a lança, o martelo, a bigorna, a pá, etc.

É o dono do Obé (faca) por isso vem logo após o Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos. Ogum é protetor dos militares, soldados, ferreiros, trabalhadores e agricultores.


O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OGUM

Os filhos de Ogum possuem um temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções.

São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.


OGUM — Orixá das Guerras e da Tecnologia !!!


Lenda

Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé.

Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê. Antigamente, esta cidade era formada por sete aldeias. Por isto chamam-no, ainda hoje, Ogum mejejê lodê Irê - "Ogum das sete partes de Irê".

Ogum matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ogum Onirê! - "Ogum Rei de Irê!" Entretanto, ele foi autorizado a usar apenas uma pequena coroa, "akorô". Daí ser chamado, também, de Ogum Alakorô - "Ogum dono da pequena coroa".

Após instalar seu filho no trono de Irê, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após  longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede.

Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceulhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma.

Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.


OGUM - Lenda

Oyá vivia com Ogum antes de ser mulher de Xangô. Ela ajudava Ogum no seu trabalho, carregava seus instrumentos, manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia Ogum deu a Oyá uma vara de ferro igual a que lhe pertencia que tinha o poder de dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove partes, caso estas as tocassem em uma briga.

Xangô gostava de sentar-se perto da forja para apreciar Ogum bater o ferro, e sempre lançava olhares a Oyá; ela por sua vez, também lançava olhares a Xangô.

Xangô era muito elegante, seus cabelos eram trançados, usava brincos, colares e pulseira. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Um dia Oyá e Xangô fugiram e Ogum lançou-se em perseguição deles. Encontrando os fugitivos, brandiu sua vara mágica, Oyá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E assim que Ogum foi dividido em sete partes e Oyá em nove partes, recebeu ele o nome de Ogum Mejé e ela o de Iansã, cuja origem vem de Iyámésàn a mãe transformada em nove.


PAI  ADRIANO DE EXU

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OBALUAIÊ E OMOLU

OBALUAIYÊ / OMULÚ

Um dos mais temidos Orixás, comanda as doenças e, conseqüentemente, a saúde. Assim como sua mãe Nanã, tem profunda relação com a morte.
Tem o rosto e o corpo cobertos de palha da costa , em algumas lendas para esconder as marcas da varíola, em outras já curado não poderia ser olhado de frente por ser o próprio brilho do sol.

Seu símbolo é o Xaxárá - um feixe de ramos de palmeira enfeitado com búzios.

Suas cores são vermelho, preto e branco e seu dia é a segunda-feira.

Sua saudação é ATÔTÔ ! (silêncio).


LENDA

Xapanã, originário de Tapa, leva seus guerreiros para uma expedição aos quatro cantos da terra. Uma pessoa ferida por suas flechas ficava cega, surda ou manca, Obaluaê-Xapanã chega ao território de Mahi no norte de Daomé, matando e dizimando todos os seus inimigos e começa a destruir tudo o que encontra a sua frente.

Os Mahis foram consultar um Babalaô e o mesmo ensinou-os como fazer para acalmar Xapanã. O Babalaô diz que estes deveriam trata-lo com pipocas, que isso iria tranqüiliza-lo, e foi o que aconteceu. Xapanã tornou-se dócil.

Xapanã contente com as atenções recebidas mandou construir um palácio onde foi viver e não mais voltou ao país Empê. O Mahi prosperou e tudo se acalmou. Xapanã continua sendo saudado como rei de Nupê e pai em Empê.


LENDA

Orixá da cura, continuidade e da existência !!!
Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Obaluaiê viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os orixás. Obaluaiê não podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro.

Ogum, ao perceber a angústia do Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos. Apesar de envergonhado, Obaluaiê entrou, mas ninguém se aproximava dele.
Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela compreendia a triste situação de Obaluaiê e dele se compadecia. Iansã esperou que ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê (festa, dança, brincadeira) estava animado. Os orixás dançavam alegremente com suas equedes.

Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de Obaluaiê pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas, que se espalharam brancas pelo barracão. Obaluaiê, o deus das doenças, transformara-se num jovem belo e encantador.

Obaluaiê e Iansã Igbalé tornaram-se grandes amigos e reinaram juntos sobre o mundo dos espíritos dos mortos, partilhando o poder único de abrir e interromper as demandas dos mortos sobre os homens.


AXÉ. PAI  ADRIANO DE EXU


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postado por 97090 as 14:55 class="rodape">0 comentários
OBÁ

OBÁ

Orixá do rio Níger, terceira mulher de Xangô. Orixá, embora
feminina, temida, forte, energética, considerada mais forte que muitos
Orixás masculinos. OBÁ Divindade feminina, guerreira que às vezes
é também citada como caçadora. Irmã de Óya (Iansã). Esposa de
Ogum e, posteriormente, terceira e mais velha mulher de Xangô.
Bastante conhecida pelo fato de ter seguido um conselho de Oxum e
decepado a própria orelha para preparar um ensopado para o marido
na esperança de que isto iria fazê-lo mais apaixonado por ela. Quando
manifestada, esconde o defeito com a mão. Seus símbolos são uma
espada (idà) e um arco e flecha (ofá).

Sua saudação é OBA XÍ ou  ÖBA XIRE.


O ARQUÉTIPO DE OBÁ

As pessoas pertencentes a este Orixá são lutadoras, bravas, um tanto agressivas, o que as levam a serem pouco incompreendidas.
Freqüentemente tendem a terem experiências infelizes e amargas.
São ciumentas, pois são muito zelosas com tudo que lhe pertencem.
Porém, pessoas de grande valor e dedicação. Tendem a alcançar seus ideais. Dedicadas e muitas vezes ingênuas, principalmente em relação ao amor e as amizades.

OBÁ — Orixá guerreira e das águas revoltas !!!

Obá vivia em companhia de Oxum e Oyá (Iansã), no reino de Oyó, como uma das esposas de Xangô,
dividindo a preferência do reverenciado Rei entre as duas Iyabas (Orixás femininos).
Obà percebia o grande apreço que Xangô tinha por Oxum, que mimosa e dengosa, atendia sempre a todas as
preferencias do Rei, sempre servindo e agradando aos seus pedidos. Obà resolveu então, perguntar para Oxum qual era o grande segredo que ela tinha, para que levasse a preferencia do amor de Xangô, vez que Oyá, andava sempre com o Rei em batalhas e conquistas de reinados e terras, pelo seu gênio guerreiro e
corajoso e Obà era sempre desprezada e deixada por último na lista das esposas de Xangô. Oxum então, matreira e esperta, falou que seu segredo era em como preparar o amalá de Xangô principal
comida do Rei, que lhe servia sempre que deseja-se bons momentos ao lado do patrono da justiça. Obà, como uma menina ingênua, escutou e registrou todos os ingredientes que Oxum falava e que eram de extrema importância para a realização de tal culinária, sendo que por fim Oxum, falou que além de tudo isso, tinha cortado e colocado uma de suas orelhas na mistura do amalá para enfeitiçar Xangô.

Obà agradeceu a sinceridade de Oxum e saiu para fazer um amalá em louvor ao Rei, enquanto Oxum, ria da ingenuidade de Obà que, sempre atenta a tudo, não percebeu que Oxum mentira, pois ela encontrava-se com suas duas orelhas, e falará isso somente para debochar de Obà. Obà em grande sinal de amor pelo seu Rei,
preparou um grande amalá, e por fim cortou uma de suas orelhas colocando na mistura e oferecendo à Xangô como gesto de seu sublime amor.

Xangô ao receber a comida, percebeu a orelha de Obà na mistura, e bravejou e gritou, e expulsou Obà do reino de Oyó, sem por fim nem explicação considerar. Obà triste e desiludida, fugiu para bem longe e nunca mais voltou aos domínios de Xangô, tendo hoje em dia, como sua arqui-rival em todos os candomblés do Brasil e do mundo, e até hoje quando manifestadas em seus iaôs elas dançam simbolizando uma luta.


PAI  ADRIANO DE EXU

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postado por 97090 as 14:49 class="rodape">0 comentários
NANÃ

NANÃ:

A mais velha divindade do panteão, associada às

águas paradas, à lama dos pântanos.
O único Orixá que não reconheceu a soberania
de Ogum por ser o dono dos metais. Mãe de
Omolu e Oxumare, os abandonou.
É tanto reverenciada como sendo a divindade da
vida, como da morte. Seu símbolo é o íbíri - um
feixe de ramos de folha de palmeira com a ponta
curvada e enfeitado com búzios, seu dia é o sábado.

Sua saudação é SALÚBA !

LENDA

NANÃ - Orixá da Terra - Princípio de Nossa Existência !!!

Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano,
Oxalá tentou vários caminhos.
Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu.
Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior.
Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada.
Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa
onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o homem, o modelou no
barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos Orixás povoou a Terra.
Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo tem que voltar à terra, voltar à
natureza de Nanã.
Nanã deu a matéria no começo mas quer d
e volta no final tudo o que é seu.

postado por 97090 as 14:14 class="rodape">0 comentários
IEMANJÁ

IEMANJÁ

Deusa da nação de Egbé, nação esta Ioruba onde
existe o rio Yemojá (Iemanjá). No Brasil, rainha das
águas e mares. Orixá muito respeitada e cultuada é
tida como mãe de quase todos os Orixás. Por isso a
ela também pertence a fecundidade.
Em todos os lugares, no dia 2 de fevereiro ou no ano
novo faz em-se homena gens a grande mãe Ie ma njá. É
protetora dos pescadores e jangadeiros.

O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE IEMANJÁ

As pessoas de Iemanjá são sérias e impetuosas,
domina a todos e fazem-se respeitar. Dificilmente
perdoam os erros dos semelhantes. Gostam de testar
as pessoas.
Seu temperamento é muito difícil, são bravas,
nervosas, mas possuem um coração grandioso, são
dedicados aos parentes e amigos, preocupam-se com
os outros e consigo. Gostam de coisas luxuosas. São
honestas, gostam da casa e da família, são ótimas
esposas, mães ou pais.

LENDA

Iemanjá era filha de Olokum, deus (em Benim) ou deusa (em Ifé) do mar. Iemanjá foi
casada com Orumila, deus da adivinhação mais tarde casou dom Olofin, Rei de Ifé, com
que teve dez filhos, que correspondem a Orixás.
Iemanjá foge em direção a oeste, pois se cansara de Ifé. Olokum lhe dera uma garrafa
contendo um preparado para usar se precisasse, ela deveria quebrar somente em caso de
extremo perigo.
Iemanjá foi viver no entardecer da terra, o oeste Olofin Odùduà, Rei de Ifé, põe todo o
seu exército a procura de sua mulher. Iemanjá cercada resolve quebrar a garrafa conforme
lhe foi dito. No mesmo instante criou-se um rio levando Iemanjá para Okun, o oceano,
lugar onde vive Olokun.
Por isso Iemanjá é representada na imagem com grandes seios, simbolizando a
maternidade e a fecundidade.


PAI  ADRIANO DE EXU

adrianoexu@gmail.com



postado por 97090 as 14:11 class="rodape">0 comentários
IBEJI

IBEJI

LENDAS:

Existia num reino dois pequenos pri­ncipes gêmeos que traziam sorte a todos. Os problemas mais difí­ceis eram resolvidos por eles; em troca, pediam doces balas e brinquedos. Esses meninos faziam muitas traquinagens e, um dia, brincando próximos
a uma cachoeira, um deles caiu no rio e morreu afogado.

Todos do reino ficaram muito tristes pelamorte do prí­ncipe. O gêmeo que sobreviveu não tinha mais vontade de comer e vivia chorando de saudades do seu irmão, pedia sempre a orumilá que o levasse para perto do irmão.

Sensibilizado pelo pedido, orumilá resolveu levá-lo para se encontrar com o irmão no céu, deixando na terra duas imagens de barro. Desde então, todos que precisam de ajuda deixam oferendas aos pés dessas imagens para ter seus pedidos atendidos.

LENDAS:

Iansã e Xangô tiveram dois filhos gêmeos. Só que, quando eles ainda eram pequenos, houve uma epidemia que matou muitas crianças do povo, e um dos gêmeos morreu.
Os pais ficaram desesperados e Iansã, como era amiga dos Eguns, resolveu pedir sua ajuda. Esculpiu um boneco de madeira igual ao filho que havia morrido, vestiu-o e enfeitou-o como se fosse para uma festa e colocou-o no lugar de honra da casa. Todos os dias ela colocava uma oferenda aos pés da imagem e conversava com ela como se fosse seu filho vivo. Comovidos com seu amor pela criança, os Orixás fizeram a estátua viver e Iansã voltou a ter seus dois
filhos.


PAZ.

PAI ADRIANO DE EXU

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postado por 97090 as 13:33 class="rodape">0 comentários
IANSÃ


IANSã também chamada OYA, são o Orixá dos ventos e raios.

Alémm disto, e Senhora dos Eguns (espíritos dos mortos), os quais
controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim - um dos seus
símbolos.

Guerreira, a mais agitada das Orixás femininas, foi esposa de Ogum
e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô. É irrequieta,
autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e
impetuoso.
É a  dona dos movimentos (movimenta todos os Orixás), em algumas
casas é também dona do teto da casa, do Ilê. Suas cores são vermelho e branco, marrom terracota ou ainda, rosa.

De acordo com uma lenda Oya Omo Mésàm (a mãee dos nove filhos)
derivou o nome de Iansã.

Sua saudação é  EPA HEY !


O ARQUÉTIPO DE IANSÃ:

As pessoas filhas de Iansã  são  audaciosas, intrigantes, autoritá¡rias, vaidosas, pessoas sensuais, volúveis, com
tendência a ter diversos relacionamentos sexuais, inclusive aventuras extraconjugais.

SÃo  extremamente ciumentas. Mas quando estão amando verdadeiramente são dedicadas a uma pessoa são extremamente companheiras.

IANSÃ é o Orixá dos Ventos e da Tempestade !!!

Oxaguiam (Oxalá¡ novo e guerreiro) estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente.

Oxaguiam pediu a seu amigo Ogum urgência, Mas o ferreiro já fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Oxaguiam que Oyá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar a fabricação.

Oyá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado derretia o ferro mais rapidamente. Logo Ogum pode fazer muitas armas e com as armas Oxaguiam venceu a guerra.

Oxaguiam veio então agradecer Ogum. E na casa de Ogum enamorou-se de Oyá. Um dia fugiram Oxaguiam e Oyá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Oxaguiam voltou à  guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, Oyá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Oxaguiam, onde vivia, Oyá soprava em direção à  forja de Ogum. E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiam da de Ogum. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às  chamas com furor. E o povo se acostumou com o sopro de Oyá cruzando os ares e logo o chamou de vento.

E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oyá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destrui­a tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oyá e o povo chamava a isso tempestade.


PAI  ADRIANO DE EXU

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postado por 97090 as 12:39 class="rodape">0 comentários
EXU

Exú

Orixá Princípio de Movimento e Interligação !!!

O Mensageiro dos Orixás!!!

Exú pode ser o mais benevolente dos Orixás se é tratado com
consideração e generosidade.


O ARQUÉTIPO DE EXÚ

Os filhos de Exú possuem um caráter ambivalente, ora são
pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos
outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As
pessoas de Exú não têm paradeiro, gostam de viagens, de andar
na rua, de passear, de jogos e bebidas.
Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões. Guardam
rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para
ter-se um amigo ou filho de Exú é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele.


A Lenda

Conta a lenda que houve uma demanda entre Exú e Oxalá para que pudesse saberquem era o mais forte e
respeitado, e foi aí que Oxalá provou a sua superioridade pois, durante o combate, Oxalá apoderou-se da
cabaça de Exú a qual continha o seu poder mágico transformando-o assim em seu servo.
Oxalá então permitiria que Exú a partir de então recebesse todas as oferendas e sacrifícios em primeiro
lugar. A Importância de Exú é
fundamental, uma vez que ele possui o privilégio de receber todas as oferendas e obrigações em primeiro
lugar, nenhuma obrigação deve ser feita sem primeiro saudar a Exú.
É o dono de todas as encruzilhadas e caminhos, é o homem da rua, quem guarda a porta e o portão de nossas
casas, quem tranca, destranca e movimenta os mercados, os negócios, etc. Exú também nos confirma tudo
no jogo de IFÁ (Búzios).

Lenda

Conta-se que Aluman estava desesperado com uma grande seca. Seus campos estavam secos e a chuva não
caia. As rãs choravam de tanta sede e os rios estavam cobertos de folhas mortas, caídas das árvores.
Nenhum Orixá invocado escutou suas queixas e gemidos.
Aluman decidiu, então, oferecer a Exú grandes pedaços de carne de bode. Exú comeu com apetite desta
excelente oferenda. Só que Aluman havia temperado a carne com um molho muito apimentado. Exú teve
sede. Uma sede tão grande que toda a água de todas as jarras que ele tinha, e que tinham, em suas casas, os
vizinhos, não foi suficiente para matar sua sede!
Exú foi á torneira da chuva e abriu-a sem pena. A chuva caiu. Ela caiu de dia, ela caiu de noite. Ela caiu no
dia seguinte e no dia depois, sem parar. Os campos de Aluman tornaram-se verdes. Todos os vizinhos de Aluman cantaram sua glória:
. Dono dos dendezeiros, cujos cachos são abundantes;
. Dono dos campos de milho, cujas espigas são pesadas!
. Dono dos campos de feijão, inhame e mandioca!

E as rãzinhas gargarejavam e coaxavam, e o rio corria velozmente para não transbordar! Aluman, reconhecido, ofereceu a Exú carne de bode com o tempero no ponto certo da pimenta. Havia chovido bastante. Mais, seria desastroso! Pois, em todas as coisas, o demais é inimigo do bom.


PAI  ADRIANO DE EXU


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