
MKR No dia 11 de setembro de 2001, quando as atenções do mundo inteiro estavam voltadas para a explosão das torres gêmeas do World Trade Center, nos Estados Unidos, morria no Rio de Janeiro um dos grandes, talvez o maior dos poetas itajaienses. Entre o seu nascimento, em 15 de dezembro de 1922, na cidade de Itajaí, e o dia em que cessou a sua existência, Marcos Konder Reis deixou como legado uma vastíssima obra literária. A qualidade da sua produção o levou ao reconhecimento em nível nacional. Marcos José Konder Reis nasceu em Itajaí, em 15 de dezembro de 1922. A mãe, Elisabet Konder Reis, foi a sua professora do primário, que cursou em casa. Já o ginásio foi feito em Blumenau, como interno no Colégio Santo Antonio, dos frades franciscanos. Em 1935, o pai, Oswaldo Reis, fiscal do Imposto de Consumo, foi transferido e mudou-se com a família para Santos. Na cidade do litoral paulista, estudou com os maristas. Após a conclusão do curso secundário, Konder Reis foi para o Rio de Janeiro, onde se formou engenheiro civil, em 1944. Foi professor de Aerodinâmica e Mecânica Técnica, na Escola de Especialistas da Aeronáutica, de 1945 a 1950. Atuou também como representante do governo de Santa Catarina junto às repartições federais no Rio de Janeiro e prestou serviços ao Departamento Cultural do Itamaraty. Em 1944, Marcos Konder Reis, ou MKR, como era conhecido pelos críticos, iniciou sua carreira literária, com a publicação dos livros de poemas “Intróito” e “Tempo e Milagre”. Pertenceu à Geração de 45, ao lado de Paulo Mendes Campos, Ledo Ivo e João Cabral de Melo Neto. Críticos literários e ensaístas como Tristão de Athayde, Sérgio Millet e Sérgio Buarque de Holanda eram apreciadores de sua obra. O nome de MKR estava ligado às mais importantes antologias da poesia brasileira lançadas na segunda metade do século XX. Seus poemas foram traduzidos em antologias brasileiras publicadas em inglês, espanhol, francês e italiano. Algumas de suas obras foram o “Tempo da Estrela” (1948), “A Herança” (1951) e “O Caminho das Pandorgas” (1972). Os últimos livros que publicou foram “O Vagabundo Iluminado” (1986), “Brasil Quando José” (1988) e “Três Partituras” (1988). O livro de crônicas “O Caminho das Pandorgas” lhe valeu o prêmio Golfinho de Ouro de Literatura. Ao longo da sua vida, Marcos Konder Reis, nunca abandonou a escrita. Também não teve emprego fixo. Longe de Santa Catarina, não dispensava as férias em Itajaí e localidades próximas. Solteiro, o escritor não teve filhos. Faleceu aos 78 anos, vitimado por um enfarte, no Hospital Cárdio Barra, no Rio de Janeiro. Foi sepultado no Cemitério São João Batista, em Botafogo. texto: andré pinheiro / SC 01159-JP foto: acervo da Fundação Genésio Miranda Lins (Itajaí-SC)
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