Luzes na Floresta
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segunda, 22 maio, 2006
Balbina: o passado condena

“Construída no Rio Uatumã (AM) e inaugurada parcialmente em 1988, a Usina de Balbina é considerada um dos piores investimentos do país do ponto de vista econômico, ambiental e social. Inundou uma área de 2,3 mil km2 para uma potência instalada de apenas 250 MW. Entre o imenso passivo socioambiental de Balbina está a inundação de 30 mil hectares da Terra Indígena (TI) Waimiri-Atroari, o que obrigou o remanejamento de duas aldeias. Para compensá-los, a Eletronorte financiou a demarcação da TI Waimiri-Atroari, de 2,5 milhões de hectares, e o Programa Waimiri-Atroari, que envolve ações nas áreas de saúde, educação, meio ambiente, apoio à produção, vigilância dos limites, administração e documentação e memória durante 25 anos

“Em Tucuruí, que é nossa referência, houve aumento de prostituição e violência. Não existe uma coisa certa sobre os impactos das grandes hidrelétricas na Amazônia, uma área tropical com uma quantidade considerável de biomassa - conjunto de matéria orgânica depositadas em um determinado lugar. Isso pode causar alterações, por exemplo, no ciclo do carbono - envolve a fixação de dióxido de carbono inorgânico pela fotossíntese, formando compostos orgânicos complexos até o retorno final à atmosfera por respiração e decomposição”, descreve Reinaldo Correa Costa. Por outro lado, ele ressalta que existem estudos que apontam a absorção do carbono pelas plantas. “Em Tucuruí, a floresta foi colocada debaixo da água e esse material entrou em decomposição, gerando uma super oferta de alimentos para insetos, o que acabou expulsando as populações da beira do rio.”  A falta de peixes é outro problema descrito por Costa. Segundo ele, um grupo que costumava remar três horas para pescar, após a obra estava remando de seis a dez horas para encontrar peixes. De acordo com Glenn Switkes, da IRN, já existem estudos feitos em Tucuruí, onde a cobertura vegetal não foi retirada para a construção da usina, e em uma outra barragem da Guiana Francesa, que comprovam a enorme liberação de gás carbônico na atmosfera por reservatórios e barragens em rios tropicais”.

Fonte:

http://www.socioambiental.org/esp/bm/index.asp



postado por 9449 as 10:38:55
2 comentários:

Regininha, Marco Zapata, Rosa e turma da:
"...Mãos à obra!
O trabalho é vivo e novo!
Com os oradores vazios, fora!
Moinho com eles!
Com a água de seus discursos
que façam mover-se a mó!"
MAIAKOVSKI
Parabéns, grande comandante!
Te amamos, até a vitória sempre.

26/05/2006
Regininha, Marco Zapata, Rosa e turma da:
"...Mãos à obra!
O trabalho é vivo e novo!
Com os oradores vazios, fora!
Moinho com eles!
Com a água de seus discursos
que façam mover-se a mó!"
MAIAKOVSKI
Parabéns, grande comandante!
Te amamos, até a vitória sempre.

26/05/2006
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